Brasil

Enem 2018: Mulheres são 76% das notas 1000 na redação

Mulheres dão show na redação do Enem 2018.
22/01/2019, 17h12

Dos 55 participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 que atingiram a nota 1000 na redação, 42 são do sexo feminino e 13, do sexo masculino. Elas representam 72%. No Distrito Federal, no Pará, no Rio Grande do Norte, no Ceará e em Sergipe, por exemplo, somente mulheres atingiram nota 1000 na redação.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixiera (Inep) divulgou um levantamento inédito com a origem, o sexo e a idade dos 55 participantes que alcançaram a nota máxima na dissertação.

Do total dos candidatos, 33 são da região Sudeste, sendo 14 de Minas Gerais e 14 do Rio de Janeiro. Há ainda quatro de São Paulo, das cidades de Cotia, Franca, Pederneiras e Rio Claro.

A região Nordeste tem 14 dos melhores textos, com representantes das cidades de Fortaleza (CE), Santa Quitéria (CE), Imperatriz (MA), Guarariba (PB), Teresina (PI), Natal (RN), Ipanguaçu (RN) e Aracaju (SE).

Sisu

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começam nesta terça-feira, 22, e vão até as 23h59 da sexta-feira, 25. Para a edição do primeiro semestre de 2019, serão ofertadas 235.476 vagas em 129 instituições de ensino superior de todo o País, segundo o Ministério da Educação (MEC).

O processo seletivo, aplicado desde 2010, é o mecanismo utilizado por universidades públicas para oferecer vagas a estudantes que realizaram o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Além de ter feito a edição de 2018 do exame, os candidatos precisam ter alcançado nota superior a zero na prova de Redação.

Para a edição do primeiro semestre de 2019, serão ofertadas 235.476 vagas em 129 instituições de ensino superior de todo o País. Saiba aqui tudo sobre o cronograma e inscrições do Sisu 2019.

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Goiás

Homem morre ao ser alvejado com um tiro no braço após ameaçar a ex-companheira, em Rio Verde

Ex-companheira tinha medidas protetivas contra Gideon e chamou a PM para atender a ocorrência.
22/01/2019, 19h11

Bastou um tiro para que Gideon Santos e Santos, de 39 anos, perdesse a vida nesta terça-feira (22/1) no setor Nilson Veloso, em Rio Verde, a 238 quilômetros de Goiânia. O caso aconteceu próximo à casa da ex-companheira do homem, que tinha medidas de proteção para evitar que o ex-marido se aproximasse dela.

Porém na tarde desta terça-feira, Gideon descumpriu as medidas. A ex temendo por sua vida chamou a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), que compareceu ao local para prender o suspeito que estava armado com uma faca e ameaçava matar a ex-companheira.

Suspeito de ameaçar ex-companheira foi morto com um tiro no braço

O caso foi confirmado pela Central de Flagrantes da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) em Rio Verde, que vai investigar as circunstâncias nas quais o homem veio a óbito, após ser alvejado com um tiro no braço. A polícia afirmou que após a chegada da PM, o homem tentou fugir dos policiais, pulando muros das casas vizinhas ao local.

Durante a perseguição policial para prender o suspeito de ameaçar a ex-companheira, os PM’s deram voz de prisão para ele parar, mas ele não obedeceu e continuou fugindo. A PC afirmou que Gideon foi encontrado em cima do telhado de uma casa e fazendo gestos de atingir o policial militar.

Para fazer com que o homem descesse do telhado, o policial efetuou um disparo que atingiu o braço de Gideon. Conforme as informações repassadas, o suspeito de ameaçar a ex-companheira caiu do telhado e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) e levado à Unidade de Pronto Atendimento de Rio Verde (UPA).

Apesar de ter sido socorrido pelo CBMGO, Gideon não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde. Segundo a polícia, o médico que atendeu a ocorrência, afirmou que o tiro provavelmente atingiu uma artéria no braço do rapaz, que veio a óbito.

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Brasil

Em crise, prefeituras de 340 cidades podem adiar início das aulas em Minas Gerais

Em assembleia na segunda-feira, 21, foi aprovada a recomendação de prorrogar as férias escolares.
22/01/2019, 19h37

A crise pode atrasar o retorno às aulas nas escolas públicas de Minas Gerais. A Associação Mineira de Municípios orientou as prefeituras para que em vez de fevereiro, como previsto, retomem o ano letivo somente após o carnaval, ou seja, a partir de 6 de março. O motivo são os atrasos nos repasses por parte do Estado aos municípios, cujo valor total já soma mais de R$ 12 bilhões.

Em assembleia na segunda-feira, 21, foi aprovada a recomendação de prorrogar as férias escolares. O encontro reuniu 340 prefeitos, mas a associação acredita que a adesão será ainda maior, pois outras prefeituras que não contaram com representantes também pretendem aderir ao movimento.

Após a assembleia dos prefeitos, o governador Romeu Zema (Novo) se reuniu com superintendentes de ensino do Estado e anunciou o repasse de R$ 48,7 milhões em fevereiro para despesas com transporte escolar, conectividade, manutenção e custeio das escolas.

Questionada sobre a medida, a Associação dos Municípios informou que isso não muda a decisão de adiar a volta às aulas em Minas Gerais. “Isso foi direto com as regionais de ensino, não influencia, ele tentou inverter o foco”, falou um assessor da entidade. Segundo ele, está mantida a recomendação de retorno do ano letivo somente após o carnaval.

Nesta semana os prefeitos aprovaram também outras medidas devido à falta de repasses do governo, entre elas, a de apresentar pedido de impeachment contra Romeu Zema assim que a Assembleia Legislativa retomar os trabalhos, no início de fevereiro.

‘Calamidade’

A reportagem entrou em contato com a assessoria de Zema para ter uma posição sobre o retorno às aulas em Minas Gerais e o atraso nos repasses, mas não obteve retorno.

Pela internet, o governador declarou que “a calamidade financeira de Minas é a maior do País, com previsão de déficit para 2019 de R$ 30 bilhões”. E reclamou do alto gasto com o funcionalismo. “Somente a folha de pagamento no nosso estado compromete 79,18% dos recursos”, publicou nas redes sociais.

Já o vice-governador Paulo Brant (Novo), em entrevista à rádio CBN nesta terça-feira, 22, foi mais direto e falou que o governo terá de decidir entre pagar os servidores ou fazer o repasse aos municípios. Ele deu razão ao protesto dos prefeitos, mas alegou que o dinheiro arrecadado pelo Estado não dá para pagar o servidor e as prefeituras. “É um ou outro. Ou uma parte de um e uma parte de outro. Nós ficamos até envergonhados, mas não há alternativa. Não conseguimos aumentar a receita no curto prazo.”

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Goiás

Bombeiros controlam incêndio no pátio da SMT, em Goiânia

Incêndio pode ter começado no lixo do lado de fora do pátio e se alastrado por um bambuzal até atingir os veículos apreendidos.
22/01/2019, 20h33

No início da noite desta terça-feira (22/1) o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) foi chamado para combater um incêndio em um pátio da Secretária Municipal de Trânsito (SMT), no Setor Santa Genoveva, em Goiânia.

O Tenente Bispo que esteve na ocorrência conversou com o Portal Dia Online e afirmou que esta não foi a primeira vez que um incêndio foi registrado no pátio da SMT. “Nós suspeitamos que o fogo começou no lixo que esta do lado de fora, se alastrou atingindo um bambuzal aqui do lado e depois passou para dentro do pátio da SMT”, afirmou o Tenente.

Conforme o militar, o pátio é usado para guardar veículos que foram apreendidos pela SMT na capital e tem veículos que estão há muito tempo recolhidos no pátio da Secretária. O Tenente afirmou que aproximadamente 45 veículos foram atingidos pelas chamas do incêndio.

Incêndio no pátio da SMT foi controlado após cerca de uma hora de trabalho

O Tenente afirmou que foram gastos aproximadamente 30 mil litros de água combater o incêndio, com 15 militares trabalhando na ocorrência e seis viaturas da Corporação. “Nós fomos acionados por volta das 18h35 e pouco mais de uma hora depois conseguimos controlar às chamas”, conta o militar.

Conforme as informações repassadas pelo Tenente, durante a ocorrência não houve o registro de vítimas. Embora o fogo tenha sido controlado, as equipes dos bombeiros continuam no local, fazendo o trabalho de rescaldo, para impedir que às chamas voltem.

Portal Dia Online entrou em contato com a Secretária Municipal de Trânsito (SMT) que informou que a segurança do pátio é responsabilidade da Guarda Civil Metropolitana de Goiânia (GCM).

À reportagem conversou com o presidente comandante da Guarda Civil Metropolitana de Goiânia (GCM), José Eulálio Vieira, que confirmou que incêndio começou do lado de fora do pátio. Conforme o comandante, assim que o GCM de plantão viu que o fogo era de grandes ele chamou os para controlar o incêndio que destruiu cerca de 40 veículos no depósito.

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Brasil

Cápsula de aparelho raios x com césio-137 é achada em ferro-velho, em Alagoas

Funcionários evitaram tragédia semelhante a de Goiânia, o maior acidente radiológico do mundo.
23/01/2019, 00h33

Uma cápsula de raios x, que carrega césio-137, substância altamente radioativa e, por isso, perigosa, foi achada e resgatada em um ferro-velho em Arapiraca, em Alagoas, na tarde de segunda-feira (22/1).

Graças à Vigilância Sanitária Municipal no bairro São Luiz II, a cápsula foi recolhida quando funcionários receberam uma denúncia anônima.

A história é semelhante por que passou Goiânia em setembro de 1987. Há 32 anos anos o prédio da Vigilância Sanitária recebia uma cápsula aberta que já havia contaminado milhares de pessoas.

Em Alagoas, os agentes da Vigilância Sanitária,  treinados e bem informados sobre os riscos, convenceram o dono do ferro-velho a entregar o objeto. Ele contou que a cápsula foi retirada de um aparelho de mamografia. Ele não informou a origem.

Em Goiânia, contudo, o desfecho foi trágico e sitiou a cidade. Mais de 100 mil pessoas tiveram de passar por severo processo de descontaminação. Ficaram isoladas dentro do Estádio Olímpico por horas, centenas delas por dias.

Descarte de aparelho contendo césio-137 é criminoso

O coordenador da Vigilância Sanitária Municipal, Edilson Melo, explicou ao G1 Alagoas que se a empresa que fez o descarte incorreto for identificada, poderá responder criminalmente por ter colocado a comunidade em risco.

“Ela fechada não tem perigo nenhum, mas se tivesse sido aberta, as pessoas correriam risco de contaminação. Conseguimos evitar uma tragédia como a que houve em Goiânia há 32 anos”, diz Melo.

Não é por acaso que o profissional alagoano cita a tragédia em Goiânia. Quatro pessoas morreram ao ter contato com o pó azul quando dois homens encontraram uma peça abandonada nas instalações do Instituto Goiano de Radioterapia (IGR), onde funciona atualmente o Centro de Convenções.

Eles a venderam a um ferro-velho, que repassou o objeto a um segundo. O dono, maravilhado com o bilho, contaminou a família e vizinhos.

Dados de janeiro de 2018, publicados no livro “Sobreviventes do Césio”, que o autor desta reportagem publicou em colaboração com a jornalista Carla Lacerda, consta que o Estado de Goiás monitorava 1.165 pessoas.

O número é muito maior segundo organizações que representam os radioacidentados, como são chamadas as vítimas.

O acidente com o césio-137 em Goiânia é considerado o maior do mundo e ainda hoje causa sofrimento às vítimas e familiares.

Entre elas, Lourdes das Neves. À época, ela sepultou a cunhada, Maria Gabriela Ferreira, de 37 anos e, ainda pior, a filhinha de 6 anos, Leide das Neves.

Além das duas, o pó azul matou Admilson Alves de Souza, 18 anos, e Israel Batista dos Santos, 21. Eles morreram 45 dias após contato com a radiação.

As vítimas foram sepultadas em caixões de chumbo lacrados dentro de covas com grossas camadas de concreto.

Precisamos comemorar que Alagoas está livre do infortúnio azul radioativo.

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