Entretenimento

Artista dinamarquês Olafur Eliasson vive momento de revisão de sua obra

17/12/2018, 07h36

Reconhecido internacionalmente por suas instalações imersivas e obras monumentais em espaços públicos, Olafur Eliasson passa por um momento de revisão de sua obra. Lançado recentemente pela editora Phaidon, o livro Olafur Eliasson: Experience recapitula pela primeira vez quase 30 anos da carreira do artista dinamarquês/islandês, de suas investigações sobre a luz e a forma aos seus projetos colaborativos e seu ativismo. A ocasião também se mostra oportuna ao coincidir com a produção de uma mostra individual do artista na Tate Modern em Londres, marcada para o meio do ano que vem.

“Sua arte faz uma diferença; ela gera experiências que são descontínuas, sempre mudando, alterando em relação aos outros e a nós mesmos”, escreve, no texto de abertura do livro, a curadora do MoMA de Nova York, Michelle Kuo. Não é por coincidência que Experience ganhou este título. São abordadas ali não somente suas experimentações, mas também as experiências que o público vive ao se defrontar com sua arte. Seja ao transformar uma ala interna do museu de arte moderna Louisiana, na Dinamarca, em uma paisagem rochosa e inóspita, ou ao criar uma cachoeira artificial nos jardins do Palácio de Versalhes, na França, o que está em jogo é questionar a relação entre o espectador e o trabalho de arte – tanto no campo sensorial quanto em questões sociais ou políticas.

“Sou motivado pelo potencial da arte de ativar as pessoas, de engajá-las em coproduzirem suas próprias experiências”, diz Eliasson, em entrevista ao Estado. “Esta é a diferença, eu diria, entre o encontro físico com uma de minhas obras, seja em uma praça pública ou num museu, e o modo como nós somos moldados pelos constantes ataques de informação que recebemos online e pela mídia diariamente.” E nesta busca pela provocação ao espectador, o artista alia elementos naturais, como a luz e o som, à tecnologia. É o caso, por exemplo, de By Means of a Sudden Intuitive Realization (1996), no Inhotim, em Minas, onde de dentro de um pequeno iglu, o público é convidado a observar como uma fonte dágua parece jorrar em câmera lenta em uma ilusão de ótica produzida por flashes de luz.

Propósito

Eliasson explica que neste exercício de reflexão para produzir o livro, ele conseguiu ver como seu trabalho seguiu direções simultâneas, mas sempre interligadas a um propósito. “Uma grande preocupação para mim ao longo dos anos tem sido explorar a arte para áreas onde as pessoas não esperam inicialmente encontrá-la, enxergar o que você pode fazer com a arte, e como um artista pode colaborar com um arquiteto, cenógrafo, ou um político”, explica. Atualmente, seu estúdio em Berlim emprega cerca de 90 colaboradores, de artistas a chefs de cozinha.

Esse diálogo com outras áreas não se resume somente a sua equipe. Com o tempo, Eliasson também viu sua arte englobando diferentes propósitos. Neste ano, por exemplo, seu estúdio assinou o projeto arquitetônico da sede da empresa Kirk Kapital, construindo uma espécie de palacete nas águas de um fiorde em Vejle, na Dinamarca. Ou também no projeto de sustentabilidade Little Sun, de 2012, no qual foram criadas pequenas luminárias solares para serem usadas em regiões precárias, sem acesso à energia elétrica.

Ao longo dos anos, Eliasson foi se enveredando cada vez mais a causas sociais e ambientais. O aquecimento global é um tema recorrente de seus trabalhos. Em 2015, durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-21), o artista extraiu 12 pedaços de um iceberg na Groenlândia e os expôs em uma praça em Paris. Distribuídos no formato de um relógio, os blocos de gelo derretiam ao relento, enquanto líderes mundiais discutiam o meio ambiente no encontro. “Arte está engajada no cotidiano ao tocar as pessoas, movê-las a um novo lugar, e mudar consciências. E isto é importante para expandir nossa capacidade em entender o outro, ter empatia, e, afinal, dar o primeiro passo para transformar pensamento em ação no mundo.”

Este projeto Ice Watch, inclusive, remontado em Londres, em cartaz desde o dia 11, em dois locais da cidade: na área externa da Tate Modern e em frente à sede da Bloomberg, no centro financeiro londrino. A instalação quer ressaltar as negociações da COP-24, na Polônia.

Um dos marcos deste lado mais ativista de Eliasson está em uma de suas obras mais emblemáticas. Em 2003, o artista ocupou o Turbine Hall da galeria britânica com a instalação The Weather Project, onde ele criou um grande sol formado por espelhos, lâmpadas e neblina artificial. Na época, mais de 2 milhões de pessoas visitaram a obra.

No ano que vem, o artista volta ao espaço para uma mostra individual. “A exposição não será exatamente uma retrospectiva, embora seja uma pesquisa do meu trabalho até hoje, cobrindo pelo menos 20 anos. Então, mesmo ao lidar com trabalhos mais antigos, vai ser (exibido) algo novo”, conta. Com abertura marcada para 11 de julho, a exposição também terá intervenções no entorno e no bar no terraço da galeria.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Homem é morto a tiros na porta de distribuidora de bebidas, em Aparecida de Goiânia

Vítima estava bebendo no momento que foi alvejado pelo suspeito.
17/12/2018, 07h44

Um homem foi morto a tiros na noite do último domingo (16/12) na porta de uma distribuidora de bebidas, na Vila Romana, em Aparecida de Goiânia, região metropolitana da capital.

O rapaz foi identificado pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) como Luiz Carlos Gonçalves Filho, que segundo as informações repassadas pela polícia, estava bebendo na distribuidora, quando um suspeito em uma moto chegou, foi até ele e efetuou os disparos contra a cabeça da vítima.

O delegado titular do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia, Klayter Camilo, confirmou o assassinato ao Portal Dia Online. Segundo as informações divulgadas pela polícia, o suspeito do crime fugiu logo após matar Luiz e até o momento não foi encontrado.

A autoria do crime e motivação ainda são desconhecidos, o assassinato vai ser investigado pelo GIH de Aparecida de Goiânia.

Mortos a tiros em Aparecida de Goiânia

No  último dia 17 de novembro de 2018 um homem identificado como Carlos Ferreira da Silva, de 21 anos, estava em casa, quando um conhecido da vítima o chamou para conversar e depois de alguns metros atirou contra ele, no Setor Marista Sul, em Aparecida de Goiânia, região metropolitana da capital. A motivação do crime também é desconhecida até o momento e Carlos cumpria pena no regime semiaberto.

Em setembro deste ano, a jovem Maiane Silva de Souza, de 21 anos foi baleada na cabeça, em uma rua do Jardim Helvécia, em Aparecida de Goiânia. A jovem estava com o filho de um ano e dez meses. Apesar de ser baleada, Maiane foi socorrida e encaminhada ao Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO) no entanto, um mês depois a jovem morreu no hospital.

No dia (14/10) o corpo de um homem foi encontrado na porta de um bar com três tiros na cabeça, no Jardim Tiradentes, em Aparecida. Segundo a PC, a equipe esteve no local, pois testemunhas que estavam em uma festa próxima, chamaram a polícia.

No último dia 19 de novembro de 2018, Cris Jarlan Rocha Paiva, de 19 anos, foi morto a tiros no Jardim Eldorado, em Aparecida de Goiânia. Segundo a PCGO, o rapaz estava próximo à sua residência, quando um homem dentro de um carro de cor prata se aproximou e efetuou os disparos que mataram o jovem.

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Goiás

Presidência da Agetop é oferecida por Caiado a prefeito do interior, diz jornal

Caiado teria oferecido a Presidência da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) para o ex-deputado e atual prefeito de Catalão, Adib Elias (MDB).

Por Ton Paulo
17/12/2018, 08h16

O governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), está anunciando aos poucos os nomes que vão assumir as pastas que comporão sua gestão. Na terça-feira, 11/12, Caiado reuniu a imprensa para anunciar nove nomes das 17 secretarias de seu governo (incluindo os novos gestores dos órgãos públicos estaduais). Agora, Caiado teria oferecido a Presidência da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) para o ex-deputado e atual prefeito de Catalão, Adib Elias (MDB). As informações são do Jornal Opção.

Conforme adiantado pelo jornal, Ronaldo Caiado ofereceu o cargo de presidente da Agetop, que hoje é ocupado por Luiz César Kimura, para Adib Elias, dizendo que a função é dele, se ele quiser. Entretanto, ainda de acordo com o jornal, se não quiser ocupar o cargo oferecido, Adib poderá indicar para Caiado um técnico que avaliar como competente.

Para aliados políticos, Adib Elias teria afirmado que, uma vez que foi eleito para governar Catalão, pretende permanecer na Prefeitura do município, que tem quase 90 mil habitantes.

Políticos próximos a Adib teriam aconselhado o prefeito a “tirar Catalão de dentro de si” se quisesse um futuro na política estadual. Um ex-deputado federal aliado de Adib teria chegado a dizer que “gerir a Agetop é como administrar cinquenta municípios. Trata-se de uma potência”.

Se Adib Elias não aceitar o comando da Agetop, o nome mais cotado para aceitar o cargo é seu secretário de Transportes, Luis Severo.

A reportagem do Dia Online entrou em contato com a assessoria do prefeito de Catalão, Adib Elias, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.

Adib Elias chegou a se licenciar da Prefeitura de Catalão para coordenar a campanha de Caiado

No final de agosto deste ano, o prefeito Adib Elias assinou o pedido de ‘licença em virtude de férias’ do cargo por 30 dias. O motivo do afastamento foi para fazer a coordenação geral da campanha do candidato ao governo de Goiás, Ronaldo Caiado. Em seu lugar assumiu a prefeitura de Catalão, o vice-prefeito, João Sebba (MDB).

“Eu vou sair por 30 dias, mas a prefeitura, a cidade e o povo de Catalão vão ser muito bem cuidados pelo dr. João Sebba. Trata-se de um dos homens mais corretos e honestos não só de Catalão. Um homem que sabe a liturgia do cargo e tem meu respeito profundo”, disse Adib Elias à época.

O afastamento durou de 1º de setembro ao dia 30 do mesmo mês.

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Brasil

Sem presença de João de Deus, futuro de centro espiritual é incerto

Futuro da Casa Dom Inácio de Loyola é incerto sem a presença do líder espiritual.
17/12/2018, 09h50

O que será da Casa Dom Inácio de Loyola sem João Teixeira de Faria, o João de Deus? Além das cirurgias espirituais, o centro promove correntes de oração e banhos de cristal, realizados por funcionários ligados ao líder espiritual. Para seguidores, as “entidades” continuam se manifestando, mesmo sem a “presença física” de João de Deus. Por isso, o espaço segue aberto, mas com cerca de um terço do movimento normal.

O médium, acusado de cometer uma série de abusos sexuais, se entregou à polícia neste domingo, dia 16. João de Deus prestou depoimento e foi levado para o Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia (GO).

A perspectiva é de que fiéis sigam viajando para Abadiânia, mas em uma proporção menor e talvez mais regional do que a atual, estima André Ricardo de Souza, professor de Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). “Talvez dê para comparar com o que ocorreu em Uberaba depois que Chico Xavier morreu (em 2002). Outros psicógrafos surgiram e atraem pessoas. Tem fluxo, mas é bem menor”, diz ele, que também é coordenador do Núcleo de Estudos de Religião, Economia e Política da universidade.

O professor ressalta que João de Deus mistura elementos do espiritismo com o catolicismo, de modo a exibir imagens de santos e ter um deles, católico, como a principal entidade que incorpora (Santo Inácio de Loyola, que dá nome à casa). “Há muitos casos desse tipo hoje, independentemente da identificação com o espiritismo kardecista, que transita entre religiões.”

Ele lembra que um dos primeiros grandes expoentes dessa trajetória foi José Arigó nos anos 1950 e 1960, que chamou atenção internacional e atendeu até a filhas do presidente Juscelino Kubitschek. “Depois dele, outros também apareceram, como o Dr. Fritz, que enfrentaram acusações de charlatanismo. Muitos morreram de forma trágica, em acidente de automóvel ou assassinados.”

Franca

Na cidade de Franca (interior de SP), um dos principais expoentes é João Berbel, do Instituto Medicina do Além (Ima), que oferece atendimentos, tratamentos e medicamentos gratuitamente. Ele ainda realiza cirurgias espirituais, mas deixou de fazer incisões nos anos 1990, quando a prática passou a ser mais criticada. Souza afirma que a prática é “controversa”. “É bem menos usado, até porque é algo problemático. Se, por um lado, as pessoas ficam curiosas, é um espetáculo, por outro, gera receio, medo”, aponta.

No fim da vida, Chico Xavier teria deixado de se submeter a uma cirurgia do tipo, mesmo após recomendação. “O espiritismo, enquanto religião, rejeita isso categoricamente”, pontua. “Mas, como o João de Deus não tinha compromisso com espiritismo, continua com as incisões, que chamam a atenção, dão repercussão. Ele tem essa coisa da celebridade, dos artistas até internacionais, de uma grande espetacularização. Em torno dele se formou toda uma estrutura comercial.”

Permanência

Uma jovem de 23 anos que afirma ter sido abusada por João de Deus afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo ser contrária ao fechamento da casa. Ela frequenta o local há 10 anos e diz ter sido abusada em 2015.

“Esse trabalho ajudou muita gente, curou várias pessoas, porque quem curava eram as entidades. Todos esses espíritos de luz, e não ele. Ele servia de instrumento”, diz. “Lamento que a história da casa tenha sido manchada por um escândalo. Mas acredito que vai continuar funcionando: a casa não deixará de ser um lugar abençoado, a espiritualidade tem meios de continuar esse trabalho sem ele.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Bombeiros fazem cortejo para menino que morreu após ser atropelado por avó, em Niquelândia

O pequeno Issac, de apenas 5 anos, morreu após ser atropelado acidentalmente pela avó. Caso comoveu a cidade de Niquelândia.

Por Ton Paulo
17/12/2018, 09h54

Uma tragédia comoveu os habitantes do município de Niquelândia, a 300 quilômetros de Goiânia, na manhã do último sábado (15/12). Um menino de apenas 5 anos morreu após ser atropelado acidentalmente pela própria avó. O Corpo de Bombeiros promoveu um cortejo fúnebre para o pequeno Issac Augusto Nunes de Oliveira no domingo (16/12), juntamente com viaturas da Polícia Militar (PM).

A tragédia aconteceu por volta das 11h de sábado, no Setor Belo Horizonte, em Niquelândia. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o menino ficou ferido depois de a avó ter perdido o controle do carro e batido no portão da casa, onde Isaac brincava. Ele foi atingido em cheio.

Isaac chegou a ser socorrido pelos bombeiros e encaminhado para o hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e acabou falecendo.

De acordo com o delegado Cassio Arantes a um jornal local, a avó do menino estava “realmente estava bem devagar, chegou na frente do portão devagar, mas por um motivo que não se sabe acabou avançando no portão da própria residência. Ela derrubou o portão, o neto estava brincando na área da garagem, o portão caiu em cima dele, o carro passou por cima do portão, ele sofreu os ferimentos, foi socorrido, mas veio a óbito no hospital”, explica.

A assessoria do Corpo de Bombeiros conta que houve comoção generalizada na cidade pela morte do pequeno Isaac, e um cortejo fúnebre foi feito pelo bombeiros em conjunto com a PM. O cortejo foi feito por volta das 10h30.

Bombeiros fazem cortejo para menino que morreu após ser atropelado por avó, em Niquelândia
Foto: Reprodução/Bombeiros

Além do caso de Niquelândia, menino de 5 anos morreu atropelado em Cristalina, em outubro deste ano

Em outubro deste ano, um menino também de 5 anos morreu após ser atropelado por um micro-ônibus escolar no município de Cristalina, interior de Goiás. Segundo os bombeiros, a criança andava de mãos dadas com o irmão quando se soltou e foi atingido pelo veículo. Ele chegou a ser socorrido no local, mas não resistiu e veio a óbito.

O acidente ocorreu no dia 22 de outubro, na Rua 9 da Vila Militar no Setor Noroeste da cidade. O corpo da vítima foi recolhido horas depois pelo Instituto Médico Legal (IML) de Luziânia, no Entorno do DF.

Via: O Popular 

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