Brasil

Menino estava trancado há mais de 10 dias em quarto, para suposto ritual religioso, em Brasília

Em seu relato à polícia, o menino conta que o próximo passo do ritual, seria ele ser abusado sexualmente.
11/01/2019, 15h03

Um menino de 12 anos foi encontrado pelo pai em um Centro Espírita de Brasília, depois de ficar mais de uma semana trancada dentro de um quarto, num suposto ritual religioso. O caso só foi descoberto pelo pai da criança, que estranhou não encontrar a criança durante esse período e buscou informações sobre o que estava acontecendo com o filho.

Conforme matéria publicada pelo G1, a mãe do menino foi a responsável por levá-lo para o Centro Espírita em que ele foi encontrado pelo pai. De acordo com a matéria, o homem, que é separado da mãe do menino, e a atual esposa, notaram a ausência do menino, que há 15 dias não ia na escola, e foi à casa da ex-mulher em busca de informações. A mesma informou que o filho estava em uma fazenda do Centro Espírita, pois passava por problemas psicológicos, mas não iria repassar o endereço.

Em posse das informações, o pai do menino investigou até descobrir onde era a fazenda que o filho estava internado. Ele encontrou o adolescente, que estava trancado há 15 dias em um quarto do centro, com as roupas molhadas e mofadas.

O menino em seu depoimento para polícia contou que o primeiro passo para o ritual era raspar a cabeça e que eles eram obrigados a tomar um banho gelado, e que todas as pessoas lá são obrigadas a cumprir essa regra. A criança afirmou também que chegou a ficar mais de 10 horas sem comer e que só podia comer arroz com frango, sem sal e sem tempero.

No próximo passo do suposto ritual religioso, o menino seria abusado sexualmente

Segundo o relato do menino à polícia, após ser mantido trancado, tomando banho gelado e de ter ficado mais de dez horas sem alimentação durante esse período, o próximo passo do ritual seria, segundo o menino, ele ser abusado sexualmente por um dos responsáveis do centro.

Após constatar que o menino estava sendo mantido trancado durante esse período, e que a mãe foi a responsável por levá-lo para o centro, para participar do suposto ritual. O Conselho Tutelar elaborou um relatório considerando que outras pessoas podem ter passado pelo mesmo sofrimento da criança e entregou um termo de responsabilidade para o pai do garoto. No entanto, a mãe procurou a Vara da Infância que lhe devolveu a guarda do menino.

Via: G1 
Imagens: G1 

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