Goiás

Jayme Rincón e Júlio Vaz são liberados pela PF após cinco dias de prisão

Além de Jayme Rincón e Júlio Vaz, foram liberados também o casal Márcio Gomes Borges, gerente-geral de Distritos da Codego, e Meire Cristina Rodrigues Borges, servidora comissionada da Secretaria Extraordinária de Articulação Política.

Por Ton Paulo
11/12/2018, 07h57

O ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, e Júlio Vaz, presidente da Codego, foram liberados da sede da Polícia Federal (PF) em Goiânia na madrugada desta terça-feira (11/12), após cinco dias de prisão. Jayme e Júlio tiveram prisão temporária decretada na última quinta-feira (6/12), na Operação Confraria, um desdobramento da Operação Cash Delivery que apura a suspeita de repasses indevidos a agentes públicos por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego). A informação é da CBN Goiânia.

Além deles, foram liberados também o casal Márcio Gomes Borges, gerente-geral de Distritos da Codego, e Meire Cristina Rodrigues Borges, servidora comissionada da Secretaria Extraordinária de Articulação Política. Todos estavam presos na Operação Confraria. Eles foram liberados por volta de meia-noite de hoje, após a Justiça aceitar os pedidos de Habeas Corpus feitos pelos seus advogados.

O grupo é suspeito de participar de esquemas de desvio de verbas do governo de Goiás e as investigações apontam incompatibilidade da vida luxuosa levada por Márcio Gomes e Meire Cristina com a renda comprovada por eles.

Operação Confraria e Cash Delivery

A Operação Confraria, desdobramento da Cash Delivery, envolveu, ao todo, 50 policiais federais que cumpriram 10 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de prisão temporária, além de sequestros de imóveis, nas cidades de Goiânia, Caldas Novas, Aruanã, Brasília/DF e Búzios/RJ, todos expedidos pela 11ª Vara da Justiça Federal em Goiânia.

Já a Operação Cash Delivery foi desencadeada a partir de investigação depois de delação de executivos da Odebrecht, que alcança empresários, agentes públicos e doleiros pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária, expedidos pela 11ª Vara da Justiça Federal de Goiás, nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Pirenópolis e Aruanã, Campinas e São Paulo. O ex-presidente da Agetop, Jayme Rincón, e o ex-governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo, chegaram a ser presos preventivamente, obtendo um Habeas Corpus logo depois.

Durante a ação, foram apreendidos R$ 940.260 na casa de Márcio Garcia de Moura, policial militar e motorista de Jayme Rincón. Outros R$ 79 mil foram apreendidos na casa de Jayme, além de 2,4 mil euros, 80 libras esterlinas, 101 dólares e 15 pesos argentinos.

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Política

PF cumpre 24 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Aécio e aliados

Aproximadamente 200 policiais federais dão cumprimento aos mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.
11/12/2018, 08h26

A Polícia Federal faz buscas nesta terça-feira, 11, em endereços ligados ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). A investigação está relacionada à delação premiada de executivos do Grupo J&F. Ao todo, a PF cumpre 24 mandados de busca em investigação envolvendo parlamentares na Operação Ross.

A operação foi a um apartamento da família do senador em Ipanema, zona sul do Rio. As buscas alcançam mais cinco parlamentares: os deputados Paulinho da Força (SD-SP), Cristiane Brasil (PTB-RJ), Benito Gama (PTB-BA) e senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Antonio Anastasia (PSDB-MG).

O objetivo da ação é investigar o recebimento de vantagens indevidas por parte de três senadores da República e três deputados federais, entre os anos de 2014 e 2017. As vantagens teriam sido solicitadas a um grande grupo empresarial do ramo dos frigoríficos que teria efetuado o pagamento, inclusive para fins da campanha presidencial de 2014. A ação de hoje é um desdobramento da Operação Patmos, deflagrada em maio de 2017.

Os valores investigados, que teriam sido utilizados também para a obtenção de apoio político, ultrapassam os R$ 100 milhões, Suspeita-se que os valores eram recebidos por meio da simulação de serviços que não eram efetivamente prestados e para os quais eram emitidas notas fiscais frias.

Aproximadamente 200 policiais federais dão cumprimento aos mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. Eles realizam 48 intimações para oitivas. As medidas estão sendo cumpridas no Distrito Federal e nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Tocantins, e Amapá.

São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

O nome da apuração, Ross, faz referência a um explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo localizada na Antártida fazendo – numa alusão às notas fiscais frias que estão sob investigação.

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Esportes

Conselho do Corinthians se reúne e deve aprovar previsão orçamentária de 2019

O Corinthians tinha a previsão de faturar R$ 87,2 milhões neste ano.
11/12/2018, 08h37

O Conselho Deliberativo do Corinthians se reúne nesta terça-feira, às 19 horas, no Parque São Jorge, em São Paulo, para votar a previsão orçamentária de 2019. Dos 318 conselheiros do clube, a expectativa é que 250 compareçam e que a maioria aprove o relatório prévio elaborado pela atual diretoria.

O Estado revelou na última semana alguns números desse documento. Nele, havia quatro pontos na introdução para explicar quais foram os “critérios e premissas adotados”. Resumidamente, o primeiro ponto admite que o clube colocará o pé no freio mantendo “o nível das despesas e custos em linha com os valores realizados em 2018, com uma leve queda e sem incrementos significativos ainda que considerados os índices de inflação previstos”.

O segundo pede que sejam mantidos os investimentos em formação de atletas nos mesmos níveis do triênio 2016/2017/2018. Também coloca como ponto chave a busca por patrocinadores “cujos níveis estiveram abaixo do previsto no biênio 2017/2018”.

Por fim, informa que tentará reduzir as despesas financeiras baseando-se nas renegociações de contratos e na implementação de gerenciamento ativo do fluxo de caixa realizadas em 2018.

As receitas com patrocínios são um dos exemplos de frustração que levaram a um comedimento em relação ao que se espera na próxima temporada. O Corinthians tinha a previsão de faturar R$ 87,2 milhões neste ano. Mas o orçamento ajustado, que representa o balancete de janeiro a setembro e mais a projeção dos três últimos meses de 2018, alcança apenas R$ 38,7 milhões.

Essa diferença para menos de 55,5% fez a diretoria financeira baixar a expectativa para 2019 para R$ 64 milhões com patrocinadores – vale lembrar que desde abril de 2017 o clube não consegue negociar a parte mais nobre da camisa.

Outro número que explica a tentativa de contenção da atual gestão está nos valores que envolvem a negociação de jogadores. Nem mesmo o faturamento de R$ 110 milhões com a venda de atletas ajudou o clube a fechar o ano no azul. A previsão para dezembro é que o Corinthians feche com déficit de R$ 26,3 milhões.

A estimativa é que a reunião dure por volta de três horas. O principal ponto de questionamento da oposição é a falta de transparência nas contas da Arena Corinthians, em São Paulo. Na última semana, o grupo Movimento Corinthians Grande solicitou via redes sociais reivindicaram cinco documentos para explicar as despesas e receitas do novo estádio.

Imagens: Folha de São Paulo 

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Política

Três senadores e três deputados federais são alvos de operação da PF

A Operação Ross é um desdobramento da Patmos, deflagrada pela PF em maio de 2017.
11/12/2018, 08h48

A Polícia Federal e o Ministério Público cumprem hoje (11) 24 mandados de busca e apreensão, assim como 48 intimações para oitivas no Distrito Federal, em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e na Bahia, além de Mato Grosso do Sul, do Tocantins e Amapá. São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Informações preliminares indicam que os alvos são três senadores do PSDB e DEM, além do mesmo número de deputados do Solidariedade, PDT e PTB.

A PF no Distrito Federal confirmou a Operação Ross. No total,  200 homens trabalham na ação, que investiga o recebimento de vantagens indevidas por parte dos parlamentares no período de 2014 a 2017.

A Operação Ross é um desdobramento da Patmos, deflagrada pela PF em maio de 2017. Os valores investigados, que teriam sido utilizados também para a obtenção de apoio político, ultrapassam R$ 100 milhões.

Alvos

Os alvos são apartamentos de um senador e da irmã dele no Rio de Janeiro, assim como de uma parlamentar, também na capital fluminense. Em São Paulo, o imóvel de outro deputado está na mira, assim como apartamentos de senadores em Belo Horizonte.

Como há mandados expedidos para parlamentares no Rio Grande do Norte e na Bahia, há imóveis de um senador e um deputado também alvos da ação em Natal e Salvador.

Os mandados de busca e apreensão foram autorizados a partir do inquérito 4.519, relatado pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Denúncias

A operação se baseia em informações de empresários, que teriam relatado a promotores a emissão de notas fiscais frias. Há denúncias, que estão sob investigação, sobre a suposta compra de apoio político do Solidariedade, e que empresários teriam ajudado com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias.

Nome

O nome da Operação Ross é referência ao explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo, na Antártida, fazendo alusão às notas fiscais frias que estão sendo investigadas.

Imagens: Agência Brasil 

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Mundo

Nova Zelândia legaliza uso medicinal da maconha

De acordo com a nova regra, o acesso será condicionado a pacientes com dores crônicas.
11/12/2018, 09h11

O parlamento da Nova Zelândia aprovou nesta terça-feira, 11, uma lei que autoriza o uso medicinal da maconha. De acordo com a nova regra, o acesso será condicionado a pacientes com dores crônicas e que apresentem receitas médicas.

O texto, uma emenda à Lei de Abuso de Drogas, elimina a definição do cannabidiol como droga controlada e a converte em um medicamento fornecido sob prescrição. Com isso, as empresas de maconha medicinal poderão produzir seus produtos tanto para o mercado local como para exportação.

Com a aprovação da nova legislação, a Nova Zelândia se tornou o segundo local na Oceania a legalizar o uso medicinal da maconha. Em 2016, o Estado de Victoria, na Austrália, liberou a utilização.

Pesquisas, entre elas um estudo publicado em 2015 no periódico Journal of the American Medical Association, mostram que a maconha registrou resultados positivos durante tratamentos de dor crônica. Apesar disso, ainda existem dúvidas sobre os efeitos secundários da droga. (Com agências internacionais)

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