Goiás

Corpo sem cabeça é encontrado no Jardim Primavera, em Goiânia

Duas cabeças e outros dois corpos foram encontrados nos últimos 10 dias, na capital e Região Metropolitana.
23/01/2019, 07h46

Na madrugada desta quarta-feira (23/1) um outro corpo sem cabeça foi encontrado no Conjunto Jardim Primavera, em Goiânia. A informação foi confirmada pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), que vai investigar o caso. Só neste ano, esta é a quinta ocorrência com essas características em Goiás.

O corpo já foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) e deve passar por autópsia ainda na manhã de hoje. Ainda não se sabe como a cabeça foi encontrada e também não se tem identificação da vítima até o momento.

Corpo sem cabeça é o quinto caso em Goiânia e Região Metropolitana

Este é o quinto caso de partes humanas encontradas em Goiânia e Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana. O primeiro caso ocorreu no dia 13 de janeiro; um pedestre que passava próximo ao Shopping Passeio das Águas encontrou uma cabeça humana, marcada com o código “TD2”. Segundo apurou o Dia Online, a sigla, usada por gangues, significa “Tudo Dois”, que significa “tudo tranquilo, tudo na paz”.

No dia 18, cinco dias depois, um corpo sem cabeça foi encontrado boiando no Rio Meia Ponte, no setor Negrão de Lima, em Goiânia. O corpo foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) e confirmado que pertence à cabeça encontrada em frente ao shopping.

O terceiro caso ocorreu na última segunda-feira (21/1), na Rua Florianópolis, no setor Grande Goiânia, em Hidrolândia, na Região Metropolitana de Goiânia, onde um outro corpo sem cabeça foi encontrado por um morador da região. De acordo com o Capitão Freitas, da Polícia Militar (PM), a um jornal local, o corpo aparenta ser de um homem, e ainda não foi identificado.

E ontem (22/1), uma outra cabeça foi achada na Avenida Bela Vista, no setor Vila Brasília, em Aparecida de Goiânia. O órgão já estava em estado de decomposição, foi encontrado por um morador que passava pela região. A Polícia Técnico Cientifica foi acionada para fazer a perícia.

Ainda não é possível apontar se todos os casos têm ligação. A Polícia Civil (PC) de Goiás investiga.

Imagens: DIH 

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Goiás

Coreia do Sul quer investir em município goiano, revela Caiado em entrevista

Em entrevista, Caiado adiantou o fato de que a Coreia do Sul tem manifestado interesse em fazer investimentos no município de Flores de Goiás.

Por Ton Paulo
23/01/2019, 08h31

O governador Ronaldo Caiado concedeu na manhã desta quarta-feira (23/1) uma entrevista à Rádio Interativa FM, no programa Falando Sério, onde fez uma radiografia sobre a situação financeira do Estado. De acordo com Caiado, a mudança no Estado será “radical” e a população sentirá a resposta, mas que o “remédio vai ser danoso”. Na entrevista, Caiado adiantou o fato de que a Coreia do Sul tem manifestado interesse em fazer investimentos no município goiano de Flores de Goiás.

Sobre as contas públicas, o governador disse que já pagou 83% da folha de janeiro dos servidores públicos e buscou providências para as dívidas com os hospitais do estado, que superam R$ 300 milhões. Ele aproveitou a oportunidade para voltar a alfinetar a gestão anterior e lembrar em que situação teria encontrado o Estado. “A verdade nua e crua: recebi o governo com R$ 11 milhões em caixa e R$ 3,4 bilhões em dívidas”, disse. Caiado ainda informou que os repasses às prefeituras estão atrasados 13 meses.

“A mudança vai ser radical em Goiás”, afirmou o governador ao se referir às medidas tomadas para tentar recuperar as contas públicas, mas avisou: “o remédio vai ser danoso”. Ele informou ainda que recebeu ligações de empresários comunicando interesse de investir em Goiás. “Estamos expandindo a nossa ação”.

Destacou, também, uma visita de delegação da Coréia do Sul que, segundo ele, tem interesse em fazer investimentos no município de Flores de Goiás. Caiado adiantou que nesta quinta-feira (24/01), receberá delegação com 25 integrantes da Coreia do Sul que conhecerão Flores de Goiás, onde será instalado o maior projeto de sistemas fotovoltaicos do país.

Eles solicitaram 1,5 mil hectares de terras. “É o maior investimento que teremos no estado. É o dobro da estrutura instalada no Piauí, devido à qualidade e à localização da região”, destaca.

O governador Caiado defendeu também medidas punitivas imediatamente após o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, como aconteceu em Goiás, com a gestão anterior. “São 6,8 milhões de goianos para manter a estrutura do estado, mas que não têm benefício algum. Há desigualdade regional e enormes dificuldades na saúde, educação, infraestrutura”, afirma.

Caiado decretou estado de calamidade financeira

O governador finalizou dizendo que “são várias agonias a cada dia, mas que iria consertar o estado”. Uma das medidas já tomadas por Caiado foi um polêmico decreto.

O democrata decretou na última segunda-feira (21/1) estado de calamidade financeira por pelo menos seis meses. A medida foi encaminhada à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), onde precisa passar pela aprovação dos deputados. O estado de calamidade é uma situação anormal em que a capacidade de ação do poder público municipal ou estadual fica seriamente comprometida. Essa situação é fruto de um desastre, catástrofe e afins.

Durante o estado de calamidade financeira, o governo goiano vai poder renegociar contratos com fornecedores e suspender serviços não essenciais. Segundo o decreto, o prazo de seis meses pode ser prorrogado em caso de necessidade. Assim que, e se, o decreto for aprovado, a Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento de Goiás passa a ter mais liberdade para remanejar recursos e adotar as medidas que considerar necessárias para reequilibrar as contas estaduais.

Entretanto, no decreto Caiado não aponta os efeitos da decisão. O documento prevê que a Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) editará “atos complementares sobre as medidas administrativas a serem adotadas”.

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Brasil

Homem descumpre medida protetiva, ataca e decepa dedo de ex-mulher no DF

Mulher também foi atingida com golpes de faca nas costas, no braço e na mão.
23/01/2019, 08h59

Uma moradora de Samambaia, no Distrito Federal (DF), está internada em estado grave depois de ser esfaqueada e ter o dedo decepado pelo ex-companheiro. O homem descumpriu uma medida protetiva a favor da mulher e atacou a vítima com uma faca durante uma discussão. Em menos de 24h horas após o crime, ele se entregou à polícia.

A discussão entre o casal teria começado depois que Adélio Bento dos Santos, 50 anos, foi até a casa da ex-mulher, mesmo sendo impedido judicialmente de chegar perto dela. Durante a conversa ele pegou uma faca da cozinha e tentou matar Nazaré Alves do Santos, que ainda tentou correr, mas foi atingida com golpes de faca nas costas, no braço e na mão.

Nazaré, que que está internada em estado grave, já havia sido vítima de agressão doméstica, denunciado o ex-companheiro e recebido uma medida protetiva, que foi descumprida pelo homem. Segundo a polícia, Adélio tentou matar a ex-mulher outras vezes.

Homem se entrega depois de descumprir medida protetiva e atacar ex-mulher

Em menos de 24 horas após o crime, Adélio se entregou na 24ª Delegacia de Polícia (Setor O), em Ceilândia. Ele foi preso em flagrante e deve responder pela tentativa de feminicídio, além das outras agressões que já havia cometido contra a mulher.

Medidas protetivas

Em Goiás, nos últimos meses, foram registradas 645 ocorrências de crimes relacionados ao descumprimento de medidas protetivas emergências. Os dados foram divulgados por meio do Painel Estratégico de Segurança do Estado. Já em relação a tentativas de feminicídio, foram mais de 40 casos, sendo a maioria motivados pelo fim do relacionamento.

Denuncie! É importante que a vítima denuncie desde o primeiro indicio de agressão. De acordo com a delegada Ana Elisa Gomes, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), esse é o primeiro grande passo para as mulheres saírem de relacionamentos abusivos. “Quem denuncia tem mais chance de sobreviver a essas relações abusivas”, explica.

Imagens: M10 

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Mundo

EUA: contra paralisação, Senado votará em projetos de republicanos e democratas

EUA vive a mais longa paralisação da história do país.
23/01/2019, 09h46

Os líderes do Senado dos Estados Unidos concordaram nesta terça-feira, 22, em votar propostas para reabrir o governo federal americano a fim de encerrar a mais longa paralisação da história do país. Nenhum dos dois lados, contudo, aparenta ter a quantidade necessária de votos (60) para que a questão seja aprovada.

O líder republicano, Mitch McConnell (Kentucky) marcou a votação do projeto republicano e da medida democrata para a próxima quinta-feira, dia 24, um dia antes de cerca de 800 mil trabalhadores federais perderem o segundo salário.

Ambas as medidas devem ficar aquém dos 60 votos necessários, o que indica que o “shutdown” deve ter continuidade. O plano, contudo, representa o primeiro teste da decisão dos senadores republicanos por trás da insistência do presidente Donald Trump de que a paralisação continuará até que o Congresso aprove US$ 5,7 bilhões para construir um muro na fronteira americana com o México. Para os democratas, os votos vão mostrar se há alguma falha na rejeição tão unificada da demanda de Trump.

Na terça-feira, os democratas ridicularizaram o projeto de lei de McConnell, que indicou proteções temporárias para imigrantes conhecidos como “dreamers” por terem sido levados para os EUA ilegalmente ainda crianças, mas também restrições a imigrantes que buscavam refúgio nos EUA.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer (Nova York), disse que as propostas de imigração do plano republicano eram “ainda mais radicais” do que suas posições anteriores. “A proposta do presidente é apenas embrulhar o mesmo pacote partidário e tomar atitudes como reféns”, oferecendo-se para restaurar temporariamente os programas que o próprio Trump tentou encerrar em troca de verbas para o muro, afirmou Schumer.

McConnell, por sua vez, acusou os democratas de preferirem “o combate político” com Trump em vez de resolver a paralisação parcial que já dura um mês. Ele comentou que os democratas estavam preparados para abandonar os trabalhadores federais, os imigrantes e todos os americanos “apenas para estender o teatro político para que eles possam parecer campeões da resistência contra Trump”. Fonte: Associated Press.

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Goiás

Mulher foi agredida e mantida em cárcere privado por dois dias, em Caldas Novas

Ela foi perseguida e continuou sendo agredida pelo namorado no meio da rua, momento em que foi salva por uma mulher que passou na hora.

Por Ton Paulo
23/01/2019, 10h06

Um caso de violência doméstica chocou o município de Caldas Novas na última terça-feira (22/1). Um homem de 26 anos foi preso depois de manter a namorada em cárcere privado e agredí-la por dois dias seguidos. A vítima teria aproveitado um momento de descuido do algoz para fugir. Ela foi perseguida e continuou sendo agredida pelo namorado no meio da rua, momento em que foi salva por uma mulher que passou na hora da agressão.

De acordo com o delegado Tibério Cardoso, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Caldas Novas e responsável pelo caso, a prisão de Eduardo Henrique Fernandes ocorreu ontem por volta das 9h. Ele conta que Eduardo, que está desempregado e tem passagens pela polícia por envolvimento com entorpecentes, estava em um relacionamento há pouco tempo com a vítima, somente identificada como Liliany, de 34 anos.

O delegado relata que o agressor, depois de um desentendimento com Liliany, decidiu prendê-la na casa dele, impedindo-a de sair e submetendo a mulher a várias agressões. O cárcere privado e o espancamento duraram dois dias.

Mas foi ontem, terça-feira, num momento de descuido de Eduardo que Liliany conseguiu fugir da casa onde era mantida prisioneira, correndo para a rua. Entretanto, ao perceber a fuga, de acordo com o delegado, Eduardo foi atrás dela, conseguindo alcançá-la. E no meio da rua começou a agredir a mulher violentamente, em público. Foi nesse momento que uma mulher passou de carro e percebeu a agressão. Ela então parou ao lado do casal, abriu a porta do veículo e disse para Liliany entrar.

A vítima, então, conseguiu se desvencilhar de Eduardo e correu para o carro. As duas seguiram para a delegacia, e Liliany registrou um boletim de ocorrência contra Eduardo. Ela ficou bastante ferida em razão das agressões, com o olho roxo e inchado e machucados nos braços e barriga.

Mulher foi agredida e mantida em cárcere privado por dois dias, em Caldas Novas
Foto: PC

O delegado conta que o agressor foi encontrado pouco tempo depois, ainda em Caldas Novas, e preso preventivamente. Ele encaminhado ao presídio de Caldas Novas, onde se encontra à disposição da Justiça. Se condenado, poderá pegar até seis meses de reclusão.

Mulher mantida em cárcere privado em Caldas Novas é vítima de uma trajetória de violência

O delegado responsável pelo caso conta que a vítima de Eduardo já foi vítima da violência, indiretamente, outra vez. Segundo ele, a mulher, de 34 anos, era casada e tinha um pequeno mercado em Caldas Novas.

Entretanto, durante um assalto ao estabelecimento seu marido foi morto. A mulher teria ficado profundamente abalada, e tempo depois do trágico incidente, acabou conhecendo Eduardo e se envolvendo com ele. Foi aí que começaram as agressões, até resultar no cárcere privado dela.

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