Esportes

Conselho do Corinthians se reúne e deve aprovar previsão orçamentária de 2019

O Corinthians tinha a previsão de faturar R$ 87,2 milhões neste ano.
11/12/2018, 08h37

O Conselho Deliberativo do Corinthians se reúne nesta terça-feira, às 19 horas, no Parque São Jorge, em São Paulo, para votar a previsão orçamentária de 2019. Dos 318 conselheiros do clube, a expectativa é que 250 compareçam e que a maioria aprove o relatório prévio elaborado pela atual diretoria.

O Estado revelou na última semana alguns números desse documento. Nele, havia quatro pontos na introdução para explicar quais foram os “critérios e premissas adotados”. Resumidamente, o primeiro ponto admite que o clube colocará o pé no freio mantendo “o nível das despesas e custos em linha com os valores realizados em 2018, com uma leve queda e sem incrementos significativos ainda que considerados os índices de inflação previstos”.

O segundo pede que sejam mantidos os investimentos em formação de atletas nos mesmos níveis do triênio 2016/2017/2018. Também coloca como ponto chave a busca por patrocinadores “cujos níveis estiveram abaixo do previsto no biênio 2017/2018”.

Por fim, informa que tentará reduzir as despesas financeiras baseando-se nas renegociações de contratos e na implementação de gerenciamento ativo do fluxo de caixa realizadas em 2018.

As receitas com patrocínios são um dos exemplos de frustração que levaram a um comedimento em relação ao que se espera na próxima temporada. O Corinthians tinha a previsão de faturar R$ 87,2 milhões neste ano. Mas o orçamento ajustado, que representa o balancete de janeiro a setembro e mais a projeção dos três últimos meses de 2018, alcança apenas R$ 38,7 milhões.

Essa diferença para menos de 55,5% fez a diretoria financeira baixar a expectativa para 2019 para R$ 64 milhões com patrocinadores – vale lembrar que desde abril de 2017 o clube não consegue negociar a parte mais nobre da camisa.

Outro número que explica a tentativa de contenção da atual gestão está nos valores que envolvem a negociação de jogadores. Nem mesmo o faturamento de R$ 110 milhões com a venda de atletas ajudou o clube a fechar o ano no azul. A previsão para dezembro é que o Corinthians feche com déficit de R$ 26,3 milhões.

A estimativa é que a reunião dure por volta de três horas. O principal ponto de questionamento da oposição é a falta de transparência nas contas da Arena Corinthians, em São Paulo. Na última semana, o grupo Movimento Corinthians Grande solicitou via redes sociais reivindicaram cinco documentos para explicar as despesas e receitas do novo estádio.

Imagens: Folha de São Paulo 

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Política

Três senadores e três deputados federais são alvos de operação da PF

A Operação Ross é um desdobramento da Patmos, deflagrada pela PF em maio de 2017.
11/12/2018, 08h48

A Polícia Federal e o Ministério Público cumprem hoje (11) 24 mandados de busca e apreensão, assim como 48 intimações para oitivas no Distrito Federal, em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e na Bahia, além de Mato Grosso do Sul, do Tocantins e Amapá. São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Informações preliminares indicam que os alvos são três senadores do PSDB e DEM, além do mesmo número de deputados do Solidariedade, PDT e PTB.

A PF no Distrito Federal confirmou a Operação Ross. No total,  200 homens trabalham na ação, que investiga o recebimento de vantagens indevidas por parte dos parlamentares no período de 2014 a 2017.

A Operação Ross é um desdobramento da Patmos, deflagrada pela PF em maio de 2017. Os valores investigados, que teriam sido utilizados também para a obtenção de apoio político, ultrapassam R$ 100 milhões.

Alvos

Os alvos são apartamentos de um senador e da irmã dele no Rio de Janeiro, assim como de uma parlamentar, também na capital fluminense. Em São Paulo, o imóvel de outro deputado está na mira, assim como apartamentos de senadores em Belo Horizonte.

Como há mandados expedidos para parlamentares no Rio Grande do Norte e na Bahia, há imóveis de um senador e um deputado também alvos da ação em Natal e Salvador.

Os mandados de busca e apreensão foram autorizados a partir do inquérito 4.519, relatado pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Denúncias

A operação se baseia em informações de empresários, que teriam relatado a promotores a emissão de notas fiscais frias. Há denúncias, que estão sob investigação, sobre a suposta compra de apoio político do Solidariedade, e que empresários teriam ajudado com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias.

Nome

O nome da Operação Ross é referência ao explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo, na Antártida, fazendo alusão às notas fiscais frias que estão sendo investigadas.

Imagens: Agência Brasil 

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Mundo

Nova Zelândia legaliza uso medicinal da maconha

De acordo com a nova regra, o acesso será condicionado a pacientes com dores crônicas.
11/12/2018, 09h11

O parlamento da Nova Zelândia aprovou nesta terça-feira, 11, uma lei que autoriza o uso medicinal da maconha. De acordo com a nova regra, o acesso será condicionado a pacientes com dores crônicas e que apresentem receitas médicas.

O texto, uma emenda à Lei de Abuso de Drogas, elimina a definição do cannabidiol como droga controlada e a converte em um medicamento fornecido sob prescrição. Com isso, as empresas de maconha medicinal poderão produzir seus produtos tanto para o mercado local como para exportação.

Com a aprovação da nova legislação, a Nova Zelândia se tornou o segundo local na Oceania a legalizar o uso medicinal da maconha. Em 2016, o Estado de Victoria, na Austrália, liberou a utilização.

Pesquisas, entre elas um estudo publicado em 2015 no periódico Journal of the American Medical Association, mostram que a maconha registrou resultados positivos durante tratamentos de dor crônica. Apesar disso, ainda existem dúvidas sobre os efeitos secundários da droga. (Com agências internacionais)

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Esportes

Brasil começa Mundial de Piscina Curta com quebra de recordes e vagas em finais

Dois brasileiros estão nas semifinais na prova dos 100 metros peito.
11/12/2018, 09h34

A natação do Brasil começou bem a disputa do Mundial de Piscina Curta, na cidade de Hangzhou, na China. Na manhã desta terça-feira (final da noite e início da madrugada de terça no horário de Brasília), Fernando Scheffer e Guilherme Guido foram os destaques do primeiro dia de eliminatórias com recordes sul-americanos. O País conquistou vagas em semifinais e finais.

Fernando Scheffer, um dos destaques da natação brasileira em 2018, obteve o terceiro melhor tempo nas eliminatórias dos 400 metros livre, com 3min39s10. Ele melhorou em quase dois segundos (3min30s87) o antigo recorde continental, que era dele mesmo desde agosto. À sua frente ficaram o lituano Danas Rapsys (3min36s65) e o norueguês Henrik Christiansen (3min38s04).

Já Guilherme Guido reduziu em cinco centésimos o seu recorde sul-americano dos 100 metros costas, que também durava desde agosto deste ano. Com 49s57, fez o melhor tempo de classificação da prova e se posicionou bem para tentar ir à final. As semifinais, que também terão Guilherme Basseto (em 13.º) serão ainda nesta terça.

Outros finalistas do dia foram Luiz Altamir (1min51s31), nos 200 metros borboleta – Leonardo de Deus foi eliminado com o 18.º tempo -, Caio Pumputis (1min53s33) e Leonardo Santos (1min53s53), nos 200 metros medley, e o revezamento 4×100 metros livre masculino, que avançou à decisão com o segundo melhor tempo (3min05s70). O time será composto por Matheus Santana, Marcelo Chierighini, Breno Correia e Cesar Cielo, que pode estar disputando a sua última competição de alto nível na natação.

Dois brasileiros estão nas semifinais na prova dos 100 metros peito. Felipe Lima conseguiu o quinto melhor tempo, com 57s14, e João Gomes Júnior, com 57s62, foi o 15.º.

Já três brasileiras foram eliminadas nas eliminatórias. Etiene Medeiros, com 58s62, terminou os 100 metros costas com o 21.º tempo. Nos 200 metros livre, Manuella Lyrio ficou em nono, a uma posição da final, com o tempo de 1min54s87, e Larissa Oliveira foi a 11.ª com 1min54s88.

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Goiás

Polícia apreende mais de três toneladas de medicamentos vencidos que eram comercializados, em Goiás

A Operação Química do Mal, que apreendeu 3,5 toneladas de medicamentos vencidos, foi o resultado de uma força-tarefa de cooperação entre vários órgãos.

Por Ton Paulo
11/12/2018, 09h42

A Polícia Civil (PC) através da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (Decar) deflagrou, na manhã da última segunda-feira (10/12), uma operação que apreendeu mais de três toneladas de medicamentos vencidos que estavam sendo comercializados. A operação foi o resultado de uma força-tarefa de cooperação entre vários órgãos, e três pessoas foram presas.

A operação foi batizada de Química do Mal II, e contou com a colaboração da Polícia Técnico Científica de Goiás, Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) de Aparecida de Goiânia, órgãos que auxiliariam no fechamento do local e aplicação das medidas administrativas pertinentes.

Na ação, mais de 3,5 toneladas de medicamentos vencidos foram apreendidos e três pessoas conduzidas. A PC ainda vai informar, em coletiva de imprensa, suas identidades e como elas atuavam.

Polícia apreende mais de três toneladas de medicamentos vencidos que eram comercializados, em Goiás
Foto: Decar

Apurou-se com a investigação que grande parte dos medicamentos já estavam vencidos e mal acondicionados, e mesmo assim eram comercializados pelos conduzidos. Somados, os prejuízos ultrapassam a cifra de R$ 2 milhões de reais.

As investigações prosseguem com o objetivo de delimitar as autorias atinentes aos receptadores, que em grande parte são proprietários de farmácias.

Primeira fase da Operação Química do Mal, que apreendeu medicamentos vencidos, ocorreu em novembro deste ano

Em novembro deste ano a Polícia Civil de Goiás, em conjunto com a Polícia Civil do Mato Grosso, deflagrou a primeira fase da Operação Química do Mal, resultado de investigações sobre roubos de cargas de defensivos agrícolas e medicamentos de alto custo.

À época, foi cumprido mandado de prisão contra um suspeito de integrar a organização criminosa especializada em roubos de cargas. O preso preenchia a função de abordar os motoristas nas rodovias, com uso de armas de fogo de grosso calibre. A ação policial durou três dias, tendo em vista que o suspeito estava em uma propriedade rural do município de Água Boa.

A organização criminosa da qual faz parte o investigado é responsável por roubar quatro cargas de defensivos e medicamentos em Goiás e no Tocantins.

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