Goiás

Médium João de Deus é indiciado por violação sexual 

Crime, registrado em outubro deste ano, foi cometido contra uma fiel na Casa Dom Inácio de Loyola.
20/12/2018, 17h55

O médium João de Deus foi indiciado pela Polícia Civil de Goiás por violação sexual mediante fraude. De acordo com o inquérito, concluído e apresentado ao Poder Judiciário nesta quinta-feira (20/12), o crime, registrado em outubro deste ano, foi cometido contra uma fiel na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, interior de Goiás, onde milhares de pessoas buscam curas espirituais.

Mais detalhes e atualização sobre o caso serão repassados numa coletiva de imprensa, marcada para esta sexta-feira (21/12), em Goiânia. As investigações são conduzidas pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic).

João de Deus tem habeas corpus negado pelo STJ

O médium teve o habeas corpus negado liminarmente, na tarde de quarta-feira (19/12), pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O pedido foi protocolado pela defesa na manhã de ontem, menos de 24 horas após a Justiça de Goiás indeferir o recurso. O religioso está preso desde o último domingo (16/12), no Núcleo de  em Aparecida de Goiânia, após se entregar à polícia em Abadiânia.

A defesa de João de Deus entrou com pedido de habeas corpus na segunda-feira (17/12) e foi negado na tarde de ontem (18/12) pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).  O próximo passo dos defensores é entrar com recursos para adoção de medidas cautelares, como prisão domiciliar, uso de tornozeleira e a proibição de exercer a mediunidade.

Polícia encontra armas e dinheiro na casa de João de Deus

A Polícia Civil (PC) de Goiás apreendeu na última terça-feira (18/12) uma mala cheia de dinheiro em espécie, tanto nacional quanto estrangeiro, além de armas de fogo na casa do médium João de Deus, em Abadiânia. Na Casa Dom Inácio de Loyola, onde eram feitos os atendimentos espirituais e que também foi alvo de buscas feitas pela corporação, foram apreendidos recibos e outros documentos.

De acordo com a PC, foram encontradas cinco armas de fogo de calibre permitido, aproximadamente R$ 257.680 reais, mais de 15 mil euros, 990 dólares australianos além de outros tipos de moeda estrangeira, em menor quantidade.

Via: O Popular 
Imagens: Último Segundo 

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Goiás

Shows de aniversário de Montividiu são suspensos pelo Ministério Público

Segundo liminar, em caso de descumprimento, o prefeito está sujeito a multa diária e pessoal no valor de R$ 50 mil.
20/12/2018, 19h13

Os shows de aniversário de Montividiu, que ocorreriam entre os dias 28 e 31 de dezembro, foram suspensos pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), após questionamento de uso de verbas públicas para a realização dos eventos. A decisão foi do juiz Márcio Xavier, que acatou o pedido feito pelo promotor de Justiça Marcelo Rigueti Raffa. No documento, o MP suspende a execução de contratos administrativos firmados pelo município, por meio do Fundo Municipal de Educação e Cultura.

Ainda de acordo com a liminar, a prefeitura está proibida de realizar o evento, assim como licitar ou outros procedimentos administrativos para a compra de estruturas físicas para a festa, sob pena de multa diária e pessoal ao prefeito, no valor de R$ 50 mil.

Gastos com o aniversário de Montividiu chegam a R$ 314 mil

Conforme apurado pelo promotor, a negociação para realização da festa foi feita sem licitação, com custo total de R$ 314 mil. Segundo ele, devido ao custo do evento, foi solicitado à prefeitura uma cópia dos contratos, mas os documentos não foram enviados.

Além disso, o município também não repassou informações básicas, como a previsão de gastos e origem dos recursos, cronograma, plano de interdição de ruas, níveis de volume, plano de segurança pública, entre outros.

“Esse tipo de evento demanda gastos públicos não só com a contratação de shows, mas também com publicidade, aluguel de som, palco, tendas, banheiros, gerador, hospedagem, alimentação, iluminação, sendo flagrante a necessidade de atuação do MP em defesa do patrimônio público, a fim de evitar o mau uso dos recursos públicos, sobretudo pela situação financeira do município”, ressaltou Marcelo Rigueti.

Shows previstos e seus respectivos preços

No pedido, o promotor esclarece que para o dia 28 de dezembro foi firmado um contrato no valor de R$ 14 mil, para o show de Aurelina Dourado. Para o dia 29, seriam gastos R$ 50 mil em show com a dupla Fernando & Alessandro.

Já no dia 30 de dezembro, data de aniversário de 30 anos da cidade, seria pago o valor de R$ 205 mil, para show da cantora Naiara Azevedo. No dia 31, último dia de evento, o município pagaria R$ 45 mil pela apresentação Banda Havaí.  O total com os contratos dos shows seria de R$ 314 mil.

O Dia Online tenta contato com a Prefeitura de Montividiu.

Via: MP-GO 
Imagens: Cris Perroni 

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Goiás

Envolvidos em morte de torcedor do Vila Nova são indiciados por homicídio triplamente qualificado

Crime ocorreu no dia 2 de novembro; Ryan, de 17 anos, morreu após sete dias de internação.
20/12/2018, 20h51

Os envolvidos  na morte do torcedor do Vila Nova, em Goiânia, foram indiciados por homicídio triplamente qualificado pela Polícia Civil de Goiás. O inquérito do caso já foi concluído pela Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) e encaminhado ao Poder Judiciário. O crime ocorreu no dia 2 de novembro, no Setor Nova Vila.

Ryan Borges Nascimento Oliveira, de 17 anos, foi espancado enquanto seguia com o irmão e amigos para um jogo entre o Vila Nova e Paysandu, no estádio Serra Dourada. Eles haviam acabado de sair de casa e por volta das 17h25, o grupo foi surpreendido por homens em carros.

O adolescente, que foi agredido com pedaços de madeira, morreu no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), após sete dias de internação. Imagens de câmeras de segurança mostram toda a agressão. Reveja:

Ao Dia Online, o pai de Ryan contou que depois de ser espancado o filho tinha apenas uma reação: “ele revirava os olhos”.

Polícia pede prisão dos envolvidos em morte de torcedor do Vila Nova

Cinco dias após o crime, a polícia identificou os jovens envolvidos na agressão. Dois deles, Thiago Fonseca Almeida e Lucas Guilherme Lima Alves, se apresentaram na delegacia. Já Alessandro Fernandes da Silva, terceiro envolvido, não compareceu para prestar depoimento.

A PC pediu pela prisão temporária de Thiago e Lucas, mas a Justiça negou sob a alegação de que eles haviam se apresentado de forma espontânea e não possuíam antecedentes criminais. Alessandro teve a prisão decretada por não ter se apresentado, mas cometeu suicídio no dia 10 de dezembro, em Senador Canedo.

De acordo com a Polícia Civil, todos os envolvidos foram indiciados pela prática pelo homicídio triplamente qualificado em razão do motivo torpe, pelo meio cruel utilizado e por terem utilizado recurso que dificultou a defesa da vítima. Se condenados, eles podem pegar de 12 a 30 anos de prisão.

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Goiás

Troca de tiros termina com dois mortos, em Luziânia

Além das armas apreendidas, vários materiais produtos de roubos foram encontrados na casa.
21/12/2018, 07h43

Duas pessoas morreram após trocar tiros com policiais das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM) na noite da última quinta-feira (20/12), durante uma abordagem em uma casa na busca por veículos roubados, na cidade de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal (DF).

A polícia informou que havia recebido denúncias de que uma caminhonete do modelo Toyota Hilux, que tinha sido roubada e estaria escondida na residência, no Setor Nova Esperança, em Luziânia. Em posse das informações, a ROTAM ao chegar a residência encontrou além da caminhonete, um outro veículo do modelo Fiat Argo.

Segundo as informações divulgadas pela polícia, no momento que as equipes entraram na casa, foram recebidos com tiros pelos suspeitos, os policiais revidaram alvejando dois indivíduos que estavam na casa, o terceiro suspeito conseguiu fugir do local.

Dois suspeitos morreram na troca de tiros

Após atingir os dois suspeitos, os policiais acionaram o socorro médico e os dois indivíduos foram levado para Unidade de Pronto Atendimento de Luziânia (UPA). Apesar de serem socorridos, os dois suspeitos não resistiram aos ferimentos e morreram na UPA. Os dois mortos durante a troca de tiros foram identificados como Lucas Eduardo Araújo Bueno com passagens por roubo e receptação e o menor A.A.S.C.

Troca de tiros termina com dois mortos, em Luziânia
Foto: Divulgação

A polícia afirmou também que durante a abordagem, ao analisar o segundo veículo, foi constatado que o carro tinha sido adulterado e o mesmo roubado no dia 30 de outubro de 2018. Além dos dois veículos, os policias apreenderam um revólver calibre .38 com cinco munições deflagradas e uma intacta, uma pistola nove milímetros e uma escopeta calibre 12. Dentro da casa os policiais encontraram ainda um bloqueador de sinal, um giroflex, seis celulares, 19 pacotes de roupas e um colete da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) todos oriundos de roubos.

Em Novo Gama, dois bandidos morreram ao trocar tiros com a ROTAM

No último dia 13 de dezembro, dois homens morreram ao trocar tiros com a ROTAM, em Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal. Os suspeitos antes de morrerem na troca de tiros, roubaram uma moto e um carro e ainda fizeram o dono do carro de refém durante o assalto.

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Goiás

Vendedores que aplicavam o golpe do "brinde" em Goiânia são indiciados

Para fazer as pessoas comprarem mercadorias de baixa qualidade, os vendedores prometiam brindes a serem resgatados em lojas de Goiânia, brindes esses que não existiam.

Por Ton Paulo
21/12/2018, 08h22

Após um ano de investigação, a Polícia Civil (PC) deflagrou, através da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Consumidor (Decon), uma operação policial que indiciou 10 vendedores ambulantes que aplicavam golpes em consumidores para venderem suas mercadorias. Para fazer as pessoas comprarem mercadorias de baixa qualidade, os vendedores prometiam brindes a serem resgatados em lojas de Goiânia, brindes esses que não existiam. A operação ocorreu nesta quarta-feira (19/12).

A ação da Decon é resultado de uma longa investigação, que durou um ano, e cumpriu três mandados de buscas e apreensões em residências na capital. A operação teve por objetivo identificar e punir vendedores ambulantes diversos, os quais vêm aplicando golpes contra o mercado de consumo em Goiânia. Segundo a PC, as vendas aconteciam geralmente em estacionamentos de supermercados, praças populares e vias públicas da capital.

De acordo com informações da Decon, os vendedores anunciavam a mercadoria por valores e qualidade do produto consideráveis e atrativos, mas após o uso dos produtos, vários consumidores verificavam a má qualidade dos produtos, que não chegavam a durar muito tempo.

O golpe dos “brindes” aplicado pelos vendedores ambulantes em Goiânia

Para pressionar a venda e fazer as pessoas comprarem os produtos, os investigados ofereciam outros produtos agregados como cortesias, os famosos “brindes”, pelas aquisições anteriores. Esses “brindes” deveriam ser retirados em lojas tradicionais em Goiânia, entretanto, quando os consumidores compareciam a estes locais, eram surpreendidos com a informação de que a promessa dos ambulantes não passava de golpes, e que não havia brinde algum para ser resgatado.

Dez pessoas foram conduzidas até a delegacia, todas foram identificadas e responderão pelos crimes de Publicidade Enganosa, Falsidade Documental, Associação Criminosa, Estelionato e Publicidade Enganosa, cujas penas, podem chegar ao máximo de 16 anos de reclusão.

Foram apreendidos centenas de produtos impróprios ao consumo, documentos públicos e particulares que comprovam, dentre outros elementos, as materialidades dos crimes investigados.

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