Economia

Novaes: fundos, meios de pagamento, seguro, crédito PF e PME são joias da coroa

07/01/2019, 17h28

O novo presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, revelou quais áreas da instituição são consideradas “joias da coroa” e, portanto, devem ser preservadas com a abertura de capital ou formação de parcerias, mas não entrou em detalhes sobre quais áreas serão alvo de desinvestimentos.

Segundo ele, as áreas de administração de fundos, meios de pagamento, seguridade, crédito a famílias e a pequenas e médias empresas são rentáveis. “Já o grande atacado não tem o mesmo retorno que o varejo”, considerou, sem especificar quais áreas seriam deficitárias.

Novaes repetiu que as áreas a serem preservadas são aquelas que tenham sinergia com a atividade principal do banco. O novo presidente não quis entrar em maiores detalhes sobre essas operações de venda ou parceria porque o BB é uma companhia listada na Bolsa de Valores.

Ele disse ainda que uma das metas da sua gestão é fazer com que a rentabilidade do BB seja inclusive maior que dos concorrentes privados. “O objetivo é maximizar o ganho. E como a União recebe dividendos e impostos, ela será duplamente beneficiada”, projetou.

Segundo Novaes, ainda não há uma decisão do banco sobre a devolução para o Tesouro Nacional de cerca de R$ 8,1 bilhões em Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCD). Ele lembrou que esse capital pode ser necessário para que o BB cumpra os requisitos de patrimônio exigidos pelo Acordo de Basileia.

“Essa questão precisa ser olhada. Ainda não tive tempo de verificar se o banco possui uma folga (de capital) nessa questão. Não há dúvida de que essa devolução seria vantajosa para a União, mas isso só irá acontecer se não comprometer a capacidade do banco”, completou.

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Brasil

Ministério da Justiça fala em redução em ataques no CE; balanço aponta 144

Os números desta segunda-feira, 7, ainda não foram disponibilizados e vão indicar se há uma tendência de debelar a crise na segurança local ou se a situação ainda está fora de controle.
07/01/2019, 17h44

O número de ataques em Fortaleza e demais cidades do Ceará desde o dia 2 chegou a 144, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A pasta destaca, no entanto, que houve uma redução desde o início da atuação da Força Nacional.

Os 330 homens e 20 viaturas da Força Nacional começaram a atuar em apoio às forças de segurança estaduais às 19h do sábado (5/1). Ao longo daquele dia, foram registrados 38 ataques. No domingo, o número caiu para 23.

Os números da segunda-feira, 7, no entanto, ainda não foram disponibilizados. Eles poderão indicar se há uma tendência de debelar a crise na segurança local ou se a situação ainda está fora de controle.

Na capital, na região metropolitana e no interior do Estado, os atentados alvejaram desde carros e prédios públicos a uma torre de polícia.

No domingo, foi destruída a base de uma operadora de telefonia móvel na cidade de Limoeiro do Norte, no interior do Estado, deixando 11 cidades sem o serviço da operadora. Os ataques, de maneira geral, estão sendo investigados como feitos por facções criminosas no Ceará.

A Força Nacional está realizando ações de patrulhamento ostensivo, preventivo e repressivo em pontos como terminais rodoviários e vias de grande circulação. A previsão é que de permaneça no Estado por até 30 dias, prazo que poderá ser prorrogado. O planejamento das operações é feito pela Polícia Militar do Estado do Ceará.

Em outras frentes, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e o Departamento Penitenciário Nacional têm atuado nas investigações sobre os crimes cometidos dentro e fora das prisões.

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Entretenimento

Frutas do cerrado: 13 delícias que você precisa experimentar

Além de deliciosas e exóticas, muitas frutas do cerrado ainda guardam consigo belezas impressionantes!
07/01/2019, 17h55

Considerado como o segundo maior bioma do Brasil, o cerrado ocupa regiões dos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Tocantins, e claro, de Goiás. No que tange sua vegetação, é marcado principalmente por árvores de galhos retorcidos e clima bem definido, com uma estação chuvosa e outra seca. Entre tantas características únicas, podemos destacar as frutas do cerrado, que são simplesmente lindas e ainda carregam consigo sabores fortes e inconfundíveis.

Existem inúmeras delas e é claro que gostaríamos de falar um pouquinho sobre cada uma, no entanto, preparamos uma listinha com informações sobre as mais conhecidas e consumidas pelos brasileiros. Pode ser que você conheça algumas muito bem, como é o caso do pequi. Entretanto, existem algumas que podem ser completas desconhecidas, o que já é um incentivo a mais para que você as experimente. Vale muito a pena desfrutar desses sabores exóticos! Dá uma olhada!

Conheça algumas frutas do cerrado:

1 – Cagaita

frutas do cerrado
Foto: Reprodução/ Gustavo Giacon

Quando falamos sobre as frutas do cerrado, não podemos nos esquecer da cagaita. Uma das mais conhecidas da região, é famosa por ser bem pequena, com a casca amarela esverdeada e polpa suculenta e ácida, o que lhe garante um sabor azedinho que é uma delícia!

Rica em vitaminas do complexo B, vitamina C e niacina, pode ser encontrada nos estados de Goiás, Bahia e Minas Gerais. Pode ser consumida naturalmente, mas a dica que fica é para que não a coma muito madura se não quiser passar um bom tempo no banheiro.

Essa delícia também pode ser encontrada em forma de geleia, doces, licores e até mesmo sorvetes. Se você nunca teve a oportunidade de experimentar, não sabe o que está perdendo!

2 – Baru

frutas do cerrado
Foto: Reprodução/ SPDM

O Baru, que também é bastante conhecido pelo nome de “Camaru”, é a fruta de uma árvore leguminosa que pode alcançar até 15 metros de altura, sendo encontrada nos estados de Goiás, Minas, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Seu sabor lembra muito o do amendoim e é uma castanha com alto índice de proteína e rica em óleos graxos. Assim como diversas castanhas, pode ser consumido de forma natural, torrada, em forma de paçoca, pé-de-moleque, rapadura e várias outras opções.

3 – Buriti

frutas do cerrado
Foto: Reprodução/ SPDM

O Buriti é uma das mas conhecidas frutas do cerrado, florescendo em praticamente todos os períodos do ano. É reconhecida principalmente por sua casa que possui um aspecto bastante peculiar, funcionando como proteção contra roedores.

É rico em vitaminas A.B e C, sem contar que ainda é uma excelente fonte de ferro, cálcio e proteínas. O consumo pode ser feito de forma natural, mas também é possível encontrar deliciosos doces, picolés, sucos, vinhos, licores e tantos outros preparos diferentes com a fruta.

Seu óleo também é de grande valor, já que é rico em caroteno e é bastante utilizado como vermífugo pelos povos mais tradicionais do cerrado, funcionando também como cicatrizante e energético natural.

4 – Coquinho-azedo

frutas do cerrado
Foto: Reprodução/ Mercado Livre

O Coquinho-azedo, que também é conhecido pelos nomes de butiá e coco-cabeçudo, é uma palmeira nativa do cerrado, podendo alcançar até 5 metros de altura, sendo encontrado principalmente em estados como Goiás, Bahia e Minas Gerais.

O fruto amadurece quando sua casca atinge uma tonalidade intensa de amarelo, normalmente, entre os meses de outubro a janeiro. Sua polpa é rica em vitaminas A e C, óleo e potássio, alimentando também diversos animais típicos desse tipo de vegetação.

Sua polpa é bastante consumida em geleias, bolos, picolés, sucos, sorvetes e licores. Já suas amêndoas são bastante utilizadas na fabricação de pães, doces, canjicas, biscoitos e óleos.

5 – Mangaba

frutas do cerrado
Foto: Reprodução/ Frutos de Goiás

A Mangaba é o fruto da mangabeira, também conhecida como “mangaba-ovo”. Sua polpa é bem suculenta e tem um sabor azedinho, sendo bastante utilizada na produção de sorvetes, doces, sucos e até mesmo bebidas vinosas.

Embora seja natural da Caatinga, ainda é comum ver a árvore (mangabeira) em diversas regiões do cerrado. É bastante apreciada pela região nordeste do país, sendo que o estado de Sergipe é o maior produtor.

6 – Araticum

frutas do cerrado
Foto: Reprodução/ Mercado Livre

As frutas do Cerrado sempre nos reservam belezas à parte. Quem é que nunca se encantou com o araticum? Sua casca grossa possui formato e relevos bem particulares, o que acaba fazendo com que seja praticamente inconfundível.

A árvore pode alcançar entre os 4 a 8 metros de altura, sendo que seu crescimento costuma ser bem lento. Apenas para que você tenha ideia, é normal que dê frutos somente depois de alcançar 2 metros de altura.

No interior da fruta é possível encontrar uma polpa deliciosa e docinha, com sementes lisas e pretas que ficam presas por ali. O mais comum é consumi-la de forma natural, mas ainda é possível encontrá-la em doces, sorvetes e sucos.

7 – Bacupari-do-cerrado

frutas do cerrado
Foto: Reprodução/ Mercado Livre

Esta é uma das mais apreciadas frutas do cerrado, apesar de ser bem provável que você sequer conheça. Ela é nativa do Vale do São Francisco, do Pantanal, Planalto Central e de algumas partes da Mata Atlântica. O destaque vai para sua polpa que é consistente, mas com um sabor bem adocicado.

A árvore pode chegar aos 8 metros de altura, sendo que os frutos amadurecem entre os meses de novembro e dezembro. O mais comum é consumi-la naturalmente.

8 – Murici

frutas do cerrado
Foto: Reprodução/ Edilson Giacon

O Murici é bastante conhecido em todas as regiões do Brasil, mas vale lembrar que são frutas do cerrado. Sua árvore não apresenta grandes estaturas, frutificando no outono. O fruto é bem pequeno, contendo cerca de 8 centímetros, e amadurecendo em cachos.

Costuma ter um tom amarelado ou alaranjado, sendo que a polpa é espessa e possui apenas uma semente. O sabor é inconfundível: docinho e sempre deixando aquele gostinho de quero mais.

Além de ser consumido naturalmente, o Murici ainda pode ser encontrado em geleias, sorvetes, doces, compotas e até mesmo em farinhas! Apenas para que você tenha ideia de seus benefícios, a fruta ainda auxilia no controle da diabetes, sendo rica em fósforo, cálcio, ferro, proteínas e vitaminas B1, B2 e C.

9 – Pequi

frutas do cerrado
Foto: Reprodução/ Destinos da Bahia

E por falar nas frutas do cerrado, aqui está uma das mais famosas: o pequi. Sempre gerando alguns conflitos, já que parece não haver meio termo em relação ao gosto sobre a fruta, é bastante popular nos estados de Goiás e Minas Gerais.

De cor amarela, aroma e sabor bastante característicos, se encontra dentro de uma grande casca verde, se apresentando em caroços que são revestidos por polpa rica em vitamina C, sendo que por baixo é possível encontrar espinhos… E é aí que mora o perigo!

Para o consumo é preciso literalmente roer o caroço. Nunca morda, já que os espinhos são encontrados facilmente e podem infestar sua boca.

Por outro lado, também é comum deixar o caroço secar, já que embaixo dos espinhos ainda é possível encontrar um amêndoa que é bastante saborosa e apreciada. Com ela é possível fazer licores e óleos.

Normalmente, o pequi pode ser consumido junto a outros alimentos, a exemplo de frango e arroz, que é uma das mais tradicionais receitas goianas.

10 – Pêra-do-campo

frutas do cerrado
Foto: Reprodução/ Natural Cura

Também conhecida como Pêra-do-cerrado, perinha-do-campo, cabacinha-do-campo ou simplesmente cabacinha, é uma das maiores frutas do cerrado, podendo pesar entre 60 g 90 gramas.

Sua casca é bem fininha e a polpa possui um sabor bastante característico, já que é doce e ao mesmo tempo tem um toque azedo. Pode ser consumida ao natural, mas também fica deliciosa sob a forma de “limonada-de-cabacinha-do-campo”, bem famosa na obra do eterno Guimarães Rosa: “Grande Sertão Veredas”, onde cita:

Eu nem tinha começado a conversar com aquela moça, e a poeira forte que deu no ar ajuntou nós dois, num grosso rojo avermelhado. Então eu entrei, tomei um café coado por mão de mulher, tomei refresco, limonada de pêra-do-campo […]”.

11 – Cereja-do-cerrado

frutas do cerrado
Foto: Reprodução/ Mercado Livre

As frutas possuem uma polpa espessa e bastante suculenta, macia e de sabor bem docinho. Se você gosta de pitanga, provavelmente irá se apaixonar pela cereja-do-cerrado! Elas são em um arbusto pequeno e quase ornamental, podendo ser consumidas naturalmente ou em geleias, doces, gelatinas e sorvetes. Amadurecem entre os meses de outubro e janeiro.

12 – Jatobá-do-cerrado

frutas do cerrado
Foto: Reprodução/ Mercado Livre

Também conhecido como jatobá-do-campo e jatobá-da-serra, a espécie de jatobá encontrado no cerrado possui árvore que pode alcançar até os 9 metros de altura. Seus frutos são apreciados principalmente por populações rurais, sendo que amadurecem entre os meses de agosto e setembro.

São bastante utilizados produção de mingau, pães e bolos, presentes também em geleias e licores.

13 – Gabiroba-do-cerrado

frutas do cerrado
Foto: Reprodução/ Mercado Livre

Também conhecida como gabirobeira, guabiroba ou guavirova, é possível ser encontrada em uma planta arbustiva que pode chegar até 1,50 metros de altura. Seus frutos são arredondados e adocicados, aparecendo entre os meses de outubro a dezembro. Sua polpa é esverdeada, suculenta e cheia de sementes.

Possui propriedades terapêuticas como adstringente, antidiarreica, antigripal e até mesmo anti-inflamatória. Além disso, ainda é rica em carboidratos, sais minerais, proteínas, vitaminas C e do complexo B.

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Educação

Casag e Universidade Salgado de Oliveira fecham parceria

Convênio prevê desconto de 60% em todos os cursos da Universo para advogados, familiares e dependentes, menos Odontologia que vai ter 50% de desconto.
07/01/2019, 19h15

Membros da Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (Casag) e da Universidade Salgado de Olvieira (Universo) se reuniram na tarde desta segunda-feira (7/1) e firmaram um convênio entre as duas instituições.

O convênio foi firmado com a assinatura de um termo de compromisso entre Casag e Universo, em que os advogados, advogadas, familiares, dependentes e colaboradores da caixa, vão ter 60% de desconto em quase todos os cursos da instituição. O curso de Odontologia também é contemplado pelo acordo entre Casag e Universo, mas diferente dos demais, o desconto vai ser de 50%.

O acordo entre as duas instituições vai beneficiar mais de 40 mil advogados em todo Estado. Isto sem contar os dependentes e familiares, que pode elevar o número de beneficiados para algo em torno de 160 a 200 mil pessoas, que vão ter a oportunidade de estudar e ter descontos no valor da graduação.

A gestora do curso de Direito da instituição de ensino, Antônia Chaveiro, esteve presente na assinatura do acordo. “Essa é uma parceria pioneira, pois é a primeira vez que a gente tem notícia da universidade com a OAB”, comenta.

Antônia afirmou também que a iniciativa não vai trazer nenhum custo para universidade e muito menos à Casag. Segundo a gestora, o convênio é uma maneira de dar um retorno aos advogados pelos trabalhos prestados, que muitas vezes não tem o reconhecimento devido.

Presidente da Casag ressalta a importância da parceria

O presidente da Casag, Rodolfo Otávio Mota, que assinou o convênio, afirmou que o objetivo da parceria é incentivar quem está inserido no mercado de trabalho a investir no ensino superior e ampliar o leque de conhecimentos daqueles que já possuem uma formação.

“Essa é uma iniciativa que leva a educação, que leva a formação, que leva a habilitação técnica a todo e qualquer beneficiário atendido pelo estatuto, sem criar qualquer débito, seja com a instituição de ensino, seja com a Caixa de Assistência”, ressalta Rodolfo.

Para que o advogado interessado que o filho faça um curso superior, o convênio assinado na tarde desta segunda-feira, não é preciso que o mesmo esteja em dias com a anuidade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Conforme o presidente da Casag, a adimplência com a Ordem só é exigida nos auxílios maternidade, funeral, extraordinário e reclusão.

Com a assinatura do convênio nesta segunda-feira, a parceria entre a caixa e a universidade já está em vigor. O advogado com interessem em matricular o filho ou dependente para graduação, pode comparecer na instituição ou ligar e marcar o vestibular. É importante ressaltar, que a parceria é válida apenas para graduação.

Universidade Salgado de Oliveira

Com exceção do curso de Odontologia que vai ter 50% de desconto na mensalidade, os outros cursos oferecidos pela Universo que vão ter 60% de desconto nas mensalidades são: Administração, Biomedicina, Ciência Contábeis, Comunicação Social – com habilitação em Jornalismo, Comunicação Social – com habilitação em Publicidade e Propaganda, Design de Moda, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Agronômica, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Farmácia, Fisioterapia, Medicina Veterinária, Nutrição, Pedagogia, Psicologia, Serviço Social, Sistemas de Informação, Tecnólogo em Estética e Cosmética, Tecnólogo em Produção Multimídia e Programa Especial de Formação Pedagógica Docente

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Brasil

Jovem mantida em cárcere privado por seita é resgatada pela polícia, em Brasília

Líder da comunidade religiosa chegou a ser presa, mas foi liberada após audiência de custódia e vai responder o processo em liberdade.
07/01/2019, 20h41

Após ser mantida por 4 meses em cárcere privado, por uma seita religiosa, na cidade do Gama, em Brasília, uma jovem, de 18 anos, foi resgatada pela polícia no final de dezembro de 2018. Mas o caso só veio ao conhecimento do público na tarde desta segunda-feira (7/1).

Portal Dia Online entrou em contato com o delegado Vander Braga do 20º Departamento de Polícia do Gama, que confirmou o caso. Segundo o delegado, a moça, que não teve o nome revelado, foi resgatada no dia 28 de dezembro, após conseguir no dia anterior, pegar o celular da líder da comunidade denominada Igreja Adventista Remanescente de Laodiceia, Ana Vindoura Lúcia, de 64 anos, e mandar mensagens para conhecidos em Goiânia, pedindo por socorro.

“Os conhecidos da moça compareceram a delegacia no dia 28 de dezembro, e apresentaram as mensagens, onde a moça pedia por ajuda. Nós fizemos as diligências e constatamos que a jovem estava sendo mantida em cárcere pela líder da comunidade”, conta o delegado.

Jovem mantida em cárcere privado estava endemoniada segundo a líder da seita

De acordo com o delegado, a moça que estava sendo mantida em cárcere, conheceu a comunidade quando tinha 12 anos, pois deixou o pai em São Luiz do Maranhão e veio morar com a mãe. Conforme as informações repassadas pelo delegado do caso, a moça era obrigada a fazer as tarefas de casa e a ler a Bíblia. “Ela era obrigada pela líder da comunidade a cuidar da casa e ficava trancada o tempo todo, segundo a líder da comunidade religiosa, a jovem estava endemoniada”, explica Vander Braga.

O delegado afirmou durante a entrevista, que a jovem resgatada não era a única que estava sendo mantida em cárcere privado, outras três moças estavam na mesma situação. Vander afirma ainda que a comunidade já vem sendo alvo de outras investigações, mas que não poderia passar detalhes sobre o caso, pois as investigações estão em andamento.

Em relação a líder da comunidade religiosa, o delegado informou que a mesma foi presa em flagrante durante a abordagem, e que no dia 29 de dezembro, Ana Vindoura foi liberada após passar pela audiência de custódia. “O promotor aqui tentou converter a prisão dela em flagrante, em prisão preventiva, mas o magistrado do caso optou por liberar a líder da comunidade, para ela responder o processo em liberdade”, narra o delegado.

Conheça a comunidade

O delegado contou à reportagem que a comunidade é composta por 400 membros e que a sede fica no KM 13 da DF-290, na região sul do Gama. Conforme as informações repassadas por Vander Braga, a comunidade foi fundada no Mato Grosso há cerca de 10 anos, no entanto eles foram multados em R$ 3 milhões por manter trabalho escravo.

Segundo Vander Braga, eles saíram do Mato Grosso e passaram por Corumbá, em Goiás, e há dois anos compraram uma fazenda aqui no Gama, onde assentaram a comunidade. Conforme o delegado, a comunidade prega que os moradores tem que dispor de seus bens materiais e morar com eles no assentamento.

Imagens: G1 

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