Brasil

Rotina de medo marca início do ano em Fortaleza

13/01/2019, 09h52

O início de 2019 tem sido de violência nas ruas de Fortaleza e no interior do Ceará. Em menos de duas semanas, já foram cerca de 200 ataques a prédios, viadutos e veículos, em pelo menos 43 dos 184 municípios do Estado. Ontem, criminosos atacaram uma torre de transmissão de energia elétrica e a polícia apreendeu 5 toneladas de explosivos. No total, 330 suspeitos, incluindo adolescentes, foram detidos pelos crimes.

A onda de vandalismo é liderada por facções criminosas, insatisfeitas com medidas de endurecimento do sistema penitenciário local. O aumento do rigor nas prisões é defendido pelo governador Camilo Santana (PT), que ordenou até a retirada de tomadas elétricas nas celas, para evitar o uso de celulares.

Para conter o vandalismo, mais policiais foram levados às ruas. Houve até escolta da PM para garantir serviços essenciais, como o transporte público e a coleta de lixo. Na madrugada de ontem, criminosos derrubaram uma torre de transmissão de energia elétrica no Anel Viário em Maracanaú, na região metropolitana. Houve relatos de oscilação de energia na área, o que a Enel Distribuição Ceará nega. Na capital, a polícia encontrou 5 toneladas de explosivos, prendeu cinco suspeitos e deteve um adolescente.

Força Nacional. Com a gravidade da crise, o Estado recorreu ao ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, que enviou mais de 400 agentes da Força Nacional. A chegada da tropa federal, na semana passada, reduziu o número de ocorrências, mas ainda não conseguiu acabar com elas.

A rotina da quinta cidade mais populosa do País, com 2,6 milhões de habitantes, é de medo, como contam as pessoas ouvidas na semana passada pelo Estado (mais informações nesta página). Comerciantes da periferia de Fortaleza receberam ordens de fechar as portas mais cedo.

A circulação dos ônibus da cidade foi afetada, com corte de até 30% da frota. Estudantes e trabalhadores que têm atividades nos municípios vizinhos precisaram se reorganizar para garantir a própria segurança.

Mas não foram só os moradores que tiveram de se adaptar. Por ano, o Estado recebe 3 milhões de turistas, muitos de fora do País. Há visitantes que, com a viagem planejada há tempos, decidiram manter o passeio. Mas evitam sair à noite ou circular de ônibus e não se afastam da orla da Beira-Mar, o cartão-postal da cidade.

Depoimentos

Dormimos duas noites no carro

Dulcineia Alves, comerciante de 58 anos

“Não costumo ver TV há anos e demorei a saber dos ataques. Comecei a ter medo na terça, quando teve ameaça de bomba no Hospital Walter Cantídio, da Universidade Federal do Ceará, e o diretor liberou os funcionários mais cedo. Eles são os meus clientes, né?

Vi todo mundo indo embora, com medo de o prédio explodir: médicos, enfermeiras, funcionários e os pacientes do hospital. Naquele dia, o padre da capela do hospital me deu um terço de Roma, benzido pelo papa. Fiquei a noite inteira rezando – só nos resta rezar.

Ouvi sobre toque de recolher no bairro da Bela Vista, mas pensava que o governador ou a polícia tinha pedido para fechar o comércio. Minha filha disse: “Mãe, é gente do crime organizado que manda fechar. Se virem coisa aberta, tacam fogo”. Fiquei com medo de alguém tocar fogo no meu ponto. É minha vida, estou aqui há 30 e poucos anos. Não ia aguentar ver meu trabalho queimado.

Chegou quarta e abri só à tarde. Dois PMs ficaram fixos em frente ao hospital, mas à noite tive medo. Apaguei a luz do meu ponto, coloquei as roupas mais para perto.

Decidi dormir no carro com meu marido porque saio depois de meia-noite e tive medo de ir de carro para casa. Dormimos duas noites no carro. Só fui em casa de manhã para tomar banho. Ele ficou. O movimento caiu muito. Vendo quatro bolos moles por dia, mas só tenho vendido um. Pelo movimento baixo e o medo, não trabalho neste fim de semana. Segunda a gente vê o que faz”

Tem o estresse, mas é preciso estar alerta

José Carlos (nome fictício), policial militar de 32 anos

“O impacto (na vida) é total. A imprensa daqui não divulga até para não gerar caos, mas o primeiro setor a ser ameaçado foi a polícia, com risco de ataques a viaturas e contêineres onde ficam algumas unidades policiais, além do policiamento a pé e em geral. Homens que queriam destruir postes e uma viatura chegaram a trocar tiros há quase duas semanas. Mas contra mim, contra alguém que conheço, não aconteceu.

As ameaças fez nossa rotina mudar. Altero as rotas que faço para casa para o caso de estar sendo seguido. Eu trabalho em uma favela, vai que algum olheiro me persegue?

Tenho ficado estressado, é preciso estar mais alerta. Também tem a questão psicológica, de como o estresse altera a vida. É muito cansaço.

A rotina de trabalho mudou também. A gente estava trabalhando dentro dos ônibus por dez horas ininterruptas… Aumentou – e muito – a quantidade de horas de trabalho. Eu já tinha trabalhado cinco dias, fazendo o policiamento normal, e nas folgas que eu deveria tirar me escalaram para operação em ônibus. É estressante.

Tenho uma filha pequena e quando chego em casa tento esquecer o máximo que posso, mas a situação acaba refletindo, principalmente no sono. Você fica indisposto. Muda também a energia e a disposição para fazer as coisas. Acabo não tendo disposição física porque a questão mental estressa demais e o corpo não responde. De qualquer forma, ainda tento brincar com a minha filha, conversar com a minha esposa e com os meus pais. E como sou cristão, acabo fazendo também minhas orações.

Numa visão mais abrangente, é claro que há todo o esforço da gente, mas sei que é um momento ímpar da segurança pública do nosso Estado. Acho importante participar e contribuir de alguma forma. Sou servidor público e estou aqui para servir.

Espero que o Estado não dê um passo para trás, não desista. Este é um momento único para que se resolva logo esse problema e que todos – o cidadão, à polícia, o agente penitenciário – possam se sentir em paz. Porque é uma cadeia, né? Acaba atingindo a todos.

* Procurado, o governo disse que o período de descanso dos PMs é “bem maior do que o relatado” e que os agentes lancham e descansam antes de retornar aos coletivos.”

Encaramos e não nos arrependemos

Vera Torres, de 49 anos, gerente administrativa; Urias Castro,

de 50, eletrotécnico; Yasmin, de 18, e Thyago, de 15, estudantes

“Não temos saído à noite. Não ficamos mexendo no celular na rua, dando bobeira. Não andamos na periferia nem em lugares muito afastados da região da orla da Beira-Mar. No máximo, vamos até um shopping ou lugar mais fechado. Como viemos de carro de Petrolina (PE), onde moramos, optamos por táxi e Uber só se formos tomar bebida alcoólica. Mas, em geral, fazemos tudo com o nosso carro.

Pensamos em desistir da viagem, cancelar, mas havíamos comprado com alguma antecedência. Então, acabamos vindo. E só temos janeiro para viajar, por causa das férias escolares e do nosso trabalho. Era a oportunidade de estarmos juntos.

Resolvemos encarar e não nos arrependemos. Não presenciamos assalto nem nenhuma situação de violência, mas também estamos tomando bastante cuidado.”

‘Vida não para, mas é afetada’

Carolinna Sales, de 23 anos, universitária em Acarape

“A reitoria da Unilab (Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira) ficou receosa por conta dos ataques e, com os transportes cancelados, muitos servidores e alunos não puderam ir.

Para chegar à Unilab, que no Ceará fica nos municípios de Redenção e Acarape (a 60 quilômetros de Fortaleza), há opções de ônibus rodoviário e metropolitano, e as rotas foram diminuídas. Há também os que vão de ônibus particular ou van, e os donos das frotas não quiseram ir. Traduzindo: prejuízo para todos.

Perdi duas provas e uma semana inteira de aula, mas acredito que foi uma decisão sensata da reitoria decretar recesso. Não há condições de nos expormos na situação que está. Espero haver possibilidade de voltarmos na próxima semana.

Enquanto isso, a gente fica receoso e temeroso de sair de casa. Meu pai e meu irmão tiveram de trabalhar; minha irmã foi para a faculdade porque as aulas não foram canceladas. A vida não para por conta disso, mas é algo que afeta – e muito – a rotina de todos.

Você se sente impotente. A palavra principal disso tudo, além do medo, é a impotência de não poder resolver a situação e ficar refém da onda de ataques. Pensamos que está tão distante. Não está. Meu pai e a minha irmã estavam parados num semáforo, quando iam ao mercado, e viram um carro explodir no posto de gasolina. Poderia ter machucado alguém, ou os dois.

É como se a tristeza tivesse tomado de conta do nosso Estado. E isso é muito ruim.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Cabeça humana marcada com código é encontrada em frente a shopping, em Goiânia

Corpo ainda não foi encontrado. Caso está sendo investigado pela Polícia Civil (PC).

Por Ton Paulo
13/01/2019, 12h57

Uma cabeça humana com um código marcado na testa foi encontrada no início da manhã deste domingo (13/1), na calçada de um shopping da região norte de Goiânia. A cabeça, de um homem adulto, foi achada por um pedestre que acionou a Polícia Militar (PM). Caso está sendo investigado pela Polícia Civil (PC).

Segundo informações da PC a um jornal local, a cabeça foi encontrada por volta de 8h30 de hoje, domingo, na calçada em frente ao Shopping Passeio das Águas, na Avenida Perimetral Norte, em Goiânia, por um pedestre que passava pelo local. A cabeça, que aparenta ser de um homem de aproximados 30 anos, tinha um código marcado na testa com as iniciais “TD2”.

Conforme apurado pela reportagem do Dia Online, o código seria uma gíria, abreviação de “Tudo Dois”, que significa “tudo tranquilo, tudo na paz”.

A cabeça, que foi encontrada no início da manhã, foi recolhida pelo Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia. Segundo informações da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), ela estava próxima ao meio-fio da via, na calçada do shopping, com cortes na testa gravando a sigla mencionada.

Após encontrar a cabeça, o pedestre acionou a PM, que, por meio do 9º Batalhão, compareceu ao local e isolou a área até a chegada das equipes das polícias Civil e Técnico-Científica.

Conforme a DIH, o restante do corpo da vítima não foi localizado após buscas nas imediações.

A cabeça foi levada ao IML e, segundo o órgão, não havia sido identificada até o final da manhã deste domingo.

ATUALIZAÇÃO: A Polícia Civil identificou a cabeça como sendo de Erivaldo Ferreira da Rocha, de 33 anos. 

Em breve mais informações.

Cabeça humana encontrada pode estar relacionada ao tráfico

Embora nada tenha sido confirmado pela PC até o momento, a hipótese mais provável é que o caso da cabeça humana encontrada em frente ao shopping seja uma execução de origem do tráfico, uma vez que a sigla “td2” é comumente usada por gangues e facções.

Via: G1 

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Política

Em mês de recesso, deputados contratam 124 assessores

As nomeações foram publicadas nas edições do Diário Oficial da União (DOU) do dia 2 até sexta-feira.
13/01/2019, 14h52

A menos de um mês para o fim do atual mandato, deputados federais que não se reelegeram nomearam 124 assessores para trabalhar em seus gabinetes na Câmara. A maioria das contratações – 74 – foi feita por suplentes que assumiram seus postos no início do mês e ficarão só até o dia 31 no cargo. As nomeações foram publicadas nas edições do Diário Oficial da União (DOU) do dia 2 até sexta-feira.

No curto período em que ficarão lotados nos gabinetes, os assessores não terão muito o que fazer, pois a Câmara está em recesso, sem atividades ou votações em plenário e em comissões. A maioria dos deputados está fora de Brasília. Nesta época, é comum parlamentares darem férias para os funcionários e manterem uma estrutura mínima na Casa para serviços como atendimento ao público.

Como o cargo de secretário parlamentar – o nome oficial do posto – é de confiança, cada deputado é livre para escolher quem quiser. Cada parlamentar pode nomear até 25 assessores para trabalhar em Brasília ou em seu Estado, com salários entre R$ 980,98 e R$ 15.022,32.

Campeão

O recordista de nomeações é o suplente Gustavo Mitre (PHS-MG), que colocou em seu gabinete 22 secretários parlamentares. Mitre assumiu a vaga no lugar de Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), nomeado como ministro do Turismo. Segundo ele, os assessores nomeados haviam sido exonerados no fim de 2018, quando o titular renunciou ao mandato.

“Resolvi trabalhar neste mês, mesmo sendo recesso, porque queria tentar de fato ser um bom representante e deixar o meu eleitor orgulhoso”, disse Mitre, que em fevereiro trocará a Câmara pela Assembleia Legislativa de Minas, para onde foi eleito. Ele tem usado seu mês como deputado federal para tentar fazer contatos em ministérios.

Já Marfiza Galvão (PSD-AC) nomeou dez assessores para a sua equipe. Ela assumiu o mandato no dia 2, após o titular da vaga, Rocha (PSDB), renunciar para tomar posse como vice-governador do Acre. “Resolvi assumir o mandato quando fui convocada porque, se não fosse eu, alguém ia assumir. Entendo que é recesso, mas o povo que votou em mim está na expectativa de que eu faça algo em Brasília, trabalhando”, afirmou.

Marfiza é mulher do senador reeleito Sérgio Petecão (PSD-AC). Mesmo que apresente algum projeto no período, o destino será o arquivo antes mesmo de ser votado, como ocorre com as propostas no fim do mandato. A sua esperança é que algum deputado da próxima legislatura adote suas ideias.

O suplente Giovanni Queiroz (PDT-PA), que nomeou dois assessores, também quer deixar propostas. “Mesmo com pouco tempo, quero fazer muito. Trouxe 15 itens que vou deixar como projetos, decretos e outros tipos de legislação. Poderia contratar 25 assessores, mas nomeei dois e vou nomear mais dois para me ajudar. Dispensei meu salário e auxílio-moradia.”

O também estreante no Congresso, Júnior Coringa (PSD-MS), assumiu o mandato na vaga deixada pelo agora ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS). Ele manteve parte dos funcionários antigos do gabinete e nomeou outros nove para atuarem na capital e em Campo Grande, sua cidade. “Eles vão ouvir a população”, disse.

Remuneração

Além do salário proporcional aos dias trabalhados, os assessores nomeados terão direito a benefícios como auxílio-alimentação e auxílio-transporte. Ao fim do período, também receberão os pagamentos referentes a férias e 13.º salário proporcionais. Ao todo, 40 deputados que não se reelegeram ou nem sequer concorreram em outubro nomearam assessores desde o início deste mês.

A reportagem procurou os demais suplentes que contrataram auxiliares, mas não obteve resposta. A Câmara afirmou que as nomeações ficam a critério do parlamentar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Duas crianças são atropeladas por caminhão e uma morre, em Nerópolis

A menina teve ferimentos no corpo, sendo encaminhada ao hospital, já o menino não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no local.

Por Ton Paulo
13/01/2019, 15h27

Um trágico acidente envolvendo duas crianças foi registrado no final da manhã deste domingo (13/1), em Nerópolis, região metropolitana de Goiânia. As duas crianças, uma menina de 10 e um menino de 8, foram atropelados por um caminhão na GO-080, quando o veículo de grande porte fazia uma curva. A menina teve ferimentos no corpo, sendo encaminhada ao hospital, já o menino não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no local.

De acordo com o Corpo de Bombeiros e em informações apuradas pela reportagem do Dia Online, o acidente ocorreu no cruzamento de uma avenida com a GO-080, na manhã deste domingo. As duas crianças, um menino e uma menina, estavam andando de bicicleta quando foram atingidos pela carreta que fazia uma curva na rodovia. Elas estavam sozinhas no momento do acidente.

A menina de aproximadamente 10 anos, que não teve o nome divulgado, foi socorrida com vida para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Já o menino de 8 anos que estava com ela, cujo nome também não foi divulgado, veio a óbito no local. Testemunhas afirmam que a carreta passou por cima da cabeça da criança.

Segundo informações de um jornal local, uma equipe de resgate do corpo de bombeiros compareceu no local do acidente, e o óbito do menino foi confirmado.

Caminhão que atropelou as duas crianças em Nerópolis fazia a transição de uma GO à outra

Ainda não há detalhes sobre como ocorreu o acidente, mas sabe-se que as duas criança estavam em uma bicicleta no momento do acontecido. Conforme apurado pela reportagem do Dia Online, o veículo de grande porte saía da GO-222 para entrar na GO-080 quando atingiu a bicicleta onde estavam as duas crianças.

Ainda de acordo com o veículo local, o lugar é bastante conhecido devido o número de acidente ocorrido ali.

A reportagem do Dia Online segue acompanhando o caso, e traz mais informações a qualquer instante.

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Goiás

"Você que é gordo, não venha no Hot Park", diz cliente barrado em parque por causa do peso

O homem, que revela ter 117 quilos, diz que comprou os ingressos pela internet mas foi impedido de utilizar os brinquedos por causa de seu peso.

Por Ton Paulo
13/01/2019, 17h25

Um vídeo compartilhado recentemente nas redes sociais tem levantado polêmica em torno do famoso parque aquático Hot Park, localizado no município de Rio Quente, a 170 quilômetros de Goiânia. No vídeo, um turista diz que foi impedido de ir nos brinquedos do parque por ser gordo. O homem, que revela ter 117 quilos, diz que comprou os ingressos pela internet e não obteve devolução do valor, mesmo não tendo, segundo ele, usufruído dos brinquedos.

O vídeo gravado por celular, que tem duração de 1 min, viralizou na internet e dividiu opiniões. Nele, um homem, identificado como Giuzimar Santos, com o Hot Park ao fundo, conta que mesmo em posse dos ingressos comprados pela internet, o que dá a ele o direito de ir nos brinquedos do parque, foi impedido de usá-los em razão de seu peso.

O homem, que seria de Comendador Gomes, Minas Gerais, conta que tem 117 quilos, e que a capacidade máxima alegada pelos funcionários do parque para a utilização dos brinquedos seria de 100 quilos. “Eu cheguei aqui e estou o dia inteirinho tentando brincar nos brinquedos daqui, só que é o seguinte: eu sou gordo, e aqui só aceita 100 quilos. Então eu não posso brincar”, diz.

O turista continua o relato dizendo que não recebeu nenhum aviso por parte do Hot Park sobre a capacidade máxima de peso para os brinquedos. “Lá no site não fala que gordo não brinca”, conta.

Em tom de indignação, o homem ainda faz um alerta: “Você que é gordo, não venha no Hot Park! Você não vai brincar nos brinquedos!”.

O vídeo é finalizado com o homem relatando que não obteve o reembolso por parte do parque. “E eles não devolvem o dinheiro também não, viu! Tem mais essa!”.

Veja o vídeo abaixo:

Hot Park diz que restrição de peso se deve ao cumprimento de normas de segurança

Em nota divulgada a respeito do caso, o parque aquático goiano Hot Park disse que “as atrações do parque possuem recomendações específicas”, e que “não possuem teor discriminatório”, mas visam garantir “maior segurança e conforto” aos usuários.

Confira abaixo a íntegra da nota:

“O HOT PARK vem a público esclarecer sobre o vídeo divulgado pelo Senhor Giuzimar Santos, com o título: “Atenção você que é gordo assista o vídeo sobre o Hot Park Caldas -GO. Se você pesa mais de 100kg.

É dever de todos os parques de diversões e aquáticos observar as normas técnicas de segurança e orientações do fabricante para cada atração, que visam a segurança e bem-estar dos seus usuários. Desta forma, todas as atrações do parque possuem recomendações específicas (relativas a peso, estatura, doenças cardiovasculares, etc), as quais não possuem teor discriminatório, muito pelo contrário, visam dar maior segurança e conforto aos seus usuários.

Todas as informações de segurança e uso das atrações estão claramente especificadas no site do empreendimento e em sua entrada, além do mais, os avisos de limite de peso e altura de cada atração é reforçado por placas e comunicados sonoros que são distribuídos por todo o empreendimento nas filas de cada atração, ou seja, em respeito aos nossos clientes, frisa-se, todos que frequentam o Hot Park ficam cientes quanto as respectivas instruções de uso e limites de cada atração.

Atenciosamente,

Equipe Hot Park”

Via: O Popular 

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