Saúde

Por falta de insumos e medicamentos, Materno Infantil e outros dois hospitais deixam de receber pacientes

Unidades são geridas pelo IGH, que informa não ter recebido os repasses do governo estadual.
27/12/2018, 17h24

Nesta quinta-feira (27/12) três hospitais estaduais fecharam as portas para novos pacientes, sendo eles o Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI), em Goiânia; Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Huapa) e Hospital Estadual e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (HEMNSL), ambos em Aparecida de Goiânia. As três unidades são geridas pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH), que informa não ter recebido os repasses feitos pela Secretaria de Estado da Fazenda de Goiás (Sefaz), por meio da Secretaria de Saúde de Goiás (SES-GO).

Pacientes que chegaram às unidades na manhã de hoje foram informados, por meio de um comunicado fixado nas portas, de que precisariam procurar atendimento em outros locais. De acordo com o informativo, não há previsão para a normalização dos atendimentos. Veja abaixo o comunicado fixado no Hospital Materno Infantil (HMI):

“O Instituto de Gestão e Humanização (IGH), organização social gestora do HMI, informa que a partir de hoje 27/12 todos os atendimentos da unidade (urgência, emergência e eletivos) estão suspensos devido ao desabastecimento de materiais e medicamentos. Somente serão atendidos casos com iminência de morte. Não há previsão para que funcionamento do HMi seja normalizado. Informamos que essa medida visa a continuidade da assistência aos pacientes internados na unidade.”

Falta de insumos e medicamentos fecham portas de hospitais

Em nota enviada à imprensa, o IGH alega que não recebeu os repasses do governo estadual. Faltam remédios e materiais básicos usados nos atendimentos. Caso a medida não fosse tomada, corria o risco de pacientes que já recebem atendimento nos locais serem prejudicados.

Confira a nota na íntegra:

Nota do IGH à Imprensa – Bloqueio de novas internações

O Instituto de Gestão e Humanização (IGH) – organização social gestora do Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI), Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Huapa) e Hospital Estadual e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (HEMNSL), informa que foi obrigada a bloquear novas admissões de pacientes nas três unidades que administra em Goiás, em virtude da falta de repasses pela Secretaria de Estado da Fazenda de Goiás (Sefaz-GO), por meio da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO). A medida entra em vigor a partir de hoje (27/12) e vai afetar todos os tipos de atendimentos ofertados nos três hospitais, sendo estes de urgência, emergência e/ou eletivos. Portanto, os pacientes que procurarem pela assistência nas unidades geridas pelo IGH serão orientados a procurar outras unidades. A Central de Regulação já foi informada para que possa viabilizar a transferência dos pacientes para serviços de saúde com o mesmo perfil de atendimento. Até que a situação seja regularizada, não há previsão para que o funcionamento do HMI, Huapa e HEMNSL seja normalizado. Informamos que tal medida visa tentar reduzir danos a segurança dos pacientes já internados, já que estamos com bloqueio nas entregas de material médico hospitalares e paralisação de serviços essenciais ao funcionamento das unidades.

Rita de Cássia Leal – Diretoria Regional do IGH

Respostas

Por meio de nota enviada ao Dia Online, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informa que nesta sexta-feira (28/12) será feito o repasse de R$ 40 milhões às OSs que administram os hospitais da rede estadual. Ainda de acordo com a pasta, “haverá outro repasse, no dia 30, que estará disponível para as Oss no dia 2. Os valores a serem repassados estarão no Portal Transparência (www.saude.go.gov.br/acesso-a-informação/).”

Já a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aparecida informou à reportagem que ainda não foi comunicada sobre a interrupção de novos atendimentos nas unidades. “Caso isso ocorra, a Central de Regulação do município continuará a busca de vagas em unidades pactuadas e com capacidade para receber novos pacientes”, reforça a Secretaria.

[Matéria atualizada às 18h para inclusão de nota resposta]

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