Goiás

Motoristas de Uber de Goiânia fazem paralisação em protesto pela morte de Vanusa

A paralisação, que acontece desde as 7h, foi convocada através de redes sociais como Facebook e WhatsApp, e o ponto de concentração escolhido foi o estacionamento do Estádio Serra Dourada.

Por Ton Paulo
21/01/2019, 09h30

Uma paralisação de motoristas do App de transporte Uber está ocorrendo desde o início da manhã desta segunda-feira (21/1), em Goiânia, em protesto pelo assassinato de uma motorista cujo corpo foi encontrado no início da noite do último domingo (20/1). O corpo de Vanusa da Cunha Ferreira, de 36 anos, foi encontrado próximo ao local em que o carro que ela usava para trabalhar foi abandonado, na Rua Um, no Polo Industrial, em Aparecida de Goiânia. O corpo foi encontrado seminu, e com sinais de agressão.

A paralisação, que acontece desde as 7h, foi convocada através de redes sociais como Facebook e WhatsApp, e o ponto de concentração escolhido foi o estacionamento do Estádio Serra Dourada, no Jardim Goiás. Num grupo do Facebook, motoristas pedem justiça pela morte da Vanusa, além de mais segurança aos motoristas por parte da empresa.

Entretanto, segundo um motorista do App à reportagem do Dia Online, a morte da Vanusa não era a pauta original do protesto. A paralisação, que já vinha sendo planejada, seria em virtude da legislação municipal referente aos Apps de transporte, que estaria gerando insatisfação entre os motoristas. A morte de Vanusa, porém, teria sido o estopim que mudou o foco do protesto.

O motorista conta ainda que o objetivo do protesto é paralisar, e não necessariamente comparecer ao ponto de encontro do protesto. “O importante é ficar off, de casa ou lá no estádio. Eu, por exemplo, estou sem rodar hoje”, conta o motorista do App.

Contudo, ainda segundo o motorista, nem todos devem aderir à paralisação. A reportagem está apurando para constatar a adesão de outros Apps de transporte ao protesto.

Morte de Vanusa gerou indignação entre motoristas de Uber

O corpo da motorista de transporte particular por aplicativo Vanusa da Cunha Ferreira foi encontrado perto de um motel no setor Jardim Copacabana, Polo Industrial, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, neste domingo.

Ela estava sem dar notícias desde a madrugada do dia anterior, depois de ter pego uma corrida. Horas antes, o carro dela foi achado em uma rua vicinal da cidade e passou por perícia.

O caso ganhou repercussão e gerou indignação da população em geral, em especial dos motoristas de Uber.

A reportagem do Dia Online entrou em contato com a assessoria da empresa Uber, para falar sobre o caso. A empresa adiantou que não há registros de corridas pelo App realizadas por Vanusa no dia do crime, e lamentou a morte da motorista, e disse que, apesar do fato de que Vanusa não estava a serviço no App quando o crime aconteceu, está “à disposição dos órgãos de segurança para colaborar com as investigações”.

Confira a nota na íntegra:

“Nota

A Uber lamenta profundamente que cidadãos sejam vítimas da violência urbana que permeia nossa sociedade. Compartilhamos nossos sentimentos de mais profundo pesar com a família neste momento de dor. Vanusa atuava como motorista parceira, mas pelas informações obtidas não estava usando a plataforma no momento do crime, portanto o crime não tem qualquer relação com sua atividade pelo aplicativo. De qualquer forma, a Uber permanece à disposição dos órgãos de segurança para colaborar com as investigações, na forma da lei, e esperamos que as autoridades tragam os responsáveis à justiça o mais rápido possível.”

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Goiás

Tabletes de maconha são arremessados de camionete em acidente na BR-060, em Goiânia

Polícia apreendeu mais de 1 tonelada da droga.
21/01/2019, 10h49

A Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) apreendeu na madrugada de domingo (20/1), cerca de 1 tonelada e meia de maconha, na BR-060, em Goiânia. A droga estava em uma camionete que provocou um acidente durante a perseguição policial. Com a batida, os tabletes foram arremessados para fora do veículo.

A apreensão foi feita depois de a polícia receber uma denúncia anônima, informando que uma camionete que seguia no sentido Goiânia estava transportando drogas. Os agentes identificaram o veículo, e o motorista, ao perceber a aproximação da polícia, tentou fugir.

Tabletes de maconha são arremessados de veículo na BR-060

Durante a perseguição, o condutor da camionete tentou jogar o carro em cima da viatura, momento em que os policiais civis revidaram com um tiro, que acertou um dos pneus do veículo. O motorista perdeu o controle da direção e bateu a camionete na mureta de contenção, às margens da rodovia. Com o impacto, tabletes de maconha foram arremessados e ficaram espalhados na pista.

Depois do acidente, o motorista da camionete fugiu por uma mata próxima. A Polícia Civil de Goiás investiga o caso e procura pelo homem.

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Goiás

Corpo sem cabeça é encontrado em rua de Hidrolândia

O corpo sem cabeça foi encontrado por moradores da região, que acionaram a polícia.

Por Ton Paulo
21/01/2019, 11h33

Um corpo sem cabeça foi encontrado na manhã desta segunda-feira (21/1), em um bairro do município de Hidrolândia, a 40 quilômetros de Goiânia. O corpo foi encontrado por moradores da região, que acionaram a polícia. A Polícia Técnico-Científica está no local, e a vítima, um homem, ainda não foi identificada.

O corpo decapitado foi encontrado na Rua Florianópolis, Setor Grande Goiânia, região do Garavelo Sul e Distrito de Nova Fátima, em Hidrolândia. De acordo com o Capitão Freitas, da Polícia Militar (PM), a um jornal local, o corpo aparenta ser de um homem, e ainda não foi identificado.

A Polícia Técnico-Científica está no local realizando a perícia, e o corpo será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). Ao Dia Online, a Polícia Civil confirmou quer uma equipe estava a caminho.

A reportagem do Dia Online está acompanhando o caso, e traz mais informações a qualquer momento.

Corpo sem cabeça achado em Hidrolândia, e cabeça sem corpo encontrado em Goiânia

Já em Goiânia, uma cabeça humana com um código marcado na testa foi encontrada no início da manhã de domingo, no dia 13/1, na calçada de um shopping da região norte de Goiânia. A cabeça, identificado como sendo de Erivaldo Ferreira da Rocha, de 33 anos, foi achada por um pedestre que acionou a Polícia Militar (PM).

Segundo informações da PC a um jornal local, a cabeça foi encontrada por volta de 8h30 de domingo (13/1), na calçada em frente ao Shopping Passeio das Águas, na Avenida Perimetral Norte, em Goiânia, por um pedestre que passava pelo local. A cabeça, que aparenta ser de um homem de aproximados 30 anos, tinha um código marcado na testa com as iniciais “TD2”.

Conforme apurado pela reportagem do Dia Online, o código seria uma gíria, abreviação de “Tudo Dois”, que significa “tudo tranquilo, tudo na paz”.

A cabeça, que foi encontrada no início da manhã, foi recolhida pelo Instituto Médico Legal(IML) de Goiânia. Segundo informações da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), ela estava próxima ao meio-fio da via, na calçada do shopping, com cortes na testa gravando a sigla mencionada.

Após encontrar a cabeça, o pedestre acionou a PM, que, por meio do 9º Batalhão, compareceu ao local e isolou a área até a chegada das equipes das polícias Civil e Técnico-Científica.

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Saúde

Crianças com anemia falciforme estão sem remédios em Goiás; pais pedem respostas

Um dos medicamentos, a PEN-VE-ORAL usada no combate de infecções, está em falta há 4 meses.
21/01/2019, 11h36

Há quatro meses sem a PEN-VE-ORAL (fenoximetilpenicilina potássica), crianças que lutam contra anemia falciforme em Goiás agora estão sem outro medicamento, o Hydrea (hidroxiuréia), usado para controle de crises. Consequentemente, o uso do remédio ameniza a necessidade de transfusões de sangue e o número de internações dos pacientes com doença falciforme. Em Goiânia, a droga custa em média R$ 257,89.

A PEN-VE-ORAL é fornecida exclusivamente pelo Ministério da Saúde (MS), repassada às secretarias e em seguida encaminhados aos postos de distribuição, sendo eles o Hospital das Clínicas, a Secretaria de Saúde de Senador Canedo. O Hydrea é fornecido pela Secretaria Estadual de Saúde (SES/GO) e distribuída por meio da Central de Medicamentos de Alto Custo Juarez Barbosa.

Ao Dia Online, os pais denunciam a demora para o repasse do remédios e pelas redes sociais pedem socorro pela vida dos filhos. “A medicação ajuda os pacientes a viver. Recebemos a informação de quem não tem nem previsão pro remédio chegar. Dá mesma forma com o PEN-VE-ORAL, até hoje nada”, relata Stefania Batista do Nascimento, mãe de uma criança portadora de anemia falciforme.

Falta remédio para anemia falciforme desde setembro de 2018 em Goiás

Em setembro do ano passado, o Dia Online já havia sido procurado pelo mesmo grupo de pais que denunciavam a falta do medicamento PEN-VE-ORAL (fenoximetilpenicilina potássica), usado na prevenção de infecções em crianças de até cinco anos. Até hoje, 20 de janeiro de 2019, quatro meses depois, o remédio ainda não foi repassado para as unidades de Saúde de Goiás.

Por meio de comunicado, divulgado no dia 28 de agosto, o Ministério da Saúde informou que a empresa fornecedora do medicamento assumiu o compromisso de recolhimento e substituição dos frascos que viessem a vencer nos estoques do Ministério da Saúde, mas há atraso no cumprimento desse compromisso, o que prejudica no abastecimento.

Respostas

Em nota, a SES-GO informou ao Dia Online que o medicamento Hydrea (hidroxiuréia) deve chegar, de forma emergencial, a partir do dia 11 de fevereiro. Ainda de acordo com o texto, “a regularização da produção do medicamento está prevista para a segunda quinzena de março deste ano.”

Veja a nota:

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), por meio da sua Central de Medicamentos Juarez Barbosa, informa que de forma emergencial, a Central obteve, por empréstimo, um quantitativo do medicamento Hidroxiureia 500 mg (princípio ativo), que deverá chegar a partir de 11 de fevereiro. A regularização da produção do medicamento está prevista para a segunda quinzena de março deste ano.

Duas empresas eram responsáveis pela produção do fármaco: a Bristol, que descontinuou sua fabricação; e a EMS, cujo laboratório pegou fogo em 20 de outubro de 2018. Portanto, existe uma situação de descontinuidade no abastecimento.

Já em relação ao PEN-VE-ORAL, a SES/GO explicou que “trata-se de medicamento distribuído diretamente pelo Ministério da Saúde ao Hospital das Clínicas e às Secretarias Municipais de Saúde.” A reportagem entrou em contato novamente com o Ministério de Saúde, mas até o momento, não obteve retorno. O espaço está aberto para manifestação.

Caso Glorinha e a anemia falciforme

Desde maio de 2018 o Dia Online acompanha a história de Glória Stefany Batista Prado, de quatro anos, que luta contra a anemia falciforme. A mãe de Glorinha protagonizou um dos momentos mais emocionantes da Pecuária de Goiânia 2018, quando subiu ao palco e ganhou, durante o show do sertanejo Gusttavo Lima, um tratamento avaliado em R$ 50 mil que pode salvar a vida da filha.

Reveja o momento transmitido com exclusividade pelo Dia Online:

Stefania, que já iniciou o tratamento de fertilização in vitro, é uma das mães que espera pela disponibilização dos remédios distribuídos pelo Ministério da Saúde. “As autoridades não olham para os pacientes com anemia falciforme. “As crianças estão perecendo”, desabafa.

Imagens: Instagram 

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Goiás

"Ela filmou nosso show", diz cantor deixado por motorista de aplicativo antes de sumiço

EXCLUSIVO. José Luccas Moura conversou com o Dia Online e contou detalhes da última noite da motorista Vanusa.
21/01/2019, 13h16

Quando Luccas Moura, de 22 anos,  saiu de Goianésia, a 178 km de Goiânia, 2 horas e 38 minutos de ônibus, não sabia que teria de dar explicações à Polícia Civil após o desaparecimento da motorista de aplicativo Vanusa da Cunha Ferreira, de 36 anos. O sonho de cantar se transformou em uma trama policial.

Por quase 10 horas, Luccas explicou para a delegada e titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), Mayana Rezende, detalhes da última noite de Vanusa, na sexta-feira (18/1) e madrugada de sábado.

Em entrevista exclusiva ao Portal Dia Online, o cantor deu detalhes da última noite de vida da motorista que conheceu há 4 meses quando Vanusa foi acompanhada de um homem que se dizia empresário à casa dele. “Ela veio como motorista mesmo”, recorda.

Sexta-feira. Quando Luccas e um amigo, que é menor de idade e toca violão para a dupla, chegaram à rodoviária às 18h, ligaram para o empresário, que estava em um bingo. “Ele intermediou tudo com a Vanusa. Ligou para ela falando que eu e um amigo tínhamos chegado em Goiânia.”

Motorista de aplicativo trabalhava no Hugol

Vanusa, no entanto, ainda estava no plantão do Hospital Estadual de Urgências da Região Noroeste de Goiânia Governador Otávio Lage de Siqueira (HUGOL).

Técnica de enfermagem, nas horas vagas Vanusa atendia pelo aplicativo Uber desde março de 2016, mas também aceitava corridas particulares. Um dos clientes é o empresário – que não será identificado – que convenceu Luccas e Matheus a virem para Goiânia para apresentação em uma casa de shows no Novo Mundo.

Luccas conta que conheceu o homem após um vídeo que gravou cantando circular na cidade. “O empresário falou pra gente que tinha dinheiro e que ia investir. Ele que pagou a nossa passagem [De Goianésia a Goiânia]”, lembra. “Ele contou que tinha empresa na área de construção, engenharia.”

Luccas e o amigo aguardaram Vanusa. Matheus, o segunda voz da dupla, também mora em Goianésia, mas a mãe dele vive com o padrasto na capital. Por isso ele já estava em Goiânia quando Vanusa chegou à rodoviária.

Ao sair do Hugol, indo buscar os clientes, Vanusa conversou com a namorada, Juliana Pereira, com quem comentou que buscaria os meninos.

Segundo Luccas, a motorista de aplicativo estacionou o Gol vermelho por volta das 20h. “Antes de irmos ao show, fomos buscar o empresário, que estava em um lugar que joga bingo. Depois a Vanusa saiu com uma amiga do empresário para buscar o Matheus na casa dele.”

Quando todos chegaram à casa de show, não tinha quase ninguém e seguiram para um bar com mesas na calçada. “A gente comeu espetinho, quando o empresário gravou o vídeo. Ele estava muito bêbado e errou o nome da Vanusa, chamando ela de Vanessa”. Segundo Luccas, a motorista bebeu apenas água e pagou no cartão de crédito.

Depois, eles voltaram para a casa de shows. “A Vanusa ficou esperando a gente. Ela bebeu água e energético, tirou fotos e filmou o show, para depois me mandar”, relata. “Ela pagou a conta no cartão e o empresário pagou a nossa.”

Algo, contudo, intrigou a dupla. “A gente se preparou para cantar algumas músicas, mas quando chegamos lá, tinham outros cantores. E acabamos cantando apenas duas.”

A dupla cantou “Notificação Favorita”, de Zé Neto e Cristiano e “Atrasadinha”, de Felipe Araújo. A casa estava lotada, conforme contou uma funcionário do local. Segundo o proprietário da casa de shows informou para a reportagem, a dupla não recebeu nada pela apresentação.

Casa da mãe do Matheus

Ainda segundo Luccas, Vanusa deixou ele, o adolescente que toca violão, e o Matheus na cada da mãe dele, às 4h. “O Matheus ainda ligou para a mãe dele abrir o portão. A Vanusa ficou esperando a gente entrar e seguiu viagem com o empresário.”

Luccas, porém, não quer opinar sobre autoria. “Prefiro não acusar ninguém”, disse.

A motorista de aplicativo foi encontrada morta no início da noite deste domingo (20/1) com traumatismo craniano horas depois de o carro dela ser achado em uma rua do Polo Industrial.

Depois que páginas publicaram o vídeo gravado e enviado pelo próprio empresário para amigos de Vanusa, Luccas passou a receber mensagens. “Estou com medo. Não tenho nada a ver com a morte dela”, disse.

“Nós viemos para morar em Goiânia em busca de um sonho. A gente ia alugar uma casa e procurar emprego para fazer shows. Não vou desistir da minha carreira. Quando despedi da minha mãe, ela chorou. Não vou desistir para dar uma vida melhor para ela”, diz, antes de dizer que a dupla não recebeu nenhum centavo do empresário. “Não tenho dinheiro nem para voltar para a minha cidade”.

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