Goiás

Governo de Goiás desmente mensagens sobre greve dos servidores da segurança

Servidores estaduais estão com salários de dezembro atrasados; pagamento deve ser feito de forma parcelada.
21/01/2019, 09h05

O Governo de Goiás desmentiu mensagens que circulam nas redes sociais sobre uma “greve branca” dos servidores da segurança pública estadual. De acordo com o texto viral, policiais e demais agentes públicos entrariam em greve devido a falta do pagamento dos salários de dezembro.

“A notícia que tem circulado no WhatsApp e demais redes sociais afirmando que as forças de segurança do Estado estariam iniciando “greve branca” – em função do até então não recebimento do salário de dezembro – e que “todos os servidores caminham para uma paralisação geral dos serviços públicos” não passa de uma fake news – ou notícia falsa“, diz o texto publicado por meio do GoiásEsclarece!.

Ainda de acordo com o Governo de Goiás, o presidente da União Goiana dos Policiais Civis (Ugopoci), José Virgílio, e integrante das coordenações do Fórum de Segurança Pública do Estado de Goiás e do Fórum em Defesa dos Servidores e Serviços Públicos do Estado de Goiás afirmou, categoricamente, que a informação sobre a greve não procede.

Por fim, a nota de esclarecimento informa que Secretaria de Segurança Pública de Goiás e os comandos das policias Militar e Civil garantiram que as forças atuam normalmente.

Governo de Goiás apresenta proposta de pagamento dos salários em atraso

De acordo com proposta apresentada pelo governo de Goiás, os servidores receberão o salário de janeiro dentro do mês trabalhado, a partir do dia 21, e parcelamento do mês de dezembro de forma escalonada, pela seguinte ordem salarial:

  • Até R$ 3.500 recebem em março;
  • R$ 3.500 até R$ 4.800 em abril;
  • R$ 4.800 até R$ 6.100 em maio;
  • R$ 6.100 até R$ 8.800 em junho;
  • R$ 8.800 até R$ 17.400 em julho;
  • Acima de R$ 17.400 em agosto.Possível greve dos servidores da segurança de Goiás

“Estamos envidando todos os esforços da administração para, dentro da legalidade e das condições financeiras existentes, corrigir essa situação que, infelizmente, caracterizou a irresponsabilidade e a falta de compromisso do governo anterior com o servidor público de Goiás”, reafirma o governador eleito, Ronaldo Caiado (DEM).

Possível greve dos servidores de Goiás

No último dia 7, a Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado de Goiás (ACS) publicou um comunicado avisando que os militares poderiam se mobilizar e fazer uma paralisação caso não recebessem o salário referente ao mês de dezembro até o dia 10/1. Segundo o presidente da Associação, “policiais e bombeiros não vão pagar o preço de situação financeira herdada por quem assumiu o cargo”.

No texto divulgado pela ACS, o Sargento Gilberto Cândido de Lima, que preside a entidade de policiais e bombeiros militares de Goiás, salienta que a associação é “frontalmente contra a intenção do governador Ronaldo Caiado que propôs parcelar, em até oito vezes, o salário do mês de dezembro das duas corporações”.  O sargento ainda lembrou que “uma das principais promessas de campanha do recém-empossado Governador era a manutenção do pagamento da folha em dia”, e o mesmo já sinaliza que isso pode não ocorrer.

Via: Portal Goiás 
Imagens: Congresso em Foco 

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Goiás

Motoristas de Uber de Goiânia fazem paralisação em protesto pela morte de Vanusa

A paralisação, que acontece desde as 7h, foi convocada através de redes sociais como Facebook e WhatsApp, e o ponto de concentração escolhido foi o estacionamento do Estádio Serra Dourada.

Por Ton Paulo
21/01/2019, 09h30

Uma paralisação de motoristas do App de transporte Uber está ocorrendo desde o início da manhã desta segunda-feira (21/1), em Goiânia, em protesto pelo assassinato de uma motorista cujo corpo foi encontrado no início da noite do último domingo (20/1). O corpo de Vanusa da Cunha Ferreira, de 36 anos, foi encontrado próximo ao local em que o carro que ela usava para trabalhar foi abandonado, na Rua Um, no Polo Industrial, em Aparecida de Goiânia. O corpo foi encontrado seminu, e com sinais de agressão.

A paralisação, que acontece desde as 7h, foi convocada através de redes sociais como Facebook e WhatsApp, e o ponto de concentração escolhido foi o estacionamento do Estádio Serra Dourada, no Jardim Goiás. Num grupo do Facebook, motoristas pedem justiça pela morte da Vanusa, além de mais segurança aos motoristas por parte da empresa.

Entretanto, segundo um motorista do App à reportagem do Dia Online, a morte da Vanusa não era a pauta original do protesto. A paralisação, que já vinha sendo planejada, seria em virtude da legislação municipal referente aos Apps de transporte, que estaria gerando insatisfação entre os motoristas. A morte de Vanusa, porém, teria sido o estopim que mudou o foco do protesto.

O motorista conta ainda que o objetivo do protesto é paralisar, e não necessariamente comparecer ao ponto de encontro do protesto. “O importante é ficar off, de casa ou lá no estádio. Eu, por exemplo, estou sem rodar hoje”, conta o motorista do App.

Contudo, ainda segundo o motorista, nem todos devem aderir à paralisação. A reportagem está apurando para constatar a adesão de outros Apps de transporte ao protesto.

Morte de Vanusa gerou indignação entre motoristas de Uber

O corpo da motorista de transporte particular por aplicativo Vanusa da Cunha Ferreira foi encontrado perto de um motel no setor Jardim Copacabana, Polo Industrial, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, neste domingo.

Ela estava sem dar notícias desde a madrugada do dia anterior, depois de ter pego uma corrida. Horas antes, o carro dela foi achado em uma rua vicinal da cidade e passou por perícia.

O caso ganhou repercussão e gerou indignação da população em geral, em especial dos motoristas de Uber.

A reportagem do Dia Online entrou em contato com a assessoria da empresa Uber, para falar sobre o caso. A empresa adiantou que não há registros de corridas pelo App realizadas por Vanusa no dia do crime, e lamentou a morte da motorista, e disse que, apesar do fato de que Vanusa não estava a serviço no App quando o crime aconteceu, está “à disposição dos órgãos de segurança para colaborar com as investigações”.

Confira a nota na íntegra:

“Nota

A Uber lamenta profundamente que cidadãos sejam vítimas da violência urbana que permeia nossa sociedade. Compartilhamos nossos sentimentos de mais profundo pesar com a família neste momento de dor. Vanusa atuava como motorista parceira, mas pelas informações obtidas não estava usando a plataforma no momento do crime, portanto o crime não tem qualquer relação com sua atividade pelo aplicativo. De qualquer forma, a Uber permanece à disposição dos órgãos de segurança para colaborar com as investigações, na forma da lei, e esperamos que as autoridades tragam os responsáveis à justiça o mais rápido possível.”

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Goiás

Tabletes de maconha são arremessados de camionete em acidente na BR-060, em Goiânia

Polícia apreendeu mais de 1 tonelada da droga.
21/01/2019, 10h49

A Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) apreendeu na madrugada de domingo (20/1), cerca de 1 tonelada e meia de maconha, na BR-060, em Goiânia. A droga estava em uma camionete que provocou um acidente durante a perseguição policial. Com a batida, os tabletes foram arremessados para fora do veículo.

A apreensão foi feita depois de a polícia receber uma denúncia anônima, informando que uma camionete que seguia no sentido Goiânia estava transportando drogas. Os agentes identificaram o veículo, e o motorista, ao perceber a aproximação da polícia, tentou fugir.

Tabletes de maconha são arremessados de veículo na BR-060

Durante a perseguição, o condutor da camionete tentou jogar o carro em cima da viatura, momento em que os policiais civis revidaram com um tiro, que acertou um dos pneus do veículo. O motorista perdeu o controle da direção e bateu a camionete na mureta de contenção, às margens da rodovia. Com o impacto, tabletes de maconha foram arremessados e ficaram espalhados na pista.

Depois do acidente, o motorista da camionete fugiu por uma mata próxima. A Polícia Civil de Goiás investiga o caso e procura pelo homem.

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Goiás

Corpo sem cabeça é encontrado em rua de Hidrolândia

O corpo sem cabeça foi encontrado por moradores da região, que acionaram a polícia.

Por Ton Paulo
21/01/2019, 11h33

Um corpo sem cabeça foi encontrado na manhã desta segunda-feira (21/1), em um bairro do município de Hidrolândia, a 40 quilômetros de Goiânia. O corpo foi encontrado por moradores da região, que acionaram a polícia. A Polícia Técnico-Científica está no local, e a vítima, um homem, ainda não foi identificada.

O corpo decapitado foi encontrado na Rua Florianópolis, Setor Grande Goiânia, região do Garavelo Sul e Distrito de Nova Fátima, em Hidrolândia. De acordo com o Capitão Freitas, da Polícia Militar (PM), a um jornal local, o corpo aparenta ser de um homem, e ainda não foi identificado.

A Polícia Técnico-Científica está no local realizando a perícia, e o corpo será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). Ao Dia Online, a Polícia Civil confirmou quer uma equipe estava a caminho.

A reportagem do Dia Online está acompanhando o caso, e traz mais informações a qualquer momento.

Corpo sem cabeça achado em Hidrolândia, e cabeça sem corpo encontrado em Goiânia

Já em Goiânia, uma cabeça humana com um código marcado na testa foi encontrada no início da manhã de domingo, no dia 13/1, na calçada de um shopping da região norte de Goiânia. A cabeça, identificado como sendo de Erivaldo Ferreira da Rocha, de 33 anos, foi achada por um pedestre que acionou a Polícia Militar (PM).

Segundo informações da PC a um jornal local, a cabeça foi encontrada por volta de 8h30 de domingo (13/1), na calçada em frente ao Shopping Passeio das Águas, na Avenida Perimetral Norte, em Goiânia, por um pedestre que passava pelo local. A cabeça, que aparenta ser de um homem de aproximados 30 anos, tinha um código marcado na testa com as iniciais “TD2”.

Conforme apurado pela reportagem do Dia Online, o código seria uma gíria, abreviação de “Tudo Dois”, que significa “tudo tranquilo, tudo na paz”.

A cabeça, que foi encontrada no início da manhã, foi recolhida pelo Instituto Médico Legal(IML) de Goiânia. Segundo informações da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), ela estava próxima ao meio-fio da via, na calçada do shopping, com cortes na testa gravando a sigla mencionada.

Após encontrar a cabeça, o pedestre acionou a PM, que, por meio do 9º Batalhão, compareceu ao local e isolou a área até a chegada das equipes das polícias Civil e Técnico-Científica.

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Saúde

Crianças com anemia falciforme estão sem remédios em Goiás; pais pedem respostas

Um dos medicamentos, a PEN-VE-ORAL usada no combate de infecções, está em falta há 4 meses.
21/01/2019, 11h36

Há quatro meses sem a PEN-VE-ORAL (fenoximetilpenicilina potássica), crianças que lutam contra anemia falciforme em Goiás agora estão sem outro medicamento, o Hydrea (hidroxiuréia), usado para controle de crises. Consequentemente, o uso do remédio ameniza a necessidade de transfusões de sangue e o número de internações dos pacientes com doença falciforme. Em Goiânia, a droga custa em média R$ 257,89.

A PEN-VE-ORAL é fornecida exclusivamente pelo Ministério da Saúde (MS), repassada às secretarias e em seguida encaminhados aos postos de distribuição, sendo eles o Hospital das Clínicas, a Secretaria de Saúde de Senador Canedo. O Hydrea é fornecido pela Secretaria Estadual de Saúde (SES/GO) e distribuída por meio da Central de Medicamentos de Alto Custo Juarez Barbosa.

Ao Dia Online, os pais denunciam a demora para o repasse do remédios e pelas redes sociais pedem socorro pela vida dos filhos. “A medicação ajuda os pacientes a viver. Recebemos a informação de quem não tem nem previsão pro remédio chegar. Dá mesma forma com o PEN-VE-ORAL, até hoje nada”, relata Stefania Batista do Nascimento, mãe de uma criança portadora de anemia falciforme.

Falta remédio para anemia falciforme desde setembro de 2018 em Goiás

Em setembro do ano passado, o Dia Online já havia sido procurado pelo mesmo grupo de pais que denunciavam a falta do medicamento PEN-VE-ORAL (fenoximetilpenicilina potássica), usado na prevenção de infecções em crianças de até cinco anos. Até hoje, 20 de janeiro de 2019, quatro meses depois, o remédio ainda não foi repassado para as unidades de Saúde de Goiás.

Por meio de comunicado, divulgado no dia 28 de agosto, o Ministério da Saúde informou que a empresa fornecedora do medicamento assumiu o compromisso de recolhimento e substituição dos frascos que viessem a vencer nos estoques do Ministério da Saúde, mas há atraso no cumprimento desse compromisso, o que prejudica no abastecimento.

Respostas

Em nota, a SES-GO informou ao Dia Online que o medicamento Hydrea (hidroxiuréia) deve chegar, de forma emergencial, a partir do dia 11 de fevereiro. Ainda de acordo com o texto, “a regularização da produção do medicamento está prevista para a segunda quinzena de março deste ano.”

Veja a nota:

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), por meio da sua Central de Medicamentos Juarez Barbosa, informa que de forma emergencial, a Central obteve, por empréstimo, um quantitativo do medicamento Hidroxiureia 500 mg (princípio ativo), que deverá chegar a partir de 11 de fevereiro. A regularização da produção do medicamento está prevista para a segunda quinzena de março deste ano.

Duas empresas eram responsáveis pela produção do fármaco: a Bristol, que descontinuou sua fabricação; e a EMS, cujo laboratório pegou fogo em 20 de outubro de 2018. Portanto, existe uma situação de descontinuidade no abastecimento.

Já em relação ao PEN-VE-ORAL, a SES/GO explicou que “trata-se de medicamento distribuído diretamente pelo Ministério da Saúde ao Hospital das Clínicas e às Secretarias Municipais de Saúde.” A reportagem entrou em contato novamente com o Ministério de Saúde, mas até o momento, não obteve retorno. O espaço está aberto para manifestação.

Caso Glorinha e a anemia falciforme

Desde maio de 2018 o Dia Online acompanha a história de Glória Stefany Batista Prado, de quatro anos, que luta contra a anemia falciforme. A mãe de Glorinha protagonizou um dos momentos mais emocionantes da Pecuária de Goiânia 2018, quando subiu ao palco e ganhou, durante o show do sertanejo Gusttavo Lima, um tratamento avaliado em R$ 50 mil que pode salvar a vida da filha.

Reveja o momento transmitido com exclusividade pelo Dia Online:

Stefania, que já iniciou o tratamento de fertilização in vitro, é uma das mães que espera pela disponibilização dos remédios distribuídos pelo Ministério da Saúde. “As autoridades não olham para os pacientes com anemia falciforme. “As crianças estão perecendo”, desabafa.

Imagens: Instagram 

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