Brasil

Delegados e promotores vão discutir provas e depoimento de João de Deus

A investigação contra João de Deus se concentra em 15 casos; cada um deles vai ter seu próprio inquérito e investigação própria.
17/12/2018, 15h08

Delegados da Polícia Civil de Goiás e promotores do Ministério Público do Estado vão se reunir na tarde desta segunda-feira, 17, na Secretaria de Segurança Pública de Goiás, para discutir as provas e o depoimento do médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, colhido ontem.

O objetivo da reunião é a Polícia Civil dividir as novas informações da investigação com o MP, que também deverá ouvir o líder religioso em algum interrogatório a ser marcado. Neste momento, o Ministério Público está se concentrando em finalizar as oitivas com as testemunhas, informação que também será compartilhada na reunião de hoje. Só após estas etapas é que os promotores concluirão a denúncia contra João de Deus.

No primeiro depoimento à Polícia Civil, João de Deus negou todas as acusações de abuso sexual. Ele deve ser intimado a um novo interrogatório quando a investigação for apurar outros possíveis crimes.

Por enquanto, a investigação contra João de Deus se concentra em 15 casos, que serão apurados separadamente. Cada um deles vai ter seu próprio inquérito e investigação própria.

Apesar da investigação se concentrar nesses casos, a Polícia Civil espera receber ainda mais denúncias agora que João de Deus foi preso preventivamente. O líder espiritual está, neste momento, no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia, a 20 quilômetros da capital.

Imagens: R7 

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Economia

Bolsonaro anuncia interesse em explorar mineral em abundância em Goiás

Goiás é detentor de uma grande quantidade de calcário, de onde se extrai o cálcio. Fato chama a atenção do presidente eleito.

Por Ton Paulo
17/12/2018, 15h19

A estado de Goiás tem em abundância algo que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), indicou estar bem interessado em explorar. No último domingo (16/12), Bolsonaro anunciou que está analisando o potencial de exploração de reservas de cálcio no país. Goiás é um dos estados que contam com as maiores reservas de calcário, rocha fonte do cálcio, do Brasil. Além de Goiás, se destacam também Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná.

O anúncio foi feito pelo Twitter. Na publicação, o presidente eleito diz que está analisando o potencial de exploração de reservas de potássio, cálcio e magnésio no país junto com os futuros ministros de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, e da Agricultura, Tereza Cristina. Ele ainda declara que “hoje, mesmo com as maiores reservas, dependemos [os brasileiros] de matéria-prima importada para produzir fertilizantes”.

Interesse de Bolsonaro em Goiás tem relação à abundância de calcário no estado

Dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) apontam que as reservas lavráveis de calcário no Brasil estão relativamente bem distribuídas pelos estados e, como em muitos países, representam centenas de anos de produção nos níveis atuais.

Juntos, os estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná detêm quase 60% das reservas medidas de calcário do país, o que pode significar um investimento da exploração do mineral extraído dele, o cálcio, por parte do governo federal.

Quanto ao potássio, por causa da pequena produção interna, o Brasil importa cerca de 90% do potássio, principalmente do Canadá, da Rússia, da Alemanha, e de Israel.

Já o magnésio pode ser obtido, principalmente, por meio da exploração da dolomita, magnesita e dos sulfatos. Segundo a ANM, o Brasil tem extensos depósitos de magnesita na Bahia e também conta com reservas no Ceará.

Na última terça-feira (11/12), ao ser perguntado sobre as ações da pasta para 2019, o almirante Bento Albuquerque declarou que os desafios são “enormes”. De acordo com o futuro ministro de Minas e e Energia, “não só no setor elétrico, mas também na questão de óleo e gás, da mineração tem a cessão onerosa”, e deverá haver uma discussão quanto ao contrato de Itaipu. E na questão de energia elétrica, o almirante disse que o objetivo é “fornecer energia mais barata para o consumidor e para aquele que está investindo no país, que vai começar a crescer”, finaliza.

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Política

Damares: secretaria de promoção da igualdade racial será mantida em novo governo

"Foco na dignidade da pessoa humana".
17/12/2018, 15h21

A futura ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, informou nesta segunda-feira, 17, por meio de nota, que a Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) será mantida e permanecerá com a mesma nomenclatura, “com foco na dignidade da pessoa humana”.

“Informamos ainda que o objetivo da Secretaria será o de ampliar as ações de acesso às políticas públicas, para a população negra, indígena, quilombola, cigana, moradores do semiárido, comunidades ribeirinhas e comunidades tradicionais”, diz a nota.

Imagens: The Intercept 

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Esportes

Por documentos falsos, Palmeiras encerra conversações de patrocínio com empresa

A empresa Blackstar International ofereceu ao alviverde um contrato de patrocínio no valor de R$ 1 bilhão por dez anos.
17/12/2018, 16h00

O Palmeiras encerrou as negociações com a Blackstar International, empresa que ofereceu um contrato de patrocínio no valor de R$ 1 bilhão por dez anos. O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira pelo presidente Maurício Galiotte, que está no Paraguai para o sorteio dos grupos da Libertadores.

“Neste momento, o Palmeiras encerra qualquer tipo de diálogo, por total falta de credibilidade. O Palmeiras foi buscar junto ao banco. Acabamos de receber uma carta do banco HSBC dizendo que os documentos apresentados ao Palmeiras são falsos”, afirmou o presidente ao canal SporTV.

Galiotte apresentou documentação enviada pelo Banco HSBC declarando que a empresa não é cliente da instituição. Na proposta de patrocínio apresentada ao Palmeiras, a Blackstar incluiu uma suposta garantia bancária da instituição financeira. Documentos públicos apontam que a empresa, com escritórios em Hong Kong e Londres, tem um capital social equivalente a R$ 5 mil.

Na última semana, o Estado noticiou que a negociação de patrocínio entre Palmeiras e Blackstar havia esfriado. A empresa ficou irritada com um e-mail enviado pela diretoria. No conteúdo, estavam exigências de documentação, perguntas sobre os interesses das atividades, detalhes sobre o pagamento e outras questões a serem respondidas com um dia de prazo.

Segundo o diretor financeiro e representante da empresa, Rubnei Quicoli, o Palmeiras havia demonstrado interesse na primeira reunião realizada na terça-feira, porém, teve outra postura na quinta, ao enviar um e-mail com 19 questões para as respostas serem entregues até a última sexta-feira.

O presidente do Palmeiras afirmou que pretende retomar as conversações com a Crefisa, atual patrocinadora. As negociações haviam sido paralisadas para que o Palmeiras ouvisse as propostas da nova empresa. Anunciante desde 2015, a Crefisa tinha um acordo verbal firmado com Galiotte para prolongar o vínculo por mais três anos.

A Blackstar é uma empresa do ramo de energia e bioenergia e quer ingressar no mercado brasileiro. A proposta de patrocínio de R$ 1 bilhão para o ciclo de 2019 a 2029 chegou ao clube em novembro pelo então candidato de oposição à presidência, Genaro Marino Neto. O intuito da companhia é não inviabilizar a atuação da Crefisa, mas sim conciliar espaços com a atual patrocinadora.

Imagens: R7 

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Economia

Mansueto reafirma necessidade de debate para aprovação de reformas

"Temos que sair de falsos consensos em temas mais gerais e mergulhar nos detalhes".
17/12/2018, 16h10

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, defendeu nesta segunda-feira, 17, um debate mais aprofundado sobre as reformas estruturais, como a tributária e a da Previdência, para ir além dos “falsos consensos” que existem hoje sobre a necessidade dessas medidas. “Conseguiremos fazer reformas? Espero que sim, mas precisamos de muito debate. Há uma série de falsos consensos, todo mundo é a favor de reforma tributária, mas divergem sobre qual. Temos que sair de falsos consensos em temas mais gerais e mergulhar nos detalhes. Isso vai dificultar ao debate? Ao contrário, vai melhorar”, disse ele em debate promovido pelo jornal Correio Braziliense.

Segundo Mansueto, o aprofundamento do debate já surtiu efeito no caso da reforma da Previdência, da qual se fala abertamente hoje. Mesmo assim, ele ressaltou que é preciso continuar discutindo, pois se trata da reforma mais emergencial, uma vez que o processo de envelhecimento da população brasileira é “sem precedente”.

O secretário disse que a sociedade “tem que saber aceitar” a criação de uma idade mínima de aposentadoria para todos, principalmente porque hoje quem se beneficia da aposentadoria por tempo de contribuição são os trabalhadores mais ricos, que em média pedem o benefício por volta dos 54 anos. “Enquanto isso, colocamos os trabalhadores mais vulneráveis para se aposentar aos 65 anos (aposentadoria por idade). Isso é injusto!”, disse.

Mansueto também destacou a necessidade de repensar o sistema educacional para qualificar melhor sua mão de obra. “Se Brasil não conseguir aumentar sua produtividade, nosso crescimento tende a cair. Me preocupo menos com crescimento em 2019 e 2019 e muito mais daqui 10 ou 20 anos. O trabalhador que vai chegar no mercado de trabalho vai entrar no sistema educacional daqui a pouco. Sem reforma (no sistema educacional), estaremos sacrificando nosso crescimento daqui 20 anos”, afirmou.

Com a aprovação das reformas, o secretário disse que haverá mais dinheiro disponível para a execução de políticas públicas, inclusive para aplicar em saúde. “Vamos conseguir gastar mais em saúde se fizemos ajuste fiscal e reforma da Previdência. O novo governo vai conseguir? Espero que sim. É muito importante sair de um debate superficial e ter debate profundo com Congresso e sociedade brasileira”, disse.

Política industrial

Mansueto Almeida afirmou também que o Brasil tem condições de fazer política industrial de baixo custo e defendeu o uso de recursos de fundos setoriais para apoiar iniciativas voltadas à inovação. Ele ressaltou que a situação fiscal do País é hoje um limitador para o uso de dinheiro do próprio Orçamento da União para implementar uma política industrial.

Ressaltou ainda que a ampliação de gastos públicos feita no passado para incentivar a indústria acabou não se mostrando eficaz. “Quando se dá crédito barato para uma empresa comprar o concorrente, isso não é política industrial, e foi isso que nós fizemos”, disse. “Várias políticas setoriais não nos levaram a ser país mais inovador.”

Para o secretário, exemplos de fundos setoriais que podem ser usados com esse objetivo são o Fundo Verde e fundos da indústria de petróleo, que já precisa aplicar um porcentual da receita que as empresas arrecadam em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Mansueto afirmou que a indústria é muito importante para o desenvolvimento de qualquer país, mesmo num momento de transição de uma economia industrial para um foco maior no setor de serviços. Ele ressaltou ainda que os subsídios são “muitas vezes justificados”, mas lembrou que a prática internacional é incentivar políticas voltadas à inovação. “Temos que saber fazer uso melhor do dinheiro público”, comentou.

Ajuste fiscal

O secretário disse também que o Brasil precisa dar continuidade ao ajuste fiscal, medida que vai inclusive ajudar a indústria. Hoje, sem espaço no Orçamento, os investimentos devem ficar em 0,6% a 0,7% do PIB, patamar semelhante ao de dez anos atrás.

“Não há dicotomia de ajuste fiscal contra indústria, pelo contrário. O avanço no ajuste fiscal vai melhorar ambiente de negócios e ajudar indústria”, defendeu Mansueto.

O secretário voltou a apontar o excessivo engessamento do Orçamento e ressaltou que o Congresso hoje só consegue debater efetivamente a alocação de 8% do Orçamento. “e se não conseguirmos controlar crescimento da despesa obrigatória, não tem ajuste fiscal. Aí só restam duas opções, elevar carga tributária ou inflação”, alertou.

Imagens: O Globo 

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