Goiás

Suspeito de matar mulher a paneladas presta depoimento, em Caiapônia

Marco alegou em seu depoimento que agiu em legítima defesa, pois Clarice o teria ameaçado de morte com uma faca.
08/01/2019, 16h58

O suspeito de matar uma mulher a paneladas, no assentamento Banco da Terra, em Caiâponia, a 334 quilômetros de Goiânia, na noite da última segunda-feira (7/1), prestou depoimento na polícia nesta terça-feira (8/1).

Marco Aurélio Gomes, de 29 anos, é o principal suspeito do crime, pois segundo a Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) que investiga o caso, o homem foi o último a estar com Clarice Inácia da Mata Silva, de 52 anos, no dia do crime e deixou a carteira de identidade cair na residência da vítima.

O suspeito compareceu a delegacia da cidade na manhã desta terça-feira acompanhado de um advogado e prestou depoimento. O delegado Marlon Silva ouviu o relato de Marco Aurélio, que alegou legítima defesa.

Segundo o delegado, Marco estava com Clarice na noite do crime, os dois estavam bebendo e depois foram para a casa da mulher. Conforme o depoimento do suspeito, ele e a vítima tiveram relações sexuais.

Marco afirmou durante o depoimento, que os dois tiveram um desentendimento e que Clarisse o ameaçou de morte com uma faca. De acordo com Marlon Silva, o suspeito informou que jogou um vaso contra ela e que Clarisse ficou desacordada.

Morta a paneladas

Segundo o delegado, o suspeito conta que aproveitou que a vítima estava desacordada, foi até a cozinha e pegou uma panela de pressão que usou para agredi-la. No relato, Marco conta ao delegado que ao perceber que a mulher estava desacordada foi até um pastor do assentamento e contou o caso.

Conforme as informações repassadas, o pastor foi até a casa da mulher e constatou a morte de Clarice. Em seguida, Marco chegou a fugir do local, mas deixou a carteira de identidade cair, o que possibilitou a polícia identificar o suspeito do homicídio.

Marco se apresentou espontaneamente e afirmou ter emprego e endereço fixo, com essas informações, ele foi liberado após prestar o depoimento. Conforme o delegado, esse é o procedimento padrão uma vez que não há indícios para fazer um pedido de prisão em desfavor do suspeito e que o mesmo deve responder pelo crime em liberdade, caso Marco não esteja pensando em fugir da região.

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