Política

Villas Bôas deixa o Exército e vira consultor do GSI

12/01/2019, 11h08

O general Eduardo Villas Bôas deixou ontem o comando do Exército, após quase quatro anos no posto, e vai assumir a função de assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), no Palácio do Planalto. Villas Bôas deve iniciar o novo trabalho a partir de fevereiro, a convite do ministro da pasta, general da reserva Augusto Heleno, de quem é amigo.

O governo quer aproveitar a experiência de Villas Bôas como uma espécie de consultor de Heleno, que, por sua vez, é um dos principais conselheiros do presidente Jair Bolsonaro. Tecnicamente, o GSI é responsável pela segurança do presidente e por ações de inteligência e estratégia do governo. Na prática, a pasta ganhou mais força na atual gestão – Heleno exerce influência em decisões estratégicas em diversas áreas.

Villas Bôas também possui boa relação com Bolsonaro. Ontem, na cerimônia de transmissão do cargo ao sucessor, general Edson Leal Pujol, ele se emocionou ao receber um abraço do presidente. Bolsonaro e a primeira-dama, Michelle, foram os primeiros saudados no discurso do general, para quem o Brasil festeja a chegada deles ao Planalto.

“O senhor traz a necessária renovação e a liberação das amarras ideológicas que sequestraram o livre-pensar, embotaram o discernimento e induziram a um pensamento único, nefasto, como assinala o jornalista americano Walter Lippman, ‘quando todos pensam da mesma maneira, é porque ninguém está pensando'”, disse o mestre de cerimônias que leu o discurso de Villas Bôas. Debilitado por uma doença degenerativa, o general se poupou na cerimônia, fez uma saudação inicial e voltou a falar apenas na hora de transmitir o cargo a Pujol.

Um dia após assumir a Presidência, Bolsonaro havia citado Villas Bôas como um dos responsáveis por sua chegada ao Planalto. “O que nós já conversamos morrerá entre nós. O senhor é um dos responsáveis por eu estar aqui”, afirmou o presidente, durante a transmissão de cargo do ministro da Defesa, Fernando Azevedo.

‘Instabilidades’

Na cerimônia de ontem, Azevedo citou a instabilidade política que marcou os quatro anos em que o general comandou a força, sem falar abertamente sobre o processo de impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff e as eleições de 2018. Ele afirmou que a passagem de Villas Bôas ocorreu “num tempo que guarda as marcas das instabilidades que colocaram à prova a maturidade das instituições democráticas brasileiras, incluídas as Forças Armadas”.

“O general Villas Bôas é reconhecido pelo carisma de líder equilibrado. Mas o seu grande feito não pode ser medido com olhos rasos. A maior entrega deste comandante foi o que ele conseguiu evitar. Foram tempos que colocaram à prova a postura do Exército como organismo de Estado, isento da política e obediente ao regramento democrático”, disse o ministro da Defesa.

Em abril do ano passado, porém, Villas Bôas se envolveu em uma polêmica ao fazer, na véspera do julgamento de um habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal, um post no Twitter repudiando a “impunidade” e dizendo que o Exército estava “atento às missões institucionais” (mais informações nesta página).

Villas Bôas classificou 2018 como um ano de “acontecimentos desafiadores para as instituições e até mesmo para a identidade nacional” e destacou o protagonismo de três personalidades para que o País “voltasse ao rumo normal”: Bolsonaro, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o interventor no Rio, general Walter Souza Braga Netto.

O general fez reconhecimentos a Dilma e a Michel Temer. A petista o indicou para o cargo, e o emedebista o manteve. Apesar disso, fez reclamações por constantes cortes de verbas nos últimos anos. Ele também destacou o papel da imprensa no aperfeiçoamento institucional e citou jornalistas do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Motorista bêbado provoca acidente na BR 153, em Estrela do Norte

Homem embriagado que estava em um carro de passeio, bateu nô ônibus que transportava a delegação do Clube do Remo de Belém do Pará. Ninguém ficou ferido.
12/01/2019, 11h17

Um motorista bêbado provocou um acidente na noite de ontem (11/1) na BR 153, km 130, município de Estrela do Norte. Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o condutor que estava em um carro de passeio bateu nô ônibus que transportava a delegação do Clube do Remo.

Conforme a PRF, o ônibus que se envolveu no acidente voltava com o time da Copa São Paulo de futebol Júnior, para Belém-Pará. Durante o percurso, no quilômetro 130 da rodovia, o ônibus bateu na lateral de um VW Gol, que inesperadamente entrou na pista.

Motorista bêbado foi detido e encaminhado para delegacia de Porangatu

O homem de 42 anos, condutor que viajava no carro foi submetido ao teste do bafômetro e foi reprovado com teor alcoólico de 1.44 mg/l. Ele foi detido e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Porangatu, onde foi atuado por embriaguez ao volante.

No ônibus estavam dois motoristas e 25 membros do time de futebol do estado de Belém. De acordo com a PRF, ninguém ficou ferido.

Homem embriagado causa acidente e motociclista morre em Goiás

Um motorista embriagado provocou um acidente no dia (3/10) por volta de 5h, na BR-364, entre São Simão e Cachoeira Alta, Região Sul de Goiás. A vitima fatal foi um motociclista, 27 anos,  que trabalhava em um laticínio da região e não tinha Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O condutor do carro que dirigia um Ford Fusion, atingiu o motociclista na traseira e o lançou a mais de 50 metros distante de sua moto. Para a equipe da Policia Rodoviária Federal (PRF), ele contou que não viu o motoqueiro e que após a colisão ele desceu do carro e viu a vítima caída no chão.

No teste de bafômetro, ele foi reprovado por 0,35 miligramas de álcool por litro consumidos. Na ocasião, foi levado detido pelos policias da PRF para a delegacia de São Simão.

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Brasil

Torre de energia e concessionária de veículos sofrem ataques no Ceará

Fios de alta tensão da torre de 500 KV, da empresa Sistema de Transmissão Nordeste (STN), ficaram espalhados na rodovia que conecta Fortaleza a municípios da região metropolitana.
12/01/2019, 13h16

Uma torre de transmissão de energia elétrica foi derrubada no Anel Viário em Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza, na madrugada deste sábado, 12. Houve relatos de oscilação e queda de energia em municípios da Grande Fortaleza, como Maracanaú e Maranguape. Em Fortaleza, também nesta madrugada, uma concessionária na Avenida Washington Soares foi atingida por um artefato explosivo.

Fios de alta tensão da torre de 500 KV, da empresa Sistema de Transmissão Nordeste (STN), ficaram espalhados na rodovia que conecta Fortaleza a municípios da região metropolitana. A polícia esteve no local ainda durante a madrugada. Não há registros de feridos nas ocorrências.

A série de ataques violentos no Ceará chegou ao 11º dia. O número de suspeitos capturados por envolvimento com os atentados chegou a 330, entre adultos e adolescentes, segundo balanço atualizado nesta manhã pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

O ataque na concessionária ocorreu nas primeiras horas deste sábado, por volta das 5 horas. A explosão causou danos em parte do estabelecimento e em alguns veículos. Procurado, o estabelecimento não quis se manifestar. A SSPDS também foi procurada pelo Estado e informou que se posicionaria por nota.

A Enel Distribuição Ceará, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica do Estado, também foi procurada para se manifestar sobre a oscilação e queda de energia, mas ainda não havia respondido até a publicação desta reportagem.

Em nota no site, a empresa informa que desde o início da onda de violência a operação da empresa e o número de equipes nas ruas foram reduzidos “por motivo de segurança”. “Nos últimos dias, retomamos todos os serviços da companhia, porém nossas equipes estão evitando atuar em locais que apresentem risco à segurança de nossos colaboradores. Em alguns lugares, os serviços estão sendo realizados com apoio da Polícia Militar”, informa a empresa.

No Twitter, o ex-ministro da Segurança Raul Jungmann se manifestou sobre os atentados ocorridos na madrugada deste sábado no Ceará. Segundo ele, a situação no Estado é “mais que uma crise”. “É um ensaio do que está por vir”, afirmou.

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Goiás

Em Itaberaí, dois presos são mortos dentro de presídio

O caso foi encaminhado para a delegacia da Polícia Civil da cidade, para ser investigado.
12/01/2019, 13h18

Dois presos do presídio da cidade de Itaberaí, localizado  a 100 quilômetros de Goiânia, foram mortos na madrugada de hoje (12/1). Os corpos foram removidos pelo Instituto Médico Legal (IML) da Cidade de Goiás, para serem submetidos a exames  de necropsia para identificar as causas da morte.

Em nota, a Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP),  informou que o caso foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil do município para que comece as investigações. Além disso, afirmou que  “as providências administrativas e de segurança estão sendo tomadas para a apuração das responsabilidades e circunstâncias das mortes”.

A reportagem tentou contato com o delegado da cidade, responsável pelo caso. Todavia,  não teve sucesso até a publicação dessa matéria.

PC-GO discute medidas para redução de crimes em Itaberaí

Uma reunião foi realizada no dia (26/11) com delegados da Polícia Civil de Goiás, após onda de violência na cidade de Itaberaí.  O objetivo do encontro, seria a discussão de medidas para combater o crime no município.

Na ocasião, estiveram presentes o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes, o delegado-geral adjunto, Reinaldo Koshiyama e o superintendente de Polícia Judiciária, delegado André Ganga. Além do titular da 4ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), Manuel Leandro, a delegada titular da Delegacia de Polícia (DP) de Itaberaí, Josy Alves de Sousa Guimarães, e o sub-comandante da Polícia Miliar de Goiás, tenente-coronel Ricardo Rocha.

Presos são mortos em presídio de Águas Lindas de Goiás

Dois presos também foram mortos dentro da unidade prisional de  Águas Lindas de Goiás, localizado a 203 quilômetros de Goiânia. O caso aconteceu no dia (27/3) do ano passado.

De acordo com a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) os detentos Alex Araújo dos Santos, de 29 anos, e Eduardo Ferreira Pires, 27, foram atacadas por outros presos no banho de sol.  Por volta de 9 horas,  as vítimas sofreram golpes de objeto artesanal pontiagudo (chucho).

Os agentes do plantão tentaram intervir,  mas não conseguiram evitar o crime. Um inquérito policial foi aberto com o objetivo de identificar os autores.  Além disso, a DGAP determinou a abertura de sindicância para esclarecer os fatos.

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Economia

Sindicato dos servidores públicos pede bloqueio de R$ 60 milhões das contas de Goiás

A ação foi protocolada na 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e busca garantir o recebimento dos salários do mês de dezembro.
12/01/2019, 13h49

Os servidores públicos do Estado de Goiás correm atrás para receber o salário do mês de dezembro de 2018, pagamento que não foi efetuado pelo ex-governador José Eliton (PSDB) e deixou a pendência para o atual governador Ronaldo Caiado (DEM). A novela envolvendo o pagamento dos salários dos servidores ganhou um novo capítulo na última sexta-feira (11/1), através do pedido de mandado de segurança para bloquear R$ 60 milhões das contas do Estado, feito pelo Sindicato dos Funcionários do Fisco de Goiás (Sindfisco).

O pedido do Sindifisco busca garantir o pagamento do funcionalismo público do mês de dezembro. A ação foi protocolada na 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), e para propor o bloqueio das contas do Estado, o sindicato afirma que há dinheiro em caixa e que o prazo legal para o pagamento da folha é dia 10 de janeiro.

Pagamento dos salários dos servidores públicos do mês de janeiro

No início da semana, Ronaldo Caiado em uma live em sua página do facebook anunciou o pagamento do mês de janeiro do funcionalismo público. Conforme o governador, 80% dos salários devidos deste mês vão ser pagos no próximo dia (25/1) e os outros 30% no mais tardar até o dia 30 de janeiro. Em relação aos salários dos servidores públicos do mês de dezembro, Caiado chegou a pedir ajuda aos prefeitos para garantir a alimentação e os medicamentos aos servidores, até quitar os salários dos funcionários públicos do mês de dezembro.

Decreto do calote

Após as eleições de outubro de 2018, quando foi derrotado ainda no primeiro turno, o ex-governador José Eliton (PSDB) assinou um decreto que o desobrigava a pagar os salários dos servidores dentro do mês trabalhado. O decreto foi apelidado de decreto do calote por Caiado que criticou a atitude do então governador através das redes sociais. Por meio do decreto, o ex-governador não empenhou a folha salarial dos servidores do mês de dezembro, que seguem sem receber.

Via: O Popular 

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