Trânsito

Motorista oferece R$ 50 reais de suborno à polícia para não ser fiscalizado, em Porangatu

O ônibus, em situação clandestina, transportava mais de 30 pessoas para Teresina, no Piauí.

Por Ton Paulo
08/01/2019, 10h14

Um caso inusitado foi registrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na noite da última segunda-feira (7/1), em Porangatu, na região norte do Estado de Goiás. Dois homens que dirigiam um ônibus clandestino tentaram oferecer suborno aos policiais, no valor de R$ 50 reais, para se livrarem da fiscalização. Eles transportavam mais de 30 passageiros para Teresina, no Piauí.

O ônibus, que saiu de Águas Lindas, no entorno de Brasília, para Teresina (PI), com 33 adultos e três crianças, não possuía autorização para viajar e os motoristas, também proprietários do coletivo, não possuíam habilitação para transportar passageiros.

Durante a checagem do veículo, os policiais rodoviários constataram que o ônibus não podia estar circulando. Os dois homens, responsáveis pelo ônibus, então, ao perceberem que o veículo ficaria retido, tentaram subornar um policial, oferecendo o valor de R$ 50 reais.

Eles foram presos por corrupção ativa e conduzidos à delegacia de Polícia Civil em Porangatu. Os passageiros foram para a rodoviária onde um funcionário da empresa contrataria um ônibus regular para continuar a viagem.

Segundo o Inspetor Newton Morais, da PRF, “o veículo ficou retido por não ter permissão pra fazer esta linha, motoristas sem curso específico para transportar passageiros, sem lista de passageiros, por isto era clandestino”.

Indícios apontam que passageiros do ônibus retido em Porangatu sabiam do estado clandestino do veículo

Ainda de acordo com o Inspetor Newton, é provável que os passageiros que tripulavam o ônibus que seguia para Teresina, no Piauí, soubessem da situação irregular do veículo. “Geralmente sabem [da clandestinidade do veículo], não é comum alguém pagar metade do preço por uma distância tão longa, além do mais eles sabem quais são as empresas regulares que têm permissão pra fazerem esta rota”, informou.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Homem mata mulher com golpes de panela, em acampamento de Caiapônia

Homem que matou mulher com golpes de panela, foi identificado por meio dos documentos que deixou cair próximo ao local do crime.
08/01/2019, 10h36

A morte de Clarice Inácia da Mata Silva, morta a paneladas no assentamento Banco da Terra em Caiapônia, localizado a 334 km de Goiânia,  é investigada pela Polícia Civil. Conforme a assessoria de imprensa da PC, o caso foi registrado ontem (7/1) por meio de uma denúncia anônima sobre homicídio.

Ao chegar no local, a polícia confirmou a veracidade do fato. Marcos Aurélio Gomes Gonçalves, 29 anos, é suspeito do crime e deve se apresentar à delegacia hoje (8/1) com seu advogado.  Populares da região, onde ocorreu o caso, contaram que a vítima e o suspeito seriam usuários de drogas. A suspeita é que os dois tenham se desentendido, uma vez que no local havia manchas de sangue em vários cômodos.

Em sua residência, a mulher foi encontrada caída em um dos  cômodos nua e ensanguentada. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de  Doverlândia, localizado na região sudoeste do estado, foi até o local para socorrer a vítima, porém ao chegar lá a mulher já estava sem vida.

Homem que matou mulher com golpes de panela teria confessado a pastor da região sobre o crime

De acordo com informaçōes da assessoria de imprensa da Polícia Civil, o suspeito do crime contou a um pastor da localidade o que tinha feito e que ele e a mulher consumiam drogas. Marcos teria levado dinheiro e documentos de Clarice.  Todavia, deixou cair a sua carteira durante o percurso e disse ao líder religioso que precisava voltar para buscá-lo. Segundo as investigaçōes, o suspeito foi identificado pelos documentos encontrados próximo do local do crime.

Conforme o delegado Marlon Silva, que apura o caso,  ainda é cedo para tipificar exatamente o tipo de crime ou se houve algum tipo de abuso sexual. A equipe de reportagem, entrou em contato com o Instituto Médico Legal (IML) de Iporá, que atende a cidade de Caiapônia, mas não obteve sucesso, até o momento.

Via: G1 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Brasil

Três em cada 10 mulheres que morrem por violência têm histórico de agressão

Divulga estudo inédito do Ministério da Saúde obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo.
08/01/2019, 11h33

Três entre cada dez mulheres que morreram no Brasil por causas ligadas à violência já eram agredidas frequentemente, revela estudo inédito do Ministério da Saúde obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo. O levantamento foi feito com base no cruzamento entre registros de óbitos e atendimentos na rede pública de 2011 a 2016.

“Vimos que essas mulheres já tinham recorrido aos serviços de saúde, apresentando ferimentos de agressões”, diz a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da pasta, Maria de Fátima Marinho Souza, que coordenou o trabalho.

Para ela, o resultado deixa claro o caráter crônico e perverso dessa vivência e a necessidade de se reforçar a rede de assistência. “Se medidas de proteção tivessem sido adotadas, talvez boa parte desses óbitos pudesse ter sido evitada.

“A consequência da violência frequente fica evidente na pesquisa. O trabalho comparou o risco de morte por causas violentas entre mulheres que haviam procurado em algum momento serviços de saúde por causa de agressões e entre aquelas que não tinham histórico. As diferenças foram relevantes. No caso de adolescentes, por exemplo, o risco de morrer por suicídio ou homicídio foi 90 vezes maior entre as adolescentes com notificação de violência.

Os dados representam histórias como a de Jerusa, de 37 anos, identificada pelo ministério. Em junho de 2015, ela procurou o hospital público com lesões após ser espancada por seu companheiro, João. O registro feito na época já indicava que as violências ocorriam repetidamente. Mas após o atendimento e a notificação, nada mudou. Jerusa continuou vivendo com o companheiro, que permaneceu impune. Oito meses depois, foi morta pelo marido.

Os números gerais também impressionam. No período analisado, morreram no Brasil, por dia, três mulheres que já haviam dado entrada em hospitais, unidades de pronto atendimento (Upas) ou ambulatórios públicos em busca de tratamento para hematomas, fraturas e outros tipos de lesões associados à violência. “Os dados dão uma dimensão, mas certamente são ainda maiores. Aqui não contamos, por exemplo, os atendimentos em serviços particulares”, disse Maria de Fátima.

Estudos

Os dados de 6.393 mortes reunidos pelo ministério reforçam pesquisas anteriores sobre o problema. Estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Instituto Datafolha de 2016, por exemplo, mostrava que o País tinha 4,4 milhões de mulheres que já haviam sido vítimas de agressão física. E desse total, 29% relataram que tinham sofrido algum tipo de violência nos 12 meses anteriores.

Maria de Fátima lamenta não só a pouca eficácia do aparato para ajudar vítimas de violência. Ela observa também que muitas das mortes dessas mulheres permanecem impunes, reforçando o ciclo de violência.

Entre os casos reunidos pelo ministério também está o de Aline, de 34 anos, moradora de Pariquera-Açu (SP). Em setembro de 2015, foi atendida no serviço de saúde depois de ser agredida pelo companheiro. Aline se separou e se casou novamente. Cinco meses depois da primeira agressão, o casal foi atingido por uma moto. Aline morreu e o autor nunca foi encontrado.

Para Fátima, a impunidade acaba reforçando a violência. No caso das mulheres, ela ocorre em todas as faixas etárias. O estudo conduzido pelo Ministério da Saúde mostra que 294 crianças até 9 anos que sofriam por agressões crônica morreram entre 2011 e 2016 de causas externas. Entre idosas, com 60 anos ou mais, foram 752.

Sofrimento

Foi por acaso que Edna Fernandes Silva viu o Centro Especializado de Atendimento à Mulher de Brasília, encravado numa estação de metrô. Com histórico de violência cometida pelo então companheiro Miguel por mais de mais de dez anos, resolveu entrar. “Foi num ato de desespero. Que bom que foi esse”, conta.

O episódio foi há quase dois anos. De lá para cá, Edna passou a ir a sessões de terapia em grupo e fazer tratamento com psicóloga e psiquiatra, além de ter assistência jurídica. “Dizem que aos poucos minha aparência está melhorando. Era outra antes do Miguel. Pesava 11 quilos a mais. Não emagreci por amor. Foi por ódio, sofrimento.”

Os relatos de agressão são inúmeros. Violência física, emocional, sexual. “O corpo já sarou. Mas a alma ainda falta muito”, resume a hoje chacareira. Antes de começar a viver com Miguel, era investigadora particular.

“Tinha boa clientela. Era superconfiante, bonita, corajosa. Cuidava de mim. Se me perguntar: por que você se permitiu ficar assim? Posso até ter pistas, mas ainda não sei”, afirma.

Ela conta que, pouco tempo antes de iniciar a relação com Miguel, o irmão teve uma morte violenta. “Fiquei abalada. Na época conheci o caseiro. Mas poderia ter sido outro. Achava que seria cuidada, mas fui violentada.

“As agressões vieram aos poucos. Primeiro, emocionais. Edna soube dos casos extraconjugais do caseiro. Tentou se rebelar, mas acabou convivendo com as traições. “Era um misto de medo, sensação de impotência. Uma vez, ao falar mal de uma amante, ele começou a me bater na rua. Fingi que desmaiei para ele parar. Quando ele se deu conta que eu estava bem, tentou me agarrar novamente. Para me livrar, tirei a blusa que ele agarrava e fugi. E sabe o que é pior? No dia seguinte ele voltou e fingiu que nada tinha acontecido.”

Logo depois de conhecer Miguel, Edna abandonou as investigações particulares. Quando a violência sexual aumentou, pensou no suicídio. “Pensei duas vezes, porque tenho duas cachorrinhas.”

Embora mais segura, o fantasma do ex-marido ainda a atormenta. Separada há dois anos, eles dividiram a chácara onde viviam. “Tenho medida protetiva, ele não pode me visitar. Mas colocou para morar no terreno ao meu lado um homem que também me ameaça, conta tudo para ele. É um círculo que é difícil romper.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Polícia prende quadrilha que aterrorizava fazendeiros de Goiás

O caso, assim como os presos, será apresentado pela polícia na tarde de hoje.

Por Ton Paulo
08/01/2019, 11h54

A Polícia Civil de Goiás, através da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Rurais (DERCR), prendeu na manhã desta terça-feira (8/1) os membros de uma quadrilha que aterrorizavam fazendeiros de Goiás, roubando de cabeças de gado até ferramentas nas propriedades rurais de vários municípios goianos. O caso, assim como os presos, será apresentado pela polícia na tarde de hoje.

A ação da polícia, batizada de Operação Despedida, foi deflagrada nesta manhã pela DERCR e até o momento foram cumpridos oito mandados de prisão, restando ainda cinco para serem cumpridos.

De acordo com informações fornecidas pelo delegado responsável pela operação, Glaydson Carvalho, a quadrilha atuava no Estado desde setembro do ano passado. Conforme o delegado, no dia 19/9 os membros da quadrilha praticaram um roubo em uma fazenda em Trindade, de onde subtraíram, além de ferramentas e outros materiais, uma carreta reboque para transporte de gado.

No dia 01/10, na fazenda Novantino, município de Guapó, subtraíram 90 cabeças de gado, utilizando o reboque do roubo anterior. No dia 15/11, praticaram outro roubo, dessa vez em uma oficina mecânica de onde subtraíram um caminhão e uma retroescavadeira que estava em sua carroceria.

Quadrilha que aterrorizava fazendeiros de Goiás também roubou carga de bebidas em Goiânia

O delegado ainda conta que os membros da quadrilha em questão também foram os responsáveis pelo roubo de uma carga de bebidas no dia 20/10, em Goiânia. No decorrer das investigações, constatou-se que, na madrugada de ontem (7/1), essa mesma quadrilha praticou um roubo na fazenda EMA, no município de Bela Vista de Goiás, de onde subtraíram um caminhão carregado com defensivos agrícolas, além de materiais utilizados no dia a dia do trabalho na fazenda.

Todos os objetos referentes a essas ocorrências foram apreendidos e restituídos às vítimas. Até o momento, oito pessoas foram presas. Suas identidades ainda não foram divulgadas, e elas serão apresentadas nesta tarde.

Equipes da DERCR estão ainda em diligência para cumprimento cinco mandados que faltam. Mais informações a qualquer momento.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Mulher tenta fugir de assalto e leva golpe de facão, em Aparecida de Goiânia

Assalto teria acontecido por volta de 6h da manhã em ponto de ônibus, em Aparecida de Goiânia.
08/01/2019, 12h16

O Corpo de Bombeiros atendeu na manhã de hoje (8/1) uma mulher que ficou ferida depois de ser atingida por um golpe de facão na cabeça, em Aparecida de Goiânia.  De acordo com a Corporacão, ela foi socorrida e encaminhada para Unidade de Pronto-Atendimento Brasicon.

A vítima que não teve nome  e nem idade divulgados, já recebeu alta. Ela sofreu um corte na cabeça e fez sutura no ferimento. Conforme a equipe médica, o caso não tem gravidade,  e ela não corre riscos.

O caso ocorreu por volta das 6h, em um ponto de ônibus às margens da BR-153, no Setor Retiro do Bosque, no município. A mulher que é colaboradora de um centro de distribuição foi abordada por um casal em uma moto que teria anunciado um assalto. Assustada, a vítima  tentou correr e o assaltante que estava na garupa da motocicleta, desferiu um golpe de facão na cabeça da mulher.

Os suspeitos fugiram do local, logo em seguida.   Até o momento, nenhuma ocorrência foi registrada na Policia Civil e Militar.

Perito criminal à paisana impede assalto em Aparecida de Goiânia

Um perito da Polícia Técnico-Científica em seu momento de folga e descaracterizado impediu que um casal concretizasse um assalto a uma vítima no Setor dos Afonsos, em Aparecida de Goiânia, no início da noite de quinta-feira (3/12). O perito criminal à paisana percebeu a movimentação suspeita em uma rua do setor, e viu que se tratava de um assalto. Imediatamente, ele deu voz de prisão aos suspeitos. Um deles tinha um mandado de prisão em aberto e estava foragido da polícia.

O caso aconteceu numa rua do bairro Setor dos Afonsos, por volta das 19h30, no município. O perito criminal Olegário Augusto, da Polícia Técnico-Científica (SPTC) da Secretaria da Segurança Pública do Estado de Goiás (SSP-GO), que também é estudante de Física da Universidade Federal de Goiás (UFG) e ex-professor da rede estadual de Ensino, durante seu momento de folga, acabou se deparando com um assalto em andamento, praticado por um casal.

Os suspeitos eram Wesley Alvez Ferreira, de 19 anos, e uma menor de idade, de 16 anos. De acordo com a assessoria da Polícia Militar (PM), contra Wesley já havia um mandado de prisão em aberto, e o mesmo estava foragido da polícia.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.