Goiás

Marido é preso em flagrante por ameaçar e manter esposa em cárcere privado, em Bom Jesus

Denúncia foi feita pelo número 180, que é para denúncia de violência contra a mulher, que levou a polícia até Aldomiro.
10/01/2019, 14h22

Um homem de 40 anos foi preso em flagrante na tarde desta quinta-feira (10/1) na cidade de Bom Jesus de Goiás, a 218 quilômetros de Goiânia, suspeito de ameaçar e manter a esposa em cárcere privado e por posse ilegal de arma de fogo.

De acordo a Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) o suspeito foi identificado como Aldomiro Alves, de 40 anos, e a prisão foi efetuada na Fazenda Santa Lúcia, na Zona Rural de Bom Jesus. A polícia afirmou que recebeu denúncias através do número 180, que é para denúncia de violência contra a mulher, de que o homem estava batendo em sua esposa, que não teve o nome divulgado, e a estava mantendo em cárcere privado.

Polícia constata que mulher era mantida em cárcere privado

Após receber as denúncias, a polícia iniciou as diligências para constatar a veracidade das informações. Ao chegar na fazenda em que o casal reside, os policiais da ocorrência entrevistaram a mulher e constataram que as informações repassadas eram verdadeiras. Com a confirmação, foi dada voz de prisão a Aldomiro, que foi preso em flagrante.

Durante a ocorrência, a polícia vistoriou a casa do casal e encontrou duas armas de fogo, que foram apreendidas. O que rendeu ao suspeito mais uma autuação em flagrante, por posse ilegal de arma de fogo. Aldomiro foi preso em flagrante pelos crimes de cárcere privado e posse ilegal de arma de fogo. O suspeito foi levado para o presídio da cidade e está à disposição da justiça.

Jovem mantida em cárcere privado é resgatada, em Brasília

No final do mês de dezembro de 2018, uma jovem, de 18 anos, foi libertada pela polícia, após ser mantida por quatro meses em cárcere privado por uma seita religiosa, na cidade do Gama, em Brasília. Segundo as informações publicadas pelo Portal Dia Online a moça conseguiu pegar escondido o celular da líder religiosa e enviar uma mensagem com o pedido de socorro para conhecidos de Goiânia.

Os conhecidos da jovem compareceram a Delegacia do Gama e apresentaram a denúncia. O delegado do caso Vander Braga, iniciou as diligências, e afirmou que ao chegar na comunidade, e constatou a veracidade das denúncias. A jovem foi liberada e a líder religiosa presa em flagrante. No entanto, a líder passou por audiência de custódia, onde foi liberada e vai responder o processo em liberdade.

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Política

Investigações apontam R$ 10,8 milhões em contas na Suíça envolvendo Serra e PSDB

A decisão aconteceu após a Suíça rejeitar um recurso que pedia a suspensão da cooperação entre as procuradorias dos dois países.
10/01/2019, 14h23

A Justiça suíça autorizou o envio de informações bancárias ao Brasil para compor investigação que apura supostos repasses para campanhas do PSDB e do senador José Serra por meio de instituições financeiras locais. A decisão final, tornada pública na manhã desta quinta-feira, 10, ocorre após os suíços rejeitarem um recurso que pedia a suspensão da cooperação entre as procuradorias dos dois países.

No pedido, os procuradores brasileiros solicitavam todas as movimentações bancárias envolvendo as offshores entre 2006 e 2017. Em agosto de 2017, o MP suíço aceitou o pedido e ainda bloqueou os recursos. Cinco meses depois, em 5 de janeiro de 2018, a Justiça de Berna autorizou o envio de dados das contas ao Brasil.

Uma das empresas offshore supostamente usadas no esquema é a Circle Technical Company Inc, de Amaro Ramos, considerado operador do PSDB. Mas, um mês depois, os advogados da empresa e de Amaro entraram com um recurso para tentar impedir a transmissão dos dados. No dia 5 de setembro de 2018, os advogados argumentaram aos juízes suíços que a cooperação não poderia continuar já que, em 28 de agosto 2018, o STF reconhecia a “extinção da punibilidade” de Serra e de outros implicados.

Aos suíços, os advogados de Amaro entregaram um comunicado de imprensa do STF em que constava que “por unanimidade, a Segunda Turma do STF determinou a remessa à Justiça Eleitoral de São Paulo dos autos do inquérito 4428, em que o senador José Serra (PSDB-SP), o ex-deputado federal Ronaldo César Coelho (PSDB-RJ) e o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza são investigados pelo suposto recebimento de recursos para financiamento de campanhas eleitorais com recursos advindos de contratos para a construção do Rodoanel, em São Paulo”.

“Por maioria, a Segunda Turma decidiu ainda reconhecer a extinção da punibilidade de Serra e Coelho em relação aos fatos supostamente ocorridos antes de agosto de 2010”, indicava o STF no documento entregue aos juízes em Bellinzona.

Os suíços, porém, rejeitaram o argumento dos advogados. De acordo com o Tribunal europeu, o acordo entre Brasil e Suíça “não prevê a prescrição como uma base para impedir uma cooperação”. “Por essa razão, a queixa poderia ser rejeitada sem nova avaliação”, apontou.

Além disso, os juízes indicaram que, assim que receberam tal argumento, pediram uma explicação urgente por parte das autoridades brasileiras e a resposta apontou que a limitação ocorria pelo fato de Serra ter mais de 70 anos. “Mas nada é dito sobre o restante da investigação”, alertam os juízes suíços, que deixaram claro a potencial importância dos documentos para desvendar eventuais crimes cometidos por outros suspeitos. De acordo com eles, os brasileiros não indicaram que querem abandonar o caso.

Defesas

Em nota, o PSDB afirmou que desconhece quaisquer valores originados da Odebrecht e repassados às empresas citadas. “Todos os recursos recebidos pelo PSDB de São Paulo foram oriundos de doações legais, depositados em contas oficiais, e a prestação de contas feita de maneira regular e rigorosa à Justiça Eleitoral.”

O senador José Serra também negou qualquer tipo de irregularidade. “Todas as campanhas de José Serra sempre foram realizadas com rigor técnico para demonstrar aos eleitores as melhores propostas ao Brasil. E as contas, sempre aprovadas pela Justiça Eleitoral, ficaram a cargo do partido”, afirmou a assessoria do tucano, também por meio de nota.

O advogado Eduardo Carnelós, defensor do empresário José Amaro Pinto Ramos, não retornou o contato feito pela reportagem e os demais citados não foram encontrados.

Depósitos

Ao tentar derrubar o envio de dados, os advogados da offshore indicaram que existem “sérias inconsistências” na cronologia dos fatos. “Os pagamentos feitos entre junho de 2006 e outubro de 2007 não poderiam constituir vantagens indevidas resultantes de crime de corrupção”, alegaram.

“Os ex-diretores da Odebrecht confirmaram a existência de pedidos de pagamentos por políticos em relação ao financiamento das campanhas eleitorais de 2009 e 2010, pedidos atendidos entre 2008 e 2010. Portanto, depois de 2006 e 2007”, insistem.

“Na ausência de uma relação entre a oferta ou promessa de vantagens e o serviço, é impossível considerar os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, sob a lei suíça”, alegaram. Uma vez mais, os juízes derrubaram o argumento, indicando que “não se pode esperar” que o país que pede a cooperação tenha uma solicitação isenta de falhas.

Para o tribunal suíço, a cooperação serve “justamente para esclarecer pontos obscuros relacionados a casos no exterior”. Na avaliação da corte, o Brasil não precisa “provar” a ofensa. Mas dar as bases suficientes das circunstâncias das suspeitas.

De acordo com o tribunal, as suspeitas vem da análise de computadores e servidores que continham “e-mails, tabelas, justificação de pagamentos” e outros dados mantidos pela Odebrecht para subornar políticos. Teria sido, segundo a decisão dos juízes, a análise desse material que levou os investigadores a concluir que houve um pagamento total de R$ 10,8 milhões da construtora em 2006, 2007 e 2009 para contas que beneficiariam o candidato do PSDB.

Apenas em uma das contas, a empresa Circle recebeu 11 depósitos, em 2006, totalizando R$ 2,1 milhões. Cada parcela variava de R$ 145 mil a R$ 245 mil e todas foram realizadas entre junho e dezembro daquele ano.

A mesma offshore ainda recebeu em 2007 mais R$ 2,4 milhões. Os pagamentos ocorreram em 12 parcelas, cada uma no valor de R$ 200 mil. Uma segunda empresa ainda recebeu, entre 2006 e 2009, outros R$ 6,2 milhões. O dinheiro seria para apoiar “campanhas eleitorais”, incluindo presidenciais.

Os juízes ainda defenderam a troca de informações com o Brasil. “É precisamente para melhor entender a relação entre a Odebrecht e membros do PSDB que os investigadores brasileiros precisam da documentação do banco sob litígio”, defendeu o tribunal. Segundo a corte, o pedido de cooperação “satisfaz todas as exigências formais” e o recurso, portanto, “precisa ser rejeitado”.

“A utilidade potencial da documentação bancária é obvia, independente se o status de limitação foi imposto (no Brasil), já que as investigações tentar reconstruir todas as ofensas supostamente cometidas por outras pessoas, assim como pelos implicados”, completou.

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Goiás

Preso homem que roubou e estuprou viúva em Pontalina

O homem foi encontrado pela polícia numa fazenda no município de Mairipotaba.

Por Ton Paulo
10/01/2019, 14h27

Um homem de 23 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (10/1) e condenado por roubar e estuprar uma viúva no município de Pontalina, a 130 quilômetros de Goiânia. O homem foi encontrado pela polícia numa fazenda em outro município, que fica a 50 quilômetros de Pontalina.

Havia contra o estuprador, Waleff Douglas de Souza, um Mandado de Prisão Preventiva em decisão condenatória pela prática dos crimes de roubo e estupro, ocorridos em Pontalina. Wallef foi condenado a 15 anos de reclusão. Ele foi preso em uma fazenda localizada no município de Mairipotaba, interior de Goiás.

Durante as investigações, policiais civis averiguaram que Waleff conhecia a vítima do crime, uma viúva que vivia sozinha nas imediações da residência da avó do autor, em Pontalina, e sabia que a mulher não costumava receber visitas, o que facilitou e incentivou sua ação.

Waleff, então, entrou na casa da mulher e, mediante violência e grave ameaça, estuprou a vítima.

Após a consumação do ato, Waleff obrigou a mulher a entregar todo o dinheiro que ela possuía em casa, cerca de R$ 475 reais, e um aparelho celular marca Samsung, modelo J5 prime, que foi, posteriormente, vendido a terceiro por R$ 300.

Depois de intensa investigação, a Polícia Civil conseguiu identificar a pessoa que havia comprado o aparelho celular roubado, e, por meio dela, chegou ao autor, que foi reconhecido pela vítima.

Além do caso de Pontalina, homem foi preso por estuprar jovem em Aparecida de Goiânia

Em dezembro do ano passado, um jovem de 20 anos foi preso suspeito de invadir a casa de uma vizinha de 23 e estuprá-la, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. De acordo com a PM, ele pulou o muro da casa encapuzado, encontrou a mulher sozinha e abusou sexualmente dela.

Conforme a corporação, o suspeito havia saído da cadeia há dois meses e já tinha passagens por roubo, receptação, furto e por outro estupro. Na delegacia, a jovem o reconheceu como autor do crime.

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Mundo

Sob críticas, Maduro toma posse de seu segundo mandato na Venezuela

Esta é a primeira vez na história do país que um presidente toma posse diante do Judiciário e não do Parlamento.
10/01/2019, 15h15

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, prestou juramento para seu segundo mandato à frente do país nesta quinta-feira, 10, em uma sessão no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).

Diante de 30 juízes e um pequeno grupo de líderes regionais composto pelos presidentes de Bolívia, Cuba, El Salvador e Nicarágua, Maduro jurou a Constituição em um salão nobre do Tribunal.

É a primeira vez que um presidente toma posse diante do Judiciário e não do Parlamento, que teve as competências cassadas por autoridades chavistas logo após a oposição tomar a maioria da Assembleia Nacional nas eleições parlamentares de 2015.

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Mundo

Proprietários de terrenos prometem ir à Justiça contra muro de Trump

Sem acordo com os democratas, Trump afirma que pode declarar emergência nacional.
10/01/2019, 15h19

O governo federal dos Estados Unidos começou a levantar as cartas topográficas dos terrenos na fronteira do Texas com o México e anunciou planos para começar a construção do muro prometido por Donald Trump já em fevereiro. Os proprietários de algumas dessas terras, no entanto, prometem rechaçar as ofertas de compra e se preparam para disputas na Justiça.

“Poderiam me dar um bilhão de dólares e eu não aceitaria”, diz Eloisa Cavazos, que tem um propriedade na fronteira com o México, cujas terras ficam às margens do Rio Bravo, que no lado dos EUA é chamado Rio Grande, e separa os dois países. “Não se trata de dinheiro”, diz ela.

Em março, o Congresso alocou fundos para 53 quilômetros de muro e cercas no Texas. O governo anunciou planos que passam por propriedades privadas no Vale do Rio Grande. Algumas das pessoas afetadas são de famílias que vivem na região há gerações. Há também organizações ambientais e até uma capela do século 19.

Muitos contrataram advogados que estão preparados para lutar contra o governo se, como esperado, expropriarem as terras sob o conceito de domínio eminente – que exige que o governo prove que a terra será para uso público e ofereça compensação monetária aos proprietários.

E essa questão deve se intensificar se os democratas aceitarem o pedido do governo Trump de construir mais de 345 quilômetros novos de muro, incluindo 167 quilômetros no Vale do Rio Grande e 89 quilômetros nas proximidades de Laredo – independente de se tratarem de barreiras feitas de placas de aço, como Trump sugeriu, ou mais cercas como as que os democratas apoiaram já anteriormente.

Especialistas na legislação americana dizem que Trump provavelmente não poderá fazer mão do conceito de domínio eminente se declarar uma emergência nacional.

Construir o muro na região é uma prioridade para o Departamento de Segurança Nacional (DHS, em inglês) porque é a zona mais usada para as travessias terrestres ilegais. Em novembro, mais de 23 mil pessoas, incluindo famílias com crianças, foram capturadas ao cruzarem sem autorização no Vale do Rio Grande em novembro, número três vezes maior do que no mesmo período do ano anterior.

Funcionários do DHS argumentam que um muro frearia as travessias e desmotivaria as famílias centro-americanas de tentarem migrar em direção aos EUA. A maioria dessas famílias busca asilo em razão da violência em seus países de origem e com frequência se entregam para agentes fronteiriços.

Com parte dos US$ 1,6 bilhão que o Congresso aprovou em março, a Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, em inglês) anunciou que construiria 40 quilômetros de muro ao longo da barragem de controle de inundações no condado de Hidalgo, que se estende ao norte do Rio Grande.

No local, o Congresso não permitiu a construção de nenhum dos protótipos de muro apresentados por Trump. No entanto, o governo planeja solicitar um muro de concreto na altura da barragem existente, com postes de aço a 5,5 metros acima dela. O CBP quer limpar uma área de 45 metros para criar uma “zona de controle” com estradas de acesso, câmeras e iluminação.

O governo acionou na Justiça a diocese católica no ano passado para que seus pesquisadores tivessem acesso ao local da capela La Lomita, fundada em 1865 e que era importante para missionários que viajavam a cavalo para o Vale do Rio Grande.

O local ainda é o epicentro da comunidade católica do Vale do Rio Grande, onde casamentos e funerais são organizados, assim como a procissão do Domingo de Ramos que atrai 2 mil pessoas. A capela fica perto do Rio Grande e está na área onde o CBP quer construir a “zona de controle”.

A diocese disse que se opõe ao muro fronteiriço porque a barreira vai contra a doutrina católica e a responsabilidade da Igreja em proteger os migrantes, assim como os direitos à liberdade religiosa garantidos pela Primeira Emenda da Constituição. Um grupo jurídico da Universidade de Georgetown se juntou à diocese no processo.

O padre Roy Snipes comanda uma oração toda sexta-feira para que sua capela não seja afetada. Com chapéu de caubói, batina branca e cruz de metal, é conhecido como o “padre vaqueiro” e às vezes vai de sua casa à capela de barco pelo Rio Grande. “Isso envenenaria a água”, disse Snipes. “Ainda seria um lugar sagrado, mas seria um lugar sagrado que foi profanado”.

Os cerca de 25 hectares da família Cavazos foram adquiridos pela avó de Eloisa há 60 anos. Eles alugam parte da propriedade para inquilinos que construíram pequenas casas ou compraram trailers, e cobram apenas US$ 1 mil por ano. Eles vivem dos lucros da terra e se preocupam que uma cerca desencoraje os inquilinos e sua propriedade volte a ser “terra de ninguém” novamente.

No resto da propriedade há celeiros de madeira, estábulos e um píer de madeira que vai até o rio, que flui tranquilamente em direção ao Golfo do México. O irmão de Eloisa, Fred, pode sentar-se no píer em sua cadeira de rodas e pescar com uma vara feita de junco tirado da margem do rio.

Os topógrafos examinaram a propriedade em dezembro com a ordem de uma corte federal. A família ainda não recebeu uma oferta pelas suas terras, mas seus advogados do Projeto de Direitos Civis do Texas esperam que uma carta com a oferta chegue nas próximas semanas.

“Todo mundo nos diz para vender e ir para um lugar melhor”, diz Eloísa. “Para nós este é o paraíso.”

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