Brasil

'Vamos mostrar ao crime que quem manda é o Estado', diz governador do CE

10/01/2019, 21h52

Entrevista com Camilo Santana

Na fala do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), as palavras “disciplina” e “rigor” vêm seguidas das batidas na mesa com a mão. Ele gosta de pontuar as palavras mais firmes com socos na mesa comprida do gabinete no Palácio da Abolição, sede do governo, onde recebeu o jornal O Estado de S. Paulo nesta quinta-feira, 10.

Camisa branca de manga comprida, olhos cansados, caneta na mão e notebook à frente: assim está o governador no 9º dia de ataques a prédios públicos e privados do Ceará, na maior crise de segurança pública do Estado. Um copo e uma caneca de café, já vazios, descansam ao lado de uma pilha de papéis timbrados.

O celular está distante, no canto da mesa. “Como tem estado o seu WhatsApp, governador? Tem recebido muitas fake news?”, questiona o Estado. “Eu mal olho. Na realidade, fake news não tenho recebido, não. Meus contatos são mais com secretários e com a população, que manda relatos. Aquilo que chega, falo logo que é mentira. Respondo. Se tivesse tempo, responderia a tudo”, diz o governador. Mas, há mais de uma semana, Santana corre contra as madrugadas, período em que os ataques ocorrem na capital e no interior. Até agora, segundo o governador, foram registradas oficialmente 180 ocorrências.

Santana mantém o tom baixo da voz, pouco se exalta, mesmo ao ser perguntado sobre possível envolvimento de milícias na série de ataques. Ele não descarta, mas preferiu não entrar em detalhes (“Há coisas que ficam restritas às informações estratégicas da polícia”). O único momento em que endurece o discurso e pontua cada palavra com um murrinho na mesa é: “Vamos mostrar que quem manda aqui é o Estado”.

O Ceará já transferiu 21 líderes de facções criminosas e prepara a transferência de outros 20 ainda nesta quinta-feira. O ministro da Justiça Sergio Moro concedeu 60 vagas em presídios federais. Enquanto isso, quem fica no sistema penitenciário estadual vai perder o que Santana chama de “regalias”. A principal delas é a comunicação. Já foram apreendidos 500 celulares na última semana. E começaram a ser removidos televisores e tomadas das unidades prisionais.

O endurecimento do sistema prisional, diz o governador cearense, está só começando. Ele reforça que o sistema está preparado e – o governo, no controle – para dar conta de possíveis guerras internas no sistema penitenciário entre facções criminosas. “Estou construindo uma estrutura, aperfeiçoando a minha estrutura para garantir maior controle, que eu possa manter a disciplina, manter a lei dentro dos presídios”, afirma.

O Ceará vive o 9º dia de ataques. Nesta madrugada, houve um atentado em uma estação do Metrô. É uma crise persistente. Qual é a sua avaliação da situação até agora?

Primeiro, tivemos uma redução significativa. Tivemos aí o pico de ataques e agora praticamente houve uma redução muito forte, muito significativa, tanto na capital quanto no interior. A cidade já volta à sua normalidade. Mas a minha compreensão é de que a gente está sofrendo essas consequências fruto de uma decisão. Quando assumi o governo em 2015, eu assumi, e esse é um debate que o Brasil hoje faz, que é o problema da violência. O Brasil aumentou os seus indicadores de forma muito assustadora. Uma das coisas que prometi foi olhar para este tema com muita determinação. E na época, em 2015, convidei os maiores especialistas dessa área, convidei o pessoal do Fórum Nacional de Segurança Pública, para fazer um diagnóstico do Estado e construir um plano. Passamos o primeiro ano todo ouvindo a sociedade, ouvindo as entidades. Construímos um plano que tem três eixos. O eixo de fortalecimento policial, o eixo de… Na época chamamos de eixo de justiça porque o sistema penitenciário estava ligado à Secretaria da Justiça, na verdade o eixo era o sistema penitenciário, e o eixo prevenção social. Porque ninguém consegue resolver o problema da violência… Violência é fruto da desigualdade. É um problema urbano que a gente tem nas cidades. Falando do eixo que nos interessa, do ponto de vista da crise, é o eixo do sistema prisional. A polícia prende o bandido, ele vai para dentro do presídio e continua comandando o crime lá de dentro. Essa é uma realidade do Brasil, não é uma realidade do Ceará.

Como ele continua comandando o crime?

Comunicação. É tanto que em 2016 fiz uma lei aqui no Ceará obrigando as operadoras de celular a bloquear o sinal dentro dos presídios.

E naquela semana teve uma ameaça de bomba…

Mas fomos para cima, fizemos a lei, aprovamos. Mas o STF derrubou, alegando que os Estados não têm poder de legislar sobre esse tema. E foi o meu grande o debate, que passei quatro anos levantando da necessidade de o governo federal assumir as suas responsabilidades. Ou seja, narcotráfico, tráfico de drogas, proteção de fronteiras, não é responsabilidade dos Estados. O que está acontecendo no Brasil é que o crime se transnacionalizou, ultrapassou as fronteiras. Alguém tem de coordenar isso. Como é que eu posso ter autonomia se não posso nem legislar sobre esse tema? Quem tem de legislar é o Congresso Nacional, o governo federal… Que é diferente dos Estados Unidos, onde tem Estado que decreta prisão perpétua por exemplo para preso. Mas ele pode legislar sobre isso. Tem Estado que não tem, tem Estado que tem. Cada um pode legislar sobre o tema. Se nós não pudemos legislar sobre o tema, se as nossas forças de segurança estão sempre subordinadas às forças nacionais, que a Constituição de 1988 colocou isso claramente, então quem tem de coordenar isso é a União. Foi um debate que fizemos por quatro anos. Acho que o governo federal ainda no governo Temer deu um passo importante, criou um Ministério de Segurança, o Congresso aprovou o Sistema Único de Segurança Pública, o SUSP, que agora acho que é um instrumento que precisa ser colocado em prática, um Fundo com poucos recursos, mas pelo menos temos um fundo hoje de quase R$ 2 bilhões para serem investidos este ano no sistema.

Sem essa lei, o sr acha que o governo enxuga gelo, só apreendendo celular…? Não adianta?

Não, não é isso. É que se você for analisar historicamente, qual foi a estratégia, qual foi o plano, qual é a política nacional para enfrentar a violência neste País? Temos algumas iniciativas, mas que fracassaram. Você precisa chamar o Poder Judiciário. Eu apenas guardo presos. Quem julga é o Poder Judiciário. Tenho hoje 29 mil presos, mas a grande maioria são presos provisórios. Não são presos condenados. Então precisa ter o Poder Judiciário envolvido nisso. Precisa ter o Congresso revendo leis, que considero que tem leis ainda muito frouxas no Brasil. E as forças nacionais que são responsáveis por proteger as fronteiras brasileiras… Não somos grandes produtores de drogas, não somos grandes produtores de armas. Não produzimos armas pesadas no Brasil. É preciso definir o papel de cada um. Acho que o sistema, como a gente tinha um Sistema Único de Saúde, tinha um Sistema Único de Educação, era necessário ter um Sistema Único de Segurança. Com metas e objetivos de redução da criminalidade, com indicadores de controle, definindo papéis. Defendi que houvesse os centros integrados de inteligência. Um comando lá do Rio de Janeiro dá ordem aqui no Ceará. Um comando lá de São Paulo dá ordem para o Amazonas. Então, se você não tem informação integrada… Por exemplo, o ministro Raul Jungmann (ex-ministro da Segurança no governo Temer) inaugurou o primeiro centro integrado de inteligência aqui em dezembro. Ou seja, todos os Estados no Nordeste, e esse centro é coordenado pelo governo federal, ajudando e cooperando, e já até auxiliaram o Ceará principalmente neste momento. Superando esse tema, decidi no final do meu governo, depois de ter feito concurso público para agente penitenciário, ter dobrado o número de agentes, ter construído novos presídios, ou seja, ter uma estrutura física melhor no sistema, tomei a decisão de criar uma secretaria exclusiva para olhar este tema. Ou seja, a compreensão de que se nós não fizéssemos cumprir a lei rigorosamente dentro do sistema prisional, continuaríamos com os reflexos aqui fora. Convidei o secretário Mauro (Luís Mauro Albuquerque, atual secretário de Administração Penal). Queria uma pessoa que tivesse experiência nessa área. E chamei para ser meu secretário no final do ano passado. Ele aceitou. Estava no Rio Grande do Norte. Aquela crise que teve em Alcaçuz ele conseguiu solucionar, implantar dentro do sistema regime disciplinar… Eu trouxe. E tomamos a decisão de que queríamos fazer cumprir a Lei de Execução Penal dentro do sistema. E sabíamos as consequências disso. Sabíamos que as consequências viriam por conta da reação do crime organizado no Ceará. O que vem acontecendo esses 10 dias no Ceará é uma reação à ação dura que o Estado tem feito dentro do sistema prisional. Ou seja, estamos tirando a comunicação, tirando as regalias, transferindo presos e vamos endurecer. Vamos mostrar que quem manda aqui é o Estado. Por conta disso, diante da responsabilidade que tenho com a população, chamei de imediato a Força Nacional, pedi apoio do governo federal, pedi as vagas no sistema prisional para poder transferir os presos, e isso é uma burocracia tremenda… Para a gente conseguir transferir um preso para um sistema prisional federal. Fui prontamente atendimento pelo governo. Tenho mantido relação de contato permanente com o ministro da Justiça (Sergio Moro) e o ministro da Defesa (Fernando Azevedo e Silva). Não tem sido uma decisão fácil, tem sido uma decisão difícil porque tem reflexos para a população.

Quais têm sido os reflexos para a cidade?

Teve reflexo no dia a dia. Reflexo no transporte público, nos serviços essenciais à população, na sensação de medo da população. É uma guerra também de comunicação. Porque tem os oportunistas que querem criar o medo e o temor. Também o próprio crime organizado quer criar o medo e o temor na população para forçar que o Estado recue. Tudo isso é uma tentativa de fazer com que o Estado recue das ações dentro do sistema penitenciário. E tenho dito que não irei recuar um milímetro diante dessa situação. O Estado tem de mostrar que quem manda é o Estado, que preso não pode ter regalia, nem ter comunicação, nem comandar o crime de dentro do presídio. Esta é uma decisão, um passo que estamos dando, sabendo das consequências disso. Mas sei que estamos fazendo isso pensando no futuro do meu Estado, pensando que as famílias cearenses, seus filhos e netos, possam ter um Estado melhor a médio e longo prazo. O Estado tem investido o que é necessário para a gente cumprir essa meta. Acredito que este é um papel que não podemos fazer sozinhos, sem ter o apoio da União, sem ter o apoio da sociedade. Hoje mesmo, agora à tarde, vou ter uma reunião com todas as entidades de classe que têm me apoiado. Tenho andado nas ruas e a população (diz): “Olha, nós estamos com medo, a gente sente. Mas tem de ir para cima, tem de fazer isso mesmo”. Então é isso: vamos endurecer dentro do sistema, fazendo a Lei de Execução Penal ser cumprida rigorosamente e vamos endurecer aqui fora também no combate ao crime organizado.

Em relação aos ataques aqui fora, o sr. falou que estão diminuindo…

É, nesta madrugada, tivemos apenas três ocorrências. Tivemos um dia com mais de 50 ocorrências.

Ao todo foram quantos?

Quase 180 ocorrências e 277 pessoas já presas.

Em quanto tempo o sr. espera zerar esses ataques?

É imprevisível. Vamos continuar cumprindo, eu repito, a questão dentro dos presídios. Ninguém sabe. O trabalho de inteligência tem feito todos os dias. A gente criou um gabinete de situação. A cada 12 horas a gente avalia como está a situação. As ações iniciaram muito fortes aqui na capital quando a gente colocou uma presença muito forte da polícia. Migraram para o interior. Depois, a gente colocou um reforço no interior, começaram a diminuir. Teve um episódio nessa madrugada, nas últimas horas, no interior. Pelo menos o momento mostra que o crime está recuando. Se isso vai permanecer, é imprevisível. Por isso vamos nos manter em alerta 24 horas para que a gente possa evitar surpresas ou outras ações aqui no Estado.

O que a inteligência já sabe sobre o envolvimento de facções nesses ataques?

Olha, para mim é complicado passar informações que devem ficar restritas à inteligência. Mas foi detectado envolvimento com os crimes organizados aqui fora de todos os presos transferidos. Por isso foram transferidos. A resposta o Estado dá. Então, vamos transferir. Preso vai ficar longe do seu Estado, da sua família. E todos estão sendo autuados. Mesmo presos lá dentro do presídio, está sendo autuado.

Foram 21 transferidos para presídios federais?

Foram 21 e agora serão transferidos mais nas próximas horas.

Esses primeiros 21, vocês identificaram ligação com qual das facções?

Tratamos criminosos como criminosos. Preso aqui no Ceará, a minha determinação é tratar como criminoso, independentemente se faz parte de qualquer grupo. Criminoso é criminoso.

Governador, conversei com o sociólogo César Barreira, coordenador do LEV (Laboratório de Estudos da Violência, da Universidade Federal do Ceará) e ele nos disse que não que os estudiosos estejam afirmando isso, mas levantou uma possibilidade do envolvimento de milícias nesses ataques. Existe essa possibilidade de envolvimento de milícias ou são só as facções criminosas mesmo?

Pelo menos a mim não chegou nenhuma informação. Mas repito: são coisas que às vezes ficam restritas a informações estratégias da polícia.

Então o sr. não descarta?

Não.

Outros Estados, como Rio Grande do Norte e Amazonas, viveram uma crise parecida, mas no sistema penitenciário. O Ceará teve em 2016, mas com algumas rebeliões…

Em 2016 a gente tinha uma greve (dos agentes penitenciários). Aí quebraram o sistema todo. Não foi uma rebelião, foi uma greve, e na época, quebraram o sistema todo. Passei quase dois anos recuperando o sistema. Precisei reconstruir. Imagina reconstruir com preso dentro? Tinha toda uma logística. Precisei acelerar outras unidades que estavam em obra, precisei dividir o presídio e reconstruir um lado para depois (reconstruir outro). Foi um período que nós passamos em 2016, e 2017 principalmente, e ainda em 2018, reconstruindo o sistema, fazendo concurso público para ter mais agente. Fomos nos preparando para chegar até este momento de tomada de decisão. Temos um sistema melhor, temos mais agentes penitenciários, temos condições de ter controle dentro do sistema, então vamos tomar a decisão.

Os presídios no Ceará têm estrutura para evitar por exemplo uma guerra interna entre facções que eventualmente ocorra?

O que posso garantir é que temos presídios muito melhores do que tínhamos anteriormente. Estou construindo agora o primeiro presídio de segurança máxima do Ceará. Nós não temos presídio federal aqui. Pretendo inaugurar agora em junho. Estou acelerando. Estou construindo uma estrutura, aperfeiçoando a minha estrutura para garantir maior controle, que eu possa manter a disciplina, manter a lei dentro dos presídios.

Mas na estrutura como está hoje, o governo tem capacidade de manter o controle e evitar rebeliões, brigas e guerras internas entre as facções?

Até agora temos mantido. Temos controlado. Numa situação dessas em outro momento, poderia ter criado uma… Ao contrário, as únicas reações que tiveram foram de fora. Mas isso não quer dizer que não possa acontecer. É imprevisível.

Queria finalizar perguntando sobre o Mauro Albuquerque, que o sr. citou. O governo vai continuar endossando essa declaração dele, de que não reconhece facções?

Eu dei toda a autonomia para o Mauro trabalhar e fazer suas ações e suas estratégias dentro do que diz a lei e do que diz a Lei de Execução Penal dentro do sistema. Ele tem tido todo o meu apoio para que possa fazer. E acho que isso pode servir até de exemplo para o Brasil e para outros Estados brasileiros neste momento em que o Ceará enfrenta esta situação.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Educação

Com repasse do Estado atrasado, faculdades em Goiás não renovam Bolsa Universitária

A OVG não estaria fazendo o repasse da verba da Bolsa Universitária às instituições há oito meses.

Por Ton Paulo
11/01/2019, 08h17

Com a proximidade do início do período letivo nas faculdades e universidades em Goiás, aumenta a apreensão dos estudantes universitários que dependem do desconto concedido através da Bolsa Universitária para estudar. Isso porque o programa, pertencente à Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), não realiza o repasse da verba para as instituições há cerca de oito meses, fato que fez com que mais de 80% delas ainda não encaminhasse a documentação necessária à OVG para a renovação da parceria.

Devido à alta abstenção das instituições de Ensino Superior na manutenção do programa – 81,1% das que estão credenciadas no Bolsa Universitária ainda não entregaram a documentação -, que atualmente atende 26,4 mil universitários, a OVG anunciou a prorrogação do prazo para o encaminhamento dos documentos pedidos para a realização da renovação da parceria, uma vez que o período para recadastramento deveria ter se encerrado na última quinta-feira (10/1).

A possibilidade da não renovação dos acordos é motivada pela falta de repasses por parte do programa que deve R$ 76,3 milhões para universidades e faculdades de Goiás. O valor corresponde ao período de oito meses de atraso.

Em seu site, a OVG divulgou 16 Instituições de Ensino Superior (IES) já entregaram o documento e outras dez entraram em contato com o programa informando que vão fazer o credenciamento nos próximos dias. O procedimento, feito uma vez por ano, é obrigatório. Somente as universidades e faculdades credenciadas podem receber bolsistas.

As IES têm feito a renovação das matrículas dos estudantes, entretanto, ressalvam os contratos com a informação de que não garantem a Bolsa Universitária e que, caso não haja a concessão do benefício, o aluno deve arcar com o total das mensalidades. Em algumas, o aluno precisa assinar um termo de ciência onde se compromete a ressarcir a instituição do valor descontado caso a bolsa não venha a ser concedida.

Na semana passada (3/1), o Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Educação Superior do Estado de Goiás (Semesg) orientou as IES a ainda não renovar o termo de adesão com a OVG.

Segundo o presidente do sindicato, Jorge de Jesus Bernardo, “a orientação é esperar a posição do novo governo sobre o futuro do Programa Bolsa Universitária”.

Em nota, OVG comenta situação da Bolsa Universitária e fala em “caos administrativo no Estado”

Em nota, a assessoria da OVG disse que tem trabalhado para buscar alternativas para as “incontáveis dívidas encontradas” no Estado, que incluem a Bolsa Universitária.

A primeira-dama e presidente de honra da OVG, Gracinha Caiado, reafirmou que o valor deixado em aberto pelo governo passado com as faculdades e universidades conveniadas com a Bolsa Universitária chega a R$ 76,3 milhões.

Veja abaixo a nota na íntegra:

Nota de esclarecimento

A primeira-dama e presidente de honra da OVG, Gracinha Caiado, reafirma que o valor deixado em aberto pelo governo passado com as faculdades e universidades conveniadas com a Bolsa Universitária chega a R$ 76,3 milhões. Ate janeiro de 2019, acumulam-se oito meses de atraso com 85 instituições credenciadas.

Desde que assumiu o Estado, o governador Ronaldo Caiado tem trabalhado incessantemente para buscar alternativas às incontáveis dívidas encontradas.

Na última segunda-feira, 7, houve um encontro entre o governador, a primeira-dama e a secretária da Fazenda, Cristiane Alkmin, para discutir a situação da Bolsa Universitária. Na próxima semana, uma nova agenda será marcada.

A OVG volta a orientar os 26,4 mil estudantes que recebem o benefício a se recadastrar normalmente, pois não haverá mudanças no programa.

Com relação ao prazo para as Instituições de Ensino Superior (IES) parceiras entregarem o Termo de Credenciamento, a entidade informa que foi prorrogado. As faculdades e universidades teriam que enviar o documento até o dia 10 de janeiro. Com a prorrogação, terão até sexta-feira da semana que vem, dia 18, para regularizar a situação.

Dezesseis IES já entregaram a documentação e outras dez entraram em contato com o programa informando que vão fazer o credenciamento nos próximos dias. O procedimento, feito uma vez por ano, é obrigatório. Somente as universidades e faculdades credenciadas podem receber bolsistas.

Por fim, é público e notório o caos administrativo pelo qual passa Goiás. O governo passado sequer deixou recursos suficientes para pagar o salário dos servidores, os hospitais estaduais têm fechado as portas por falta de repasses, as estradas estão destruídas e o rombo das contas públicas chega a R$ 3,4 bilhões.

Vale ressaltar ainda que o recurso que financia a Bolsa Universitária advém da arrecadação de ICMS, por meio do fundo Protege (Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás), e foi indevidamente utilizado para outras finalidades pela gestão passada.

Assim como acontece em todos os órgãos, haverá uma auditoria nas contas, contratos e convênios da OVG.”

Via: O Popular 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Mundo

Paraguai rompe relações diplomáticas com a Venezuela

Anúncio aconteceu após o presidente Nicolás Maduro assumir o segundo mandato na Venezuela.
11/01/2019, 09h10

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, anunciou nesta quinta-feira, 10, o rompimento das relações diplomáticas com a Venezuela. A decisão foi anunciada logo após a posse do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

A ruptura envolve o fechamento da Embaixada do Paraguai em Caracas e a retirada imediata dos diplomatas. Além disso, foi anunciado o cancelamento de um acordo de vistos com a Venezuela – o que, segundo o governo paraguaio, afetará apenas funcionários do regime.

Benítez lembrou que, como membro do Grupo de Lima, o Paraguai não reconhece o resultado da última eleição na Venezuela, falando em “um processo eleitoral ilegítimo”. Em nota, a chancelaria paraguaia informou que a crise política na Venezuela “é de índole interna e cabe aos próprios venezuelanos resolvê-la”.

“Ordenei o fechamento de nossa embaixada e a retirada imediata de pessoal diplomático do Paraguai acreditado na Venezuela”, disse Abdo Benítez. O presidente paraguaio ressaltou ainda que a decisão tem como base o fato de Assunção não reconhecer o novo mandato de Maduro, que seria “resultado de um processo eleitoral ilegítimo”.

Para Abdo Benítez, os líderes políticos da região deveriam adotar medidas que protejam o povo e a democracia venezuelanos. “A causa da liberdade, da democracia, a causa da Venezuela é uma causa justa”, afirmou o paraguaio.

Na semana passada, o Grupo de Lima anunciou que não reconheceria o governo venezuelano se o presidente Maduro assumisse um novo mandato de seis anos. O único país do grupo que não apoiou a decisão foi o México, governado pelo esquerdista Andrés Manuel López Obrador.

O Grupo de Lima foi criado em 2017 por iniciativa do governo peruano e com o objetivo de pressionar pelo restabelecimento da democracia na Venezuela. O Equador, que integra o grupo, anunciou nesta quinta que também retirou seu embaixador de Caracas. No entanto, o governo do presidente equatoriano, Lenín Moreno, garantiu que não rompeu relações com a Venezuela. (Com agências internacionais).

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Dois homens morrem após tentativa de roubo, em Senador Canedo

Tentativa de roubo ocorreu no setor Monte Cristo, na tarde de ontem (10/1). Um dos suspeito foi atingido por tiros do morador da casa que seria roubada. O outro homem foi baleado pela PM em confronto.
11/01/2019, 10h07

Uma tentativa de roubo no Setor Monte Cristo em Senador Canedo, na tarde de ontem (10/1) terminou com a  morte de dois homens. Conforme informações de testemunhas,  os homens armados anunciaram o roubo em uma residência e o morador reagiu, baleando um dos suspeitos.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e socorreu a vítima.  Ele foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde não resistiu aos ferimentos e morreu. O outro assaltante fugiu para uma mata próxima à casa, porém depois foi  achado pela Polícia Militar (PM).  

Conforme  a assessoria de imprensa da Polícia Militar, ao se deparar com os policiais o suspeito efetuou vários disparos de arma de fogo. Todavia, durante o confronto ele foi alvejado por tiros disparados pela PM, que revidaram para se defender.  O homem foi socorrido pelo SAMU, mas também acabou morrendo.

Homem morre ao trocar tiros com a PM, após tentativa de roubo, em Goiânia

Durante um troca de tiros com a PM, no dia 20 de outubro, no Setor dos Funcionários, em Goiânia, um homem foi morto. Conforme informaçōes  da PM ao Portal Dia Online, os policias foram chamados para atender uma ocorrência de roubo, em um estabelecimento comercial na região, onde o suspeito ameaçava a proprietária do comércio com uma arma de fogo.

O indivíduo ao ver que a polícia se aproximava fugiu do local em um carro Volkswagen/Gol de cor branca roubado. Os policias acompanharam o suspeito que bateu o veículo de frente com um muro durante a fuga.

Ao descer do carro o homem começou a disparar contra os policias, usando um revólver calibre 38.  De acordo com a PM, para se proteger as equipes revidaram os tiros e conseguiram alvejar o suspeito. O homem chegou a ser socorrido e encaminhado para o hospital, porém não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo a polícia, o indivíduo morto, que ameaçou a comerciante durante a tentativa de assalto usava documentos falsos. Além disso, a PM informou que  ele tinha uma ficha criminal extensa om passagens por tráfico de drogas, receptação e ameaça.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Trabalhador morre afogado ao cair com carro em represa, em Goianésia

O homem voltava do almoço e trabalhava numa plantação de soja, quando perdeu o controle do carro e acabou caindo na represa, em Goianésia.

Por Ton Paulo
11/01/2019, 10h21

Um homem de 37 anos que trabalhava num plantio de soja próximo a uma usina, no município de Goianésia, a 170 quilômetros de Goiânia, na tarde da última quinta-feira (10/1), morreu ao cair com o carro que conduzia em uma represa. Ao que tudo indica, Cleiton Severino do Nascimento teve morte por afogamento.

De acordo com informações apuradas pelo Dia Online, Cleiton morava no Bairro Bougainville, região leste de Goianésia, e trabalhava junto com um grupo numa plantação de soja numa região rural. Ele morreu na tarde desta quinta-feira, por volta de 12h30, quando voltava do almoço, após o veículo que ele conduzia cair em uma represa na Fazenda Esplanada, entre Goianésia e o município de Vila Propício.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros de Goianésia, Cleiton e um grupo de trabalhadores haviam ido para um vilarejo chamado na região de Gaiola, para almoçar. Na volta, Cleiton decidiu ir sozinho na frente, em um Uno Mille Cinza, enquanto os outros foram logo depois, em um caminhão. Um sargento do Corpo de Bombeiros conta que, como Cleiton não chegava, mesmo tendo partido na frente, os amigos, então, resolveram refazer o caminho para procurá-lo.

Trabalhador morre afogado ao cair com carro em represa, em Goianésia
Foto: Corpo de Bombeiros

Foram os sinais às margens de uma represa que denunciou o que havia acontecido. “Os homens viram o capim amassada na beira da represa e estranharam. Foi quando resolveram entrar na água para procurar pelo amigo”, conta um bombeiro ao Dia Online.

O carro foi encontrado com Cleiton dentro, já sem vida.

Homem que morreu afogado em represa de Goianésia pode ter sofrido “mal súbito”

Como Cleiton não havia ingerido bebida alcóolica, como confirmado pelos bombeiros, a hipótese trabalhada é a de que vítima trafegava pela estrada vicinal no meio de um canavial da empresa Jalles Machado, onde foi encontrado, quando perdeu o controle do veículo e caiu dentro da represa. Como os vidros das portas da frente estavam abertos, rapidamente o carro submergiu não dando chances à vítima para sair do interior do veículo fazendo com que ele morresse afogado.

Após ser acionado, o Corpo de Bombeiros de Goianésia, através do ST Junior, SGT Osman, CB Miguel, CB Borges e SD Luiz Carlos, deslocou ao local e realizou a retirada do corpo de Cleiton Severino de dentro do veículo. Em seguida, com a ajuda de um caminhão munck o carro foi retirado de dentro da represa.

O corpo da vítima foi entregue ao Instituto Médico Legal – IML – de Goianésia após realização de perícia. As causas concretas do acidente só serão definidas depois da realização de exames cadavéricos, no entanto, tudo indica que Cleiton tenha sofrido um mal súbito antes de cair na represa uma vez que havia sinais de zigue-zague na pista.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.