Goiás

Organização criminosa especializada na explosão de caixas eletrônicos é desarticulada, em Goiás

Grupo planejava pelo menos mais três explosões à caixas eletrônicos no Estado.
21/01/2019, 19h44

Pelo menos 10 pessoas suspeitas de integrarem uma organização criminosa especializada na explosão de caixas eletrônicos foram presas durante uma operação do Grupo Antirroubo a Banco da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (GAB/DEIC), nesta segunda-feira (21/1), em Goiás.

A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), afirmou que a organização estava agindo há algum tempo no interior do Estado e que algumas ações do grupo foram registradas nas cidades de Morrinhos e Goianésia. Conforme as informações repassadas pela polícia, grande parte da quadrilha havia sido identificada pelo GAB e que a última ação do grupo foi registrada em Nova Crixás, no início do ano.

Organização se preparava para mais três explosões à caixas eletrônicos

Com boa parte dos suspeitos de integrarem a organização criminosas identificados, o GAB trocou informações com a inteligência da Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), por meio das unidades das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM), e descobriu que o grupo planejava pelo menos mais três explosões à caixas eletrônicos no Estado.

Durante a operação policial 10 pessoas foram presas, sete homens e três mulheres, entre os detidos estão os responsáveis por agir diretamente nas explosões dos caixas, como os suspeitos que faziam os levantamentos nas cidades alvos do grupo.

Segundo a polícia, a organização criminosa utilizava carros com as mulheres passando pela região que o grupo iria agir, para verificar o policiamento no momento e dar cobertura para que os caixas fossem explodidos.

A PC afirmou que durante a operação um carro usado pela quadrilha foi apreendido e que além do veículo três artefatos explosivos caseiros e outras ferramentas usadas nas explosões, alavancas e uma pistola .40 também foram apreendidos. Outros detalhes sobre a prisão do grupo e a apreensão dos materiais, assim como o nome da operação vão ser divulgados na manhã da próxima terça-feira (22/1) durante uma coletiva de imprensa.

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Entretenimento

'Não vai me abalar', diz Datena sobre acusação de assédio sexual

"Me abater, é claro, abate qualquer ser humano, mas não vai me abalar a ponto de quebrar minhas pernas", afirmou o apresentador.
21/01/2019, 20h05

José Luiz Datena falou a respeito das denúncias de assédio sexual das quais vem sendo alvo por parte da ex-repórter da Band Bruna Drews. O apresentador comentou o caso no Brasil Urgente desta segunda-feira, 21.

Em seu pronunciamento, Datena afirmou que se sentiu abatido, mas que as denúncias não vão “quebrar suas pernas”. Ele ainda ressaltou que “defende todas as mulheres”, “vai continuar trabalhando” e confia que a “Justiça mostre o que é verdadeiro”.

Por fim, fez um apelo: “Acredita em mim”.

“Faz 17, 18 anos que, só nesse tipo de programa, eu venho defendendo as mulheres brasileiras contra todo tipo de crime. Calúnia, assédio sexual, abuso sexual, feminicídio… E vou continuar fazendo isso. Eu defendo todas as mulheres.”

Em seguida, Datena criticou Bruna Drews: “Agora, se uma pessoa, independente de ser mulher ou não, me acusa de uma maneira vil, é claro que eu vou ter que responder a isso e pedir que a Justiça faça justiça, mostre a pura verdade.”

O apresentador também revelou que as denúncias mexeram com ele: “Eu vou continuar trabalhando. Fazendo meu papel, que sempre fiz. Me abater, é claro, abate qualquer ser humano, mas não vai me abalar a ponto de quebrar minhas pernas.”

“Já enfrentei muita gente perigosa, enfrento até hoje. Já enfrentei muita calúnia, muita mentira, gente que achava que iria me destruir porque eu falo a verdade. Não é dessa vez que vou dobrar os meus joelhos, de forma alguma.”

“Espero só que a Justiça mostre o que é verdadeiro. Tô dizendo isso não é pra imprensa, nem pra ninguém. É pra você, que me assiste há tanto tempo. Pra você, que me para na rua pra me tirar foto, pra sua família, que eu tenho o maior respeito.”

“É por você, telespectador da Band. Acredita em mim. Porque eu tô dizendo a verdade. Eu jamais mentiria pra você. Acredita em mim, o pai de família, pai de cinco filhos e avô de seis netos, casado há 41 anos. Acredita em mim, porque a Justiça vai provar que o que eu digo é verdade”, encerrou.

Confira um trecho do discurso de Datena abaixo:

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Entenda as denúncias de assédio sexual contra José Luiz Datena

Em entrevista ao Fofocalizando, do SBT, na última sexta-feira, 18, Bruna confirmou denúncias envolvendo Datena que foram publicadas pelo site Notícias da TV, afirmando que o fato teria ocorrido por volta do meio do ano passado.

Segundo as acusações, em uma confraternização com a equipe em um restaurante, Datena teria dito frases como “já bati muita p*** pra você, você nem imagina o quanto” e “é um desperdício você namorar uma mulher, não deve ter conhecido o homem certo”.

Posteriormente, o apresentador negou as acusações, afirmando que trata-se de “calúnia” e alegando que a profissional sofreria de problemas psicológicos.

“Ele falou muito que estou delirando, que estou doente, mas eu confirmo todas as informações de assédio que foram publicadas”, afirmou Bruna.

Bruna também ressaltou alguns momentos que ocorriam durante suas participações no Brasil Urgente, em que o apresentador falava sobre sua beleza durante as reportagens.

“Já me sentia muito constrangida com o assédio que sofria no ar. Era nítido meu constrangimento, sabe? Meus pais ficavam envergonhados. Mas eu precisava do salário, pagava coisas pros meus pais, tinha que sustentar uma casa, então eu aguentava.”

“Quando aconteceu o assédio real, frente a frente, num restaurante, aí eu decidi mesmo que devia procurar a Justiça e denunciar. Procurei um advogado logo depois que esse assédio foi feito.”

Em seguida, a repórter explicou o motivo de ter esperado meses para realizar a denúncia: “Eles pediram pra segurar um pouco pra gente fundamentar toda a nossa história. O prazo pra gente divulgar o assédio é de seis meses. A gente esperou até o último momento pra que a gente fundamentasse a história, tivesse testemunhas.”

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Economia

Governo de Goiás vai analisar proposta para pagar salários atrasados dos servidores em fevereiro

Ernesto Roller se comprometeu em levar a proposta para ser analisada pela Sefaz e marcou outra reunião para quarta-feira (23).
21/01/2019, 20h47

O Governo de Goiás tenta encontrar a melhor maneira para quitar a folha salarial dos servidores do mês de dezembro de 2018, que não foi empenhada pelo governo anterior. Na tarde desta segunda-feira (21/1) representantes dos sindicatos da categoria participavam de uma assembleia, em frente a Praça Cívica no Centro de Goiânia, para definir os próximos passos a serem adotados, pela falta do pagamento do mês de dezembro.

Durante a assembleia, uma comissão composta por 12 representantes do Fórum em Defesa dos Servidores Públicos do Estado de Goiás, foi convidada para uma reunião com o secretário de Governo (Segov), Ernesto Roller e apresentaram uma nova proposta para que o governo possa quitar os salários atrasados.

Pagamento do salário de dezembro em fevereiro

A assessoria de comunicação da Segov confirmou o encontro e afirmou que os representantes dos servidores fizeram uma nova proposta para o governo pagar os salários atrasados. Os representantes do Fórum, pediram que o governo estadual pague integralmente os salários de dezembro de 2018, no mês de fevereiro e discuta em outras oportunidades o salário de fevereiro.

O secretário ao ouvir a proposta dos representantes dos servidores, afirmou que vai levar a proposta ao conhecimento da Secretaria da Fazenda (Sefaz) e marcou uma outra reunião para próxima quarta-feira (23/1) a partir das 16h.

Reunião entre representantes dos servidores e governo terminou sem acordo

A atual gestão lembrou que ao final do ano o déficit de Goiás vai ser de R$ 6,9 bilhões de reais, e que pegou o Estado com apenas R$ 11 milhões em caixa. Na reunião desta tarde, o secretário lembrou que o governador antecipou o pagamento de janeiro, para quitar a folha dentro do mês trabalhado.

Na semana passada, uma reunião entre a secretária da fazenda e de governo, Cristiane Schmidt e Ernesto Roller, com os representantes do servidores terminou sem acordo. A proposta da atual gestão para quitar o mês de dezembro de 2018, é pagar os salários de forma crescente, a partir do mês de março de forma escalonada e quitando a folha do último mês do ano passado, em agosto de 2019.

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Política

Ex-vereadores de Caldas Novas são condenados por compra de votos em eleição da Câmara 

Eleito presidente da Câmara, ex-vereador pagou mais de R$ 50 mil por voto de colega.
22/01/2019, 07h47

Os ex-vereadores de Caldas Novas, André Rocha Teles, então presidente da Câmara Municipal e Antônio Celso Dedemo Prado, conhecido como Celso Guaíra, foram condenados por improbidade administrativa, por compra de votos. Os ex-parlamentares foram denunciados ainda pelos crimes de corrupção ativa e passiva.

O pedido foi feito pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) e acatado pelo juiz Tiago Luiz de Deus Costa Bentes. De acordo com ação pública, André Rocha pagou a Antônio Celso para que este votasse em seu nome para a presidência do Legislativo municipal, nas eleições realizadas em dezembro de 2010.

Compra de voto em eleição na Câmara Municipal de Caldas Novas

Segundo as investigações, além da compra do voto, André Rocha apresentou como alternativa a possibilidade de votar em Antônio Celso para o cargo, em troca dos mesmos benefícios. O acordo valeria o pagamento de R$ 100 mil, divididos em duas parcelas anuais de R$ 50 mil, ou no pagamento dobrado dos vencimentos de vereador durante todo o biênio 2011/2012, além da criação de mais um cargo de assessor para aquele que vendesse o apoio.

Antônio Celso aceitou a negociação e no dia do pleito, como combinado, votou em André Rocha, que foi eleito presidente da Câmara de Caldas Novas por 6 votos a 4. Quando assumiu o cargo, André Rocha iniciou o cumprimento do acerto, depositando parte do dinheiro pela compra do voto. Foram repassados cerca de R$ 54 mil a Antônio Celso.

Dois anos após, conta na ação que o presidente eleito deixou de pagar o restante do combinado, e descontente com a atitute, Antônio marcou uma reunião com o presidente da Câmara e com o advogado Andrei Rocha, irmão do acusado e atualmente vereador do município. O encontro foi gravado e não havendo acordo, Celso Guaíra divulgou a conversa em emissoras locais de rádio e de TV.

Condenações dos ex-vereadores

Durante as audiências Antônio Celso entregou ao MP os R$ 54 mil que recebeu de André Rocha pelo voto. O dinheiro foi depositado em uma conta vinculada à Vara Criminal de Caldas Novas. Segundo a decisão, ele teve os direitos políticos suspensos por 10 anos, pagamento de multa civil no valor de R$ 54 mil, com correção monetária e juros e proibição de contratar com o poder público.

Já André Rocha, na época eleito presidente da Câmara, também teve os direitos políticos suspensos pelo mesmo prazo; pagamento de multa civil no valor de duas vezes o acréscimo patrimonial recebido indevidamente, no valor de R$ 108 mil, a ser acrescido de correção monetária e juros.

Via: MPGO 

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Goiás

O que significa o estado de calamidade financeira em Goiás decretado por Caiado

O estado de calamidade é uma situação anormal em que a capacidade de ação do poder público municipal ou estadual fica seriamente comprometida.

Por Ton Paulo
22/01/2019, 08h08

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), decretou na última segunda-feira (21/1) estado de calamidade financeira por pelo menos seis meses. A medida foi encaminhada à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), onde precisa passar pela aprovação dos deputados. O estado de calamidade é uma situação anormal em que a capacidade de ação do poder público municipal ou estadual fica seriamente comprometida. Essa situação é fruto de um desastre, catástrofe e afins.

Durante o estado de calamidade financeira, o governo goiano vai poder renegociar contratos com fornecedores e suspender serviços não essenciais. Segundo o decreto, o prazo de seis meses pode ser prorrogado em caso de necessidade. Assim que, e se, o decreto for aprovado, a Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento de Goiás passa a ter mais liberdade para remanejar recursos e adotar as medidas que considerar necessárias para reequilibrar as contas estaduais.

Entretanto, no decreto Caiado não aponta os efeitos da decisão. O documento prevê que a Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) editará “atos complementares sobre as medidas administrativas a serem adotadas”.

O atual titular da Segplan, Pedro Henrique Sales, disse a um jornal local que ainda não há definição dos atos. O governo está analisando os decretos dos outros seis Estados para decidir se copiará as medidas ou adotará alguma inédita. “Estamos fazendo uma varredura no que já existe em outros Estados para avaliar o que dá para aplicar aqui. Será o mais breve possível”, afirmou sem indicar previsão.

Na semana passada, o governador Caiado reuniu-se com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para pedir a inclusão de Goiás no regime de recuperação fiscal (RRF). Responsável por auxiliar estados com dificuldades financeiras em troca de um rigoroso programa de ajuste fiscal, esse regime é aplicado hoje apenas no estado do Rio de Janeiro.

Diante disso, uma equipe de técnicos do Tesouro Nacional veio a Goiás para avaliar as contas públicas e determinar se o Estado tem condições de entrar no RRF.

Modelo parecido de calamidade financeira em Goiás também já foi decretado por outros Estados

Goiás tornou-se o quarto estado a decretar calamidade nas contas públicas em 2019, elevando para cinco as unidades da Federação nessa situação. Na última quinta-feira (17), o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), tomou a mesma decisão, depois que o estado não conseguiu uma ajuda para antecipar recursos de exportações. Com a calamidade financeira, contratos e licitações estão sendo reavaliados e uma série de despesas foi suspensa. Novos contratos foram proibidos por seis meses.

No dia 2 de janeiro, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, decretou estado de calamidade financeira no estado por causa da grave situação econômica e fiscal do estado. O Plano Estadual de Recuperação Fiscal contém, entre outras, medidas que visam reduzir custos e controlar as despesas. No mesmo dia, o governo de Roraima também decretou estado de calamidade financeira.

Para fazer parte do RRF, a unidade da Federação precisa ter a soma do serviço da dívida e dos gastos com pessoal equivalente a pelo menos 70% da receita corrente líquida. Segundo o Tesouro Nacional, atualmente Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul estão enquadrados nessa situação.

Em 2016, os estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul haviam declarado calamidade financeira.

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