Economia

Sócia acusa empresa da família Queiroz Galvão de desvio de recursos

Os pagamentos, que em 2016 e 2017 somaram cerca de US$ 200 milhões.
26/12/2018, 10h05

A empresa de aluguel de plataformas da família Queiroz Galvão é acusada por um sócio de fazer, de forma irregular, transferências milionárias para uma subsidiária sediada no exterior meses antes de quase quebrar. A Constellation, como foi rebatizada a Queiroz Galvão Óleo e Gás, entrou com pedido de recuperação judicial no início de dezembro para se proteger da execução de dívidas que somam US$ 1,7 bilhão – R$ 6,6 bilhões pelo câmbio atual.

A acusação feita pela brasileira Alperton está detalhada em ação que corre na Justiça das Ilhas Virgens Britânicas. No processo, ao qual o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso, diretores da Alperton detalham a disputa e apontam o que consideram transferências “impróprias” feitas a mando da Constellation, que é controlada pelos Queiroz Galvão.

O negócio da Constellation é o aluguel e a operação de plataformas de petróleo, especialmente para a Petrobras. Em sua frota, há oito sondas. A Alperton é sócia, com 45%, de duas delas: a Amaralina e a Laguna. Como é minoritária, a Alperton tem representantes no conselho das duas empresas que controlam e administram essas plataformas, mas as decisões gerenciais ficam a cargo da Constellation, dos Queiroz Galvão.

De acordo com o documento, a Alperton tenta, desde outubro de 2017, obter informações detalhadas sobre o balanço financeiro de Amaralina e Laguna, ambas sediadas nas Ilhas Virgens Britânicas, mas a Constellation vinha se recusando a fornecê-las, alega a Alperton. O desconforto dos sócios aumentou quando perceberam uma movimentação que avaliaram suspeita: tanto Amaralina quanto Laguna faziam pagamentos recorrentes e milionários a uma companhia chamada Constellation Services, também sediada nas Ilhas Virgens Britânicas e igualmente controlada pela empresa dos Queiroz Galvão.

Os pagamentos, que em 2016 e 2017 somaram cerca de US$ 200 milhões (quase R$ 800 milhões), eram feitos a título de “adiantamentos”. O dinheiro seria usado para a compra de equipamentos e serviços para as plataformas, explicou a Constellation, na ação judicial. Ao reunir o dinheiro numa só conta, negociava compras em conjunto e conseguia preços melhores, alegou a Constellation no processo.

O problema, alegam os diretores da Alperton no documento, é que a Constellation não apresenta as notas fiscais e os contratos de compra que comprovam o uso dos recursos desviados do caixa de Amaralina e Laguna.

Além da ausência de documentos, diretores da Alperton afirmam que a suspeita de que as transferências são irregulares é reforçada diante do custo de operação e do valor de investimento “desproporcionalmente altos” para duas plataformas tão novas (as sondas ficaram prontas em 2012).

A Alperton nota ainda no processo que repasses mensais de US$ 3,5 milhões eram feitos para a mesma Constellation Services sem uma justificativa clara.

Procurada, a Alperton confirmou, por meio de uma nota, que “vem buscando há um ano, sem sucesso, esclarecimentos acerca de transações entre partes relacionadas efetuadas pela Constellation” e disse que tais operações ocorreram “aparentemente em fraude e violação aos acordos firmados entre os sócios”. Disse ainda que não concordou com o ajuizamento da recuperação judicial e que seus diretos “são objeto de arbitragem iniciada em Nova York, cujo conteúdo é confidencial”. Os Queiroz Galvão e a Constellation também foram procurados, mas não quiseram comentar.

Parceria

Alperton e Queiroz Galvão se tornaram sócias em 2010, mas as plataformas só entraram em operação em 2012. A Delba, controladora da Alperton, ganhara ainda no governo Lula uma licitação com a Petrobras para alugar duas plataformas. Não tinha, porém, dinheiro para tocar os contratos. Precisava levantar financiamento para pagar o estaleiro e construir as sondas que seriam alugadas.

Os Queiroz Galvão então entraram, viabilizando o empréstimo e garantindo que o contrato com a petroleira estatal fosse mantido. Eles ficaram com 55% do negócio e com a gestão das duas plataformas, que foram adicionadas ao portfólio da então Queiroz Galvão Oléo e Gás. A Alperton ficou com 45% de um negócio valioso e rentável, mas com dívida a ser quitada com o sócio ao longo do tempo.

Os questionamentos da Alperton começaram a ser feitos antes do pedido de recuperação judicial da Constellation, mas quando a companhia dos Queiroz Galvão já dava sinais de que não conseguiria arcar com seus compromissos financeiros.

Conforme a situação financeira se deteriorava, as correspondências e as reuniões entre os dois grupos tornaram-se tensas. A ação judicial narra acusações de alterações de pautas do conselho à revelia dos sócios da Alperton e uma suposta tentativa de interferência da Constellation na busca de informações pela Alperton com os auditores da Deloitte, encarregada de verificar o balanço da companhia.

A disputa descambou para arbitragem, que está em curso no momento em Nova York. Em reunião tensa em agosto deste ano, três meses antes do pedido de recuperação judicial feito pela Constellation, a Alperton se recusou a aprovar um pedido de injeção de recursos nas empresas, argumentando que não tinha acesso adequado às informações financeiras. A Constellation recorreu então à arbitragem. A briga segue no exterior.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Agora RN 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Mulher morre atropelada na BR-153, em Goiânia

Vítima não portava documentos e não foi identificada.
26/12/2018, 10h13

O corpo de uma mulher atropelada foi encontrado na madrugada desta quarta-feira (26/12) próximo a ponte do Rio Meia Ponte, na Vila Morais, às margens da BR-153, em Goiânia.

A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) afirmou que a mulher estava sem documentos e por essa razão não foi possível fazer a identificação da vítima. Conforme as informações repassadas pela polícia, os ferimentos que a mulher apresentava dão indícios de que a vítima teria sido atropelada.

A polícia informou ainda que o local em que o acidente aconteceu é pouco iluminado, e que pelo horário que o corpo foi encontrado não foi possível encontrar testemunhas. O caso vai ser investigado pela Delegacia Especializada em Investigação de Crimes de Trânsito (DICT).

Um outro rapaz morreu atropelado em Goiânia

No último domingo (23/12) Matheus dos Santos Ferreira, de 21 anos, morreu após ser atropelado enquanto atravessava a Avenida do Contorno Sul, no Parque Anhanguera, próximo ao Centro de Treinamento do Goiás Esporte Clube, em Goiânia. A DICT esteve no local afirmou que o condutor de um carro do modelo Peugeot trafegava pela faixa da direita e por motivo desconhecido trocou para a faixa da esquerda e atropelou o rapaz que atravessava a avenida no momento.

Conforme as informações da delegacia, o impacto da batida fez com que a vítima fosse arremessada por alguns metros. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (SAMU) foi chamado para atender a ocorrência e constatou a morte de Mateus. Além de atropelar e matar o rapaz, o motorista do veículo bateu em um outro carro do modelo Renault Clio e em um colidiu com um vaso de concreto que estava na calçada de uma residência.

Atropelados em Goiânia até outubro

Portal Dia Online publicou no dia 21 de outubro uma matéria com os dados de acidentes de trânsito registrados em Goiânia. A matéria mostra que nos últimos três anos 869 pessoas morreram, com 156 delas sendo atropeladas.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Economia

Prazo de saque do abono salarial 2016 termina nesta semana

São 148,5 mil trabalhadores com R$ 110 milhões para retirar.
26/12/2018, 10h18

O prazo para o saque do Abono Salarial ano-base 2016 termina na próxima sexta-feira (28). Cerca de 7,5% dos trabalhadores com direito ao recurso ainda não sacaram o dinheiro. O valor ainda disponível de R$ 1,3 bilhão para 1,8 milhão de trabalhadores. Inicialmente, o prazo limite era 29 de junho, mas a prorrogação foi autorizada em julho por resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).

Até o momento, já foram pagos R$ 16,7 bilhões para 22,7 mil trabalhadores. A região com maior percentual de beneficiários a receber o Abono 2016 é a Centro-Oeste, onde 11,63% das pessoas com direito ao recurso ainda não foram ao banco receber o benefício.

O estado com mais trabalhadores que ainda não retiraram o dinheiro é São Paulo. São 410,5 mil pessoas, ou 6,95% do total de beneficiários. O valor ainda disponível para esses trabalhadores é mais de R$ 297 milhões.

Já o Distrito Federal é a Unidade da Federação (UF) com maior número proporcional de beneficiários com direito ao saque que ainda não retiraram o valor. Na capital federal, 29,33% estão nessa situação. São 148,5 mil trabalhadores com R$ 110 milhões para retirar.

Tem direito ao abono salarial ano-base 2016 quem estava inscrito nos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há, pelo menos, cinco anos, trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2016 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos e teve seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

A quantia a que cada trabalhador tem direito depende do tempo em que ele trabalhou formalmente em 2016. Quem esteve empregado o ano todo recebe o valor cheio, que equivale a um salário mínimo (R$ 954). Quem trabalhou por apenas 30 dias recebe o valor mínimo, que é 1/12, e assim sucessivamente.

Trabalhadores da iniciativa privada devem procurar a Caixa Econômica Federal. A consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-726 02 07. Para servidores públicos, a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-729 00 01.

Imagens: Agência Brasil 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Entretenimento

Após críticas, Mayra Cardi e Arthur Aguiar mostram rosto da filha

O casal já tinha afirmado que não mostraria o rosto da filha.
26/12/2018, 10h28

Mayra Cardi recebeu diversas críticas após o nascimento da filha Sophia, há pouco mais de dois meses, fruto de seu relacionamento com Arthur Aguiar. Depois de afirmarem que não mostrariam o rosto da menina, os pais voltaram atrás e publicaram fotos e vídeos da pequena.

O ator publicou uma foto comemorando o Natal ao lado da filha e da mulher. Com um vestidinho azul e laço branco na cabeça, Sophia recebeu muitos elogios dos seguidores. “Muito linda e fofa sua filha”, disse um deles. “Acho que eles só estavam esperando o Natal para nos dar esse presente maravilhoso”, comentou outra.

Já a ex-BBB publicou um vídeo na manhã desta quarta-feira, 26, no qual aparece ao lado da filha, com um filtro do Instagram, para desejar feliz Natal aos fãs.

Há pouco mais de duas semanas, Mayra bloqueou comentários em seu Instagram devido às críticas que vinha recebendo sobre o modo de cuidar da própria filha. Na ocasião, reforçou que não mostraria o rosto de Sophia.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Política

'Foi sempre um conciliador', diz Toffoli no velório de Sigmaringa Seixas

Sigmaringa Seixas morreu, aos 79 anos, devido a uma parada cardíaca.
26/12/2018, 10h35

Familiares e amigos velam nesta quarta-feira, 26, o advogado e ex-deputado federal constituinte Luiz Carlos Sigmaringa Seixas, em Brasília. Entre colegas de trabalho e presos que o próprio advogado ajudou a soltar dos porões da ditadura, um dos que veio prestar homenagem foi o presidente do Supremo Tribunal federal (STF), Dias Toffoli.

“Foi sempre um conciliador, um construtor de pontes. Foi uma pessoa que quis criar uma possibilidade de um Brasil melhor”, disse o ministro, que contou ainda que os dois participavam do mesmo grupo de “pelada”.

O presidente da Corte, que chegou por volta das 9h no velório do advogado, lembrou da importância de Sigmaringa para a redemocratização do País e para a autonomia de Brasília.

Filiado ao PT, ele foi amigo de Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato em Curitiba. O ex-presidente chegou a pedir para comparecer ao enterro, mas a Justiça negou o pedido.

Sigmaringa Seixas morreu, aos 79 anos, na terça-feira, dia de Natal, em São Paulo, devido a uma parada cardíaca. O enterro acontece no cemitério Campo da Esperança, em Brasília, às 17h desta quarta-feira.

Sigmaringa foi defensor de presos políticos durante a ditadura militar é um dos que ajudou a criar o grupo Tortura Nunca Mais. Segundo contou o jornalista Jarbas Silva Marques, amigo de Sigmaringa, ele e outros advogados de presos políticos tiveram a ideia de copiar processos e depoimentos de torturados, que estavam no Superior Tribunal Militar (STM), em 1979. À época, o advogado era conselheiro da OAB-DF.

“Luiz Carlos, com toda a timidez dele, estava em Brasília e requeria os processos da justiça militar no STM e, numa noite, ele copiava o processo e, nos prazos legais, ele devolvia isso. Isso que possibilitou que Dom Paulo Evaristo Arns e o Conselho Mundial das Igrejas elaborasse o Tortura Nunca Mais. O depoimento dando o nome de 244 torturadores das Forças Armadas e o nome de policiais civis que participavam da tortura 1979”, explicou o amigo, que ficou preso na ditadura de 1967 a 1977.

Sigmaringa vem de uma família de advogados militantes. Seu pai, Antônio Carlos, lutou contra a ditadura do Estado Novo, de Getúlio Vargas, e, segundo Marques, conseguiu passar o “gene libertário” para os filhos.

Imagens: GGN 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.