Entretenimento

'Lazzaro Felice', uma fábula para desnudar injustiças sociais

08/01/2019, 07h24

Sempre se pode esperar algo diferente da diretora Alice Rohrwacher. E este Lazzaro Felice, seu terceiro longa, disponível na Netflix, não decepciona. O filme nos conduz a uma fábula moral muito superior à média do que é lançado nos cinemas.

Lazzaro (Adriano Tardiolo) e outras famílias vivem em regime de servidão extemporâneo sob o jugo de uma “rainha do tabaco”. É como um regime medieval, só que ambientado no mundo moderno. Os empregados não recebem salários, estão sempre em dívida com a “senhora”, pois compram obrigatoriamente em seus armazéns, e não podem deixar os domínios da propriedade sem autorização. Sintomaticamente, a cidadezinha se chama Inviolata. A senhora feudal é a Marquesa Alfonsina de Luna (Nicoleta Braschi).

Entre a população, emerge essa figura de Lazzaro que, com sua inocência quase caricata, não entende muito bem a situação em que se encontra. E, não a entendendo, por paradoxo pode se tornar fonte de mudança. O registro realista se alterna com um tom aberto de fábula. Uma “fábula” engajada, do tipo que costumava fazer Pier Paolo Pasolini com Gaviões e Passarinhos ou com O Evangelho Segundo Mateus.

Há, sem dúvida, algo de religioso nessa figura quase santificada, que atravessa décadas sem envelhecer e é todo bondade em um mundo mau. Algo de um santo cristão, outro tanto de O Idiota, de Dostoievski. Nem por isso o filme é ingênuo. O personagem, sim, não a obra e menos ainda a diretora, que usa a bondade como um recurso de contraste vivo com o pragmatismo da vida social. Como um espelho moral em relação ao vale tudo social, com a competição eleita como mola ideal para impulsionar o progresso.

O filme dá saltos no tempo e no espaço. Desvela, no passado, a manutenção de formas sociais arcaicas em que a exploração escravocrata nem sequer é disfarçada. Quando chega ao presente, vê uma Europa assimétrica, na qual o desenvolvimento convive com intolerância e a superexploração do trabalho. Entre as duas, as conquistas do Estado de Bem-estar Social europeu que se vai dissolvendo sob o peso das exigências de “mercado”. O filme fala disso. Não na contraluz, nem de forma retórica, mas explicitamente. Em especial quando Lazzaro reencontra, na cidade grande, seus antigos amigos de Inviolata, que se libertaram do jogo da Marquesa apenas para cair em outro tipo de escravidão.

Alice Rohrwacher é também diretora de Corpo Celeste (2011) e As Maravilhas (2014). Junto com sua irmã Alba Rohrwacher (que está no elenco de Lazzaro Felice), é uma das vozes novas do cinema italiano. Opta por uma temática de muita consciência social e atenta às dificuldades individuais no mundo contemporâneo. Porém, em termos de linguagem cinematográfica não se conforma com o realismo às vezes rasteiro com que boas ideias (e intenções) costumam ser embaladas. Adota com frequência o tom mágico e fabular para melhor pintar os descompassos da vida cotidiana neste momento de inquietação em quase todo o mundo, mesmo em suas partes mais desenvolvidas, como é o caso da Itália.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Jovem de 14 anos morre afogado em lago de Jataí

O adolescente ainda passou por técnicas de reanimação por parte dos salva-vidas e bombeiros, mas não resistiu.

Por Ton Paulo
08/01/2019, 07h50

Um adolescente de 14 anos morreu afogado em um lago de Jataí, a 320 quilômetros de Goiânia, no final da tarde da última segunda-feira (7/1). O jovem, que era morador do município de Quirinópolis e estava com a família a passeio em Jataí, ainda foi encaminhado para o hospital local, mas não resistiu e veio a óbito.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, Pedro Lucas Dias Tratsch Sieg tinha 14 anos e se afogou em uma área de maior profundidade do Lago Bonsucesso, às margens da BR-158, onde, segundo a corporação, estava cercado por boias de indicação.

Havia salva-vidas no momento do ocorrido, que entraram na água e o retiraram, executando os procedimentos de reanimação em caso de afogamento até a chegada do resgate.

situado às margens da BR-158 no município de Jatai

O jovem de Quirinópolis foi socorrido por equipes tanto do Corpo de Bombeiros quanto do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizaram, por cerca de 30 minutos, técnicas de reanimação. Ele chegou a ser levado para o Hospital das Clínicas de Jataí, mas veio a óbito lá.

O caso do afogamento de Pedro Lucas ocorreu na tarde da segunda-feira, no Lago Bonsucesso, em Jataí. O local é um ponto turístico do município, e conforme familiares informaram aos bombeiros, o acidente teria ocorrido pouco tempo depois que eles chegaram à cidade para passear.

O corpo do menor foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Jataí e, ainda na segunda-feira, foi liberado à família.

Pelas redes sociais, tio do jovem que morreu em lago de Jataí lamentou a morte do sobrinho

O jovem Pedro Lucas, que morreu de forma trágica na última segunda-feira, parece ter deixado para trás uma família arrasada pela dor. Pela rede social Facebook, Rodrigo Sieg, tio de Pedro Lucas, lamentou a morte do sobrinho.

Segundo Rodrigo, muitas coisas estavam sendo planejadas com o sobrinho e a família antes da morte trágica do rapaz. Veja abaixo o lamento emocionado do homem:

Acabei de perder meu sobrinho Lucas. Alegre, cheio de vida, inteligente, cheio de sonhos..perde a vida afogado…Passamos o final de ano juntos e planejamos tantas coisas.. Que Jesus te receba nos braços e te mostre um caminho muito mais lindo do que você aqui sonhava! Vai em paz, anjo!! 😔.

Jovem de 14 anos morre afogado em lago de Jataí
Foto: Reprodução/Facebook

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Trânsito

Câmeras de monitoramento em Goiânia não funcionam há três meses, por falta de pagamento

Falta de pagamento é o motivo das câmeras de monitoramento não estarem em funcionamento. A dívida é de mais de R$ 4 milhões.
08/01/2019, 09h09

Desde outubro do ano passado, 265 câmeras de monitoramento operadas pelo Governo de Goiás em Goiânia não estão funcionando, devido a uma dívida de mais de R$ 4 milhões. Conforme o secretário de Segurança Pública (SSP) que assumiu a pasta, Rodney Miranda, o cancelamento de três meses foi solicitado para que a nova gestão pudesse negociar os débitos.  Ao decorrer desse tempo, o serviço não está disponível.

Por isso, nenhuma imagem captada pelas câmeras chega ao Centro Integrado de Inteligência, Comando e Controle (CICC), órgão da SSP, local que os policiais acompanhavam, em tempo real, o que ocorria na cidade. Dessa forma, eles conseguiam acionar de forma rápidas as equipes para atender as ocorrências.

A empresa terceirizada para prestar o serviço, I9, explicou em nota que tem dois contratos de videomonitoramento urbano com o estado e que ambos já estava com os pagamentos em atraso. O comunicado ainda informa que a Secretaria de Segurança Pública de Goiás determinou no dia 18 de outubro, a suspensão dos serviços por 90 dias.

Empresa e secretaria da SSP discutem soluçōes para falta de pagamento do contrato das câmeras de monitoramento

A i9 ainda relata que, desde agosto de 2017 há atrasos nos pagamentos. Conforme a instituição, uma reunião foi solicitada pelo gestão estadual para negociar os débitos e para que o fornecimento do serviço seja ativado.

Segundo Rodney Miranda, uma equipe da secretária discute possibilidades com a empresa para que a situação seja resolvida. “Por causa da falta de pagamento em uma parte do contrato, nos obrigou a suspender o contrato. A equipe técnica está tentando equacionar essa dívida passada e a partir daí voltar a operar normalmente”.

O secretário também irá propor uma parceria com a Prefeitura de Goiânia, que também possui sistema de monitoramento por câmeras, com objetivo de otimizar os serviços.  Ele ainda conta que  uma reunião com o prefeito Iris Rezende (MDB) e a equipe dele, deve ocorrer nesta semana, para que seja proposto o trabalho em conjunto.

Via: G1 
Imagens: Diário de Goiás 

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Trânsito

Motorista oferece R$ 50 reais de suborno à polícia para não ser fiscalizado, em Porangatu

O ônibus, em situação clandestina, transportava mais de 30 pessoas para Teresina, no Piauí.

Por Ton Paulo
08/01/2019, 10h14

Um caso inusitado foi registrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na noite da última segunda-feira (7/1), em Porangatu, na região norte do Estado de Goiás. Dois homens que dirigiam um ônibus clandestino tentaram oferecer suborno aos policiais, no valor de R$ 50 reais, para se livrarem da fiscalização. Eles transportavam mais de 30 passageiros para Teresina, no Piauí.

O ônibus, que saiu de Águas Lindas, no entorno de Brasília, para Teresina (PI), com 33 adultos e três crianças, não possuía autorização para viajar e os motoristas, também proprietários do coletivo, não possuíam habilitação para transportar passageiros.

Durante a checagem do veículo, os policiais rodoviários constataram que o ônibus não podia estar circulando. Os dois homens, responsáveis pelo ônibus, então, ao perceberem que o veículo ficaria retido, tentaram subornar um policial, oferecendo o valor de R$ 50 reais.

Eles foram presos por corrupção ativa e conduzidos à delegacia de Polícia Civil em Porangatu. Os passageiros foram para a rodoviária onde um funcionário da empresa contrataria um ônibus regular para continuar a viagem.

Segundo o Inspetor Newton Morais, da PRF, “o veículo ficou retido por não ter permissão pra fazer esta linha, motoristas sem curso específico para transportar passageiros, sem lista de passageiros, por isto era clandestino”.

Indícios apontam que passageiros do ônibus retido em Porangatu sabiam do estado clandestino do veículo

Ainda de acordo com o Inspetor Newton, é provável que os passageiros que tripulavam o ônibus que seguia para Teresina, no Piauí, soubessem da situação irregular do veículo. “Geralmente sabem [da clandestinidade do veículo], não é comum alguém pagar metade do preço por uma distância tão longa, além do mais eles sabem quais são as empresas regulares que têm permissão pra fazerem esta rota”, informou.

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Goiás

Homem mata mulher com golpes de panela, em acampamento de Caiapônia

Homem que matou mulher com golpes de panela, foi identificado por meio dos documentos que deixou cair próximo ao local do crime.
08/01/2019, 10h36

A morte de Clarice Inácia da Mata Silva, morta a paneladas no assentamento Banco da Terra em Caiapônia, localizado a 334 km de Goiânia,  é investigada pela Polícia Civil. Conforme a assessoria de imprensa da PC, o caso foi registrado ontem (7/1) por meio de uma denúncia anônima sobre homicídio.

Ao chegar no local, a polícia confirmou a veracidade do fato. Marcos Aurélio Gomes Gonçalves, 29 anos, é suspeito do crime e deve se apresentar à delegacia hoje (8/1) com seu advogado.  Populares da região, onde ocorreu o caso, contaram que a vítima e o suspeito seriam usuários de drogas. A suspeita é que os dois tenham se desentendido, uma vez que no local havia manchas de sangue em vários cômodos.

Em sua residência, a mulher foi encontrada caída em um dos  cômodos nua e ensanguentada. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de  Doverlândia, localizado na região sudoeste do estado, foi até o local para socorrer a vítima, porém ao chegar lá a mulher já estava sem vida.

Homem que matou mulher com golpes de panela teria confessado a pastor da região sobre o crime

De acordo com informaçōes da assessoria de imprensa da Polícia Civil, o suspeito do crime contou a um pastor da localidade o que tinha feito e que ele e a mulher consumiam drogas. Marcos teria levado dinheiro e documentos de Clarice.  Todavia, deixou cair a sua carteira durante o percurso e disse ao líder religioso que precisava voltar para buscá-lo. Segundo as investigaçōes, o suspeito foi identificado pelos documentos encontrados próximo do local do crime.

Conforme o delegado Marlon Silva, que apura o caso,  ainda é cedo para tipificar exatamente o tipo de crime ou se houve algum tipo de abuso sexual. A equipe de reportagem, entrou em contato com o Instituto Médico Legal (IML) de Iporá, que atende a cidade de Caiapônia, mas não obteve sucesso, até o momento.

Via: G1 

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