Goiás

"Assim como eu, vocês não estão sozinhas", diz advogada agredida pelo namorado em Goiânia

Luciana Sinzimbra agradeceu todo o apoio recebido e disse que pretende ajudar outras mulheres também vítimas de agressão.
30/12/2018, 15h45

A advogada Luciana Sinzimbra, agredida pelo então namorado, o piloto Victor Augusto Amaral Junqueira, disse por meio de uma rede social que está se fortalecendo para ajudar outras mulheres também vítimas de agressão. A advogada resolveu falar sobre o trauma abertamente pela primeira vez em uma entrevista exclusiva dada ao programa Fantástico, da TV Globo, que vai ao ar neste domingo (30/12).

Luciana agradeceu todo o apoio recebido e ressaltou que outras mulheres que passam pela mesma situação que ela não estão sozinhas. “Estou aqui pra vocês como vocês estiveram para mim”, escreveu. Veja abaixo o relato completo:

Essa semana foi muito difícil para mim, além de estar lidando com um turbilhão de sentimentos em razão da agressão sofrida, me vi exposta pro Brasil com a divulgação do vídeo sem minha autorização, em plena véspera de Natal.

Como toda mulher que sofre agressão no começo me senti envergonhada e humilhada, mas com o passar da semana com apoio psicológico de profissionais, da minha família, amigos e de todos me mandaram mensagem, estou me fortalecendo para que minha dor se transforme em algo bom.

E é pensando nisso que resolvi expor minha história e dar voz a tantas Lucianas que estão sofrendo violência doméstica e não se dão conta, ou, às vezes, não possuem força para registrar ocorrência contra o agressor. Assim como eu, vocês não estão sozinhas.

Espero poder ajudar a construir um país com leis mais justas. Agradeço imensamente por estarem confiando em mim, seja como os relatos de agressões que sofreram, seja com desabafos ou com pedidos de socorro. Estou aqui pra vocês como vocês estiveram para mim.

 Advogada é agredida pelo namorado em Goiânia

Luciana teve um vídeo divulgado nas redes sociais no último dia 24, véspera de Natal. As imagens foram gravadas no dia 14 de dezembro e mostram ela sendo agredido pelo então namorado, Victor Junqueira. As agressões ocorreram, de acordo com depoimento, depois que o casal voltava de uma confraternização do trabalho da mulher na madrugada de sexta-feira (14/12).

No registro policial consta que ao chegarem à casa da vítima, no Setor Marista, o namorado ficou furioso com a mulher porque esta decidiu não convidá-lo para subir até seu apartamento. “A declarante subiu para seu apartamento e, pouco tempo depois, o suposto autor chegou, fechou a porta do quarto e, já transtornado, perguntou porque ela o tinha deixado sozinho”.

À Polícia Civil (PC), a Luciana relatou que foi agredida com socos, tapas, chutes e estrangulamento, além de xingamentos. “Afirmou que revidava as agressões, todavia, não conseguia medir forças com o suposto autor. No vídeo, enquanto tenta se defender, a moça pede a todo momento que o agressor parasse de bater e fosse embora, o que não é suficiente para convencê-lo.”

O caso já foi registrado na polícia e quando as imagens foram divulgadas já estava em processo de conclusão pela Polícia Civil.

Vídeo da agressão vaza nas redes sociais

Ao jornal Metrópoles, a advogada de Luciana,  Lana Carmo de Araújo Castelões, contou que a intenção nunca foi tornar o vídeo público. As imagens foram compartilhadas por um amigo de Luciana, pessoa no qual ela confiava. “Foi alguém que ela tinha relação de confiança. E ela pediu para as poucas pessoas que tiveram acesso para não compartilhar, mas essa pessoa acabou compartilhando, infelizmente”, ressaltou.

Imagens: Instagram 

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Brasil

Homens laçam e matam sucuri de 6 metros em distrito de Araraquara

Envolvidos devem responder por maus-tratos conforme legislação ambiental.
30/12/2018, 16h12

Uma sucuri adulta medindo cerca de seis metros foi laçada e morta por um grupo de pessoas, na última sexta-feira, 28, no distrito de Bueno de Andrada, em Araraquara, interior de São Paulo. O réptil havia sido filmado por um ciclista, no interior de um córrego, no assentamento Monte Alegre, um dia antes de ser capturado. Os homens filmaram a caçada e divulgaram o vídeo em redes sociais. Com base nas imagens, a Polícia Militar Ambiental apura crimes previstos na legislação ambiental.

No dia 27, o ciclista Marco Pereira pedalava na região do assentamento quando avistou a sucuri no córrego. Ele postou fotos em redes sociais informando que o réptil tinha acabado de se alimentar, pois estava com uma protuberância na barriga.

Conforme a Ambiental, depois de ver as imagens, algumas pessoas foram até o córrego com ferros e laços para caçar a cobra. O vídeo, feito por um deles, mostra quando um dos homens arma um laço na ponta de um ferro e prende a cobra pela cabeça. Em seguida, três homens puxam a corda, arrastando a sucuri para fora do rio, seu habitat.

Os homens têm de empregar toda a força para retirar o réptil da água. “Não fica perto da cabeça que ela dá o bote”, avisa um deles. Durante a ação, eles falam que vão dividir em pedaços e comer a cobra. “Espera aí, deixa eu pegar um ferro”, diz um deles. Eles riem e parecem se divertir. Alguém pergunta: “Vai matar ela?”. Outro responde: “Vai, tirou por quê? Vamos comer, vamos levar e dividir um pedaço de cada um.” Eles comentam ainda que a cobra engoliu uma capivara, que ainda está em processo de digestão em sua barriga.

As imagens mostram o animal já morto, na estrada de terra. A cobra teve a cabeça esmagada. Conforme a Ambiental, três pessoas que aparecem nas imagens já foram identificadas e são moradoras do assentamento. Os outros envolvidos ainda são procurados.

Ele vão responder pelo crime de maus-tratos, com base na Lei 9.605/1998, ficando sujeitos à pena de seis meses a um ano de prisão. A pena pode ser aumentada em até 6 meses em razão da morte da sucuri e por ser espécie ameaçada de extinção. Os infratores também serão multados em valores individuais que podem chegar a R$ 6 mil.

Outro caso de morte de sucuri

Em janeiro deste ano, um fazendeiro foi multado em R$ 6 mil após esfaquear uma sucuri verde porque ela havia engolido uma galinha de sua criação. O animal foi levado ferido para o Zoológico de Bauru e passou por cirurgia, recebendo cerca de 60 suturas nos cortes. O réptil, no entanto, não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Com sua morte, a multa inicialmente aplicada ao fazendeiro dobrou de valor. Também conhecida como anaconda, a sucuri divide com as pítons asiáticas e africanas o título de maiores serpentes do mundo. Na natureza, esse animal chega a viver 60 anos.

Imagens: Terra 

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Economia

Aposentadoria tem novo cálculo a partir de hoje

O pedido de aposentadoria pode ser solicitado pelo número 135 ou pelo site do INSS.
31/12/2018, 08h23

O cálculo das aposentadorias por tempo de contribuição mudou hoje (31), quando foi acionada uma regra implementada por lei em 2015. A regra exige um ano a mais para homens e mulheres se aposentarem. A atual fórmula, conhecida como 85/95, vai aumentar um ponto e se tornar 86/96.

De acordo com a fórmula 85/95, a soma da idade e do tempo de contribuição era de 85 anos para mulheres e 95 para homens. O tempo de trabalho das mulheres era de 30 anos e o dos homens, de 35 anos. Isso significa, por exemplo, que uma mulher que tenha trabalhado por 30 anos, precisaria ter pelo menos 55 anos para se aposentar.

A partir de hoje, para se aposentar com o tempo mínimo de contribuição, ela deverá ter 56 anos. A mesma soma precisará alcançar 86 e 96. A fórmula será aumentada gradualmente até 2026.

O pedido de aposentadoria pode ser solicitado pelo número 135 ou pelo site do INSS.

Fórmula

A regra de aposentadoria é fixada pela Lei 13.183/2015. Nos próximos anos, a soma voltará a aumentar, sempre em um ano. A partir de 31 de dezembro de 2020, passará a ser 87/97; de 31 de dezembro de 2022, 88/98; de 31 de dezembro de 2024, 89/99; e, em 31 de dezembro de 2026 chegará à soma final de 90/100.

Além de se aposentar por essa regra, os trabalhadores podem atualmente se aposentar apenas por tempo mínimo de contribuição: 35 anos para os homens e 30 anos para as mulheres, independente da idade. Nesses casos, no entanto, poderá ser aplicado o chamado fator previdenciário que, na prática, reduz o valor da aposentadoria de quem se aposenta cedo.

Imagens: Agência Brasil 

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Goiás

Mulher é morta a facadas, em Goiânia

Francisco e Maria eram casados há mais de 45 anos.
31/12/2018, 08h29

Um idoso de 70 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) no último domingo (30/12) suspeito de matar a facadas a esposa, de 66, com quem era casado há mais de 45 anos, no Residencial Conquista, em Goiânia.

Maria Conceição foi morta com pelo menos quatro facadas no tórax e apresentava lesões nos braços como se tentasse se defender, segundo os levantamentos feitos pela polícia. Conforme o relato, Francisco fugiu do local do crime, mas foi preso logo depois por volta das 10h do domingo.

Mulher foi morta a facadas por ciúmes

A prisão de Francisco foi efetuada pela equipe do delegado Hellynton Carvalho que estava de plantão pela Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH). Segundo as informações repassadas pela polícia, o idoso afirmou que matou a esposa por ciúmes. Francisco foi preso e autuado em flagrante por feminicídio.

Outros casos de feminicídio em Goiás

Em outubro deste ano, um outro caso em que a mulher foi morta a facadas pelo marido foi registrado m Itumbiara a 205 quilômetros de Goiânia. Amilson Custódio Cardoso, de 40 anos, chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (SAMU) para atender a ocorrência em que a esposa Gilsema Andrade, de 45 teria cometido suicídio.

Além do SAMU, o delegado titular da regional de Itumbiara, Ricardo Chueire esteve no local, para investigar as causas da morte da diarista. Durante o levantamento, o delegado afirmou foram encontradas marcas de luta corporal e que a versão do marido era contraditória. Amilson foi preso em flagrante por feminicídio e por mentir para polícia.

No dia dois de dezembro de 2018, Valéria Sousa Silva, de 41 anos, foi morta pelo namorado, Fernando de Oliveira Guimarães, de 26 anos, com uma facada no pescoço, em Anápolis, a 55 quilômetros. Fernando fugiu do local do crime, mas foi preso em seguida pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH).

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Goiás

Pancadas de chuva em Goiânia devem marcar último dia de 2018

A previsão meteorológica da capital foi divulgada pelo Inmet em seu site, e faz um levantamento também de como deve estar o tempo nos próximos dias.

Por Ton Paulo
31/12/2018, 08h51

Esta segunda-feira, 31 de dezembro, último dia do ano de 2018, deve ser marcada por, além de festas e comemorações do tradicional Réveillon, também pancadas de chuva em Goiânia, capital de Goiás. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet, Goiânia, que já amanheceu nublada em quase todo o seu território, deve registrar fortes chuvas com trovoadas ao longo do dia.

A previsão meteorológica da capital goiana foi divulgada pelo Inmet em seu site oficial, e faz um levantamento também de como deve estar o tempo nos próximos dias. Segundo o Instituto, as chuvas só devem dar trégua para Goiânia na próxima sexta-feira, dia 4/1.

Os números do Instituto mostram uma alta probabilidade de tempo encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas na tarde de hoje, em Goiânia. Já à noite, segundo o Inmet, a segunda-feira deve ser de céu nublado com chuva isolada.

A umidade máxima chega, hoje, conforme o Inmet, a 90%, e a mínima não vai a menos de 55%. Já amanhã, dia primeiro de janeiro de 2019, terça-feira, o tempo deve ficar encoberto ao longo do dia, com provável chuva fina. A umidade pode chegar até 94%, com mínima de 63%.

Pancadas de chuva em Goiânia e tempestades fizeram estrago na capital esse mês

As fortes chuvas que caíram na região metropolitana no dia 22 deste mês causaram muitos estragos em diversos bairros. Árvores caídas, queda de energia, alagamentos e granizo foram alguns dos problemas enfrentados. De acordo com o Inmet, os ventos chegaram a 60 km/h.

Segundo a Defesa Civil de Goiânia nenhum chamado foi feito para ocorrências por causa da chuva. Foi comunicado ainda que duas equipes estiveram fazendo monitoramento nas vias públicas, em especial nas áreas de risco.

A Companhia de Urbanização de Goiânia – Comurg, registrou oito quedas de arvores e vias públicas e 10 dentro de áreas particulares. A Companhia informou também que todas as vias públicas já estão resolvidas e que ainda estão finalizando os atendimentos da áreas particulares.

Segundo os dados do Comando de Operações do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, foi recebido pelo telefone 199 apenas uma ocorrência de queda de arvores em 24 horas.

Via: Mais Goiás INMET 

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