Brasil

Nova geração do MPL vai às ruas contra tarifa de ônibus

09/01/2019, 20h44

O Movimento Passe Livre (MPL) volta às ruas nesta quinta-feira, 10, contra o reajuste da tarifa de ônibus em São Paulo (que passou de R$4 para R$4,30). Segundo seus organizadores, o ato não pode ser comparado à mobilização que deu origem às jornadas de junho de 2013 e o grupo prevê postura mais rígida por parte do governo e da polícia. Dos manifestantes da linha de frente dos protestos daquele ano, a maioria não está mais no grupo ou agora desempenha funções de menos destaque.

“Vivemos um outro momento histórico. Não criamos expectativas e nem projetamos o tamanho dos atos daqui por diante. O importante é que a sociedade volte a discutir a questão do transporte”, disse o representante do grupo Diego Soares Thiago, de 29 anos, um dos que vai estar no protesto marcado para as 17 horas desta quinta, na Praça Ramos de Azevedo, em frente ao Theatro Municipal, na região central paulistana.

Ao falar sobre “outro momento histórico”, Soares aponta para um perfil supostamente mais conservador da sociedade, principalmente depois das últimas eleições estaduais e presidenciais. “Tudo nos leva crer, principalmente o contexto político, que a repressão será maior dessa vez”, comentou Soares. “Existe uma tendência de criminalização dos movimentos sociais”, completou a militante Gabriela Dantas, de 24 anos.

Em 2013, algumas manifestações do MPL terminaram em confronto com a polícia, depredações e prisões (além da ação dos chamados black blocs). O grupo não se considera responsável pelos atos de vandalismo e violência – dizendo que não se presta a selecionar quem participa ou não de seus protestos.

Além do aumento da tarifa, o MPL quer discutir o corte de linhas, o aumento de baldeações, a privatização dos terminais, a política de concessões e a “militarização das catracas”. “Militarização das catracas significa o aumento de vigilância e controle focados nas pessoas que não podem pagar uma tarifa abusiva e nos ambulantes que são proibidos de trabalhar”, afirma Gabriela. Sobre a manifestação desta quinta-feira, o MPL afirma que vai divulgar o trajeto apenas no próprio momento do ato. “A polícia irá saber no mesmo momento em que os manifestantes”, disse Gabriela.

Apesar de ter sido fundado em 2005 durante o Fórum Mundial em Porto Alegre, o MPL ficou mais conhecido pela atuação em 2013 – quando esteve à frente das manifestações contra um reajuste que aumentava de R$ 3 para R$ 3,20 o valor da tarifa de ônibus. Na ocasião, o então prefeito Fernando Haddad (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) voltaram atrás nos aumentos de ônibus, metrô e CPTM.

Embora tenha sido um dos responsáveis por evitar o aumento das tarifas em 2013, o MPL costuma também ser muito lembrado como aquele que deu início às manifestações que resultariam no impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff (PT). Claro, essa é uma leitura refutada pelo MPL – que não se considera responsável pelo clamor antipartidário ou por qualquer pauta mais conservadora que tenha ganhado força após as jornadas de junho de 2013.

Horizontal e de esquerda

Quem são? Embora tenha muitos militantes oriundos do ambiente estudantil (tanto secundaristas como universitários), o MPL se considera um movimento mais abrangente ou “de usuários de transporte público”. Apesar de apartidário, o MPL não é “contra partidos”. Em sua composição, é possível encontrar filiados do PSTU, PSOL e da juventude do PT (em menor número). Há ainda muitos membros da União da Juventude Socialista (UJS), Levante Popular e outros movimentos. Eventualmente, anarquistas e punks também participam de alguns atos.

Não existe um líder formal. O MPL se afirma como um movimento horizontal. Ou seja, as decisões são tomadas por um colegiado. Ainda assim, a dinâmica do próprio grupo faz com que algumas figuras se destaquem (principalmente aquelas responsáveis pela comunicação com imprensa, polícia e governos). Outra característica é a rotatividade dos seus membros e das funções que eles desempenham. Hoje, o MPL está em sua terceira geração.

De acordo com os membros do MPL, o grupo é autônomo e autossustentável. Ou seja, não teria apoio financeiro de partidos ou instituições. O dinheiro do grupo viria da realização de eventos, venda de camisetas e outras ações.

Segundo o grupo, o ato dessa quinta-feira será o primeiro de uma série. Em suas redes sociais, o MPL tem desafiado o governador João Doria (PSDB) e o prefeito Bruno Covas (PSDB) a usarem transporte público durante uma semana – especificamente sugerem que o governador faça o trajeto de um ponto final do bairro do Grajaú (zona sul), baldeando na linha 9-Esmeralda da CPTM e na linha 4-Amarela do Metrô até a Luz (às 5h30 da manhã e às 18h).

Procurada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Prefeitura informou que não vai se manifestar. O Palácio dos Bandeirantes disse que a Secretaria de Segurança Pública trataria da manifestação do MPL. A pasta também não respondeu até as 20 horas desta quarta-feira.

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Educação

Secretária de Educação Fátima Gavioli fala sobre os desafios a frente da secretaria

"Nós não temos interesse em ter visibilidade com números, o que a gente quer é qualidade efetiva.", afirma a nova Secretária de Educação de Goiás.
09/01/2019, 20h54

Portal Dia Online recebeu na manhã da última terça-feira (8/1) a Secretária de Educação do Estado de Goiás, Fátima Gavioli. Durante a entrevista, a secretária falou sobre sua formação, o inicio da carreira, como foi sua mudança para Goiás e os desafios de assumir a educação do estado.

Antes se formar e ser professora, a secretária que nasceu no Paraná, mas se mudou para Rondônia, trabalhou primeiro como boia-fria e depois como doméstica em uma casa, começando os estudos mais tarde do que o normal.

“Trabalhando como boia fria, com um ano arrumei um trabalho em uma residência, ficava nessa casa 6 anos, e aí o meu pai chegou uma hora e falou “agora se você quiser você pode estudar, a gente já esta conseguindo sobreviver aqui né””, conta.

Segundo Fátima, após concluir os estudos, fez o curso de Letras se formou, e depois de trabalhar 6 anos na casa, os donos tinham uma loja e a convidaram para trabalhar como vendedora. “Depois de 13 anos prestei concurso no Estado, pois já tinha curso de Letras, aí já foi uma outra carreira, no Estado eu fui professora e fui lotada em um distrito. Fiz um trabalho muito bom nesse distrito, o governador do Estado me conheceu e me convidou para ser coordenadora regional”, explica.

Após ser coordenadora regional por dois mandatos consecutivos, o trabalho de Fátima com a educação de Rondônia ganhou um novo capítulo. Segundo a secretária, em 2014 o governador do Estado, Confúncio Moura, lhe fez o convite para ser a primeira secretária da rede estadual do Estado a assumir o cargo, que ela ocupou até o janeiro de 2017.

Fátima Gavioli afirma que trabalha com inclusão

Uma das vertentes trabalhadas por Fátima Gavioli é inclusão, não apenas de pessoas com deficiência, mas também com outras pessoas que não tem condições de ter acesso a educação. “O meu mestrado é na área de inclusão, eu trabalho a inclusão, e a inclusão perpassa primeiro as pessoas com deficiência e depois pessoas como eu que começaram a estudar tarde, crianças que estão em comunidades longínquas”, explica.

A secretária afirmou durante a entrevista que desde que assumiu o cargo tem trabalhando desde às 7h da manhã até às 22h, e que chegou na secretaria e encontrou todos os servidores exonerados. Disse ainda que ficou supresa com uma matéria que saiu, na qual dizia que ela iria exonerar três mil professores de apoio que atendem crianças especiais nas escolas.

“Primeiro que a área do meu mestrado, não abro mão disto. Segundo, que não houve essa conversa, não teve sequer tempo para essa conversa”, comenta. Através da matéria Fátima afirma que passou a ter conhecimento do contrato de Goiás, que se chama professor de apoio e é o professor que dá suporte ao professor da sala regular e presta apoio às crianças com necessidades especiais.

“É muito importante a gente fazer a diferença entre elas, tem crianças que têm dificuldades de aprendizagem, tem crianças que têm transtornos e crianças que têm deficiência”, explica a secretária.

Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)

Fátima respondeu que muitos perguntaram se antes de assumir o cargo de secretária em Goiás, ela conhecia o governador Ronaldo Caiado (DEM), ao que ela tem respondido que não e que só conheceu Caiado na entrevista para o cargo.

Conforme a secretária, a educação nacional sofre uma crise. “Para se ter ideia a melhor educação do Brasil é Goiás com 4.3, se você parar para pensar eu tenho uma régua que vai de 0 a 10, e a melhor educação é Goiás com 4.3”, afirma.

Ao ser questionada sobre a possibilidade do índice do Ideb cair em Goiás, Fátima foi bem categórica: “Se ele cair e for para seis na régua eu vou ficar muito feliz, por que nós não temos interesse em ter visibilidade com números, o que a gente quer é qualidade efetiva”, explica.

Ideologia de gênero

Outro tema bastante polêmico e abordado durante a entrevista, foi sobre as declarações de ideologia de gêneros nas escolas pelo presidente Jair Bolsonaro. A secretária é direta ao afirmar que tem 22 anos de carreira e que não tem conhecimento sobre isso dentro das escolas. E que essas discussões estão desvirtuando o verdadeiro sentido da educação que é o ensino e aprendizagem.

“Como professora eu nunca vi, mas se caso isso chegar a mim documentado, esse professor vai passar todas as condutas permitidas dos processos administrativos disciplinares. Até hoje a gente ouve muito falar, vou usar a fala de uma mãe: está um perigo, a gente matrícula uma menina e sai um menino”, conta.

Segundo Fátima, a educação sexual não é necessária para as criança, pelo menos não da forma como que algumas pessoas tentam impor na educação. Propondo que as relações entre meninos e meninas elas são normais.

“Existem algumas tentativas exageradas de levar para dentro da escola, sem que a pessoa que vai levar esse debate esteja preparada para tal. Então talvez não seja nem a questão da idade, talvez seja a questão de quem vai levar isso para dentro da escola e como vai levar isso”, explica a secretária.

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Mundo

Polícia investiga parto de mulher em coma há mais de 10 anos

Ela deu à luz mês passado.
10/01/2019, 06h56

A polícia de Phoenix, nos EUA, requisitou exames de DNA dos funcionários homens de uma clínica do Estado do Arizona, onde uma mulher em coma há mais de uma década deu à luz no mês passado.

Os investigadores apresentaram na quarta-feira, 9, uma ordem judicial para que os empregados façam exames de sangue para tentar descobrir se o homem que estuprou a mulher trabalha na clínica Hacienda Healthcare. Em razão do escândalo, o diretor da clínica, Bill Timmons, renunciou ao cargo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Entretenimento

Homem-Aranha: Uma homenagem ao verdadeiro herói de mil faces

O personagem foi criado por Stan Lee e Steve Ditko.
10/01/2019, 07h12

Desde a sua primeira aparição, em agosto de 1962, o Homem-Aranha foi reimaginado dezenas de vezes. Embora a roupagem original de Steve Ditko tenha permanecido quase imutável, os quadrinhos são um grande laboratório de ideias.

A primeira grande releitura do herói foi seu uniforme negro, um alienígena que se une ao corpo de Peter Parker durante a saga Secret Wars (1984-85) e viria a ser um de seus principais antagonistas, Venom. A partir dos anos 1990, o cabeça de teia ganhou diversas versões e uniformes alternativos, indo até para o passado ou futuro. Em Spider-Man 2099 (1992), quem assume o manto futurista do herói é Miguel OHara, que se envolve em um acidente de laboratório e tem seus genes misturados aos de uma aranha, ganhando poderes semelhantes aos do antigo Homem-Aranha, cujos passos decide seguir. Já em Spider-Man Noir (2009), o personagem vive durante a Grande Depressão americana como um pistoleiro mascarado, vestido todo de preto.

Os desenhos animados são bem mais avessos à mudança que as HQs. De todas as aparições do amigão da vizinhança na TV, desde 1967, apenas a série Unlimited (1999) trouxe um uniforme mais moderno. No cinema, os filmes dirigidos por Sam Raimi, Mark Webb e Jon Watts se inspiraram também no visual clássico criado por Steve Ditko, mas o uniforme que o herói interpretado por Tom Holland veste em Vingadores – Guerra Infinita faz alusão à Iron Spider, armadura que o personagem usa durante a saga Guerra Civil (2006).

Com a animação Homem-Aranha no Aranhaverso, finalmente essas e outras versões do personagem ganham o grande público no cinema. O filme introduz aos espectadores não habituados ao mundo das HQs, com suas idas e vindas de roteiro, o importante conceito de universos paralelos. Não bastasse o nível técnico e estético da animação, o longa constitui mais um elo fundamental na já intrincada relação entre cinema e quadrinhos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Mundo

Cúpula militar da Venezuela reafirma apoio a Maduro

Segundo mandato de Nicolás Maduro não foi reconhecido pelo Parlamento.
10/01/2019, 08h31

O alto comando das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas reafirmou nesta quinta-feira, 9, seu apoio ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na véspera de sua posse para um segundo mandato, não reconhecido pelo Parlamento e por grande parte da comunidade internacional. O respaldo foi dado pelo Ministro da Defesa, Vladimir Padrino, que prometeu apoio irrestrito e lealdade ao líder chavista.

O Exército é um dos principais fiadores de Maduro no poder e, ao longo de seu primeiro mandato, ganhou espaço tanto no governo quanto em empresas estatais, chegando até mesmo ao comando da PDVSA. A oposição também acusa os militares de corrupção ao monopolizar a distribuição de alimentos e remédios, cada vez mais escassos no país.

No comunicado desta quarta, o ministro manifestou ainda sua “profunda indignação e rejeição categórica” à declaração do Grupo de Lima que, com o apoio dos Estados Unidos, pediu que o líder venezuelano entregasse o poder à Assembleia Nacional.

A Assembleia Nacional, eleita em 2015 e de maioria opositora, qualificou Maduro de “usurpador” e começou na terça-feira a debater fórmulas para promover a “transição política” na Venezuela. O Congresso, no entanto, teve seus poderes caçados pelo Judiciário, que permanece leal ao presidente. (Com agências internacionais).

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