Entretenimento

Ator de 'Pantera Negra' fala sobre importância para a representatividade

13/12/2018, 17h28

Michael B. Jordan, que interpretou o vilão Killmonger em Pantera Negra, revelou, em entrevista ao programa Actors on Actors, da Variety, que não esperava que o filme fizesse tanto sucesso.

Foi incrível atuar. Enquanto contracenamos, não dá para ter noção. Mas, ao olhar para trás, é tipo ‘é, nós fizemos isso'”, afirmou.

O artista contou, também, que entendeu a importância do longa para a representatividade afro durante as entrevistas que fez para a imprensa. “Ver os jornalistas ouvindo nossas histórias dá um senso de orgulho para todo mundo. Não é uma experiência só para africanos”, reflete.

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Política

Escolhido como líder do PSL na Câmara, delegado Waldir deve evitar falar sobre sucessão

Um novo representante será eleito em fevereiro de 2019.
13/12/2018, 17h52

Após reunião com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, o delegado Waldir  foi escolhido como novo líder do PSL na Câmara, por pelo menos até fevereiro do próximo ano. A pedido do presidente, o deputado federal deve evitar falar sobre a sucessão ao cargo. Eduardo Bolsonaro, que presidia bancada do partido, deixou o posto.

Em fevereiro de 2019, quando a nova legislatura receberá posse, será feita uma eleição para novo presidente. O PSL, que este ano conta oito parlamentares na Câmara, no próximo mandato terá 52 representantes. Essa será a segunda maior bancada da Casa.

“Bolsonaro pediu serenidade e que os parlamentares não declarassem votos para a presidência da Câmara. Mais para frente vamos ter uma noção mais clara da situação”, disse Eduardo em entrevista após a reunião.

Por meio das redes sociais, delegado Waldir comunicou presidência do PSL na Câmara apenas com a reprodução de uma reportagem, sem legenda.

Nas eleições 2018, delegado Waldir foi eleito deputado com maior número de votos

Pela segunda vez consecutiva, o delegado Waldir Soares (PSL) foi o candidato a deputado federal eleito com maior número de votos em Goiás. No pleito deste ano, ele obteve 274.406 votos, apenas 219 a menos do que em 2014, quando teve a maior votação para o mesmo cargo na história do estado.

Natural de Jacarezinho, no Paraná, o deputado delegado Waldir é formado em Direito, possui pós-graduações em Direito Penal e Processo Penal, e Gerenciamento de Segurança Pública. Filho de mãe zeladora e criado sem o auxílio do pai, ajudou a mãe, quando jovem, no sustento da casa.

Em Goiás, Estado que o elegeu, Waldir é famoso por suas posturas firmes e até polêmicas. Se considerando um defensor da segurança pública e do combate à corrupção, o deputado falou ao Dia Online na série de entrevistas ‘Fala, deputado’.

Reeleito para um novo mandato no Congresso Nacional, o delegado Waldir diz que tem projetos para uma reforma política e para, nas palavras dele, “o corte de mordomias dos políticos”.

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Entretenimento

Cine Cultura Goiânia: a arte representada pelo cinema

Fundado em 1989, o Cine Cultura Goiânia ainda representa o maior meio de exibição de filmes não comerciais na cidade. Conheça um pouquinho mais sobre sua história e importância!
13/12/2018, 18h20

O cinema é considerado atualmente como um dos principais meios de expressão cultural da sociedade. Ao contrário do que o senso popular acredita, esta não é uma forma apenas de entretenimento, mas também está diretamente relacionada com a educação. Utilizar o cinema como ferramenta de ensino abre espaço para a discussão sobre aspectos históricos, culturais, literários, políticos, dentre tantos outros temas. Essa é justamente a proposta do Cine Cultura Goiânia, que visa oferecer produções para quem está em busca de qualidade e de conhecimento.

Considerado como uma das principais referências na cidade quando o assunto é exibição de produções audiovisuais, o Cine Cultura Goiânia foi um dos primeiros da capital, fundado ainda no ano de 1989. Embora seja bem pequeno quando comparado aos outros, ainda sobrevive principalmente na cena independente da cidade, sempre atraindo pequenos festivais e pessoas interessadas em cinema.

Se você ainda não conhece o lugar, fica aqui o convite para adentrar um pouquinho mais em sua história! Em seguida ainda deixaremos um link com a programação, onde você poderá acompanhar os eventos que ainda estão por vir.

O Cine Cultura Goiânia

Cine Cultura Goiânia: expressão cultural da cidade
Foto: Reprodução

O Cine Cultura é um projeto que não está presente apenas na capital, mas também em outras partes do Brasil. Em Goiânia, sua inauguração se deu no dia 15 de julho de 1989, onde a pequena sala batizada como “Sala Eduardo Benfica”, com apenas 98 lugares, abriu suas portas para dar início à história do cinema, que vem sendo escrita com grande entusiasmo ainda nos dias de hoje.

Durante anos o lugar foi dirigido por Antônio Segatti, um importante diretor de fotografia que conta com inúmeras produções cinematográficas em Goiás. Por ter essa influência, o Cine Cultura Goiânia se transformou no principal meio de exibição de filmes não comerciais, fazendo com que seu público pudesse vivenciar experiências completamente diferentes daquelas proporcionadas pelos cinemas tradicionais.

Cine Cultura Goiânia: expressão cultural da cidade
Foto: Reprodução

Atualmente, a sala do local conta com 97 poltronas, sendo que um espaço é destinado a cadeirante. Ainda hoje, o cinema busca privilegiar o que há de melhor das produções contemporâneas, abrindo as portas para festivais e mostras especiais. A ideia é sempre oferecer para a população da cidade, uma programação ampla e democrática, fazendo com se transforme em um espaço de convivência aberto a discussões, reflexões e principalmente a debates.

Sem impor limitações, o ambiente é ideal para fazer florescer a paixão pelo cinema, considerado como a sétima arte. E se você pretende imergir nessa proposta, basta clicar aqui e conferir a programação do Cine Cultura.

Mais informações?

Telefone para contato: (62) 3201-4670

Endereço: Centro Cultural Marieta Telles Machado, Praça Doutor Pedro Ludovico Teixeira, 2 – Centro, Goiânia – GO, 74003-010

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Goiás

Caso João de Deus envolve centenas de denúncias de abuso sexual, aborto, suicídio e protestos; entenda

Médium, alvo de um pedido de prisão do MP, nega todas as acusações.
13/12/2018, 19h11

Desde a última sexta-feira (7/12), o médium João de Deus se tornou um dos nomes mais noticiados na imprensa nacional e internacional depois que dez mulheres revelaram-se vítimas de abuso sexual, por meio do programa Conversa com Bial, da TV Globo. Segundo as denunciantes, os abusos ocorriam na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, interior de Goiás, onde o médium realiza milhares de atendimentos espirituais.

Os relatos encorajaram outras centenas de mulheres que também se sentiram abusadas. Até a tarde desta quinta-feira (13/12), apenas o Ministério Pública de Goiás havia recebido 250 denúncias contra o religioso. Os MPs de todos os estados brasileiros recebem os relatos. Estima-se, até o momento, que o número tenha ultrapassado as 400 possíveis vítimas.

Com base nos relatos das mulheres, os abusos seguem um padrão. Ele atendia as mulheres em público e depois pedia que elas o encontrassem, sozinhas, em seu escritório, para que ele incorporasse uma entidade e terminasse o procedimento. Os abusos sexuais ocorriam, de acordo com elas, dentro da sala dele.

Algumas dizem ter sido levadas a um banheiro dentro do cômodo. As mulheres relataram ainda que em alguns casos ele oferecia uma ‘jóia’ como espécie de ‘recompensa’. O médium, alvo de um pedido de prisão do MP, nega todas as acusações.

Denúncias de abuso sexual contra João de Deus

No último domingo, 9 de dezembro, uma das denunciantes, moradora de Valparaíso de Goiás revelou ter sido assediada pelo médium João de Deus. Segundo a mulher, de 41 anos, que preferiu não se identificar, o abuso ocorreu em 1999 durante uma consulta espiritual, na Casa Dom Inácio de Loyola, onde o religioso realiza os milhares de atendimentos. Na época, a mulher buscava cura para uma depressão.

Ao procurar o Correio Braziliense, a mulher relatou que durante umas das consultas espirituais, João de Deus pegou a mão dela e colocou dentro de sua calça. “Quando saímos do salão de orações coletivas, onde recebemos passes, ele já estava na sala reservada. Um dos ajudantes permitiu que eu ficasse sozinha com ele. Eu ia sentar no sofá, mas ele não deixou. Pediu para que eu ficasse de pé”, conta.

“Ele começou a me apalpar, tremendo e gemendo. Dizia no meu ouvido que era oração. Ele pegou minha mão e a colocou dentro da calça dele. Eu fechei a mão. E ele dizia para eu abrir a mão. Ele reclamou: ‘Filha, você não quer ficar curada?’. E pedia para eu segurar (o pênis dele)”, relata.

Mulher relata que abuso sexual resultou em gravidez seguida de aborto

Em outro caso, divulgado hoje (13/12), uma ex-moradora de Taguatinga (DF) contou que ficou gravida de João de Deus após sofrer abuso sexual. Hoje, com 53 anos, a mulher conta que o abuso ocorreu quando ela tinha 16 e que na época chegou a ser ameaçada de morte caso revelasse a alguém. Ela também denunciou o religioso.

“Uma amiga minha que me levou para conhecer o João de Deus. Aí, eu fui para lá trabalhar com ele na corrente. Com três meses, ele abusou de mim. Tirou minha roupa, minha peça íntima de baixo, a de cima não. Ele fez o que fez e eu peguei uma gravidez dele”, revelou à TV Globo.

De acordo com a mulher, e alguns meses a barriga começou a crescer e ela foi pedir ajuda ao médium. “Ele falou assim: ‘Não! Eu vou te dar um remédio’. Eu pensei que o remédio era uma garrafada para fazer um tratamento, mas ele me deu um remédio para matar a criança, para eu não complicar a vida dele.”

Mulher que relatou abuso sexual comete suicídio

Uma das mulheres que disse ter sido abusada sexualmente pelo médium João de Deus cometeu suicídio nesta quarta-feira (12/12), após saber que o líder espiritual foi trabalhar normalmente, na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia. As informações foram obtidas pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

De acordo com o jornal, a família da vítima nunca acreditou nas denúncias feitas por ela, pois, todos seriam muito devotos a João de Deus. Ainda de acordo com informações da Folha, Sabrina Bittencourt, ativista social ficou muito abalada ao saber da notícia, e precisou tomar medicamentos desde então. O advogado dela a orientou a não divulgar nenhum detalhe da morte.

Fiéis protestam em Abadiânia

Nesta quinta-feira fiéis se reuniram em frente à ‘Casa’ em uma manifestação em prol de João de Deus. Eles seguravam cartazes com pedidos de amor desejando forças ao médium. Um dos protestantes, estrangeiro, ficou sentando por mais de nove horas com os olhos fechados e segurando o cartaz com a frase “Help João”.

Imagens: Istoé 

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Brasil

Advogado de João de Deus pede que pedido de prisão não seja concedido

Defesa argumenta que João de Deus tem residência e já se mostrou disposto a colaborar com a Justiça.
13/12/2018, 20h00

O advogado de João de Deus, Alberto Zacharias Toron, apresentou à Justiça um pedido para que a prisão preventiva de seu cliente não seja concedida. Numa audiência com o juiz Fernando Chacha, realizada na tarde desta quinta, 13, Toron sugeriu ainda que, se mantida a liberdade, seu cliente estaria disposto a fazer os atendimentos espirituais escoltado por policiais ou, ainda, permitir que sessões sejam gravadas.

De acordo com Toron, não há um prazo para que o juiz decida sobre o pedido de prisão, apresentado na tarde de quarta pelo Ministério Público. “Embora não tenha tido até agora acesso aos depoimentos ou ao pedido de prisão preventiva, com todas as limitações apresentei argumentos para que o juiz negasse a prisão”, completou.

Toron chegou em Abadiânia na noite de quarta, horas depois de o MP apresentar o pedido de prisão preventiva. Hoje, encontrou-se com João de Deus e fez a visita à Casa Dom Inácio de Loyola, como é conhecido o espaço onde o médium faz os atendimentos. “Ele está muito abatido, triste e inconformado com a situação.”

Acusações contra João de Deus

João de Deus é acusado de abuso sexual por mulheres que buscaram atendimento na casa. Relatos reunidos até o momento indicam que, depois da sessão, o médium teria o costume de sugerir para as supostas vítimas uma audiência particular, momento em que os abusos seriam cometidos. Para o Ministério Público, a semelhança nos depoimentos reforçam as suspeitas contra o médium. Até o momento, foram coletados 256 depoimentos.

O pedido de prisão foi protocolado no fim da tarde de quarta, no Fórum de Abadiânia, onde o líder espiritual mantém a Casa Dom Inácio de Loyola. O MP fundamentou o pedido de prisão preventiva com dois argumentos. Para o órgão, em liberdade, haveria o risco de João de Deus coagir as testemunhas ou, mantendo o atendimento, fazer novas vítimas. Daí a argumentação de Toron. Embora ele garanta que o risco inexista, seu cliente não faria oposição a permanecer com escolta na sala de atendimento.

Toron classificou o pedido de prisão do MP de descabido. Ele argumentou que João de Deus tem residência e já se mostrou disposto a colaborar com a Justiça. Num rápido aparecimento que fez na Casa Dom Inácio de Loyola na quarta, o líder espiritual disse ser inocente e que estava nas mãos da Justiça. “João de Deus está vivo”, disse ele, para um público reduzido de fiéis.

Desde que as primeiras denúncias de abuso vieram à tona, o movimento na Casa Dom Inácio de Loyola caiu. Pelos cálculos de funcionários, na quarta o local recebeu cerca de um terço do número costumeiro de visitantes. A estimativa é de que o líder atraia mensalmente cerca de 10 mil pessoas, das quais 40% são estrangeiras. Nesta quinta, com o pedido de prisão, o movimento se reduziu ainda mais.

As denúncias de abuso sexual surgiram na semana passada, quando o programa Conversa com Bial, da TV Globo, mostrou depoimento de mulheres que teriam sido vítimas de João de Deus. Depois da divulgação, surgiram novos depoimentos. Até quarta, o MP já contabilizava 256.

A cidade aguarda dividida os desdobramentos. Com 17 mil habitantes, boa parte da economia do município gira em torno das atividades de João de Deus. O prefeito da cidade, José Aparecido Alves Diniz, calcula que a casa gera direta ou indiretamente 1.300 postos de trabalho. “Não há como negar que vai ser um baque para o município”, disse.

Fiéis, por sua vez, estão divididos. Apegados à fé, muitos afirmam ser necessária a distinção entre o que faz o homem e a entidade. Outros não acreditam nas denúncias. “Mas é claro que as investigações têm de ser feitas. Não devemos julgar apressadamente nem contra ou a favor”, disse a paulista Elizabeth Cozza. Mesmo diante das denúncias, ela decidiu vir para Abadiânia em busca de tratamento.

Em entrevista ao Estado, o coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal , Luciano Miranda Meireles, disse estar impressionado com o relato das vítimas e afirmou não ter dúvida de que, uma vez formalizadas as denúncias, o caso João de Deus tem potencial para superar o do ex-médico Roger Abdelmassih, condenado por abusar sexualmente de suas pacientes. Meireles ponderou que o número de casos é maior – pois não se restringe a uma pequena parcela de pacientes.”Fora o tempo. Há relatos de abusos cometidos há 20 anos.”

Nos casos de abusos sexuais, afirmou Meireles, as denúncias podem ser baseadas apenas nos relatos das vítimas. “Mas não queremos fazer isso de forma apressada. Daí a importância de ouvirmos um grande número de pessoas, para ver se as informações são conflitantes ou se elas se encaixam.”

Na tarde desta quarta, antes do pedido de prisão preventiva ser feito, a recomendação era reduzir a exposição de João de Deus. Era dada como certa, por exemplo, a participação do médium nas sessões realizadas nesta quinta e nesta sexta. Havia ainda a possibilidade de se declarar um recesso na casa na próxima semana. As atividades seriam retomadas apenas no próximo ano. “Era o tempo de se baixar a poeira”, resumiu Francisco Lobo.

Convidado para cuidar do caso, o consultor de crise Mário Rosa afirmou que, com as denúncias, João de Deus alterna momentos de angústia e tristeza com alguns momentos de calma. Rosa define o médium como uma pessoa rústica e pouco articulada. “Ele não funciona de acordo com a lógica da sociedade”, disse. Daí a estratégia de evitar a exposição do médium.

Imagens: alto astral 

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