Goiás

Operação da PF contra fraudes bancárias cumpre mandados em Trindade e Goiânia

Mais de 40 policiais federais estão nas ruas cumprindo os mandados no âmbito da operação.

Por Ton Paulo
22/01/2019, 09h32

Um operação foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) nos estados de Goiás e Tocantins, na manhã desta terça-feira (22/1), para cumprir mandados prisão e busca e apreensão de integrantes de um grupo especializado em fraudes bancárias pela internet. Mais de 40 policiais federais estão nas ruas cumprindo os mandados no âmbito da operação, que foi batizada de Spurius II e III.

São cumpridos no Tocantins e Goiás pelo menos sete mandados judiciais de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva expedido pela 4ª Vara Federal de Palmas. Ao todo, são cumpridos três mandados de busca em Paraíso do Tocantins, outros dois em Palmas, além de um mandado de busca e uma prisão preventiva em Trindade e buscas em um endereço de Goiânia.

A PF ainda não divulgou as identidades dos envolvidos, mas informou que foi determinado o bloqueio dos bens e valores dos investigados, sendo pessoas físicas e jurídicas. Em fase anterior da operação, foi descoberto um esquema de fraudes em agências da Caixa Econômica Federal em Paraíso e relatórios desses atos ilícitos.

A partir disso, a investigação da PF constatou que o grupo criminoso estava fraudando a emissão e pagamento de boletos bancários, inclusive por meio da internet. Também foi detectada lavagem de dinheiro por meio de contas de empresas de fachada que participariam do esquema com documentação falsa para movimentar os recursos recebidos de forma ilícita.

Prejuízo causado pela ação dos criminosos envolvendo fraudes bancárias ainda não foi calculado

A Polícia Federal ainda não sabe mensurar o tamanho do prejuízo relacionado a esse esquema, no entanto explicou que será divulgado após análise dos materiais apreendidos.

Os investigados podem responder por organização criminosa, furto qualificado, estelionato, falsificação de documento público, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.

O nome escolhido, Spurius, faz referência a palavra latina que significa tudo aquilo que é enganoso, perverso ou não autêntico.

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Brasil

Casal do DF é suspeito de matar cadela como 'oferenda' para passar em processo seletivo 

Caso ocorreu na noite do último domingo (20/1); suspeitos assinaram um termo de compromisso e foram liberados.
22/01/2019, 09h36

Um casal do Distrito federal é investigado suspeito de matar uma cadela a facadas, como forma de oferenda para passar em um processo seletivo e conseguir uma promoção no emprego. O animal foi encontrado, já sem vida, por uma equipe da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) que fazia ronda próximo a casa dos homens. O caso ocorreu na noite do último domingo (20/1).

De acordo com as investigações, o crime ocorreu dentro da residência do casal. Os policiais, ao passarem pela rua, viram o animal na calçada, junto a um homem que estava com as roupas sujas de sangue. Ao ser abordado, ele disse aos PMs que a cadela havia sido atropelada. A versão não convenceu a equipe, já que o interior da casa também estava sujo com manchas de sangue.

Próximo a casinha da cadela, autor pede em carta para passar em processo seletivo

Na casa foi encontrada uma carta dedicada a um senhor da Umbanda, pedindo para ser selecionado em um processo seletivo que garantiria uma promoção de cargo no trabalho. “Peço que abra os nossos caminhos e tire qualquer obstáculo aos nossos projetos, que possamos aumentar os nossos ganhos e superar a crise financeira”, dizia parte do texto.

Além disso, os policiais militares encontraram ainda uma tigela de sangue dentro da casinha da cadela. As investigações apontam que a carta foi escrita pelo companheiro do homem, de 27 anos, abordado pela polícia, que é servidor do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e que confessou a autoria do crime. Os homens, que estão juntos dede 2016, assinaram um termo de compromisso na delegacia e foram liberados.

Umbanda diz não aceitar sacrifício de cães

Ao Correio Braziliense, o representante da Umbanda Ògan Luiz Alves, diz que sacrifício de cães como forma de oferenda não é uma prática aceita nas religiões de matrizes africanas. “A umbanda não sacraliza animais, assim como Exu Tiriri não pede cachorro. Enquanto afrorreligioso, desconheço totalmente a prática. Se uma pessoa corta um cão, faz isso por conta e responsabilidade dela. Até porque, nas religiões de matrizes africanas no Brasil, apenas se sacraliza se o animal nos servir como alimento. Além disso, o cachorro é respeitado por ser consagrado a Ogum e a Omolú”, explica.

Imagens: Marília Notícia 

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Mundo

Paralisação nos EUA causa fila nos aeroportos

Paralisação acontece desde 22 de dezembro de 2018.
22/01/2019, 09h38

O ausência de trabalhadores de segurança dos aeroportos americanos bateu recorde no fim de semana, causando longas filas nos pontos de checagem dos maiores aeroportos dos EUA. Autoridades culparam a paralisação do governo pelo número de faltas, que este ano ficou em 8% do total de funcionários, enquanto no ano passado, no mesmo período, a ausência foi de 3%.

Nesta terça-feira, 22, o Senado deve votar a proposta apresentada pelo presidente Donald Trump, no sábado, para destravar o impasse sobre o orçamento americano, que já dura mais de um mês. Ele propôs aos democratas uma extensão da proteção temporária a jovens imigrantes e para refugiados que fogem de zonas afetadas por desastres. Em troca, quer US$ 5,7 bilhões para financiar a construção de um muro na fronteira com o México. Líderes democratas, que detêm a maioria na Câmara, já disseram que rejeitam a proposta.

A Administração de Segurança do Transporte (TSA, na sigla em inglês) admitiu que muitos de seus trabalhadores não estão conseguindo lidar com a dificuldade de trabalhar sem receber pagamento. Como consequência, longas filas foram formadas em Nova York, Atlanta, Chicago e Miami. Pontos de checagem de vários aeroportos já vinham operando em plano de contingência.

O porta-voz da TSA, Michael Bilello, disse que a agência enviou agentes especiais para ajudar no trabalho dos pontos de checagem. Esses agentes normalmente são requisitados quando há eventos como o Super Bowl ou em caso de crises, como a passagem de grandes furacões.

Segundo o porta-voz, todos os agentes especiais disponíveis foram mandados para os aeroportos e a agência deve contratar mais deles. “Mas a capacidade da TSA ainda é limitada e, se for preciso, fechará mais pontos de checagem para garantir a segurança.”

Brent Bowen, professor de aviação da Universidade Aeronáutica Embry-Riddle, explicou que o pedido para que os servidores da TSA continuem trabalhando sem receber pode ter um impacto inevitável. “Não podemos esperar que qualquer grupo de pessoas trabalhe indefinidamente sem receber”, disse. “Isso os afeta moralmente. Eles estão preocupados com suas famílias. Quando isso acontece, você não pode focar no seu trabalho como faria em uma circunstância normal.”

Esforço coletivo

O especialista disse que os agentes da TSA têm um trabalho vital a desempenhar e afirmou que, ao lado dos servidores da Administração Federal de Aviação, eles têm sido perigosamente afetados pela paralisação do governo. Para ele, os EUA estão “brincando com fogo”.

Apesar do número recorde de faltas entre funcionários do setor de aviação em pontos de checagem de aeroportos americanos, no sábado, a agência disse que todos os 1,6 milhão de passageiros selecionados foram entrevistados dentro do padrão de 30 minutos da agência e cerca de 94% deles foram liberados em 15 minutos ou menos. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Educação

Professores sem salários aderem à paralisação em Goiás até decisão do Governo

Os trabalhadores em Educação, através do Sintego, optaram pela paralisação até na próxima quarta-feira. Algumas escolas, entretanto, ainda estão tendo aula hoje.

Por Ton Paulo
22/01/2019, 10h55

A assembleia geral de servidores do Estado, realizada na última segunda-feira (21/1) em frente ao Palácio Pedro Ludovico, em Goiânia, teve vários encaminhamentos, mas a Educação definiu que ficará paralisada até quarta-feira (23/1), quando o governo deverá dar uma resposta definitiva em mais uma rodada de negociação sobre o pagamento dos salários atrasados do mês de dezembro. A paralisação em Goiás tem ainda indicativos de greve, dependendo da decisão do Governo.

Durante a assembleia, uma comissão do Fórum foi convidada a dialogar com o secretário de Governo, Ernesto Roller, que novamente expôs a proposta de parcelamento dos salários de dezembro, que estão em atraso. Uma última proposta dos representantes sindicais foi apresentada ao governo, pagar os salários de dezembro em fevereiro.

O Governo de Goiás, então, pediu um dia de prazo para estudar a proposta e marcou para quarta-feira (23/1), uma nova reunião em que será dito sim ou não para os servidores e servidoras do Estado. Até lá, os trabalhadores da Educação decidiram fazer uma paralisação, com assembleias e reuniões regionais e locais, para discutir, com a comunidade escolar, a situação.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), não haverá aula na rede estadual de ensino nesta terça (22/1) e quarta-feira (23/1).

Entretanto, a reportagem do Dia Online entrou em contato com algumas escolas estaduais. Uma delas informou que hoje, terça, haverá aula normal, mas não puderam informar sobre amanhã. Já em outra, haverá aula somente meio período, e na quarta-feira haverá paralisação completa.

Paralisação em Goiás pode virar greve, dependendo da decisão do Governo

De acordo com o resultado que o governo apresentar na quarta-feira, uma assembleia específica da Educação será convocada, com o indicativo de greve. Pelo menos é o que diz Bia de Lima, presidente do Sintego.

“A grande maioria da nossa categoria continua com problemas, já que não recebeu o salário, décimo terceiro, férias, auxílio-alimentação, não recebeu o ‘Bônus Reconhecer’, a falta de professores e professoras, motivos pelo quais o Sintego chamou esta paralisação até quarta-feira, com uma nova assembleia a partir do resultado da próxima audiência. Todas as regionais do Sintego vão fazer manifestações e atividades localizadas nos quatro cantos de Goiás”, afirmou Bia de Lima, que também é coordenadora do Fórum em Defesa dos Servidores Públicos.

Bia afirmou ainda que “o governo é quem sabe se quer apenas uma paralisação, ou se quer greve geral”, e que diante das ações do governo é que os trabalhadores da Educação saberão como agir. “Vamos fazer outros atos, vamos trabalhar para que o governo compreenda em definitivo que nós só queremos uma única coisa: o pagamento do salário de dezembro de 2018”, afirmou.

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Saúde

Em 2017, gestão de Goiânia gastou em média R$ 350 por pessoa na saúde

Dado foi divulgado nesta segunda-feira (21/1) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
22/01/2019, 11h04

Goiânia está entre as 2.800 cidades que gastaram cerca de R$ 403.07 com cada pessoa na área da saúde, entre os anos de 2013 e 2017. O levantamento foi feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), com base na declaração dos recursos próprios em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), feitas no Sistema de Informações sobre os Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), do Ministério da Saúde.

Em 2017, a gestão goiana gastou pouco mais de R$ 350 (R$ 353,53) com cada pessoa. Segundo mostra o estudo, o valor gasto na saúde não ultrapassou R$ 400 em cinco anos, sendo que outras cidades, com menos de 5 mil habitantes, gastaram em média R$ 779,21 na saúde de cada cidadão neste mesmo ano.

Veja abaixo o valor gasto com saúde de cada morador de Goiânia nos últimos anos:

  • 2013: R$ 393,24;
  • 2014: R$ 334,98;
  • 2015: R$ 325,99;
  • 2016: R$ 346,01;
  • 2017: R$ 353,53.

Despesa na saúde de Goiânia e outros municípios brasileiros

Ainda de acordo com o levantamento, divulgado nesta segunda-feira (21/1), os municípios com menor população arcam proporcionalmente com uma despesa per capita maior. Já os municípios das regiões Sul e Sudeste foram os que apresentaram uma maior participação no financiamento do gasto público em saúde, devido sua maior capacidade de arrecadação.

O ranking nacional mostra também que as duas menores cidades do país apresentaram valores mais altos, sendo eles Borá (SP), que com 839 habitantes, lidera o ranking com aplicação de R$ 2.971,92 para cada morador; e Serra da Saudade (MG), onde as despesas foram de R$ 2.764,19 para cada um dos 812 habitantes.

De outro lado, o número de cidades com menor desemprenho foi maior. Veja abaixo:

  • Cametá (PA): R$ 67,54;
  • Bragança (SP): R$ 71,21;
  • Ananindeua (PA) R$ 76,83.

Melhores colocações entre as capitais

  • Campo Grande (MS): R$ 686,56;
  • São Paulo (SP): R$ 656,91;
  • Teresina (PI): R$ 590,71.

Menores gastos anuais com saúde

  • Macapá (AP): R$ 156,67;
  • Rio Branco (AC): R$ 214,36;
  • Salvador (BA) e Belém (PA): R$ 245.
Imagens: Sul Informação 

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