Goiás

Lincoln Tejota diz que Governo pagará servidores "no momento oportuno"

De acordo com Tejota, o governo anterior deixou "um rombo" nas contas públicas, e que o atual governo pagará servidores "quando tiver caixa".

Por Ton Paulo
01/01/2019, 15h29

Em entrevista depois da cerimônia de posse, o vice-governador de Goiás, Lincoln Tejota (Pros) falou sobre a situação das contas do Estado e do impasse do pagamento dos servidores estaduais relativo ao mês de dezembro. De acordo com Tejota, o governo anterior deixou “um rombo” nas contas públicas, e que o atual governo, de Ronaldo Caiado, pagará o funcionalismo público “no momento oportuno, quando tiver caixa”.

De acordo com Tejota, medidas de recuperação das contas públicas pela atual gestão foram tomadas assim que passada a eleição. Segundo ele, a alteração dos incentivos fiscais para a indústria de Goiás é uma delas. “Nós sentamos com o setor produtivo, com os grandes empresários, rediscutimos os incentivos fiscais, e com o apoio deles e da Assembleia Legislativa, na qual eu estava ainda como deputado estadual, de cara a gente já pôde trazer um bilhão para os cofres públicos”, declarou.

O vice-governador disse ainda que o Governo manterá o ritmo de corte de gastos. “Continuaremos com essa austeridade, enxugando a folha, trazendo uma máquina enxuta, mas uma máquina eficiente, uma máquina que devolve como resultado para a população os benefícios que ela tanto precisa”, disse.

Tejota também respondeu à fala feita pelo deputado estadual Talles Barreto, na cerimônia de posse de Ronaldo Caiado, na Alego, onde ele disse que “ao longo da gestão do PSDB, a oposição pintou Goiás como um Estado caótico, o que não correspondia à verdade. Segundo Tejota, “com fatos e com números não se argumenta”. “Você não interpreta “dois mais dois são quatro”. E nós temos que entender que hoje tem 11 milhões em caixa, isso demonstra o tamanho do rombo. Nós temos a folha de dezembro [dos servidores estaduais] para cumprir,a folha de janeiro até o dia 10 para cumprir, e nós temos 11 milhões”, respondeu.

Na Alego, durante sua fala nesta manhã, Caiado disse que o governo tucano havia deixado uma dívida de 3,4 bilhões no Estado, com apenas 11 milhões em caixa.

Questionado sobre se o Governo pagaria o salário de dezembro dos servidores, o vice-governador Lincoln Tejota respondeu que sim, mas “no momento oportuno, quando tivesse caixa para isso”.

Posse de Ronaldo Caiado e Lincoln Tejota foi realizada nesta terça-feira

O governador Ronaldo Caiado, do DEM, foi empossado oficialmente na manhã e início da tarde desta terça-feira (1/1), em um evento solene que começou na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e terminou no Palácio das Esmeraldas, onde Caiado recebeu de seu antecessor, Zé Eliton, do PSDB, a faixa de governador, conforme dita a tradição.

Ao discursar no Palácio, Caiado disse que não poderia se demorar, uma vez que seguiria dali para a posse do presidente Jair Bolsonaro, do PSL, em Brasília (motivo que fez com que a coletiva com a imprensa após a posse fosse cancelada). Com o tempo que teve, Caiado disse que fará com que os goianos “passem a ter orgulho de morarem no Estado” e que o “tempo do ‘Arrocha Goiás’ [lema de sua campanha] começava agora”.

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