Goiás

Jovem é executado com aproximadamente 30 tiros, em Anápolis

Jovem estava na rua com outras pessoas, quando foi alvejado pelos disparos.
20/12/2018, 09h08

O adolescente Henrique Malheiros Carvalho, de 16 anos, foi morto com mais de 25 tiros na noite da última quarta-feira (19/12) em uma rua do conjunto popular Copacabana, na cidade de Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia.

O delegado do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Anápolis, Cleyton Lobo, confirmou o assassinato ao Portal Dia Online. Cleyton Lobo afirmou que o rapaz estava na companhia de outras pessoas, quando um carro de cor prata passou pela via com os suspeitos, que alvejaram o adolescente e fugiram em seguida.

“Nós contamos pelos menos 25 disparos, mas só com o exame do Instituto Médico Legal (IML) o médico vai poder determinar quantos atingiram o jovem”, conta o delegado.

Clayton Lobo informou à reportagem que o rapaz mesmo sendo novo, já havia sido apreendido em outra oportunidade pela polícia. “Vamos conversar com amigos e com a família do jovem, para poder identificar se o crime foi motivado por essa passagem que ele tem, ou se a execução dele teve outra motivação”, afirmou Cleyton Lobo.

O caso agora vai ser investigado pelo GIH de Anápolis, que busca neste momento descobrir a motivação e autoria do crime.

Jovem é executado em Anápolis

No dia 11 de novembro de 2018, Douglas Augusto Bonfim, de 21 anos, estava próximo a um campo de futebol, no bairro Frei Eustáquio, no Centro de Anápolis, quando quatro suspeitos se aproximaram e alvejaram o rapaz com pelo menos 15 disparos de arma de fogo.

Um outro caso foi registrado no dia 24 de novembro de 2018 no Bairro da Lapa na cidade. Janilton Alves Teixeira Filho, foi morto dentro de casa, após o pai sair para trabalhar.

Segundo a polícia, os suspeitos estavam do lado de fora e aproveitaram o momento que o pai do rapaz saiu para invadir a casa e executar Janilton com 12 tiros na cabeça.

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Economia

BC prevê inflação baixa em 2018 e para os próximos três anos

A taxa Selic é o principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação.
20/12/2018, 09h50

Os consumidores podem ter inflação mais baixa em 2018 e nos próximos anos do que a até então esperada pelo Banco Central (BC). As reduções na cotação do dólar e no preço do petróleo influenciaram itens como gasolina e botijão de gás. Outro fator que contribui para reduzir as previsões da inflação são as mudanças das bandeiras tarifárias da energia elétrica. A avaliação consta do Relatório de Inflação, divulgado trimestralmente pelo BC.

No cenário em que o dólar permanece em R$ 3,85 e a taxa básica de juros, a Selic, segue em 6,5% ao ano, a previsão para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 4,4%, estimada em setembro, para os atuais 3,7%, neste ano. Para 2019, a projeção passou de 4,5% para 4%. Para 2020, o recuo foi de 4,2% para 4%, e para 2021, de 4,2% para 4,1%.

Em outro cenário, em que são consideradas projeções do mercado financeiro para o dólar e a taxa Selic, a estimativa para a inflação passou de 4,1% para 3,7%, neste ano, de 4% para 3,9%, em 2019, permanece em 3,6%, em 2020, e foi ajustada de 3,8% para 3,7%, em 2021. Nesse caso, a inflação é menor nos próximos anos do que no outro cenário porque o mercado prevê taxa Selic maior. O mercado estima que a Selic vai subir dos atuais 6,5% para 7,5% ao ano, em 2019, para 8% ao ano em 2020 e permanecer nesse patamar em 2021 e 2022. A expectativa para a taxa de câmbio é R$ 3,78, no final de 2018, R$3,80 em 2019 e 2020 e R$3,86, em 2021.

A taxa Selic é o principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação. Quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

O BC atua para atingir as metas de inflação definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2018, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Já para 2020, a meta é 4%, e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

No último dia 12, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, manteve, pela sexta vez seguida, a taxa Selic em 6,5% ao ano. No Relatório de Inflação, divulgado hoje, o BC reforçou que os próximos passos do comitê continuam dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e expectativas para a inflação. “Os membros do Copom julgam que cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política, monetária, inclusive diante de cenários voláteis, têm sido úteis na perseguição de seu objetivo precípuo de manter a trajetória da inflação em direção às metas. O Comitê entende que decisões pautadas por esses princípios constituem bom guia para a política monetária.”

Imagens: Agência Brasil 

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Economia

Aumenta número de casas com televisão apta a receber sinal digital

O desligamento do sinal analógico começou em 2016 no país.
20/12/2018, 10h27

O número de domicílios brasileiros com televisão apta a receber sinal digital cresceu de 2016 para 2017, ao atingir a marca de 54,3 milhões. Isso representa 79,8% das casas com aparelho televisor no país, de acordo com o suplemento Tecnologias da Informação e Comunicação da Pnad Contínua, divulgado hoje (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2016, o percentual era de 71,5%.

O aumento ocorreu em proporções semelhantes tanto na área rural quanto em centros urbanos. O crescimento foi registrado paralelamente ao processo de gradual extinção do sinal analógico no país.

O desligamento do sinal analógico começou em 2016 no país. Até o final de 2017, quando foi feita a pesquisa, isso já havia ocorrido em Brasília, São Paulo, Goiânia, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e Vitória, além de diversos municípios do interior.

Ao longo deste ano, o cronograma teve sequência e o sinal foi interrompido em outras capitais. De acordo com a Portaria 3.493/2016 do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o desligamento da transmissão analógica em todo o país deverá estar concluído até o fim de 2023.

A analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE Adriana Beringuy lembra que a implantação do sinal digital também segue um cronograma. “Enquanto 79,8% dos domicílios têm aparelhos em condições de receber esse sinal, ele está de fato sendo recebido em 66% dos domicílios. A diferença entre estar preparado e estar efetivamente recebendo o sinal ocorre porque a transmissão digital não está disponibilizada ainda em todo o país.”

Tela fina

O suplemento também revelou que, entre os domicílios com televisão, 69,7% tinham aparelhos de tela fina em 2017. Esse percentual representa aumento em comparação aos 65% registrados em 2016.

De outro lado, houve queda no número de casas com aparelhos antigos. Em 2017, os televisores de tubo existiam em 38,9% desses domicílios. Um ano antes, eram 44,9%. O iminente desligamento do sinal analógico é apontado por Adriana Beringuy como um dos elementos que influencia a busca por aparelhos mais modernos.

A pesquisa mostra ainda que, de 2016 para 2017, houve leve aumento no número de casas sem televisão. Isso ocorreu tanto na área urbana, onde o crescimento foi de 2,1% para 2,6%, quanto na área rural do país, que saltou de 7,1% para 7,7%. Para a analista do IBGE, os dados refletem a busca por outras mídias e têm ligação ao abandono dos televisores de tubo.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua substituiu a Pnad e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Por meio da pesquisa, são publicados relatórios mensais e trimestrais com informações conjunturais relacionadas à força de trabalho, educação e migração. Há ainda suplementos em que determinados assuntos são pesquisados com periodicidades diferentes. O suplemento Tecnologias da Informação e Comunicação da Pnad Contínua foi divulgado pela primeira vez com informações relativas a 2016.

Imagens: Agência Brasil 

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Goiás

Incêndio atinge ferragista na Vila Brasília, em Aparecida de Goiânia

Não há informações sobre o que teria causado o incêndio.
20/12/2018, 11h27

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) controlou na manhã desta quinta-feira (20/12) um incêndio em uma ferragista,  na Vila Brasília, em Aparecida de Goiânia, região metropolitana da capital. Para controlar o fogo, a rua precisou ser interditada durante a operação.

De acordo com a corporação, ao ser acionada para atender a ocorrência, as testemunhas afirmaram ouvir explosões durante o incêndio. Ao Portal Dia Online os bombeiros informaram que foram utilizadas oito viaturas para controlar o incêndio e cinco mil litros de água para evitar que o fogo se propagasse.

A corporação afirmou que não houve registro de vítimas, e que a operação durou cerca de 40 minutos para controlar as chamas. Não há informações sobre o que teria causado o incêndio. Com o fogo controlado, a rua Paracatu, que havia sido interditada, foi liberada.

Incêndio em Aparecida de Goiânia

No dia 29 de outubro de 2018, os bombeiros foram chamados para atender uma outra ocorrência de incêndio, em Aparecida de Goiânia. Um bar e boliche pegou fogo durante a madrugada, a corporação precisou de mais de cinco horas para controlar as chamas no local. O bar e boliche teve oito pistas de boliches, cadeiras, mesas de pebolim, entre outros móveis totalmente destruídos pelo incêndio.

Outros incêndios foram registrados em Goiás este mês

Os Bombeiros atenderam a uma outra ocorrência de incêndio na madrugada da última quarta-feira (19/12) no Setor Leste Vila Nova, em Goiânia. Para controlar as chamas, 21 bombeiros trabalharam na ocorrência, que atingiu uma loja de autopeças e uma de peças usadas de veículos na região. Durante a ocorrência a corporação informou que foram utilizados 13 mil litros de água para controlar as chamas.

No início deste mês de dezembro, o Corpo de Bombeiros Militar teve que ser acionado para controlar um incêndio em uma faculdade de Catalão, a 256 quilômetros de Goiânia. De acordo com informações dos bombeiros à época, o incêndio teve início quando um carrinho de pipoca pegou fogo na entrada da instituição e atingiu o anfiteatro da faculdade, a Cesuc. No momento, um evento era realizado no prédio.

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Política

De doméstica a secretária da Educação de Goiás, conheça Fátima Gavioli

A professora Fátima Gavioli, de Rondônia, que trabalhava como doméstica na casa de um político para poder bancar os estudos, assumirá a pasta em janeiro.

Por Ton Paulo
20/12/2018, 11h32

Anunciada pelo governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) em sua diplomação na manhã desta quarta-feira (19/12) pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), a nova secretária de Educação de Goiás vem de fora do estado (assim como alguns outros – muitos – nome das gestão Caiado), e possui uma história de superação. A professora Fátima Gavioli, de Rondônia, que trabalhava como doméstica na casa de um político para poder bancar os estudos, assumirá a pasta em janeiro de 2019 e muito já se especula sobre sua forma de atuação.

Nascida no Paraná, Fátima Gavioli, de 50 anos, reside em Rondônia desde os anos 1980. É mãe de dois filhos, e construiu a carreira como professora no Estado de Rondônia. Fátima é Mestre em Educação e Licenciada em Letras e Pedagogia, além de Pós-graduada em Gestão Pública pelo Centro de Liderança Pública de São Paulo (CLP-SP) e Consultora da Fundação Lemann. Fátima também é bacharel em Direito.

Fátima foi empossada como secretária de Educação do estado da região norte em 2014, na época do governo de Confúcio Moura.

De doméstica a secretária da Educação de Goiás, conheça Fátima Gavioli
Foto: Reprodução

De acordo com um jornalista de Rondônia, Rubens Coutinho, a um jornal goiano, uma das bandeiras de Gavioli durante sua gestão da Educação rondoniense foi a abertura de acessibilidade das populações distantes dos centros urbanos à Educação. De acordo com o repórter, uma das coisas que Fátima trabalhou em Rondônia foi levar Educação para locais muito distantes dos centros urbanos do estado, como as populações ribeirinhas.

Candidata ao cargo de Deputada Estadual em Rondônia pelo PSB, Professora Fátima Gavioli obteve 4.344 votos totalizados (0,53% dos votos válidos) mas não foi eleita nas Eleições 2018.

Fátima Gavioli trabalhava como empregada doméstica para bancar os estudos

Atualmente, a futura secretária de Educação de Goiás tem um currículo vasto e inúmeros títulos de formação acadêmica. Entretanto, a professora teve que enfrentar uma dura realidade até chegar onde está.

Fátima é de família pobre, nasceu no Paraná e chegou em Rondônia no ano de 1985. Apesar de ser indicada como a próximo secretária de Educação em Goiás, a facilidade de acesso aos estudos não se fez presente em sua trajetória. Fátima trabalhou como doméstica por sete anos em Cacoal, Rondônia, antes de conseguir se formar e entrar no magistério.

A professora foi empregada doméstica na casa de um dos maiores líderes políticos de Rondônia na época, Divino Cardoso, prefeito da cidade de Cacoal naquele tempo.

Indicada por Ronaldo Caiado, Fátima assume a Secretaria de Educação de Goiás em Janeiro de 2019.

Via: Sagres Online 

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