Goiás

João de Deus tem prisão preventiva decretada por posse ilegal de arma de fogo

Armas foram encontradas na casa do médium durante cumprimento de mandados de busca e apreensão.
21/12/2018, 17h49

João Teixeira de Farias, de 76 anos, o João de Deus, teve a prisão preventiva decretada na tarde desta sexta-feira (21/12), por posse irregular de arma de fogo e posse de arma com identificação adulterada. O pedido foi feito pelo delegados Valdemir Pereira da Silva, titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) e Karla Guimarães Fernandes, também da Deic, após apreensões feitas em endereços do médium. A decisão foi do juiz Liciomar Fernandes da Silva, da Comarca de Abadiânia.

Durante diligências para apurar os casos de abuso sexual, denunciados por centenas de mulheres, agentes da força-tarefa da Polícia Civil de Goiás (PCGO) encontraram na casa do religioso cinco armas de fogo, algumas delas com a numeração raspada. Estima-se que em outros endereços do médium mais armas sejam encontradas. Também durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram encontradas malas de dinheiro e pedras preciosas.

Médium João de Deus está preso desde o último domingo

O religioso está preso desde o último domingo (16/12), no Núcleo de  em Aparecida de Goiânia, após se entregar à polícia em Abadiânia. Ele é citado em mais de 500 denúncias de crimes sexuais, que teria ocorrido na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, onde realiza atendimentos espirituais.

Na tarde de quarta-feira (19/12), João de Deus teve o habeas corpus negado liminarmente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O pedido foi protocolado pela defesa em menos de 24 horas após a Justiça de Goiás indeferir o recurso. Os defensores  devem entrar com recursos para adoção de medidas cautelares, como prisão domiciliar, uso de tornozeleira e a proibição de exercer a mediunidade.

Denúncias contra João de Deus

Desde o dia 7 de dezembro, o médium João de Deus se tornou um dos nomes mais noticiados na imprensa nacional e internacional depois que dez mulheres revelaram-se vítimas de abuso sexual, por meio do programa Conversa com Bial, da TV Globo. Os relatos encorajaram outras centenas de mulheres que também se sentiram abusadas.

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Goiás

Ronaldo Caiado revela nomes dos secretários da casa civil e de comunicação

Novos nomes foram anunciados na tarde desta sexta-feira (21/12).
21/12/2018, 18h21

O governador eleito do Estado de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) anunciou, na tarde desta sexta-feira (21/12), outros nomes que vão compor as secretarias de seu governo. Para assumir a Secretaria de Comunicação, Caiado anunciou Vassil José de Oliveira; Anderson Máximo de Holanda, para a Casa Civil; e Juliana Pereira Diniz Prudente, como procuradora geral do Estado.

Em diversas entrevistas o democrata fez questão de dizer que seu governo seria composto por 17 secretarias, desmembrando as junções que foram feitas durante o segundo mandado do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e extinguindo as cinco extraordinárias existentes no Estado. Caiado também fez questão de deixar claro, após as eleições, que divulgaria os nomes do seu secretariado, apenas no início do mês corrente.

Vassil José de Oliveira – Secretaria de Comunicação

Formado em Jornalismo pela UFG (1992). Atuou em veículos como a Tribuna do Planalto, O Popular, Diário de Goiás e Rádio Sagres 730. Comandou a assessoria de Imprensa do Palácio das Esmeraldas no governo Alcides Rodrigues. Autor do livro ‘Eleição do Início ao Fim’, sobre os bastidores da campanha de 2006 em Goiás.

Anderson Máximo de Holanda – Casa Civil

Procurador do Estado, especializado em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Federal de Goiás, possui também especialização em Direito Constitucional pela mesma instituição. Já exerceu a função de Assessor jurídico do Contencioso da Procuradoria-Geral do Município de Goiânia e foi ainda chefe do Contencioso Tributário da Procuradoria-Geral do Município de Anápolis.

Ocupou também o posto de Procurador-Geral do Estado de Goiás entre 2009 e 2010. Integrou os Conselhos de Administração da CELG e Saneago, exercendo posteriormente os cargos de presidente da CIPA, assessor do Gabinete do Procurador-Geral e Chefe de Gabinete na PGE-GO.

Anderson também chefiou a Advocacia Setorial da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de GO e Secretaria de Contratos, Convênios e Projetos Institucionais da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. Atualmente preside o Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Goiás.

Juliana Pereira Diniz Prudente – Procuradora geral do Estado

Formada em Direito pela PUC-GO em 1999, pós-graduada e Mestre em Direito Penal pela UFG em 2002. Ingressou no cargo de Procuradora do Estado em 2003, tendo exercido suas funções na Procuradoria Administrativa, especializada da qual foi chefe no ano de 2018. Por último exerceu o cargo de Subprocuradora para Assuntos Administrativos.

Primeiros nomes anunciados por Ronaldo Caiado

Conforme o prometido pelo senador, no dia 11 de dezembro de 2018, nove nomes do primeiro escalão de seu governo foram anunciados. Os nomes divulgados na ocasião foram os de Rodney Miranda para a Secretaria de Segurança Pública (SSP-GO); Ricardo Soavinski que assume a presidência da Saneago; e Ismael Alexandrino Júnior para Secretária Estadual de Saúde (SES).

O governador eleito comunicou ainda: Adriano da Rocha Lima para Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SED); Marcos Cabral com a Secretaria de Desenvolvimento Social; Marcos Roberto para presidência do Detran – GO; o do senador Wilder Morais para Secretaria de Industria e Comércio; José Soter como Operacional do Detran e o da Secretária da Fazenda, Cristiane Schmidt.

Além desses nove nomes, há dois dias, quando foi diplomado, o governador eleito anunciou Fátima Gaviolli como a secretária de educação do seu governo, que começa no próximo dia 1ª de janeiro de 2019. Outro nome que pode ser confirmado durante a coletiva é do prefeito de Formosa, no Entorno do Distrito Federal, Ernesto Roller.

Via: O Popular 
Imagens: O Popular 

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Brasil

STJ manda prender responsável por atropelamento do filho de Cissa Guimarães

Caso ocorreu em 2010, em túnel do Rio de Janeiro.
21/12/2018, 19h56

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou o recurso do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e determinou a prisão de Rafael Bussamra. Ele atropelou e matou o filho da atriz Cissa Guimarães e do músico Raul Mascarenhas, Rafael Mascarenhas.

O caso ocorreu em 2010. Rafael Mascarenhas andava de skate no túnel acústico que liga a Gávea a São Conrado quando foi atropelado por Rafael Bussamra, que participava de uma corrida ilegal de automóveis. Em 2016, Bussamra foi condenado à pena de 3 anos e 6 meses em regime semiaberto, mas a pena foi convertida em prestação de serviços à comunidade pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

O MPRJ recorreu e a decisão foi publicada na quarta-feira, 19. O STJ considerou que a conversão da pena precisa observar também a conduta social e personalidade do condenado e não apenas o prazo da pena, como foi feito pelo TJRJ em 2016, e acatou o recurso. A determinação afeta também Roberto Bussamra, pai de Rafael. Ele terá que cumprir a pena de 3 anos 10 meses em regime semiaberto por corrupção ativa.

Procurado, o TJRJ informou que ainda não foi oficiado da decisão do STJ e ainda não determinou as prisões.

Imagens: Istoé 

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Goiás

João de Deus: mais de 20 mulheres denunciaram abusos ocorridos quando tinham entre 9 e 14 anos

Ao todo, foram feitos 596 contatos, sendo identificadas 255 possíveis vítimas do médium.
21/12/2018, 20h09

Promotores integrantes da força-tarefa do Ministério Público de Goiás divulgaram, nesta sexta-feira (21/12), o balanço da apuração das denúncias contra o médium João de Deus. Do total de relatos recebidos pelo e-mail do MPGO, criado exclusivamente para o caso, 23 narraram abusos sexuais ocorridos quando tinham entre 9 e 14 anos de idade; 28 entre 15 e 18 anos; e 70 com idade de 19 a 67 anos.

Ao todo, segundo o órgão, foram feitos 596 contatos, sendo que destes foram identificadas 255 possíveis vítimas do médium; 75 delas já foram ouvidas formalmente. O Ministério Público recebeu relatos de diversos estados, além de 11 casos internacionais. Veja abaixo a relação:

Denúncias nacionais 

  • Goiás – 21
  • Brasília – 39
  • Rio Grande do Sul – 20
  • Espírito Santos – 11
  • Minas Gerais – 15
  • Rio de Janeiro – 7
  • Paraná – 6
  • Santa Catarina – 4
  • Mato Grosso – 3
  • Mato Grosso do Sul – 1
  • Maranhão – 1
  • Pernambuco – 1
  • Piauí – 1
  • Tocantins – 1

Denúncias internacionais 

  • Estados Unidos – 4
  • Austrália – 3
  • Alemanha – 1
  • Bélgica – 1
  • Bolívia – 1
  • Itália -1

Ainda de acordo com os promotores, os próximos passos incluem, além da continuação das oitivas das vítimas, o depoimento de João de Deus e a apresentação de denúncia criminal de, pelo menos, três casos, cujos crimes são o de estupro, violência sexual mediante fraude e estupro de vulnerável.

As denunciantes recebem, antes mesmo de prestar depoimento, atendimento psicológico, por meio da força-tarefa do MP. De acordo com os promotores, a preocupação é dar apoio às vítimas que possivelmente foram abusadas em momento de fragilidade.

João de Deus é indiciado por violação sexual

 João de Deus foi indiciado, na última quinta-feira (20/12), pela Polícia Civil de Goiás por violação sexual mediante fraude. De acordo com o inquérito, concluído e apresentado ao Poder Judiciário, o crime, registrado em outubro deste ano, foi cometido contra uma fiel na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, interior de Goiás, onde milhares de pessoas buscam curas espirituais.

O religioso está preso desde o último domingo (16/12), no Núcleo de  em Aparecida de Goiânia, após se entregar à polícia.

Via: MP-GO 
Imagens: AmazonasAtual 

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Política

Juíza que condenou Frota a picotar papel reage a ofensas e vai à Promotoria

A magistrada o condenou a picotar papeis durante 2 anos e 26 dias em ação por calúnia e injúria contra o deputado Jean Wyllys (PSOL).
22/12/2018, 08h36

A juíza Adriana Freisleben de Zanetti, da 2ª Vara de Osasco (SP), apresentou ao Ministério Público Federal uma representação contra ofensas do deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL-SP). A magistrada o condenou a picotar papeis durante 2 anos e 26 dias em ação por calúnia e injúria contra o deputado Jean Wyllys (PSOL).

“Tomei conhecimento de diversas ofensas a minha honra em razão da postagem feita no Facebook pelo sr. Alexandre Frota de Andrade nos dias 18 e 19 de dezembro de 2018. Nesse contexto, o fato é muito grave”, relatou a magistrada à Procuradoria da República.

Na representação, a juíza narrou que “centenas de comentários” foram feitos após a postagens. Adriana de Zanetti citou algumas ofensas e afirmou que, um deles “leva a crer que se trata de eventual ameaça de estupro”. “Sinto-me muito ofendida com as declarações irrogadas a minha pessoa”, anotou.

Frota pegou 2 anos e 26 dias de detenção, no regime inicial aberto, mais pagamento de 620 dias-multa – no valor de meio salário mínimo cada -, por difamação e injúria a Jean Wyllys.

Segundo a ação, Frota atribuiu a Wyllys a frase. “A pedofilia é uma prática normal em diversas espécies de animal (sic), anormal é o seu preconceito.”

Essa publicação gerou quase dez mil compartilhamentos e mais de quatro mil curtidas, além de cerca de dois mil comentários. A frase, segundo Wyllys, jamais foi dita por ele. Jean Wyllys relata que é deputado federal, defensor dos direitos das minorias e jamais se posicionou a favor da prática do crime de pedofilia.

A pena privativa de liberdade imposta a Frota foi substituída por duas restritivas de direito. Ele terá de trabalhar cinco horas diárias, “no auxílio à destruição/picotagem de papéis que não mais se fazem úteis aos autos” e ainda terá de “permanecer, aos sábados e domingos, por cinco horas diárias em casa de albergado ou outro estabelecimento similar”.

Após a divulgação da sentença, Frota postou foto de Adriana. Seguidores do parlamentar eleito xingaram a magistrada. O próprio Frota exibiu um vídeo em que aparece com uma tesoura na mão cortando folhas de papel, em ironia à decisão da juíza da 2.ª Vara de Osasco.

Nesta sexta-feira, 21, os juízes federais repudiaram a conduta do “condenado Alexandre Frota” que postou em rede social a foto de Adriana Freisleben de Zanetti.

“A Constituição Federal assegura a todos a liberdade de expressão e o Judiciário não é, obviamente, imune à crítica social. Qualquer direito, contudo, é contrabalanceado por princípios inerentes à convivência social e à própria democracia”, reagiram juízes por meio de nota.

“Ao difamar e ofender publicamente uma magistrada ou um magistrado que meramente cumpriu seu dever público, o condenado ultrapassa o limite do inconformismo com a sentença, plenamente garantido pelo direito de recorrer, para ingressar na esfera da irresponsabilidade e do abuso.”

Defesa

No processo, a defesa de Alexandre Frota pediu pelo “não recebimento da queixa-crime, sob o argumento de inépcia da inicial e afirmou que a vontade de retratação cabal às ofensas geraria a extinção da punibilidade, independente da vontade do autor (da ação)”.

A defesa alegou também que Jean Wyllys estava utilizando a ação como “palanque eleitoral”, não tendo o acusado cometido qualquer delito. A reportagem tentou contato com o escritório do advogado do deputado federal eleito. O espaço está aberto para manifestação.

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