Brasil

Em crise, prefeituras de 340 cidades podem adiar início das aulas em Minas Gerais

Em assembleia na segunda-feira, 21, foi aprovada a recomendação de prorrogar as férias escolares.
22/01/2019, 19h37

A crise pode atrasar o retorno às aulas nas escolas públicas de Minas Gerais. A Associação Mineira de Municípios orientou as prefeituras para que em vez de fevereiro, como previsto, retomem o ano letivo somente após o carnaval, ou seja, a partir de 6 de março. O motivo são os atrasos nos repasses por parte do Estado aos municípios, cujo valor total já soma mais de R$ 12 bilhões.

Em assembleia na segunda-feira, 21, foi aprovada a recomendação de prorrogar as férias escolares. O encontro reuniu 340 prefeitos, mas a associação acredita que a adesão será ainda maior, pois outras prefeituras que não contaram com representantes também pretendem aderir ao movimento.

Após a assembleia dos prefeitos, o governador Romeu Zema (Novo) se reuniu com superintendentes de ensino do Estado e anunciou o repasse de R$ 48,7 milhões em fevereiro para despesas com transporte escolar, conectividade, manutenção e custeio das escolas.

Questionada sobre a medida, a Associação dos Municípios informou que isso não muda a decisão de adiar a volta às aulas em Minas Gerais. “Isso foi direto com as regionais de ensino, não influencia, ele tentou inverter o foco”, falou um assessor da entidade. Segundo ele, está mantida a recomendação de retorno do ano letivo somente após o carnaval.

Nesta semana os prefeitos aprovaram também outras medidas devido à falta de repasses do governo, entre elas, a de apresentar pedido de impeachment contra Romeu Zema assim que a Assembleia Legislativa retomar os trabalhos, no início de fevereiro.

‘Calamidade’

A reportagem entrou em contato com a assessoria de Zema para ter uma posição sobre o retorno às aulas em Minas Gerais e o atraso nos repasses, mas não obteve retorno.

Pela internet, o governador declarou que “a calamidade financeira de Minas é a maior do País, com previsão de déficit para 2019 de R$ 30 bilhões”. E reclamou do alto gasto com o funcionalismo. “Somente a folha de pagamento no nosso estado compromete 79,18% dos recursos”, publicou nas redes sociais.

Já o vice-governador Paulo Brant (Novo), em entrevista à rádio CBN nesta terça-feira, 22, foi mais direto e falou que o governo terá de decidir entre pagar os servidores ou fazer o repasse aos municípios. Ele deu razão ao protesto dos prefeitos, mas alegou que o dinheiro arrecadado pelo Estado não dá para pagar o servidor e as prefeituras. “É um ou outro. Ou uma parte de um e uma parte de outro. Nós ficamos até envergonhados, mas não há alternativa. Não conseguimos aumentar a receita no curto prazo.”

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Bombeiros controlam incêndio no pátio da SMT, em Goiânia

Incêndio pode ter começado no lixo do lado de fora do pátio e se alastrado por um bambuzal até atingir os veículos apreendidos.
22/01/2019, 20h33

No início da noite desta terça-feira (22/1) o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) foi chamado para combater um incêndio em um pátio da Secretária Municipal de Trânsito (SMT), no Setor Santa Genoveva, em Goiânia.

O Tenente Bispo que esteve na ocorrência conversou com o Portal Dia Online e afirmou que esta não foi a primeira vez que um incêndio foi registrado no pátio da SMT. “Nós suspeitamos que o fogo começou no lixo que esta do lado de fora, se alastrou atingindo um bambuzal aqui do lado e depois passou para dentro do pátio da SMT”, afirmou o Tenente.

Conforme o militar, o pátio é usado para guardar veículos que foram apreendidos pela SMT na capital e tem veículos que estão há muito tempo recolhidos no pátio da Secretária. O Tenente afirmou que aproximadamente 45 veículos foram atingidos pelas chamas do incêndio.

Incêndio no pátio da SMT foi controlado após cerca de uma hora de trabalho

O Tenente afirmou que foram gastos aproximadamente 30 mil litros de água combater o incêndio, com 15 militares trabalhando na ocorrência e seis viaturas da Corporação. “Nós fomos acionados por volta das 18h35 e pouco mais de uma hora depois conseguimos controlar às chamas”, conta o militar.

Conforme as informações repassadas pelo Tenente, durante a ocorrência não houve o registro de vítimas. Embora o fogo tenha sido controlado, as equipes dos bombeiros continuam no local, fazendo o trabalho de rescaldo, para impedir que às chamas voltem.

Portal Dia Online entrou em contato com a Secretária Municipal de Trânsito (SMT) que informou que a segurança do pátio é responsabilidade da Guarda Civil Metropolitana de Goiânia (GCM).

À reportagem conversou com o presidente comandante da Guarda Civil Metropolitana de Goiânia (GCM), José Eulálio Vieira, que confirmou que incêndio começou do lado de fora do pátio. Conforme o comandante, assim que o GCM de plantão viu que o fogo era de grandes ele chamou os para controlar o incêndio que destruiu cerca de 40 veículos no depósito.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Brasil

Cápsula de aparelho raios x com césio-137 é achada em ferro-velho, em Alagoas

Funcionários evitaram tragédia semelhante a de Goiânia, o maior acidente radiológico do mundo.
23/01/2019, 00h33

Uma cápsula de raios x, que carrega césio-137, substância altamente radioativa e, por isso, perigosa, foi achada e resgatada em um ferro-velho em Arapiraca, em Alagoas, na tarde de segunda-feira (22/1).

Graças à Vigilância Sanitária Municipal no bairro São Luiz II, a cápsula foi recolhida quando funcionários receberam uma denúncia anônima.

A história é semelhante por que passou Goiânia em setembro de 1987. Há 32 anos anos o prédio da Vigilância Sanitária recebia uma cápsula aberta que já havia contaminado milhares de pessoas.

Em Alagoas, os agentes da Vigilância Sanitária,  treinados e bem informados sobre os riscos, convenceram o dono do ferro-velho a entregar o objeto. Ele contou que a cápsula foi retirada de um aparelho de mamografia. Ele não informou a origem.

Em Goiânia, contudo, o desfecho foi trágico e sitiou a cidade. Mais de 100 mil pessoas tiveram de passar por severo processo de descontaminação. Ficaram isoladas dentro do Estádio Olímpico por horas, centenas delas por dias.

Descarte de aparelho contendo césio-137 é criminoso

O coordenador da Vigilância Sanitária Municipal, Edilson Melo, explicou ao G1 Alagoas que se a empresa que fez o descarte incorreto for identificada, poderá responder criminalmente por ter colocado a comunidade em risco.

“Ela fechada não tem perigo nenhum, mas se tivesse sido aberta, as pessoas correriam risco de contaminação. Conseguimos evitar uma tragédia como a que houve em Goiânia há 32 anos”, diz Melo.

Não é por acaso que o profissional alagoano cita a tragédia em Goiânia. Quatro pessoas morreram ao ter contato com o pó azul quando dois homens encontraram uma peça abandonada nas instalações do Instituto Goiano de Radioterapia (IGR), onde funciona atualmente o Centro de Convenções.

Eles a venderam a um ferro-velho, que repassou o objeto a um segundo. O dono, maravilhado com o bilho, contaminou a família e vizinhos.

Dados de janeiro de 2018, publicados no livro “Sobreviventes do Césio”, que o autor desta reportagem publicou em colaboração com a jornalista Carla Lacerda, consta que o Estado de Goiás monitorava 1.165 pessoas.

O número é muito maior segundo organizações que representam os radioacidentados, como são chamadas as vítimas.

O acidente com o césio-137 em Goiânia é considerado o maior do mundo e ainda hoje causa sofrimento às vítimas e familiares.

Entre elas, Lourdes das Neves. À época, ela sepultou a cunhada, Maria Gabriela Ferreira, de 37 anos e, ainda pior, a filhinha de 6 anos, Leide das Neves.

Além das duas, o pó azul matou Admilson Alves de Souza, 18 anos, e Israel Batista dos Santos, 21. Eles morreram 45 dias após contato com a radiação.

As vítimas foram sepultadas em caixões de chumbo lacrados dentro de covas com grossas camadas de concreto.

Precisamos comemorar que Alagoas está livre do infortúnio azul radioativo.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Corpo sem cabeça é encontrado no Jardim Primavera, em Goiânia

Duas cabeças e outros dois corpos foram encontrados nos últimos 10 dias, na capital e Região Metropolitana.
23/01/2019, 07h46

Na madrugada desta quarta-feira (23/1) um outro corpo sem cabeça foi encontrado no Conjunto Jardim Primavera, em Goiânia. A informação foi confirmada pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), que vai investigar o caso. Só neste ano, esta é a quinta ocorrência com essas características em Goiás.

O corpo já foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) e deve passar por autópsia ainda na manhã de hoje. Ainda não se sabe como a cabeça foi encontrada e também não se tem identificação da vítima até o momento.

Corpo sem cabeça é o quinto caso em Goiânia e Região Metropolitana

Este é o quinto caso de partes humanas encontradas em Goiânia e Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana. O primeiro caso ocorreu no dia 13 de janeiro; um pedestre que passava próximo ao Shopping Passeio das Águas encontrou uma cabeça humana, marcada com o código “TD2”. Segundo apurou o Dia Online, a sigla, usada por gangues, significa “Tudo Dois”, que significa “tudo tranquilo, tudo na paz”.

No dia 18, cinco dias depois, um corpo sem cabeça foi encontrado boiando no Rio Meia Ponte, no setor Negrão de Lima, em Goiânia. O corpo foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) e confirmado que pertence à cabeça encontrada em frente ao shopping.

O terceiro caso ocorreu na última segunda-feira (21/1), na Rua Florianópolis, no setor Grande Goiânia, em Hidrolândia, na Região Metropolitana de Goiânia, onde um outro corpo sem cabeça foi encontrado por um morador da região. De acordo com o Capitão Freitas, da Polícia Militar (PM), a um jornal local, o corpo aparenta ser de um homem, e ainda não foi identificado.

E ontem (22/1), uma outra cabeça foi achada na Avenida Bela Vista, no setor Vila Brasília, em Aparecida de Goiânia. O órgão já estava em estado de decomposição, foi encontrado por um morador que passava pela região. A Polícia Técnico Cientifica foi acionada para fazer a perícia.

Ainda não é possível apontar se todos os casos têm ligação. A Polícia Civil (PC) de Goiás investiga.

Imagens: DIH 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Coreia do Sul quer investir em município goiano, revela Caiado em entrevista

Em entrevista, Caiado adiantou o fato de que a Coreia do Sul tem manifestado interesse em fazer investimentos no município de Flores de Goiás.

Por Ton Paulo
23/01/2019, 08h31

O governador Ronaldo Caiado concedeu na manhã desta quarta-feira (23/1) uma entrevista à Rádio Interativa FM, no programa Falando Sério, onde fez uma radiografia sobre a situação financeira do Estado. De acordo com Caiado, a mudança no Estado será “radical” e a população sentirá a resposta, mas que o “remédio vai ser danoso”. Na entrevista, Caiado adiantou o fato de que a Coreia do Sul tem manifestado interesse em fazer investimentos no município goiano de Flores de Goiás.

Sobre as contas públicas, o governador disse que já pagou 83% da folha de janeiro dos servidores públicos e buscou providências para as dívidas com os hospitais do estado, que superam R$ 300 milhões. Ele aproveitou a oportunidade para voltar a alfinetar a gestão anterior e lembrar em que situação teria encontrado o Estado. “A verdade nua e crua: recebi o governo com R$ 11 milhões em caixa e R$ 3,4 bilhões em dívidas”, disse. Caiado ainda informou que os repasses às prefeituras estão atrasados 13 meses.

“A mudança vai ser radical em Goiás”, afirmou o governador ao se referir às medidas tomadas para tentar recuperar as contas públicas, mas avisou: “o remédio vai ser danoso”. Ele informou ainda que recebeu ligações de empresários comunicando interesse de investir em Goiás. “Estamos expandindo a nossa ação”.

Destacou, também, uma visita de delegação da Coréia do Sul que, segundo ele, tem interesse em fazer investimentos no município de Flores de Goiás. Caiado adiantou que nesta quinta-feira (24/01), receberá delegação com 25 integrantes da Coreia do Sul que conhecerão Flores de Goiás, onde será instalado o maior projeto de sistemas fotovoltaicos do país.

Eles solicitaram 1,5 mil hectares de terras. “É o maior investimento que teremos no estado. É o dobro da estrutura instalada no Piauí, devido à qualidade e à localização da região”, destaca.

O governador Caiado defendeu também medidas punitivas imediatamente após o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, como aconteceu em Goiás, com a gestão anterior. “São 6,8 milhões de goianos para manter a estrutura do estado, mas que não têm benefício algum. Há desigualdade regional e enormes dificuldades na saúde, educação, infraestrutura”, afirma.

Caiado decretou estado de calamidade financeira

O governador finalizou dizendo que “são várias agonias a cada dia, mas que iria consertar o estado”. Uma das medidas já tomadas por Caiado foi um polêmico decreto.

O democrata decretou na última segunda-feira (21/1) estado de calamidade financeira por pelo menos seis meses. A medida foi encaminhada à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), onde precisa passar pela aprovação dos deputados. O estado de calamidade é uma situação anormal em que a capacidade de ação do poder público municipal ou estadual fica seriamente comprometida. Essa situação é fruto de um desastre, catástrofe e afins.

Durante o estado de calamidade financeira, o governo goiano vai poder renegociar contratos com fornecedores e suspender serviços não essenciais. Segundo o decreto, o prazo de seis meses pode ser prorrogado em caso de necessidade. Assim que, e se, o decreto for aprovado, a Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento de Goiás passa a ter mais liberdade para remanejar recursos e adotar as medidas que considerar necessárias para reequilibrar as contas estaduais.

Entretanto, no decreto Caiado não aponta os efeitos da decisão. O documento prevê que a Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) editará “atos complementares sobre as medidas administrativas a serem adotadas”.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.