Brasil

'Governo errou ao declarar fim da divisão de presídio por facção', diz sociólogo

07/01/2019, 18h52

Entrevista com César Barreira, sociólogo e coordenador do Laboratório de Estudos da Violência (UFC)

No sexto dia de ataques no Ceará, ao menos 36 municípios de todas as regiões do Estado registraram ataques em órgãos públicos e privados. Em Fortaleza, 33 bairros sofreram com os atos. Os ataques, que teriam sido comandados de dentro dos presídios cearenses, atingiram principalmente veículos de transporte público, vans, prédios, fotossensores, lojas, unidades da Polícia Militar, uma passarela e até um viaduto.

Os ataques aconteceram um dia após o titular da recém-criada Secretaria da Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, ter dito que não reconhecia facções no Estado e que não separaria mais os presos segundo a ligação com essas organizações.

Nas redes sociais, o governador do Ceará Camilo Santana (PT) afirmou neste sábado, 5, que vai “endurecer” ainda mais contra o crime. “Esse tem sido justamente o motivo desses atos criminosos: fazer com que o Estado recue dessas medidas fortes, o que não há nenhuma possibilidade de acontecer”. E continuou: “Endureceremos cada vez mais contra o crime”.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o sociólogo e coordenador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV), da Universidade Federal do Ceará (UFC), César Barreira, defende o endurecimento das medidas no sistema penitenciário (proibição de celulares, transferência de líderes de grupos do crime organizado e fim da separação das facções por presídios).

Barreira condena, no entanto, a postura “de confronto” que vem sendo adotada pelo governo estadual. “Temos que tomar muito cuidado com essa questão de confronto. Não é que temos de deixar de tomas posições. O governo tem de tomar posição porque é avaliado pela manutenção de paz e segurança. Mas essas são frases de confronto e sou contra essa postura porque acirra os ânimos”, afirma o especialista. Apesar da ressalva, o sociólogo diz também que o governo não deve ficar “à mercê do crime organizado”.

1. A fala do secretário de Administração Penitenciária Luís Mauro Albuquerque (ao dizer que não reconhece facções criminosas e ao prometer acabar com a divisão de facções por presídios) foi a única razão para explicar a onda de ataques violentos no Ceará?

É claro que é acoplado a outras questões. A fala dele detonou uma situação que de certa forma já vinha sendo anunciada. O problema começou antes. As redes sociais já vinham anunciando uma certa indisposição ao nome dele na secretaria. Quando surgiu o nome dele para secretário de Administração Penal, já começou a circular nas redes sociais uma questão muito contrária a ele, principalmente pelas facções, denunciando comportamento de tortura que ele teria tido no Rio Grande do Norte (Mauro foi secretário da Justiça entre maio de 2017 e dezembro de 2018). Não é que o governo teria de levar em consideração essa indisposição, mas já estava sendo verbalizada essa indisposição em função da prática autoritária que ele teria utilizado, sem entrar no mérito desse comportamento, no Rio Grande do Norte. Portanto, já havia um clima adverso a ele. Quando ele assume e faz essas colocações, acirrou ainda mais os ânimos. De certa forma, essa reação das facções decorre e muito dessa postura do secretário. Para mim, não deveria ter havido esse pronunciamento do secretário. Essas medidas de endurecimento que ele está apontando eu concordo também, mas não deveria haver esse alardeamento das possíveis posições que ele iria tomar.

2. O sr. acha que o secretário errou ao falar que não reconhece as facções criminosas e que não haverá divisão por facção nos presídios do Estado?

Acho que é uma medida correta que pode ser tomada, mas não precisaria já ter sido anunciado. O Ceará vive uma situação que se diferencia de outros estados. Mesmo assim, encontra outros estados que têm as mesmas características, uma delas é a de ter diversas facções. Temos aqui no Ceará a atuação de várias facções e, principalmente, do Comando Vermelho e dos Guardiões do Estado (GDE). A existência dessas facções já leva um clima de instabilidade muito grande. Estavam sendo feitas essas divisões dos presídios a partir das facções e isso era também ponderado pela ex-secretária de Justiça (Socorro França), então responsável pelo sistema penitenciário, que anunciava que se não fosse feita essa divisão haveria uma carnificina diária nos presídios. Tudo isso deixava um nível de estabilidade muito grande. Quando o novo secretário assume, com uma das menidas de que não vai levar em consideração essa situação de divisão, ele já entra nessa disputa, no confronto. A segunda questão é a proibição de celulares, que também é correta, mas ele já anuncia de antemão. E a terceira é a transferência de líderes dos grupos criminosos. Esses três elementos acirraram muitos os ânimos.

3. A divisão por facções nos presídios deve ser mantida?

Sou contra a divisão por facções nos presídios. Mas é a medida possível na situação em que nos encontramos. Quando se fala da questão da possibilidade de carnificina, é um dado correto. Se estamos querendo preservar vidas, devemos levar em consideração esse dado. Mas deveriam ser tomadas medidas anteriores a isso, como o enfraquecimento das facções. Não é uma situação fácil para o governo do Estado. É muito delicada. Estou defendendo muito a questão do planejamento. E também o uso de inteligência. Cada vez mais é necessário o uso da inteligência para que possamos conhecer cada vez mais as facções e atuar a partir dessa orientação. Também é possível aproveitar os estudos que já estão sendo feitos.

4. Em pouco mais de 48 horas, Fortaleza e mais 13 cidades foram alvo de ataques. O que explica uma mobilização tão rápida, violenta e capilarizada?

Não foi nem espontânea, nem no calor da hora. Estava havendo um planejamento. Este é um dado que nós, estudiosos, não podemos afirmar, mas algumas pessoas já estão fazendo referência à existência de milícias no Estado em função do grau de violência com que foram feitos esses ataques. Não posso confirmar. Mas essa sua pergunta é uma pergunta sem resposta. Toda essa desenvoltura dos ataques demonstra um nível de organização muito forte, essa capacidade não só de trabalhar com diferentes ataques em Fortaleza, mas de promover um deslocamento para o interior na hora em que a capital começa a ser mais policiada. A própria ação de ataque ao viaduto é um exemplo. É interessante porque ao mesmo tempo em que acho que demonstra planejamento e certa organização, às vezes também pode demonstrar uma certa desorganização. Por exemplo, o fato de explodir um banco para roubar e acabar explodindo todo um banco. Isso deixa dúvidas sobre até onde vai essa competência, essa racionalidade das facções.

5. Que mensagem os ataques passam ao governo do Estado?

É uma mensagem de querer demonstrar poder, é uma mensagem de confronto. É claro e evidente que as facções estão querendo confrontar uma postura que o governo tem tomado, que, novamente, digo, é uma postura correta. Não ficar à mercê das facções é uma medida correta. Proibição de celulares também é uma medida correta. Transferência de alguns líderes para presídios de segurança máximo também é correto.

6. Qual é o impacto do pedido de apoio da Força Nacional por parte do governador Camilo Santana?

Estamos em uma situação em que temos de dar respostas imediatas. Essas respostas imediatas viriam com reforço nacional. É interessante que o governo tem batido na tecla de que isso não é uma questão local. É uma situação nacional. Nesse sentido, a União tem responsabilidade diante desse fato. Do governador, há um chamamento para que a União assuma. Há coerência na postura que o governo vem tomando de fazer uma denúncia de que essa questão das facções e dos presídios decorre de uma situação nacional. Portanto, chamar a Força Nacional é um chamamento para que a União compartilhe dessas medidas.

7. Qual é a responsabilidade do governo do Ceará nesta situação?

O governo está tomando posições que levam a uma contraposição das facções. Isso está ficando claro e não foi a primeira vez. Inclusive, já teve um carro que foi incendiado perto da Assembleia Legislativa do Ceará há 2 ou 3 anos. Aquilo já foi uma medida contrária a uma posição do governador. As ações das facções decorrem de contraposição a uma postura do governo. Para mim, agora, imediatamente teve a questão da fala do novo secretário. Quando o secretário de Segurança Pública, há dois anos, fez aquele pronunciamento dizendo que para bandidos será cemitério ou justiça, isso é uma frase de confronto. Quando este novo secretário de Administração Penitenciária faz esse pronunciamento, é uma nova fala de confronto. Temos que tomar muito cuidado com essa questão de confronto. Não é que temos de deixar de tomas posições. O governo tem de tomar posição porque é avaliado pela manutenção de paz e segurança. Mas essas são frases de confronto, eu sou contra essa postura porque acirra os ânimos. Ontem conversei com algumas pessoas na periferia da cidade e todas elas diziam “Esse secretário quer confrontar. Não podemos confrontar os homens”. Então, acho que isso é muito da sapiência.

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Educação

Casag e Universidade Salgado de Oliveira fecham parceria

Convênio prevê desconto de 60% em todos os cursos da Universo para advogados, familiares e dependentes, menos Odontologia que vai ter 50% de desconto.
07/01/2019, 19h15

Membros da Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (Casag) e da Universidade Salgado de Olvieira (Universo) se reuniram na tarde desta segunda-feira (7/1) e firmaram um convênio entre as duas instituições.

O convênio foi firmado com a assinatura de um termo de compromisso entre Casag e Universo, em que os advogados, advogadas, familiares, dependentes e colaboradores da caixa, vão ter 60% de desconto em quase todos os cursos da instituição. O curso de Odontologia também é contemplado pelo acordo entre Casag e Universo, mas diferente dos demais, o desconto vai ser de 50%.

O acordo entre as duas instituições vai beneficiar mais de 40 mil advogados em todo Estado. Isto sem contar os dependentes e familiares, que pode elevar o número de beneficiados para algo em torno de 160 a 200 mil pessoas, que vão ter a oportunidade de estudar e ter descontos no valor da graduação.

A gestora do curso de Direito da instituição de ensino, Antônia Chaveiro, esteve presente na assinatura do acordo. “Essa é uma parceria pioneira, pois é a primeira vez que a gente tem notícia da universidade com a OAB”, comenta.

Antônia afirmou também que a iniciativa não vai trazer nenhum custo para universidade e muito menos à Casag. Segundo a gestora, o convênio é uma maneira de dar um retorno aos advogados pelos trabalhos prestados, que muitas vezes não tem o reconhecimento devido.

Presidente da Casag ressalta a importância da parceria

O presidente da Casag, Rodolfo Otávio Mota, que assinou o convênio, afirmou que o objetivo da parceria é incentivar quem está inserido no mercado de trabalho a investir no ensino superior e ampliar o leque de conhecimentos daqueles que já possuem uma formação.

“Essa é uma iniciativa que leva a educação, que leva a formação, que leva a habilitação técnica a todo e qualquer beneficiário atendido pelo estatuto, sem criar qualquer débito, seja com a instituição de ensino, seja com a Caixa de Assistência”, ressalta Rodolfo.

Para que o advogado interessado que o filho faça um curso superior, o convênio assinado na tarde desta segunda-feira, não é preciso que o mesmo esteja em dias com a anuidade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Conforme o presidente da Casag, a adimplência com a Ordem só é exigida nos auxílios maternidade, funeral, extraordinário e reclusão.

Com a assinatura do convênio nesta segunda-feira, a parceria entre a caixa e a universidade já está em vigor. O advogado com interessem em matricular o filho ou dependente para graduação, pode comparecer na instituição ou ligar e marcar o vestibular. É importante ressaltar, que a parceria é válida apenas para graduação.

Universidade Salgado de Oliveira

Com exceção do curso de Odontologia que vai ter 50% de desconto na mensalidade, os outros cursos oferecidos pela Universo que vão ter 60% de desconto nas mensalidades são: Administração, Biomedicina, Ciência Contábeis, Comunicação Social – com habilitação em Jornalismo, Comunicação Social – com habilitação em Publicidade e Propaganda, Design de Moda, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Agronômica, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Farmácia, Fisioterapia, Medicina Veterinária, Nutrição, Pedagogia, Psicologia, Serviço Social, Sistemas de Informação, Tecnólogo em Estética e Cosmética, Tecnólogo em Produção Multimídia e Programa Especial de Formação Pedagógica Docente

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Brasil

Jovem mantida em cárcere privado por seita é resgatada pela polícia, em Brasília

Líder da comunidade religiosa chegou a ser presa, mas foi liberada após audiência de custódia e vai responder o processo em liberdade.
07/01/2019, 20h41

Após ser mantida por 4 meses em cárcere privado, por uma seita religiosa, na cidade do Gama, em Brasília, uma jovem, de 18 anos, foi resgatada pela polícia no final de dezembro de 2018. Mas o caso só veio ao conhecimento do público na tarde desta segunda-feira (7/1).

Portal Dia Online entrou em contato com o delegado Vander Braga do 20º Departamento de Polícia do Gama, que confirmou o caso. Segundo o delegado, a moça, que não teve o nome revelado, foi resgatada no dia 28 de dezembro, após conseguir no dia anterior, pegar o celular da líder da comunidade denominada Igreja Adventista Remanescente de Laodiceia, Ana Vindoura Lúcia, de 64 anos, e mandar mensagens para conhecidos em Goiânia, pedindo por socorro.

“Os conhecidos da moça compareceram a delegacia no dia 28 de dezembro, e apresentaram as mensagens, onde a moça pedia por ajuda. Nós fizemos as diligências e constatamos que a jovem estava sendo mantida em cárcere pela líder da comunidade”, conta o delegado.

Jovem mantida em cárcere privado estava endemoniada segundo a líder da seita

De acordo com o delegado, a moça que estava sendo mantida em cárcere, conheceu a comunidade quando tinha 12 anos, pois deixou o pai em São Luiz do Maranhão e veio morar com a mãe. Conforme as informações repassadas pelo delegado do caso, a moça era obrigada a fazer as tarefas de casa e a ler a Bíblia. “Ela era obrigada pela líder da comunidade a cuidar da casa e ficava trancada o tempo todo, segundo a líder da comunidade religiosa, a jovem estava endemoniada”, explica Vander Braga.

O delegado afirmou durante a entrevista, que a jovem resgatada não era a única que estava sendo mantida em cárcere privado, outras três moças estavam na mesma situação. Vander afirma ainda que a comunidade já vem sendo alvo de outras investigações, mas que não poderia passar detalhes sobre o caso, pois as investigações estão em andamento.

Em relação a líder da comunidade religiosa, o delegado informou que a mesma foi presa em flagrante durante a abordagem, e que no dia 29 de dezembro, Ana Vindoura foi liberada após passar pela audiência de custódia. “O promotor aqui tentou converter a prisão dela em flagrante, em prisão preventiva, mas o magistrado do caso optou por liberar a líder da comunidade, para ela responder o processo em liberdade”, narra o delegado.

Conheça a comunidade

O delegado contou à reportagem que a comunidade é composta por 400 membros e que a sede fica no KM 13 da DF-290, na região sul do Gama. Conforme as informações repassadas por Vander Braga, a comunidade foi fundada no Mato Grosso há cerca de 10 anos, no entanto eles foram multados em R$ 3 milhões por manter trabalho escravo.

Segundo Vander Braga, eles saíram do Mato Grosso e passaram por Corumbá, em Goiás, e há dois anos compraram uma fazenda aqui no Gama, onde assentaram a comunidade. Conforme o delegado, a comunidade prega que os moradores tem que dispor de seus bens materiais e morar com eles no assentamento.

Imagens: G1 

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Goiás

Jovem de 14 anos morre afogado em lago de Jataí

O adolescente ainda passou por técnicas de reanimação por parte dos salva-vidas e bombeiros, mas não resistiu.

Por Ton Paulo
08/01/2019, 07h50

Um adolescente de 14 anos morreu afogado em um lago de Jataí, a 320 quilômetros de Goiânia, no final da tarde da última segunda-feira (7/1). O jovem, que era morador do município de Quirinópolis e estava com a família a passeio em Jataí, ainda foi encaminhado para o hospital local, mas não resistiu e veio a óbito.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, Pedro Lucas Dias Tratsch Sieg tinha 14 anos e se afogou em uma área de maior profundidade do Lago Bonsucesso, às margens da BR-158, onde, segundo a corporação, estava cercado por boias de indicação.

Havia salva-vidas no momento do ocorrido, que entraram na água e o retiraram, executando os procedimentos de reanimação em caso de afogamento até a chegada do resgate.

situado às margens da BR-158 no município de Jatai

O jovem de Quirinópolis foi socorrido por equipes tanto do Corpo de Bombeiros quanto do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizaram, por cerca de 30 minutos, técnicas de reanimação. Ele chegou a ser levado para o Hospital das Clínicas de Jataí, mas veio a óbito lá.

O caso do afogamento de Pedro Lucas ocorreu na tarde da segunda-feira, no Lago Bonsucesso, em Jataí. O local é um ponto turístico do município, e conforme familiares informaram aos bombeiros, o acidente teria ocorrido pouco tempo depois que eles chegaram à cidade para passear.

O corpo do menor foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Jataí e, ainda na segunda-feira, foi liberado à família.

Pelas redes sociais, tio do jovem que morreu em lago de Jataí lamentou a morte do sobrinho

O jovem Pedro Lucas, que morreu de forma trágica na última segunda-feira, parece ter deixado para trás uma família arrasada pela dor. Pela rede social Facebook, Rodrigo Sieg, tio de Pedro Lucas, lamentou a morte do sobrinho.

Segundo Rodrigo, muitas coisas estavam sendo planejadas com o sobrinho e a família antes da morte trágica do rapaz. Veja abaixo o lamento emocionado do homem:

Acabei de perder meu sobrinho Lucas. Alegre, cheio de vida, inteligente, cheio de sonhos..perde a vida afogado…Passamos o final de ano juntos e planejamos tantas coisas.. Que Jesus te receba nos braços e te mostre um caminho muito mais lindo do que você aqui sonhava! Vai em paz, anjo!! 😔.

Jovem de 14 anos morre afogado em lago de Jataí
Foto: Reprodução/Facebook

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Trânsito

Câmeras de monitoramento em Goiânia não funcionam há três meses, por falta de pagamento

Falta de pagamento é o motivo das câmeras de monitoramento não estarem em funcionamento. A dívida é de mais de R$ 4 milhões.
08/01/2019, 09h09

Desde outubro do ano passado, 265 câmeras de monitoramento operadas pelo Governo de Goiás em Goiânia não estão funcionando, devido a uma dívida de mais de R$ 4 milhões. Conforme o secretário de Segurança Pública (SSP) que assumiu a pasta, Rodney Miranda, o cancelamento de três meses foi solicitado para que a nova gestão pudesse negociar os débitos.  Ao decorrer desse tempo, o serviço não está disponível.

Por isso, nenhuma imagem captada pelas câmeras chega ao Centro Integrado de Inteligência, Comando e Controle (CICC), órgão da SSP, local que os policiais acompanhavam, em tempo real, o que ocorria na cidade. Dessa forma, eles conseguiam acionar de forma rápidas as equipes para atender as ocorrências.

A empresa terceirizada para prestar o serviço, I9, explicou em nota que tem dois contratos de videomonitoramento urbano com o estado e que ambos já estava com os pagamentos em atraso. O comunicado ainda informa que a Secretaria de Segurança Pública de Goiás determinou no dia 18 de outubro, a suspensão dos serviços por 90 dias.

Empresa e secretaria da SSP discutem soluçōes para falta de pagamento do contrato das câmeras de monitoramento

A i9 ainda relata que, desde agosto de 2017 há atrasos nos pagamentos. Conforme a instituição, uma reunião foi solicitada pelo gestão estadual para negociar os débitos e para que o fornecimento do serviço seja ativado.

Segundo Rodney Miranda, uma equipe da secretária discute possibilidades com a empresa para que a situação seja resolvida. “Por causa da falta de pagamento em uma parte do contrato, nos obrigou a suspender o contrato. A equipe técnica está tentando equacionar essa dívida passada e a partir daí voltar a operar normalmente”.

O secretário também irá propor uma parceria com a Prefeitura de Goiânia, que também possui sistema de monitoramento por câmeras, com objetivo de otimizar os serviços.  Ele ainda conta que  uma reunião com o prefeito Iris Rezende (MDB) e a equipe dele, deve ocorrer nesta semana, para que seja proposto o trabalho em conjunto.

Via: G1 
Imagens: Diário de Goiás 

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