Economia

Quarta maior companhia aérea do país, Avianca entra em recuperação judicial

Com 13% do mercado brasileiro e dívida de quase R$ 500 milhões, a Avianca vinha tendo dificuldades para honrar compromissos.
12/12/2018, 08h31

A Avianca Brasil, operação da empresa colombiana no País, entrou nesta terça-feira, 11, em recuperação judicial para evitar que suas aeronaves sejam retomadas pelos arrendatários e prejudiquem sua operação. O pedido foi feito na segunda-feira, na 1.ª Vara Empresarial de São Paulo, e aceito na noite desta terça pelo juiz Tiago Henriques Papaterra Limongi.

Na decisão, o juiz acatou boa parte das reivindicações da empresa. No documento, ele afirma que a medida visa a preservar a companhia e evitar os prejuízos que a interrupção das atividades poderia causar durante a alta temporada. O juiz concedeu tutela antecipada e suspendeu processos de reintegração de posse das aeronaves que tramitam na Justiça paulista e futuras ações com essa finalidade.

Segundo a Avianca, se ocorrer a reintegração de posse de 14 aeronaves, conforme as ações em andamento, a frota da companhia será reduzida em 30%, podendo afetar o atendimento de 77 mil passageiros que vão viajar até 31 de dezembro.

Com 13% do mercado brasileiro e dívida de quase R$ 500 milhões, a Avianca vinha tendo dificuldades para honrar compromissos. “A companhia tinha estratégia de disputar o mercado com as grandes do setor, mas não tinha escala no País. A surpresa foi a resiliência da empresa em aguentar até agora”, diz o sócio da consultoria Bain & Company, Andre Castellini.

Os problemas da empresa se agravaram nas últimas semanas. Com o atraso no pagamento de contratos de arrendamento, os donos de aeronaves entraram na Justiça para retomar os aviões em posse da Avianca e conseguiram decisões favoráveis. Segundo fontes, a companhia vinha tentando renegociar preços com a Aircastle – uma das arrendatárias por trás das ações judiciais – havia um mês.

Sem sucesso, a saída da Avianca foi recorrer à Justiça. Segundo especialistas, a questão da retomada das aeronaves ainda não está totalmente resolvida. Isso porque, conforme a legislação, os contratos de arrendamento não entram no plano de recuperação e, portanto, podem ser suspensos no caso de falta de pagamento, afirma Laura Bumachar, sócia do escritório Dias Carneiro Advogados.

Essa regra foi instituída após o caso Varig e valeu para a recuperação da Passaredo – encerrada em 2017. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou que está acompanhando o caso da Avianca. A expectativa, diz a agência reguladora, é que a empresa continue a prestar serviços no País, mas com uma revisão de sua malha.

Além da manutenção da frota atual, o juiz determinou que a Anac preserve concessões e autorizações para não prejudicar os passageiros e não atrapalhar a venda das passagens. Da mesma forma, definiu que os aeroportos usados pela empresa no Brasil e no exterior mantenham o acesso a toda infraestrutura e serviços aeroportuários.

A decisão se deve à inadimplência da empresa com aeroportos e serviços de carregamento de bagagem, manobra de aeronave e check-in. De acordo com a lista de credores, essa conta é de cerca de R$ 100 milhões. A empresa soma dívidas de quase R$ 500 milhões. Os débitos com os arrendatários não estão na lista.

Segundo fontes próximas à empresa, parte das dívidas com os aeroportos vem sendo renegociada. Em Guarulhos, onde o passivo é de R$ 26 milhões, a Avianca conseguiu honrar a última parcela do compromisso. Há uma preocupação por parte da GRU Airport, concessionária de Guarulhos, onde a Avianca criou um hub (terminal de conexões) no local e ampliou o número de voos.

No setor, havia um desconforto com a possibilidade de que o público soubesse dos problemas da empresa. Dada a proximidade das férias, a preocupação era de que consumidores deixassem de comprar bilhetes da Avianca com medo de não conseguirem voar. O próprio pedido de recuperação foi feito com sigilo de Justiça, derrubado nesta terça.

A Avianca também negocia um aporte com a aérea americana United Airlines. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: UOL 

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Goiás

Aparecida de Goiânia recebe de Furnas o primeiro túnel de vento do Brasil

Foram investidos mais de R$ 5 milhões de reais no empreendimento, que vai possibilitar ao consumidor uma fonte de energia limpa, renovável e mais barata.

Por Ton Paulo
12/12/2018, 08h36

A estatal Eletrobras Furnas, que é subsidiária da Eletrobras e vinculada ao Ministério de Minas e Energia, atuando no segmento de geração e transmissão de energia em alta e extra-alta tensão, inaugurou na última terça-feira (12/12), em Aparecida de Goiânia, o primeiro túnel de vendo brasileiro. Foram investidos mais de R$ 5 milhões de reais no empreendimento, que vai possibilitar ao consumidor uma fonte de energia limpa, renovável e mais barata.

O túnel de vento foi instalado no Centro Tecnológico Civil, na BR-153, e possui 27 metros de comprimento. O diretor de Engenharia de Furnas, Cláudio Guilherme Branco da Motta, participou da inauguração, que ocorreu ontem.

O projeto foi construído ao longo de um um ano inteiro, e já é visto como essencial no desenvolvimento e progresso da energia renovável e limpa, e é a partir de simulações feitas nele e com modelagem em laboratório que serão propostas melhorias para equipamentos e estruturas dos parques eólicos.

Ao utilizar modelos de tamanho reduzido de itens como hélices e torres, é possível mostrar neste túnel a incidência do vento e avaliar o comportamento dessas estruturas quando são submetidas à ação do vento em potência real ou máxima. A intenção é mitigar dificuldades e ampliar a durabilidade dos equipamentos que possibilitam essa geração de energia a partir do conhecimento do vento, que os engenheiros consideram de dificílima previsibilidade.

Responsável pelo centro tecnológico de engenharia civil de Furnas, o gerente de Serviços e Suporte Tecnológico da companhia, Renato Cabral Guimarães, destaca, no site da empresa, que a implantação do túnel de vento representa um avanço para a pesquisa e a tecnologia nacionais. Segundo ele, hoje, os equipamentos que existem para geração eólica são quase todos importados, e o que será desenvolvido em Aparecida de Goiânia é realmente a ciência para os parques eólicos.

“Vamos trazer os melhores materiais, verificar as melhores condições de vento, como é a fundação das torres e o comportamento do solo para avançar na geração de energia”, completou.

Túnel de vento de Aparecida de Goiânia será um dos alvos do investimento de 300 milhões de Furnas

O túnel de vento não é a única novidade no município de Aparecida de Goiânia.

Nos próximos cinco anos, Furnas investirá R$ 300 milhões em 55 projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D+i), com foco na geração de novos produtos e negócios em busca de diferencial competitivo para a empresa.

De acordo com o superintendente de Desenvolvimento de Novos Negócios de Furnas, Luiz Eduardo Marques Moreira, o projeto do túnel de vento está alinhado com a estratégia de produzir inovações que tragam resultados para a companhia. Segundo ele, a tendência é o aumento da distância dos aerogeradores em relação ao solo, por meio de torres de até 120 m de altura. Isso faz com que a estabilidade e segurança dessas estruturas seja uma questão crucial para a eficiência dos empreendimentos.

Além do túnel de vento e do Laboratório de Aerodinâmica, outros projetos de P&D+i da empresa são geridos por profissionais do Centro Tecnológico de Engenharia Civil de Aparecida de Goiânia, construído em 1983. Esses estudos contribuem de forma relevante para estabelecer novos conceitos e instituir parâmetros de projetos, resultando em obras mais seguras e econômicas.

Via: Furnas 

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Política

Governadores discutem hoje segurança pública

Moro deve participar da reunião.
12/12/2018, 08h39

Segurança pública será o tema central da segunda reunião dos governadores eleitos e reeleitos, que ocorre hoje (12) em Brasília, na sede do Conselho Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Até ontem à noite, 25 governadores e um vice-governador haviam confirmado presença. O futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, também deverá participar do debate.

O encontro é organizado pelos governadores eleitos do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e de São Paulo, João Doria (PSDB). Além de Moro, vão participar os presidentes do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, e do Superior Tribunal de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, bem como o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

Na última reunião, em novembro, os governadores combinaram que levariam para debate temas consensuais. Foram definidos 13 assuntos prioritários dos estados. Algumas propostas, como as reformas da Previdência, administrativa e tributária, são listadas como necessárias, mas os governadores não têm posição conjunta sobre quais pontos devem ser aprovados.

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Mundo

Prédios na sede do Facebook nos EUA são esvaziados por falsa ameaça de bomba

Nenhum artefato ou pacote suspeito foi encontrado na área.
12/12/2018, 08h48

Três prédios da sede do Facebook em Menlo Park, na Califórnia (EUA), foram esvaziados na noite desta terça-feira, (11/12), por conta de uma falsa ameaça de bomba. Após uma inspeção com unidades antibomba e cães farejadores, a polícia de Menlo Park não encontrou nenhum artefato ou pacote suspeito na área.

O local desocupado fica no número 200 da Rua Jefferson Drive. Além do prédio ameaçado, outros dois edifícios vizinhos foram esvaziados por garantia de segurança. A ameaça de bomba foi recebida pelo Departamento de Polícia de Nova York, que alertou em seguida as autoridades de Menlo Park.

Em abril, outra empresa do Vale do Silício, o YouTube, enfrentou problemas de segurança. Na oportunidade, uma mulher abriu fogo na sede da companhia, deixou quatro pessoas feridas e, em seguida, se matou. (Com agências internacionais).

Imagens: Terra 

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Política

Portaria amplia de dez para 18 total de áreas do gabinete de transição

Inicialmente era composto por dez áreas.
12/12/2018, 08h52

Portaria publicada nesta quarta-feira, 12, no Diário Oficial da União (DOU) traz alterações à organização interna e funcionamento do gabinete de transição governamental. A portaria nº 46 é assinada por Onyx Lorenzoni, ministro extraordinário da Transição. Inicialmente composto por dez áreas, conforme a portaria nº 2, de 8 de novembro de 2018, o gabinete de transição já conta com 18 áreas.

As áreas são as seguintes: Agricultura; Atualização e Consolidação de Atos Normativos; Cidadania; Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; Defesa; Desenvolvimento Regional; Desenvolvimento Sustentável; Economia e Comércio Exterior; Educação; Infraestrutura; Justiça, Segurança e Combate à Corrupção; Minas e Energia; Modernização do Estado; Mulher, Família e Direitos Humanos; Previdência; Relações Exteriores; Saúde; e Turismo.

A portaria publicada nesta quarta no DOU também altera a composição dos grupos técnicos do gabinete de transição. Antes integrados por até 20 membros, agora os grupos técnicos poderão contar com até 30 membros, além dos seus respectivos coordenadores.

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