Brasil

Preso no Paraguai, chefe do tráfico em Acari deve chegar ao Rio neste domingo

16/12/2018, 16h44

Apontado com um dos maiores traficantes de drogas e armas do País, Carlos Eduardo Sales Cardoso, o Capilé, está sendo esperado neste domingo, 16, no Rio de Janeiro, onde será levado diretamente para o presídio Laércio da Costa Pellegrino, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste. Ele foi preso na manhã de sábado, 15 em Assunção, no Paraguai, onde vivia há três anos.

De Assunção, Capilé foi transportado de avião e entregue a autoridades brasileiras na alfândega da Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, no Paraná, e levado para a Delegacia da Polícia Federal, de onde será transferido para o Rio.

Capilé era um dos chefes do tráfico na favela de Acari, na zona norte do Rio. Ele foi preso numa ação conjunta de agentes da 39ª Delegacia de Polícia, na Pavuna, e da Polícia Federal. O traficante vivia em um bairro de classe média alta da capital paraguaia. Em sua casa, havia câmeras de segurança, grades e cerca eletrificada. A polícia apreendeu no local uma coleção de relógios, joias e cerca de R$ 450 mil em dinheiro.

No momento da prisão, Capilé estava com a mulher, dois filhos menores, o sogro e um amigo – que seria um dos seguranças do traficante. Considerado um dos principais líderes da facção criminosa Terceiro Comando Puro, que atua no Rio, o traficante era procurado há dez anos.

As investigações revelam que ele vivia no país vizinho desde que deixou Acari há três anos, para acompanhar a compra de armas e drogas. Pelo menos seis facções criminosas atuam no Paraguai, de onde enviam drogas, armas e munições para o Brasil.

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Goiás

Médium João de Deus se entrega à polícia em Goiás, segundo defesa

Líder religioso era considerado foragido desde o sábado (15/12).
16/12/2018, 17h10

João Teixeira de Faria, de 76 anos, o João de Deus, se entregou à polícia na tarde deste domingo (16/12), em Goiás, de acordo com a defesa. Informações preliminares apontam que local combinando para entrega foi um ponto da BR-070, entre Goiânia e Brasília. Ele era considerado foragido desde o sábado (15/12) e foi procurado em mais de 30 endereços apontados pela investigação. O líder religioso, denunciado por mais de 300 mulheres por abuso sexual, nega todas as acusações.

De acordo com a Polícia Civil de Goiás, João de Deus se apresentou espontaneamente ao delegado-geral, André Fernandes, e ao delegado titular da Delegacia de Investigações Criminais (Deic), Valdemir Pereira da Silva. Ele estava acompanhado dos advogados. Ainda de acordo com a PC, o local que o médium ficará recolhido não está decidido.

João de Deus deve ser encaminhado para Goiânia, onde prestará depoimento sobre as acusações. Devido a idade e crimes no qual é acusado, ele deve ficar em uma cela individual. A defesa informou, no sábado (15/12), que entrará com um pedido de habeas corpus para suspender a prisão preventiva.

Caso João de Deus

A Justiça aceitou na última sexta-feira (14/12) o pedido de prisão preventiva do médium João de Deus, protocolado pela força-tarefa da Polícia Civil de Goiás. João de Deus é alvo de inúmeras denúncias de abuso sexual, que explodiram recentemente. Ele é acusado, inclusive, de ter abusado da própria filha.

O jornal O Globo trouxe neste sábado (15/12) que o médium retirou de sua contas bancárias R$ 35 milhões, após as primeira denúncias de abuso sexual contra ele. A publicação da matéria, revela que a movimentação financeira aconteceu na última quarta-feira (12/12), última vez que ele foi visto na casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia. Segundo a matéria, após o ocorrido os investigadores aceleraram o processo do pedido de prisão preventiva de João de Deus.

Desde o dia 7 de dezembro, o religioso se tornou um dos nomes mais noticiados na imprensa nacional e internacional depois que dez mulheres revelaram-se vítimas de abuso sexual, por meio do programa Conversa com Bial, da TV Globo. Os relatos encorajaram outras centenas de mulheres que também se sentiram abusadas. Foram mais de 330 denúncias.

Via: MP-GO 

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Goiás

Homem é morto a tiros na porta de distribuidora de bebidas, em Aparecida de Goiânia

Vítima estava bebendo no momento que foi alvejado pelo suspeito.
17/12/2018, 07h44

Um homem foi morto a tiros na noite do último domingo (16/12) na porta de uma distribuidora de bebidas, na Vila Romana, em Aparecida de Goiânia, região metropolitana da capital.

O rapaz foi identificado pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) como Luiz Carlos Gonçalves Filho, que segundo as informações repassadas pela polícia, estava bebendo na distribuidora, quando um suspeito em uma moto chegou, foi até ele e efetuou os disparos contra a cabeça da vítima.

O delegado titular do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia, Klayter Camilo, confirmou o assassinato ao Portal Dia Online. Segundo as informações divulgadas pela polícia, o suspeito do crime fugiu logo após matar Luiz e até o momento não foi encontrado.

A autoria do crime e motivação ainda são desconhecidos, o assassinato vai ser investigado pelo GIH de Aparecida de Goiânia.

Mortos a tiros em Aparecida de Goiânia

No  último dia 17 de novembro de 2018 um homem identificado como Carlos Ferreira da Silva, de 21 anos, estava em casa, quando um conhecido da vítima o chamou para conversar e depois de alguns metros atirou contra ele, no Setor Marista Sul, em Aparecida de Goiânia, região metropolitana da capital. A motivação do crime também é desconhecida até o momento e Carlos cumpria pena no regime semiaberto.

Em setembro deste ano, a jovem Maiane Silva de Souza, de 21 anos foi baleada na cabeça, em uma rua do Jardim Helvécia, em Aparecida de Goiânia. A jovem estava com o filho de um ano e dez meses. Apesar de ser baleada, Maiane foi socorrida e encaminhada ao Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO) no entanto, um mês depois a jovem morreu no hospital.

No dia (14/10) o corpo de um homem foi encontrado na porta de um bar com três tiros na cabeça, no Jardim Tiradentes, em Aparecida. Segundo a PC, a equipe esteve no local, pois testemunhas que estavam em uma festa próxima, chamaram a polícia.

No último dia 19 de novembro de 2018, Cris Jarlan Rocha Paiva, de 19 anos, foi morto a tiros no Jardim Eldorado, em Aparecida de Goiânia. Segundo a PCGO, o rapaz estava próximo à sua residência, quando um homem dentro de um carro de cor prata se aproximou e efetuou os disparos que mataram o jovem.

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Goiás

Presidência da Agetop é oferecida por Caiado a prefeito do interior, diz jornal

Caiado teria oferecido a Presidência da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) para o ex-deputado e atual prefeito de Catalão, Adib Elias (MDB).

Por Ton Paulo
17/12/2018, 08h16

O governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), está anunciando aos poucos os nomes que vão assumir as pastas que comporão sua gestão. Na terça-feira, 11/12, Caiado reuniu a imprensa para anunciar nove nomes das 17 secretarias de seu governo (incluindo os novos gestores dos órgãos públicos estaduais). Agora, Caiado teria oferecido a Presidência da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) para o ex-deputado e atual prefeito de Catalão, Adib Elias (MDB). As informações são do Jornal Opção.

Conforme adiantado pelo jornal, Ronaldo Caiado ofereceu o cargo de presidente da Agetop, que hoje é ocupado por Luiz César Kimura, para Adib Elias, dizendo que a função é dele, se ele quiser. Entretanto, ainda de acordo com o jornal, se não quiser ocupar o cargo oferecido, Adib poderá indicar para Caiado um técnico que avaliar como competente.

Para aliados políticos, Adib Elias teria afirmado que, uma vez que foi eleito para governar Catalão, pretende permanecer na Prefeitura do município, que tem quase 90 mil habitantes.

Políticos próximos a Adib teriam aconselhado o prefeito a “tirar Catalão de dentro de si” se quisesse um futuro na política estadual. Um ex-deputado federal aliado de Adib teria chegado a dizer que “gerir a Agetop é como administrar cinquenta municípios. Trata-se de uma potência”.

Se Adib Elias não aceitar o comando da Agetop, o nome mais cotado para aceitar o cargo é seu secretário de Transportes, Luis Severo.

A reportagem do Dia Online entrou em contato com a assessoria do prefeito de Catalão, Adib Elias, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.

Adib Elias chegou a se licenciar da Prefeitura de Catalão para coordenar a campanha de Caiado

No final de agosto deste ano, o prefeito Adib Elias assinou o pedido de ‘licença em virtude de férias’ do cargo por 30 dias. O motivo do afastamento foi para fazer a coordenação geral da campanha do candidato ao governo de Goiás, Ronaldo Caiado. Em seu lugar assumiu a prefeitura de Catalão, o vice-prefeito, João Sebba (MDB).

“Eu vou sair por 30 dias, mas a prefeitura, a cidade e o povo de Catalão vão ser muito bem cuidados pelo dr. João Sebba. Trata-se de um dos homens mais corretos e honestos não só de Catalão. Um homem que sabe a liturgia do cargo e tem meu respeito profundo”, disse Adib Elias à época.

O afastamento durou de 1º de setembro ao dia 30 do mesmo mês.

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Brasil

Sem presença de João de Deus, futuro de centro espiritual é incerto

Futuro da Casa Dom Inácio de Loyola é incerto sem a presença do líder espiritual.
17/12/2018, 09h50

O que será da Casa Dom Inácio de Loyola sem João Teixeira de Faria, o João de Deus? Além das cirurgias espirituais, o centro promove correntes de oração e banhos de cristal, realizados por funcionários ligados ao líder espiritual. Para seguidores, as “entidades” continuam se manifestando, mesmo sem a “presença física” de João de Deus. Por isso, o espaço segue aberto, mas com cerca de um terço do movimento normal.

O médium, acusado de cometer uma série de abusos sexuais, se entregou à polícia neste domingo, dia 16. João de Deus prestou depoimento e foi levado para o Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia (GO).

A perspectiva é de que fiéis sigam viajando para Abadiânia, mas em uma proporção menor e talvez mais regional do que a atual, estima André Ricardo de Souza, professor de Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). “Talvez dê para comparar com o que ocorreu em Uberaba depois que Chico Xavier morreu (em 2002). Outros psicógrafos surgiram e atraem pessoas. Tem fluxo, mas é bem menor”, diz ele, que também é coordenador do Núcleo de Estudos de Religião, Economia e Política da universidade.

O professor ressalta que João de Deus mistura elementos do espiritismo com o catolicismo, de modo a exibir imagens de santos e ter um deles, católico, como a principal entidade que incorpora (Santo Inácio de Loyola, que dá nome à casa). “Há muitos casos desse tipo hoje, independentemente da identificação com o espiritismo kardecista, que transita entre religiões.”

Ele lembra que um dos primeiros grandes expoentes dessa trajetória foi José Arigó nos anos 1950 e 1960, que chamou atenção internacional e atendeu até a filhas do presidente Juscelino Kubitschek. “Depois dele, outros também apareceram, como o Dr. Fritz, que enfrentaram acusações de charlatanismo. Muitos morreram de forma trágica, em acidente de automóvel ou assassinados.”

Franca

Na cidade de Franca (interior de SP), um dos principais expoentes é João Berbel, do Instituto Medicina do Além (Ima), que oferece atendimentos, tratamentos e medicamentos gratuitamente. Ele ainda realiza cirurgias espirituais, mas deixou de fazer incisões nos anos 1990, quando a prática passou a ser mais criticada. Souza afirma que a prática é “controversa”. “É bem menos usado, até porque é algo problemático. Se, por um lado, as pessoas ficam curiosas, é um espetáculo, por outro, gera receio, medo”, aponta.

No fim da vida, Chico Xavier teria deixado de se submeter a uma cirurgia do tipo, mesmo após recomendação. “O espiritismo, enquanto religião, rejeita isso categoricamente”, pontua. “Mas, como o João de Deus não tinha compromisso com espiritismo, continua com as incisões, que chamam a atenção, dão repercussão. Ele tem essa coisa da celebridade, dos artistas até internacionais, de uma grande espetacularização. Em torno dele se formou toda uma estrutura comercial.”

Permanência

Uma jovem de 23 anos que afirma ter sido abusada por João de Deus afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo ser contrária ao fechamento da casa. Ela frequenta o local há 10 anos e diz ter sido abusada em 2015.

“Esse trabalho ajudou muita gente, curou várias pessoas, porque quem curava eram as entidades. Todos esses espíritos de luz, e não ele. Ele servia de instrumento”, diz. “Lamento que a história da casa tenha sido manchada por um escândalo. Mas acredito que vai continuar funcionando: a casa não deixará de ser um lugar abençoado, a espiritualidade tem meios de continuar esse trabalho sem ele.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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