Goiás

"Situação gravíssima", diz Caiado em entrevista sobre contas do Estado

A afirmação foi feita em entrevista a uma rádio local, na manhã desta sexta-feira (18/1).

Por Ton Paulo
18/01/2019, 08h21

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), participa na manhã desta sexta-feira (18/1) de uma entrevista na Rádio Sagres, em Goiânia. Na entrevista, o governador chegou a afirmar que os governos anteriores, que se referem a Zé Eliton e Marconi Perillo, ambos do PSDB, “não mediram as consequências e deixaram Goiás em uma situação gravíssima”.

Segundo Caiado, os governos anteriores “tiveram total desrespeito com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Informações manipuladas deterioraram a situação fiscal do Estado”, afirmou, aos jornalistas Cileide Alves e Rubens Salomão, no programa Manhã Sagres, da Rádio 730. “Estamos fazendo um sério reajuste para que o Estado, de fato, beneficie a população”, disse ao esclarecer questões relacionadas à situação fiscal do Estado. #

Ao detalhar os supostos graves problemas financeiros deixados pela gestão anterior, o governador Ronaldo Caiado destacou que “82,98% do orçamento do Estado é gasto com a folha de pagamento dos servidores públicos”. Ele ressaltou ainda que o déficit encontrado é de R$ 3,4 bilhões. “Um governador não pode usar a máquina do Estado para projetos pessoais e eleitoreiros. Não mediram as consequências e deixaram Goiás em uma situação gravíssima”, disse.

O governador Ronaldo Caiado também afirmou que há um diálogo permanente com o Governo Federal para encontrar soluções para os problemas financeiros. “Os últimos governos fizeram Goiás extrapolar todos os critérios para entrar no Regime de Recuperação Fiscal, mas a União também enfrenta graves problemas. Estamos buscando um entendimento”.

Questionado sobre a folha salarial de dezembro, que não foi empenhada e paga pelo governo anterior, O governador Ronaldo Caiado destacou que está dialogando com os servidores. “Serei transparente em relação às contas públicas. A sociedade terá acesso ao que o Estado tem em recursos financeiros e, por meio do diálogo, vamos decidir as prioridades”, disse.

Nova proposta de quitação de salários dos servidores foi apresentada

A gestão Ronaldo Caiado propôs, na noite de quinta-feira (17/1), uma forma de pôr fim ao drama dos servidores públicos acerca do salário de dezembro do ano passado, que não foi pago. A proposta foi feita em reunião com representantes do Fórum em Defesa dos Servidores e Serviços Públicos do Estado de Goiás, ocorrida na tarde ontem na Sefaz.

A ideia do governo é pagar em forma de escalonamento ao longo de seis meses. O pagamento será feito a partir de março, dos menores aos maiores salários dos servidores.

No início do mês de janeiro, dia 3/1, representantes de vários sindicatos de servidores públicos estaduais se reuniram com o governador do Estado de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e a secretária de Economia, Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt e deputados estaduais para discutir a questão do pagamento dos salários referentes ao mês de dezembro de 2018. Na reunião, que ocorreu no Palácio Pedro Ludovico, foi proposto aos líderes dos sindicatos um parcelamento para para pagamentos dos atrasados, proposta essa rejeitada por eles.

A reunião durou pouco mais de duas horas e foi realizada a portas fechadas no Palácio. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação em Goiás (Sintego), Bia de Lima, chegou a postar um vídeo em suas redes sociais, onde comentou a decisão de recusar o parcelamento dos salários de dezembro. “O governador fez questão de chamar as entidades pra mostrar a difícil realidade financeira do Estado, que não é novidade pra nós. No entanto, apresentou a proposta de parcelar o salário de dezembro. Nós não concordamos com isso e dissemos isso pra ele, que não tem acordo nessa possibilidade”.

A nova proposta para pagar o salário de dezembro dos servidores, apresentada ontem, ficou da seguinte forma:

Até R$ 3500 líquido recebem em março

De R$ 3500 até R$ 4800 em abril

De R$ 4800 até R$ 6100 em maio;

De R$ 6100 até R$ 8800 em junho

De R$ 8800 até R$ 17400 em julho

Acima de R$ 17400 em agosto.

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Goiás

Pai suspeito de agredir bebê com golpe de espingarda é preso em Goiás

Criança de 1 ano sofreu traumatismo craniano, fratura no braço e teve uma perna deslocada.
18/01/2019, 08h56

Uma criança de 1 ano e 3 meses ficou gravemente ferida depois de ser supostamente agredida pelo próprio pai. Durante uma discussão de casal, o homem, munido de uma espingarda, bateu na mulher e um dos golpes acertou o bebê que estava no colo da mãe. O caso ocorreu no último domingo (13/1), em Marcianópolis, distrito de Goiatuba, na região Sul de Goiás. O homem foi preso na tarde de quinta-feira (17/1).

Agressão contra mãe e bebê em Goiás

Segundo informações da Polícia Civil, que investigou o caso, as agressões ocorreram no último domingo (13/1). Tudo teria acontecido durante uma discussão do pai da criança com a mulher. A menina, de 1 ano e 3 meses, que estava no colo da mãe foi atingida com um dos golpes de espingarda que o homem desferiu contra a mulher.

Após a agressão, o bebê foi encaminhado ao hospital da cidade. Ela sofreu traumatismo craniano, fratura em um dos braços e também teve uma das pernas deslocada. Na unidade de saúde o homem disse que a menina teria puxado um banco de madeira que estava em uma mesa e se ferido após o objeto cair sobre ela. Os funcionários do hospital suspeitaram do pai e acionaram a polícia. Os investigadores constataram as agressões.

Ele foi preso na tarde desta quinta-feira (17/1), em Marcianópolis, e a espingarda foi apreendida. O homem, que está na Unidade Prisional de Goiatuba, vai responder pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Outro caso de agressão contra criança em Goiás

No último dia 11, um menino de 4 anos foi encontrado em Formosa, a 280 quilômetros de Goiânia, com diversos hematomas, dentro do porta-malas de um carro e na companhia de dois adultos. A criança apresentava várias feridas no rosto e queimadura no couro cabeludo.

Ele contou aos policiais que o pai queimou a cabeça dele com o ferro de passar e que o casal só dava biscoitos para ele comer. Os pais foram presos e o menino encaminhado ao Conselho Tutelar da cidade.

Imagens: O Popular 

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Entretenimento

Série 'Jaspion' será exibida em serviço de streaming da Record

Série japonesa foi sucesso no Brasil nas décadas de 80 e 90.
18/01/2019, 09h30

Os fãs de Jaspion, protagonista de um seriado de ação japonês que fez sucesso no Brasil nas décadas de 1980 e 1990, quando foi exibido pela TV Manchete, têm um bom motivo para se animar: o PlayPlus, serviço de streaming da Record TV, disponibilizará a série para seus assinantes.

De acordo com o R7, serão disponibilizados todos os 46 episódios da série O Fantástico Jaspion. O público poderá assistir aos episódios a partir da próxima segunda-feira, 21 de janeiro.

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Entretenimento

Cantor sertanejo Marciano morre aos 67 anos

Fez dupla com João Mineiro, que morreu em 2012.
18/01/2019, 09h35

O cantor sertanejo Marciano morreu nesta sexta-feira, dia 18, aos 67 anos, em sua casa em São Caetano do Sul, município do ABC paulista. Ele sofreu um enfarte e não resistiu. A morte pegou os fãs de surpresa, uma vez que Marciano não apresentava problemas prévios de saúde.

Destaque da música sertaneja desde os anos 1970, em parceria com João Mineiro, Marciano ganhou fama ao dar voz a clássicos como Fio de Cabelo, Paredes Azuis e Menina Escuta Meu Conselho. Desde 2016 ele formava dupla com Milionário (José Rico morreu em 2015; João Mineiro, em 2012). A informação da morte de Marciano foi divulgada nas redes sociais do artista por sua equipe.

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Brasil

Levantamento mostra que 25% das mulheres vítimas de tiro morrem em casa

Dados comprovam que boa parte da violência contra a mulher são do seu núcleo de convivência.
18/01/2019, 09h41

Embora os homens sejam maioria absoluta entre as vítimas de armas de fogo no País, o índice de mulheres mortas a tiros dentro de casa é quase o triplo do registrado em relação ao sexo masculino. É o que aponta levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo com base em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, disponíveis no portal Datasus.

O balanço mostra que dos 46.881 homens mortos por armas de fogo em 2017, último dado disponível no sistema, 10,6% morreram dentro de casa. No caso das 2.796 mulheres mortas da mesma forma, 25% foram vitimadas em domicílio.

A diferença de locais de ocorrência de mortes de homens e mulheres reafirma estatísticas criminais já conhecidas de que boa parte dos autores de violência contra a mulher são do seu núcleo de convivência, como marido, namorado, pais, tios e vizinhos, entre outros.

Para especialistas em segurança pública, a flexibilização do posse de arma no País, definido em decreto do presidente Jair Bolsonaro na última terça-feira, 15, pode agravar o cenário e aumentar o número de feminicídios no País.

“A flexibilização da posse de arma de fogo potencializa o risco de todas essas mortes por razões banais. Muitas mulheres morrem por força de conflitos corriqueiros e domésticos. Discussões que hoje terminam num empurrão ou num tapa podem terminar num feminicídio se o agressor tem fácil acesso a uma arma”, diz Silvia Chakian, promotora de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid) do Ministério Público de São Paulo.

Fator de risco

Ela relata que a posse de uma arma de fogo por um homem com histórico de violência doméstica pode, inclusive, ser usada pela Justiça como critério para a concessão de medidas protetivas a uma mulher. “É um fator de risco que pode levar a Justiça a decretar até a prisão preventiva de um suspeito”, explica a promotora.

Diretor executivo do Instituto Sou da Paz, Ivan Marques destaca que a análise de boletins de ocorrência de violência contra a mulher mostra que armas de fogo também são usadas por um parceiro agressor para intimidar a vítima. “Nesses casos, a mulher fica com mais medo e acaba se submetendo a um relacionamento violento”, diz ele.

Foi na casa onde morava com a família, em Andradina, interior de São Paulo, que a jovem Danielle Batista Martins da Silva, de 25 anos, foi assassinada a tiros pelo marido após uma briga, há cerca de dois meses.

O crime foi cometido pelo técnico de futebol Max Alberto Martins da Silva, de 35 anos. Durante uma discussão, Danielle correu para a casa da mãe, que fica no mesmo terreno.

Descontrolado, Max teria ido à casa da sogra e, como não conseguiu se acertar com a companheira, voltou para a residência do casal e pegou um revólver calibre 32. Retornou então para o imóvel vizinho, atirou na testa da mulher e, depois, disparou contra a própria cabeça.

Antes, ainda teria procurado pelos três filhos do casal, que haviam fugido com a avó.

O crime aconteceu no dia 3 de novembro do ano passado e a mulher morreu no local, enquanto que o marido foi socorrido até a Santa Casa de Araçatuba, também no interior paulista, onde acabou morrendo três dias depois.

Ainda abalados pela tragédia, parentes de Danielle evitam fazer comentários. Já os amigos lamentam a tragédia. Alguns atribuem o ocorrido à facilidade do acesso ao revólver naquela ocasião. “É o exemplo do que uma arma pode fazer”, diz Sérgio Luís Alves, que conhecia o casal. “Acho que, na hora da raiva, se você tem facilidade para se armar e não está com a cabeça boa, pode acabar fazendo uma besteira”, afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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