Brasil

Três em cada 10 mulheres que morrem por violência têm histórico de agressão

Divulga estudo inédito do Ministério da Saúde obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo.
08/01/2019, 11h33

Três entre cada dez mulheres que morreram no Brasil por causas ligadas à violência já eram agredidas frequentemente, revela estudo inédito do Ministério da Saúde obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo. O levantamento foi feito com base no cruzamento entre registros de óbitos e atendimentos na rede pública de 2011 a 2016.

“Vimos que essas mulheres já tinham recorrido aos serviços de saúde, apresentando ferimentos de agressões”, diz a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da pasta, Maria de Fátima Marinho Souza, que coordenou o trabalho.

Para ela, o resultado deixa claro o caráter crônico e perverso dessa vivência e a necessidade de se reforçar a rede de assistência. “Se medidas de proteção tivessem sido adotadas, talvez boa parte desses óbitos pudesse ter sido evitada.

“A consequência da violência frequente fica evidente na pesquisa. O trabalho comparou o risco de morte por causas violentas entre mulheres que haviam procurado em algum momento serviços de saúde por causa de agressões e entre aquelas que não tinham histórico. As diferenças foram relevantes. No caso de adolescentes, por exemplo, o risco de morrer por suicídio ou homicídio foi 90 vezes maior entre as adolescentes com notificação de violência.

Os dados representam histórias como a de Jerusa, de 37 anos, identificada pelo ministério. Em junho de 2015, ela procurou o hospital público com lesões após ser espancada por seu companheiro, João. O registro feito na época já indicava que as violências ocorriam repetidamente. Mas após o atendimento e a notificação, nada mudou. Jerusa continuou vivendo com o companheiro, que permaneceu impune. Oito meses depois, foi morta pelo marido.

Os números gerais também impressionam. No período analisado, morreram no Brasil, por dia, três mulheres que já haviam dado entrada em hospitais, unidades de pronto atendimento (Upas) ou ambulatórios públicos em busca de tratamento para hematomas, fraturas e outros tipos de lesões associados à violência. “Os dados dão uma dimensão, mas certamente são ainda maiores. Aqui não contamos, por exemplo, os atendimentos em serviços particulares”, disse Maria de Fátima.

Estudos

Os dados de 6.393 mortes reunidos pelo ministério reforçam pesquisas anteriores sobre o problema. Estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Instituto Datafolha de 2016, por exemplo, mostrava que o País tinha 4,4 milhões de mulheres que já haviam sido vítimas de agressão física. E desse total, 29% relataram que tinham sofrido algum tipo de violência nos 12 meses anteriores.

Maria de Fátima lamenta não só a pouca eficácia do aparato para ajudar vítimas de violência. Ela observa também que muitas das mortes dessas mulheres permanecem impunes, reforçando o ciclo de violência.

Entre os casos reunidos pelo ministério também está o de Aline, de 34 anos, moradora de Pariquera-Açu (SP). Em setembro de 2015, foi atendida no serviço de saúde depois de ser agredida pelo companheiro. Aline se separou e se casou novamente. Cinco meses depois da primeira agressão, o casal foi atingido por uma moto. Aline morreu e o autor nunca foi encontrado.

Para Fátima, a impunidade acaba reforçando a violência. No caso das mulheres, ela ocorre em todas as faixas etárias. O estudo conduzido pelo Ministério da Saúde mostra que 294 crianças até 9 anos que sofriam por agressões crônica morreram entre 2011 e 2016 de causas externas. Entre idosas, com 60 anos ou mais, foram 752.

Sofrimento

Foi por acaso que Edna Fernandes Silva viu o Centro Especializado de Atendimento à Mulher de Brasília, encravado numa estação de metrô. Com histórico de violência cometida pelo então companheiro Miguel por mais de mais de dez anos, resolveu entrar. “Foi num ato de desespero. Que bom que foi esse”, conta.

O episódio foi há quase dois anos. De lá para cá, Edna passou a ir a sessões de terapia em grupo e fazer tratamento com psicóloga e psiquiatra, além de ter assistência jurídica. “Dizem que aos poucos minha aparência está melhorando. Era outra antes do Miguel. Pesava 11 quilos a mais. Não emagreci por amor. Foi por ódio, sofrimento.”

Os relatos de agressão são inúmeros. Violência física, emocional, sexual. “O corpo já sarou. Mas a alma ainda falta muito”, resume a hoje chacareira. Antes de começar a viver com Miguel, era investigadora particular.

“Tinha boa clientela. Era superconfiante, bonita, corajosa. Cuidava de mim. Se me perguntar: por que você se permitiu ficar assim? Posso até ter pistas, mas ainda não sei”, afirma.

Ela conta que, pouco tempo antes de iniciar a relação com Miguel, o irmão teve uma morte violenta. “Fiquei abalada. Na época conheci o caseiro. Mas poderia ter sido outro. Achava que seria cuidada, mas fui violentada.

“As agressões vieram aos poucos. Primeiro, emocionais. Edna soube dos casos extraconjugais do caseiro. Tentou se rebelar, mas acabou convivendo com as traições. “Era um misto de medo, sensação de impotência. Uma vez, ao falar mal de uma amante, ele começou a me bater na rua. Fingi que desmaiei para ele parar. Quando ele se deu conta que eu estava bem, tentou me agarrar novamente. Para me livrar, tirei a blusa que ele agarrava e fugi. E sabe o que é pior? No dia seguinte ele voltou e fingiu que nada tinha acontecido.”

Logo depois de conhecer Miguel, Edna abandonou as investigações particulares. Quando a violência sexual aumentou, pensou no suicídio. “Pensei duas vezes, porque tenho duas cachorrinhas.”

Embora mais segura, o fantasma do ex-marido ainda a atormenta. Separada há dois anos, eles dividiram a chácara onde viviam. “Tenho medida protetiva, ele não pode me visitar. Mas colocou para morar no terreno ao meu lado um homem que também me ameaça, conta tudo para ele. É um círculo que é difícil romper.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Polícia prende quadrilha que aterrorizava fazendeiros de Goiás

O caso, assim como os presos, será apresentado pela polícia na tarde de hoje.

Por Ton Paulo
08/01/2019, 11h54

A Polícia Civil de Goiás, através da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Rurais (DERCR), prendeu na manhã desta terça-feira (8/1) os membros de uma quadrilha que aterrorizavam fazendeiros de Goiás, roubando de cabeças de gado até ferramentas nas propriedades rurais de vários municípios goianos. O caso, assim como os presos, será apresentado pela polícia na tarde de hoje.

A ação da polícia, batizada de Operação Despedida, foi deflagrada nesta manhã pela DERCR e até o momento foram cumpridos oito mandados de prisão, restando ainda cinco para serem cumpridos.

De acordo com informações fornecidas pelo delegado responsável pela operação, Glaydson Carvalho, a quadrilha atuava no Estado desde setembro do ano passado. Conforme o delegado, no dia 19/9 os membros da quadrilha praticaram um roubo em uma fazenda em Trindade, de onde subtraíram, além de ferramentas e outros materiais, uma carreta reboque para transporte de gado.

No dia 01/10, na fazenda Novantino, município de Guapó, subtraíram 90 cabeças de gado, utilizando o reboque do roubo anterior. No dia 15/11, praticaram outro roubo, dessa vez em uma oficina mecânica de onde subtraíram um caminhão e uma retroescavadeira que estava em sua carroceria.

Quadrilha que aterrorizava fazendeiros de Goiás também roubou carga de bebidas em Goiânia

O delegado ainda conta que os membros da quadrilha em questão também foram os responsáveis pelo roubo de uma carga de bebidas no dia 20/10, em Goiânia. No decorrer das investigações, constatou-se que, na madrugada de ontem (7/1), essa mesma quadrilha praticou um roubo na fazenda EMA, no município de Bela Vista de Goiás, de onde subtraíram um caminhão carregado com defensivos agrícolas, além de materiais utilizados no dia a dia do trabalho na fazenda.

Todos os objetos referentes a essas ocorrências foram apreendidos e restituídos às vítimas. Até o momento, oito pessoas foram presas. Suas identidades ainda não foram divulgadas, e elas serão apresentadas nesta tarde.

Equipes da DERCR estão ainda em diligência para cumprimento cinco mandados que faltam. Mais informações a qualquer momento.

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Goiás

Mulher tenta fugir de assalto e leva golpe de facão, em Aparecida de Goiânia

Assalto teria acontecido por volta de 6h da manhã em ponto de ônibus, em Aparecida de Goiânia.
08/01/2019, 12h16

O Corpo de Bombeiros atendeu na manhã de hoje (8/1) uma mulher que ficou ferida depois de ser atingida por um golpe de facão na cabeça, em Aparecida de Goiânia.  De acordo com a Corporacão, ela foi socorrida e encaminhada para Unidade de Pronto-Atendimento Brasicon.

A vítima que não teve nome  e nem idade divulgados, já recebeu alta. Ela sofreu um corte na cabeça e fez sutura no ferimento. Conforme a equipe médica, o caso não tem gravidade,  e ela não corre riscos.

O caso ocorreu por volta das 6h, em um ponto de ônibus às margens da BR-153, no Setor Retiro do Bosque, no município. A mulher que é colaboradora de um centro de distribuição foi abordada por um casal em uma moto que teria anunciado um assalto. Assustada, a vítima  tentou correr e o assaltante que estava na garupa da motocicleta, desferiu um golpe de facão na cabeça da mulher.

Os suspeitos fugiram do local, logo em seguida.   Até o momento, nenhuma ocorrência foi registrada na Policia Civil e Militar.

Perito criminal à paisana impede assalto em Aparecida de Goiânia

Um perito da Polícia Técnico-Científica em seu momento de folga e descaracterizado impediu que um casal concretizasse um assalto a uma vítima no Setor dos Afonsos, em Aparecida de Goiânia, no início da noite de quinta-feira (3/12). O perito criminal à paisana percebeu a movimentação suspeita em uma rua do setor, e viu que se tratava de um assalto. Imediatamente, ele deu voz de prisão aos suspeitos. Um deles tinha um mandado de prisão em aberto e estava foragido da polícia.

O caso aconteceu numa rua do bairro Setor dos Afonsos, por volta das 19h30, no município. O perito criminal Olegário Augusto, da Polícia Técnico-Científica (SPTC) da Secretaria da Segurança Pública do Estado de Goiás (SSP-GO), que também é estudante de Física da Universidade Federal de Goiás (UFG) e ex-professor da rede estadual de Ensino, durante seu momento de folga, acabou se deparando com um assalto em andamento, praticado por um casal.

Os suspeitos eram Wesley Alvez Ferreira, de 19 anos, e uma menor de idade, de 16 anos. De acordo com a assessoria da Polícia Militar (PM), contra Wesley já havia um mandado de prisão em aberto, e o mesmo estava foragido da polícia.

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Goiás

Saneago alerta que diversos bairros podem ficar sem água, em Aparecida de Goiânia

Alerta da Saneago é para a população dos bairros que integram o reservatório Tiradentes, em Aparecida de Goiânia.
08/01/2019, 13h41

A Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) informou que pode faltar água em diversos bairros de Aparecida de Goiânia, hoje (8/1).  O abastecimento pode ser afetado, devido uma limpeza  no reservatório Tiradentes. Para a execução do serviço, o registro é fechado e o fornecimento de água é suspenso por algumas horas.

O fornecimento de água pode ser afetado nos seguintes bairros: Setor Ibirapuera; Jardins Tiradentes I e II; Jardim das Cascatas; Jardim Boa Esperança; Residencial Anhembi; Campos Elísios e Colonial Azul, que integram o reservatório Tiradentes. A normalização deve ocorrer ao longo da noite de hoje.

A Saneago explica que, a limpeza e desinfecção são feitas periodicamente e contribuem  para manter a qualidade da agua tratada distribuída à população. A empresa solicita  a compreensão da população e orienta para o consumo moderado de suas reservas nas caixas d´água.

Manutenção da Enel também afeta abastecimento em Santa Helena de Goiás

O fornecimento de água também é afetado em Santa Helena de Goiás, devido a uma interrupção no fornecimento de energia elétrica por parte da Enel Distribuição Goiás. Conforme a Saneago, o  abastecimento será restabelecido, gradualmente, após a conclusão da manutenção. A empresa também pede compreensão da população do município e alerta para o consumo moderado de água.

Em Hidrolândia, o abastecimento também foi comprometido no Setor de Oloana, ontem (7/1), devido à substituição de bomba. Segundo a empresa, técnicos trabalharam na recuperação do sistema e o fornecimento foi normalizado até o final da noite.

Outro alerta da Saneago sobre falta d´água em Aparecida foi realizado antes do feriado de Finados

Alguns bairros de Goiânia, Trindade, Aparecida de Goiânia e Goianira podem ficar sem água nesta sexta-feira (2/11), feriado de Finados. Segundo a Saneago, a falta de abastecimento ocorre devido a uma manutenção emergencial na Estação Elevatória de Água Tratada do Sistema Meia Ponte. A previsão é que o serviço seja normalizado até a madrugada de sábado, 3 de novembro.

Técnicos da companhia já estão trabalhando no reparo na Estação. A Saneago pede a compreensão da população e alerta para o consumo moderado das reservas domiciliares de água tratada.

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Goiás

PM e bombeiros de Goiás ameaçam paralisar caso não recebam até dia 10 de janeiro

Presidente de associação de PM e bombeiros de Goiás diz que "policiais e bombeiros não vão pagar o preço de situação financeira herdada".

Por Ton Paulo
08/01/2019, 14h15

A PM e bombeiros de Goiás não estão nada satisfeitos com a possibilidade de não receberam do Estado. A Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado de Goiás (ACS) publicou um comunicado, na noite da última segunda-feira (7/1), em que avisa que os militares podem se mobilizar e fazer uma paralisação caso não recebam o salário referente ao mês de dezembro até o dia 10/1. Presidente da Associação diz, no comunicado, que “policiais e bombeiros não vão pagar o preço de situação financeira herdada por quem assumiu o cargo [Governo de Goiás]”.

No texto divulgado pela ACS, o Sargento Gilberto Cândido de Lima, que preside a entidade de policiais e bombeiros militares de Goiás, salienta que a associação é “frontalmente contra a intenção do governador Ronaldo Caiado que propôs parcelar, em até oito vezes, o salário do mês de dezembro das duas corporações”.  O sargento ainda lembrou que “uma das principais promessas de campanha do recém-empossado Governador era a manutenção do pagamento da folha em dia”, e o mesmo já sinaliza que isso pode não ocorrer.

“Ele mal assumiu e já quer descumprir uma de suas principais propostas de campanha”, protesta o sargento, no texto publicado no site oficial da ACS.

Ainda de acordo com o comunicado, Gilberto Cândido, que representa mais de seis mil associados, entre ativos e inativos, diz que vai aguardar até o dia dez deste mês pela quitação integral dos salários, caso contrário vai mobilizar a tropa para forçar o Governo a cumprir com sua obrigação. “Há mais de vinte anos nossos salários são pagos em dia, dentro do mês trabalhado. Nossos policiais e bombeiros não vão pagar o preço de situação financeira herdada por quem assumiu o cargo. Trabalhamos honestamente e precisamos receber”.

O presidente da ACS ainda critica o fato de outras categorias do serviço público estadual ter recebido ou terem garantia de que vão receber até dia dez e os policiais e bombeiros ficarem de fora. “Outros servidores vão receber o salário de uma vez, como os da Assembleia Legislativa e do Poder Judiciário, e os policiais e bombeiros vão ficar de fora. Não aceitamos isso. Se até o dia dez não nos pagar vamos convocar uma assembleia geral e vamos paralisar nossas atividades”, afirma.

O sargento e presidente da ACS finaliza alertando que “a Associação dos Cabos e Soldados não vai aceitar que seus associados e os demais policiais e bombeiros fiquem sem receber”. “Se houver necessidade de fazer uma paralisação, vou convocar uma assembleia geral e vamos estar todos juntos. Tenho certeza que terei apoio de todas as Praças. A responsabilidade pelo atraso no pagamento não é nossa, mas vamos cobrar com todas as forças o cumprimento dessa obrigação”, finalizou.

Sobre ameaça de paralisação da PM e bombeiros de Goiás, Sefaz diz que ainda não tem posicionamento do Governo

A reportagem do Dia Online entrou em contato com a Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás (Sefaz), que disse, por meio de sua assessoria, que ainda não tem um posicionamento sobre o pagamento dos salários.

A assessoria disse, ainda, que a secretaria, Cristiane Schmidt , estava em Brasília em reunião com pessoal do Tesouro Nacional, e prometeu, em breve, uma nota com respostas às demandas.

Entretanto, em entrevista depois da cerimônia de posse, ocorrida no dia 1/1, o vice-governador de Goiás, Lincoln Tejota (Pros) falou sobre a situação das contas do Estado e do impasse do pagamento dos servidores estaduais relativo ao mês de dezembro. De acordo com Tejota, o governo anterior deixou “um rombo” nas contas públicas, e que o atual governo, de Ronaldo Caiado, pagará o funcionalismo público “no momento oportuno, quando tiver caixa”.

Sindicatos se reuniram com governador Ronaldo Caiado para falar sobre a situação

Representantes de vários sindicatos de servidores públicos estaduais se reuniram na tarde da última quinta-feira (3/12) com o governador do Estado de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e a secretária de Economia, Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt e deputados estaduais para discutir a questão do pagamento dos salários referentes ao mês de dezembro de 2018. Na reunião, que ocorreu no Palácio Pedro Ludovico, foi proposto aos líderes dos sindicatos um parcelamento para para pagamentos dos atrasados, proposta essa rejeitada por eles.

Uma nova reunião foi marcada para o dia 17 deste mês. Segundo Caiado, Zé Eliton, ex-governador do Estado, deixou dívida de 3,4 bilhões de reais e 11 milhões em caixa, o que estaria dificultando o pagamento da folha dos servidores.

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