Goiás

Lei Orçamentária Anual de Goiânia para 2019 é aprovada por unanimidade em segunda votação

A LOA 2019 estima arrecadar R$ 5,2 bilhões, dos quais R$ 2,9 bilhões deverão ser destinados à saúde, previdência e assistência social.
20/12/2018, 11h58

Com 178 emendas apresentadas pelos vereadores durante a tramitação na Comissão Mista da Câmara Municipal, a Lei Orçamentária Anual de 2019 (LOA 2019) foi aprovada por unanimidade em segunda votação na sessão da última terça-feira (18/12).

A lei espera arrecadar durante o próximo ano o equivalente a R$ 5,2 bilhões, com R$ 2,9 bilhões destinados à saúde, previdência e assistência social. Vale lembrar que a LOA estima e fixa a receita e as despesas de todos os órgãos da Prefeitura de Goiânia.

A LOA foi aprovada em primeira votação no dia 11 de dezembro de 2018 no plenário da câmara. O vereador Clécio Alves (MDB) foi o relator do projeto e apresentou uma emenda impositiva, para fortalecer o Instituto Municipal de Assistência Social (Imas). A proposta do emedebista, dos R$ 5,2 bilhões que a Prefeitura estima arrecadar, pede que R$ 8 milhões sejam repassados ao instituto para reestruturação do Imas e para otimizar os seus serviços.

“Não acredito que o prefeito Iris Rezende (MDB) vai vetar o projeto parcialmente, pois da maneira que fiz o relatório, ele vai ter que vetar o projeto inteiro”, afirma. Ainda segundo o vereador, o valor para ser repassado ao Imas é baixo comparado ao que vai ser arrecadado no próximo ano.

Emendas impositivas foram apresentadas a Lei Orçamentaria Anual de 2019

Além do vereador Clécio Alves, após as 178 emendas aprovadas no projeto da LOA 2019, o presidente eleito da Câmara, o Guarda Civil Metropolitano (GCM) Romário Policarpo (PTC) usou o plenário da casa, para apresentar outras emendas impositivas.

As emendas apresentadas pelo vereador buscam garantir benefícios nas áreas de saúde e educação com a reforma de escolas e equipamento de atendimentos básico de saúde da família nos setores Itatiaia, Criméia e Vale do Sonhos. Líder do prefeito na casa, Tiazinho Porto (PROS) chegou a afirmar durante a sessão que não sabe quantas emendas vão ser aceitas pelo prefeito Iris Rezende (MDB), mas que não deve acontecer como em anos anteriores, quando todas elas foram vetadas.

Com a aprovação em segunda e última votação, a LOA 2019 foi enviada para o prefeito que vai analisar e definir se veta ou sanciona a lei para o ano que vem.

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Goiás

Comando Vermelho tinha seis empresas de fachada para lavar dinheiro, em Goiás

As empresas, todas em Goiânia, faziam parte do braço financeiro da facção na capital goiana, administrado por três integrantes da organização criminosa, presos ontem (19/12).

Por Ton Paulo
20/12/2018, 12h41

A facção criminosa Comando Vermelho, com origem no Rio de Janeiro, utilizava nada menos que seis empresas de fachada para lavar o dinheiro oriundo do tráfico, em Goiás. As empresas, todas em Goiânia, faziam parte do braço financeiro da facção na capital goiana, administrado por três integrantes da organização criminosa, presos ontem (19/12), na Operação Red Bank, da Polícia Civil (PC).

A Operação Red Bank, deflagrada pela PC através da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), desarticulou o braço financeiro do Comando Vermelho em Goiás. A operação apreendeu ao todo, na posse da facção, R$ 2 milhões de reais em espécie, R$ 5 milhões em cheques, R$ 5 milhões e veículos de luxo e R$ 8 milhões em imóveis.

Ao todo, 32 mandados de busca e apreensão foram cumpridos e nove pessoas foram presas. Três deles, Keila Mara, Álvaro Pereira, Oniar Júnior e Paulo Henrique, eram os principais responsáveis pela articulação financeira da facção em Goiás.

Ao longo de 10 meses, policiais do Draco investigaram o esquema financeiro em atividade no estado. A operação descobriu que Paulo Henrique atuava como operador. Ele recebia o dinheiro do tráfico (criminosos faccionados) e repassava os altíssimos valores para as seis empresas de fachada, onde eram lavados. São elas: Confiança Turismo, Master Business, Prime Turismo, Leal Negócios, Vitória Negócios e Euro Multimarcas, todas em Goiânia.

Em seguida, o dinheiro era repassado à Keila, Álvaro e Onias, que atuavam no “distanciamento” dos valores. O dinheiro, por fim, era aplicado em imóveis e carros de luxo, fundos de investimento e convertido em dólares.

Comando Vermelho tinha seis empresas de fachada para lavar dinheiro, em Goiás
Apartamento de Keila e Álvaro (Foto: PC)

Polícia Civil deflagrou na manhã da última quarta-feira (19/12) uma operação que tem por objetivo desarticular o braço financeiro da facção criminosa Comando Vermelho no estado de Goiás. A operação, que foi batizada de Red Bank (que significa Banco Vermelho), prendeu nove pessoas até agora.

A operação, conduzida pelo delegado Douglas Pedrosa, foi deflagrada pelos investigadores da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), depois de vários meses de apuração do caso.

Contando com apoio de diversas outras unidades da Polícia Civil, os policiais prenderam nove pessoas, apreenderam 21 veículos de luxo, uma lancha, aproximadamente R$ 2 milhões de reais em espécie e R$ 5 milhões de reais em cheques.

A apresentação detalhada do caso será feita na manhã de hoje.

O Comando Vermelho em Goiás

Comando Vermelho (CV) é outra das maiores organizações criminosas do Brasil. Foi criada em 1979 na prisão Cândido Mendes, na Ilha Grande, Angra dos Reis, Rio de Janeiro.

Em novembro deste ano, um dado preocupante relacionado à segurança pública goiana foi entregue pelo Ministério da Segurança Pública ao governador eleito Ronaldo Caiado (DEM). De acordo com o relatório entregue ao democrata, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) contam com ao menos 1.500 membros em Goiás, respectivamente.

Os números foram entregues a Caiado em audiência que ele teve com o ministro Raul Jungmann. As informações também dão conta de que os integrantes das facções estão distribuídos principalmente em grandes cidades goianas como Anápolis, Catalão, Formosa, Jataí e Itumbiara.

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Esportes

MP cumpre mandados e vê ex-cartolas do Inter agirem como 'organização criminosa'

A casa do ex-presidente Vitorio Piffero também foi alvo dos mandados de busca e apreensão.
20/12/2018, 14h11

O Ministério Público do Rio de Grande do Sul (MP-RS) cumpriu 20 mandados de busca e apreensão em residências e empresas de Porto Alegre, Eldorado do Sul e Viamão ligadas a ex-dirigentes do Internacional, entre eles o ex-presidente Vitorio Piffero. Os cartolas são investigados por suspeitas de desvio de recursos e diversos outros crimes durante a gestão de Piffero, nos anos de 2015 e 2016.

Em entrevista coletiva realizada no início da tarde desta quinta-feira, representantes do MP qualificaram a ação dos dirigentes como uma organização criminosa, com braços nos principais setores do clube e com participação direta do ex-presidente.

Também são investigados o ex-vice de finanças Pedro Affatato, o ex-vice de administração Alexandre Limeira, o ex-vice de patrimônio Emídio Marques Ferreira, o ex-vice de futebol Carlos Pellegrini e o ex-vice jurídico Marcelo Domingues de Freitas e Castro.

Segundo o MP, as irregularidades englobam desvio de recursos para obras que nunca foram realizadas, superfaturamento de gastos, como a compra de passagens aéreas, e pagamento de propina na contratação de jogadores, além de acordos trabalhistas com jogadores prejudiciais ao clube em favorecimento de terceiros. As suspeitas se tornaram públicas em 2017, após um relatório de uma auditoria contratada pelo clube apontar indícios de irregularidades nas contas.

“O Inter, além de colaborar durante a investigação inteira, é vítima de todos esses fatos. Estávamos diante de uma organização criminosa. A partir do momento em que o clube tem em todos os braços importantes do clube, o patrimonial, o financeiro, o jurídico e o esportivo, esse tipo de desvio, havia organização criminosa. E a participação do presidente”, afirmou o promotor Flávio Duarte, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP.

“Não se imagina que cada um dos dirigentes estivesse agindo por conta própria, sem a ciência. Principalmente um presidente que era participante. Participava do futebol, chegou a exercer o cargo na própria gestão. Tinha participação em todas as esferas em que constatamos as fraudes”, reforçou o representante do Ministério Público.

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Entretenimento

Grife brasileira é acusada de usar trabalho escravo em oficinas de costura

Amissima pagava R$ 3 pela produção de peças vendidas por mais de R$ 800.
20/12/2018, 15h39

A grife Amissima, conhecida por vestir influenciadoras de sucesso, foi acusada de confeccionar roupas por meio de trabalho escravo. A investigação comandada por auditores fiscais do trabalho em São Paulo constatou que a marca contratou, pelo menos, duas oficinas de costura, das 25 que produzem exclusivamente para a marca, nas quais os trabalhadores são submetidos a condições análogas a de escravo. O Ministério do Trabalho autuou a grife por 23 irregularidades, resultando em uma dívida de R$ 553 mil em indenização aos trabalhadores.

Segundo reportagem do The Intercept Brasil, as oficinas funcionam em imóveis degradados, cujos ambientes são abafados e inseguros. O teto de isopor e a ausência de extintores agravam os riscos de incêndio no local, que também funciona como casa para os trabalhadores e suas famílias, principalmente de imigrantes sem carteira assinada. O trabalho vai das 8h às 22h, com poucos intervalos para refeições feitas no mesmo ambiente.

Os funcionários da oficina trabalham sob um esquema de divisão de pagamento, no qual recebem um terço do valor da peça. Assim, dos R$ 9 que a Amissima paga por produto, apenas R$ 3 vão para o costureiro. Na loja online da marca, é possível encontrar peças vendidas por mais de R$ 800.

Contatado pelo The Intercept, o CEO da Amissima, Jaco Yoo, afirmou que errou ao não fiscalizar as condições de trabalho nas oficinas e lamentou pelos imigrantes sem documentação. Além disso, disse que pagava semanalmente as oficinas e prometeu contratar metade dos costureiros para trabalhar na empresa.

No comunicado publicado no site oficial, a marca afirma que, desde a notificação, arcaram imediatamente com as indenizações morais e trabalhistas das pessoas envolvidas, reconhecendo a falha por não fiscalizar a cadeia produtiva. “Manifestamos nosso total repúdio a qualquer forma de trabalho que ofenda a dignidade humana e ao descumprimento, por parte dos nossos fornecedores, de regras estipuladas em contrato, regidas pela legislação trabalhista brasileira”, diz a nota.

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Goiás

Empresa de eventos de Goiânia vai à falência e deixa estudantes sem formatura

A Original Eventos comunicou a abertura de falência, deixando na mão, nesta quinta-feira (20/12), todos os estudantes que tinham contrato fechado com ela.

Por Ton Paulo
20/12/2018, 15h48

O que era para ser a concretização de um sonho, acabou se tornando um verdadeiro pesadelo para os universitários que haviam fechado contrato com a Original Eventos, de Goiânia, para a realização de suas formaturas. A empresa de eventos de Goiânia, que realiza cerimônias de formatura para concluintes do Ensino Superior, comunicou a abertura de falência, deixando na mão, nesta quinta-feira (20/12), todos os estudantes que tinham contrato fechado com ela e que pagavam, mensalmente, pelo tão esperado evento que marca a conclusão do curso superior.

Uma dos estudantes que viram o sonho da formatura desmoronar foi a acadêmica de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), Daiane Guimarães Cruvinel, de 19 anos. A estudante, que cursa o 4º período na instituição, havia fechado contrato com a empresa Original Eventos em junho de 2017, e desde então vinha pagando religiosamente a mensalidade de sua formatura.

Segundo Daiane, ao longo do processo de fechamento de contrato, assim como posteriormente, nem ela e nem seus amigos de sua turma, que também haviam fechado contrato, haviam tido nenhum problema. “Eles eram sempre muito atenciosos, tiravam todas as nossas dúvidas no momento em que a gente perguntava, não tínhamos nada a reclamar”, conta. Entretanto, o que estava se encaminhando para ser o evento dos sonhos, acabou se transformando numa tragédia.

A acadêmica de Jornalismo conta que a funcionária da empresa que fazia contato com os alunos, identificada como Joice, enviou pelo WhatsApp na última segunda-feira (17/12) uma mensagem em que dizia estar se desvinculando da empresa Original Eventos por “motivos pessoais”. “Ela ainda nos desejou um bom evento, e até desejei boa sorte pra ela”, lembra. Ao questionar, então, quem substituiria Joice na organização do evento, Daiane foi informada por Sônia, proprietária da empresa, que seria ela, a própria Sônia.

Entretanto, na manhã desta quinta-feira, Daiane teve a pior surpresa possível. Ao acordar, a estudante viu seu celular entupido de mensagens de colegas tentando confirmar um boato de que a empresa que faria a formatura deles havia falido. Ao entrar em seu e-mail pessoal, Daiane se deparou com um e-mail oficial da Original Eventos, confirmando o boato.

No corpo do e-mail, a empresa declarou estar “encerrando suas atividades comerciais a partir de hoje”, e que ela havia sido “acometida por grave financeira que tornaram insustentável seu funcionamento”. A empresa comunicou ainda o cancelamento de todos os eventos previstos contratados, e que iria “buscar recursos para a devolução dos valores pagos”.

Empresa de eventos de Goiânia vai a falência e deixa estudantes sem formatura
E-mail enviado à Daiane por parte da Original Eventos

Como fazia parte da Comissão de Formatura – equipe de estudantes responsável por fazer o intermédio entre a turma de formandos e a empresa -, Daiane pagava um valor pouco abaixo do tabelado. Porém, outros alunos que não integravam a comissão faziam o pagamento do valor cheio: R$ 120 reais ao mês. Dinheiro este que, ao que tudo indica e apesar da promessa de devolução, foi perdido. “Alguns amigos que tinham o contrato fechado inclusive já foram na delegacia. Ainda não fui, meus pais estão vindo pra cá do interior, então pretendo ir para resolver isso”, declara Daiane não sem esconder a frustração.

Empresa de eventos de Goiânia já tirou do ar seus meios de contato

A Original Eventos, com tradição em realização de eventos como formaturas, tem sua sede no Setor Jardim América, entretanto, está incomunicável desde o anúncio da falência.

Daiane conta que que Sônia, a dona da empresa, não a atende mais, assim como nenhum telefone de contato informado. “Ela sumiu, não atende mais ninguém. A Joice ainda me atendeu, e disse que ia na delegacia prestar depoimento”.

No domínio online onde estava originalmente o endereço do site agora há uma mensagem de erro. A página do Facebook também foi retirada do ar, assim como o IG no Instagram. A reportagem do Dia Online tentou contato pelos telefones passados por Daiane, mas sem sucesso.

Pelo telefone oficial da empresa, disponível na internet, também não há retorno.

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