Mundo

Facebook pode levar multa recorde nos EUA por violação de privacidade

A punição não seria diretamente pelo caso Cambridge, mas sim pela violação a um acordo de 2011 entre o Facebook e a FTC para melhorar as práticas de proteção de privacidade dos usuários.
18/01/2019, 20h33

A Comissão Federal do Comércio (FTC, na sigla em inglês), agência dos EUA responsável por regular o comércio no país, está estudando uma multa recorde ao Facebook como consequência do escândalo Cambridge Analytica, publicou o jornal americano The Washington Post na tarde desta sexta-feira, 18.

Revelado em março, o caso tem como protagonista a consultoria política, que utilizou indevidamente dados de 87 milhões de usuários da rede social para influenciar as eleições presidenciais americanas em 2016 e o processo do Brexit. A punição não seria diretamente pelo caso Cambridge, mas sim pela violação a um acordo de 2011 entre o Facebook e a FTC para melhorar as práticas de proteção de privacidade dos usuários.

Segundo o Washington Post, a agência considera aplicar uma multa muito superior aos US$ 22,5 milhões que o Google teve de pagar por violar um acordo semelhante com a FTC, em 2012.

A investigação sobre a violação do acordo entre o Facebook e a agência ocorre desde março do ano, logo após a explosão do caso Cambridge Analytica. O caso, porém, está parado, uma vez que a agência governamental encontra-se sem fundos, devido à paralisação do governo americano. A FTC só voltará a funcionar quando o Congresso dos EUA aprovar um novo orçamento para 2019. Para isso, o governo Trump precisará entrar em acordo com o Partido Democrata, hoje maioria na Câmara dos Deputados.

O tamanho da multa, porém, ainda não foi definido. Segundo o jornal, o Facebook já esteve em contato com agentes da FTC para que um acordo fosse realizado, mas ainda não é possível saber se ele será viabilizado. A reportagem do Washington Post procurou ainda o Facebook, a FTC e seu presidente para comentar o assunto nenhum deles respondeu às solicitações da reportagem.

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Goiás

Ex-médico do TJ-GO andava armado para intimidar vítimas de assédio sexual, dizem testemunhas ao MP

Segundo relatos de uma servidora ao MP-GO, o médico "usava a arma na perna ou na cintura e que sempre fazia questão de mostrar que a arma estava ali".

Por Ton Paulo
19/01/2019, 09h25

Promotores do Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO) afirmaram nesta semana que o ex-diretor do Centro de Saúde do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), Ricardo Paes Sandré, tentou “intimidar testemunhas” para que elas mudassem depoimentos em que contavam supostos assédios morais e sexuais que estão sendo investigados. De acordo com a Promotoria, há, inclusive,  relatos de uma servidoras de que Sandré, que também é genro do presidente do TJ-GO, andava com uma “arma de fogo na cintura, e fazia questão de deixar evidente”.

Conforme a Promotoria, Ricardo Sandré foi denunciado por 42 vítimas. Ele é investigado em inquérito civil público e em processo administrativo interno da Corte desde maio do ano passado.

A promotoria ainda afirma que as tentativas de intimidação contra as mulheres foram comprovadas.”Temos casos de tentativa registrada e comprovada dentro dos autos de intimidação de testemunhas. Não é que eu ouvi dizer. Está gravado. O investigado tentando influenciar depoimento de testemunha que aqui esteve”, informa a um jornal local.

Segundo o MP-GO, Sandré teria entrado em contato com uma testemunha para que assinasse um termo em que acusaria uma promotora de tentar manipular seu depoimento. Além da gravação, a testemunha confirmou, em depoimento, a sondagem do investigado. Os promotores ainda relatam que as 85 testemunhas ouvidas confirmam que Sandré chegou a sacar uma arma em meio a uma reunião.

“Essa questão da intimidação por arma, que aconteceu em determinado momento em uma reunião, todos que ouvimos aqui, disseram que aconteceu, tanto pessoas que viram e pessoas que ouviram dizer, em que ele teria tirado uma arma e dito que andava armado”, afirmam.

Segundo os promotores, há “um relato de uma servidora que diz que ele usava a arma na perna ou na cintura e que sempre fazia questão de mostrar que a arma estava ali e isso gerava a ela muito receio”. Segundo a Promotoria, as denúncias de assédio sexual prescreveram para a esfera criminal e, por isso, Sandré pode ser processado por improbidade administrativa, que envolve perda do cargo e aplicação de multas. O MP, no entanto, não descarta representações por crimes contra a administração pública.

Entenda o caso do ex-médico do TJ-GO acusado de assédio sexual por funcionárias do órgão

Em inquérito que corre desde maio de 2018, sete mulheres – funcionárias e estagiárias do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) – acusam o servidor de carreira e ex-diretor do Centro de Saúde da Corte, Ricardo Sandré, de assédio sexual e moral quando este era responsável pelo departamento de saúde do Tribunal. Entre vários relatos registrados, uma das mulheres conta que o médico, que também é genro do presidente do TJ-GO, teria dito a ela, em um momento dela de irritação por causa das insinuações sexuais, que “adoraria acalmá-la na cama”. As supostas vítimas do ex-médico do TJ-GO foram convocadas a depor na Corte entre os dias 18 e 21 de janeiro.

Inicialmente, elas prestaram depoimento ao Ministério Público do Trabalho (MPT). O caso foi então encaminhado à Promotoria estadual. Após as denúncias, em maio do ano passado, Sandré pediu exoneração do cargo de diretor do Centro de Saúde do Tribunal e requereu a abertura de processo administrativo interno na Corte. Entre 20 de setembro e 19 de dezembro, ele gozou de licença-prêmio, concedida pela Secretaria de Recursos Humanos do TJ de Goiás. Atualmente, está em férias.

Em dezembro do ano passado, Sandré divulgou uma nota onde alegou que os relatos contra ele “não condizem com a verdade, sequer remotamente”. Leia a íntegra aqui.

Via: O Hoje 

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Entretenimento

Fundador d'o Rappa, Marcelo Yuka morre aos 53 anos no Rio de Janeiro

A informação foi confirmada pela assessoria do Hospital Quinta D'Or, no Rio de Janeiro, onde o artista estava internado.
19/01/2019, 10h11

O baterista e fundador do grupo O Rappa, Marcelo Yuka, morreu às 23h40 desta sexta-feira, 18, aos 53 anos. A informação foi confirmada pela assessoria do Hospital Quinta D’Or, no Rio de Janeiro, onde o artista estava internado.

Segundo a unidade médica, a causa da morte foi um AVC isquêmico. Em respeito à família, não foi informado, por ora, o horário e local do velório de Yuka.

Marcelo Yuka, nome artístico de Marcelo Fontes do Nascimento Viana de Santa Ana, era um dos fundadores da banda O Rappa e, anos depois, idealizador do grupo F.UR.T.O. Sua vida sofreu uma forte guinada desde o dia em que acabou baleado em um assalto no Rio na noite do dia 9 de novembro de 2000.

Yuka tentou impedir que oito bandidos roubassem o carro de uma mulher, nas esquinas das ruas Andrade Neves e José Higino, no bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio. Os bandidos dispararam nove tiros no músico, todos pelas costas, e um dos disparos atingiu a segunda vértebra torácica. Ele nunca mais conseguiria andar. Em 2015, ele escreveu sobre o ocorrido em seu perfil no Facebook.

“No dia de hoje, há exatos 15 anos, 9 tiros me colocaram na cadeira de rodas… Me perdi, subi e desci ao inferno sem ter a certeza que não voltaria mais à escuridão… Se cheguei até aqui foi por amor, o amor de várias mulheres, amigos e mestres de todas as idades…. Minha mãe para positivar a data me deu esse dia como mais uma comemoração à vida, logo vou fazer 50 anos enquanto tenho 15… Obrigado a quem realmente esteve e está do meu lado durante essa jornada… Em breve, posto a letra da música que a Céu canta no meu disco, em que agradeço por não viver na paralisia do rancor. Talvez essa seja a maior virtude que ganhei… Ame fora da caixa”, escreveu.

Marcelo Yuka foi um dos fundadores do Rappa em 1993, com a intenção de acompanhar o cantor caribenho Papa Winnie em suas apresentações no Brasil. O grupo tinha Nelson Meirelles, que era produtor do Cidade Negra; Marcelo Lobato (áfrica Gumbe); Alexandre Menezes, o Xandão; e Marcelo Yuka (que havia passado pela banda KMD-5).

Depois dos trabalhos com Winnie, os músicos resolveram seguir em frente e procuraram por um vocalista. Depois de anunciarem a vaga no jornal O Globo, chegaram a Marcelo Falcão. Yuka ficaria no grupo até 2001, assinando músicas que ditavam o rumo ideológico do grupo, como Pescador de Ilusões, A Feira, Minha Alma (A paz que eu não quero), entre outras.

Sua saída aconteceu depois de ficar paraplégico, com uma série de divergências entre ele e outros integrantes do grupo. O grupo F.UR.T.O, segundo o que dizia em suas entrevistas, se tratava de um projeto ainda maior, com intenções sociais, algo que não poderia fazer no Rappa.

Em uma fase mais recente, o baterista lançou um disco com o produtor Apollo 9 chamado Canções para depois do ódio, de 2017. Ali, seu combustível era biográfico, ressaltando a depressão pela qual havia passado, tratada com ioga e meditação. Yuka estava internado em estado grave no hospital Quinta D’Or, zona norte da capital fluminense.

No início deste mês, ele havia sofrido um segundo AVC (Acidente Vascular Cerebral). O primeiro havia ocorrido em agosto de 2018.

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Trânsito

Carreta tomba com 30 mil litros de óleo diesel em BR, próximo a Niquelândia

Felizmente, o motorista do veículo teve apenas algumas escoriações pelo corpo, e a área foi isolada pelos bombeiros.

Por Ton Paulo
19/01/2019, 10h56

Um acidente de alto risco registrado na última sexta-feira (18/1) fez com que uma equipe do Corpo de Bombeiros do município de Niquelândia, a 320 quilômetros de Goiânia, fosse acionada para realizar o resgate a evitar o pior. Uma carreta carregada com 30 mil litros de óleo diesel na BR-414, provocando grande risco de explosão e incêndio. Felizmente, o motorista do veículo teve apenas algumas escoriações pelo corpo, e a área foi isolada pelos bombeiros.

De acordo com informações da corporação, uma guarnição da Companhia Independente Bombeiro Militar de Niquelândia foi acionada ontem para atender ocorrência de saída de pista na BR-414, km 268, próximo à ponte do rio Maranhão. Lá, uma carreta carregada com 30 mil litros de óleo diesel havia perdido o controle e saído da pista, tombando logo em seguida.

Ainda conforme os bombeiros, no local foi feito o resgate do condutor pela guarnição da UR-198, e transportado até o hospital municipal em situação estável, apresentando algumas escoriações pelo corpo.

A guarnição realizou o isolamento da área e contenção do combustível derramado, fazendo a segurança do local enquanto a empresa realizava o transbordo da carga remanescente.

Além do caso de Niquelândia, um carreta tombou na BR-060 com 30 mil litros de óleo vegetal

No dia 5 de dezembro do ano passado, uma carreta que transportava óleo vegetal tombou na entrada de um viaduto que dá acesso o anel viário que liga Guapó a Aparecida de Goiânia. Toda a pista lateral que faz margem à BR-060, que liga Guapó a Goiânia, ficou totalmente fechada neste momento. A PRF, na época, viu risco de contaminação ambiental, uma vez que o óleo vegetal transportado pelo veículo estava sendo absorvido pelo solo e podia chegar ao córrego existente nas proximidades do local do acidente.

Segundo o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Newton Morais, o veículo de grande porte transportava cerca de 30.000 litros de óleo vegetal e, ao chegar na entrada de acesso ao viaduto, por volta das 9h50, acabou tomando na rodovia.

Ainda de acordo com o inspetor, toda a carga que era transportada pela carreta ficou esparramada na pista, o que obrigou a PRF e o Corpo de Bombeiros a interditarem a região.

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Goiás

Operário fica soterrado em obra de rede de esgoto, em Senador Canedo

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o operário foi resgatado pelos próprios colegas de obra.

Por Ton Paulo
19/01/2019, 12h40

Um equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada na manhã deste sábado para atender a uma ocorrência de vítima de soterramento, no município de Senador Canedo, região metropolitana de Goiânia. De acordo com os bombeiros, um homem ficou soterrado até o tórax durante a implantação de uma obra de rede de esgoto da região, e foi resgatado pelos próprios colegas da obra.

O incidente aconteceu por volta das 9h20 deste sábado, na Rua da Divisa, Setor Morada do Morro, em Senador Canedo. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, um grupo de operários da empresa Artec, terceirizada da Sanesc, trabalhava na obra de instalação de rede de esgoto da região, quando um deles, em circunstâncias ainda não informadas, ficou soterrado até a parte do tórax.

Ainda conforme os bombeiros, o operário teve, ainda, a cabeça atingida por uma pedra, que caiu no momento do soterramento. Felizmente, ele usava Equipamento de Proteção Individual (EPI) no momento.

No momento em que chegaram à ocorrência, os bombeiros constataram que o homem havia sido retirado do soterramento pelos próprios colegas de obra, e aguardava, imobilizado, pelo socorro.

A guarnição do ABS-28 e UR-202, do Corpo de Bombeiros, após atendimento da vítma, imobilizou a mesma e conduziu à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Senador Canedo.

Toda a operação foi dirigida pelo Sargento Ferreira, dos bombeiros.

Em nota, Prefeitura de Senador Canedo se manifestou

Através de nota, a Prefeitura de Senador Canedo informou que disponibilizou um assistente social para acompanhar a família e o paciente.

Veja abaixo 

“A Prefeitura de Senador Canedo, por meio da Sanesc, informa que o serviço de implantação de esgoto é feito por uma empresa terceirizada, Artec. Porém todos trabalhos são supervisionados por uma equipe técnica. Tendo conhecimento do acidente, uma assistente social, da Sanesc, já foi disponibilizada para acompanhar o paciente e sua família; e também uma equipe técnica já faz perícia no local para verificar os motivos que levaram o suposto soterramento.

A Prefeitura de Senador Canedo informa que o trabalhador, Augusto José Marinho, chegou na Unidade de Pronto Atendimento consciente, queixando de dor nos ombros e joelho, com algumas escoriações. Foi realizado exames radiográficos, qual não constatou nenhuma lesão óssea, foi medicado e está internado em avaliação, porém seu quadro é bom, sem nenhuma intercorrência.”

Além de operário soterrado em obra de Senador Canedo, o corpo de um funcionário da Saneago foi encontrado em Planaltina, após soterramento

No dia 6 de dezembro do ano passado, um caso de soterramento, este resultando em tragédia, foi registrado no município de Planaltina, no Entorno do Distrito Federal.

O corpo do operador de sistema Jucélio Marcelino Rocha, de 35 anos, soterrado após a calçada da estação de tratamento da Saneago ceder, foi encontrado a 7 metros de profundidade, na quinta-feira (6/12) em Planaltina.. De acordo com Luiz Antônio de Souza, da Defesa Civil, a suspeita é que o acidente tenha sido provocado por um vazamento no sistema de água.

Na época, em nota, a Saneago manifestou pesar à morte do funcionário. Informou também que “enquanto aguardava as investigações que diagnóstico das causas do acidente”, a empresa “prestou todo o apoio aos familiares de Jucelio, que tinha 35 anos, era casado e não tinha filhos”.

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