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Maduro rechaça "tentativa de golpe" e rompe relações diplomáticas com EUA

Segundo Maduro, o "governo imperialista" dos EUA busca impor um "golpe de Estado", o que ele diz que evitará.
23/01/2019, 19h18

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, qualificou como uma “tentativa de golpe”, orquestrada pelos Estados Unidos, a declaração de mais cedo do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que se autointitulou “presidente encarregado” do país. Segundo Maduro, o “governo imperialista” dos EUA busca impor um “golpe de Estado”, o que ele diz que evitará. Diante disso, Maduro afirmou, durante discurso a apoiadores na sede da presidência em Caracas, que estava rompendo relações diplomáticas com a administração de Donald Trump, determinando a expulsão do país de todos os diplomatas americanos em 72 horas.

“Um qualquer não pode se autointitular presidente, só o povo”, ressaltou Maduro. Segundo ele, houve “eleições livres” na Venezuela em 15 de outubro, apesar das críticas ao processo de parte da comunidade internacional, inclusive do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia, bem como de vários países, como os EUA. Por outro lado, o processo eleitoral foi apoiado por China, Irã, Rússia e Turquia, por exemplo. Em sua fala hoje, Maduro disse que falou recentemente por telefone com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que renovou seu apoio.

Maduro comparou o quadro atual no país ao da tentativa de golpe enfrentado pelo então presidente Hugo Chávez (1954-2013), em 11 de abril de 2002. Ele lembrou que, na ocasião, o economista e empresário Pedro Carmona se autointitulou presidente, porém as forças de segurança retomaram o controle da situação e Chávez voltou ao posto. “Nem golpismo nem intervencionismo”, discursou o atual líder, indicado por Chávez como seu sucessor. “Quem elegeu o presidente da república foi o povo e não nos calaremos.”

Na opinião de Maduro, o governo americano comete “uma gravíssima insensibilidade e uma insensatez”, ao reconhecer Guaidó como presidente interino. “Hoje é um dia histórico de reafirmação de nossa soberania”, ressaltou, dizendo que os assuntos nacionais devem ser resolvidos por seu povo. “Os extremistas assaltaram o poder e querem conduzir-nos ao enfrentamento.”

Maduro afirmou que seu governo defenderá a soberania “a todos custo”, com “o povo e as Forças Armadas”. Ele lembrou que a Constituição não contempla qualquer forma de eleição de presidente que não seja o voto popular, portanto a atitude de Guaidó seria “uma questão para a Justiça, a fim de preservar o Estado”.

O presidente venezuelano disse que os EUA têm “interesse e ambição” pelo petróleo, o gás e o ouro do país latino-americano. Além disso, criticou países vizinhos, falando em “lacaios da direita” que apoiam os americanos. Maduro atacou especificamente a Colômbia, dizendo que a política venezuelana não pode se curvar a Bogotá, e também o Equador, afirmou que o presidente Lenin Moreno é “nazi-fascista e traidor”, por causa do comportamento equatoriano em relação aos imigrantes venezuelanos. Maduro disse que pretendia enviar aviões para levar de volta os venezuelanos que desejem “viver em sua pátria”.

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Goiás

"Queria beijar ela no bar", diz cantor sobre assassino de motorista de aplicativo

EXCLUSIVO. O cantor Matheus revelou o que disse na delegacia que esclareceu a autoria do crime.
23/01/2019, 19h47

Pela primeira vez, o cantor Matheus, de 19 anos, da dupla Zé Luccas e Matheus, fala o que sabe sobre a última noite de vida da motorista de aplicativo Vanusa da Cunha Ferreira, de 36 anos.

Em entrevista exclusiva ao Portal Dia Online, conta que foi enganado pelo marceneiro Parsilon Lopes dos Santos, que se apresentava como Camargo.

Ele conta que foi procurado pelo suspeito, que lhe contou que era empresário e tinha interesse em patrocinar a dupla.

“Não imaginava que ele seria capaz desta covardia”, disse sobre o crime contra a motorista de aplicativo.

Parsilon foi apresentado à imprensa na manhã desta quarta-feira (23/1) como o único responsável pelo crime. A delegada do caso, titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), Mayana Resende, informou ao Dia Online que descartou a participação dos três jovens.

“Eles foram apenas testemunhas”, disse.

O depoimento de Matheus à delegacia de Goianésia foi fundamental para indicar o suspeito. “Contei ao delegado que antes do Parsilon gravar o vídeo na mesa do bar, ele chegou a falar que queria beijar a Vanusa, na frente da gente, mas que não podia pela opção sexual. Ainda falei para ele respeitar ela.”

Parsilon, segundo Matheus, ficou agressivo. “Ele começou a me xingar. Me chamou de doido”, relata.

Segunda voz da dupla, Matheus mora com o pai em Goianésia. Estava em Goiânia,  na casa da mãe, quando recebeu ligação do homem que se dizia empresário com a motorista de aplicativo.

“Ele falou que ia pagar passagem para o Luccas viajar para Goiânia porque a gente ia cantar. Tudo em cima da hora. Ainda falei que a gente não ensaiava há um tempo, mas ele insistiu”, lembra.

Filho de uma família humilde, de pai pedreiro e mãe empregada doméstica, Matheus disse que não vai desistir do sonho de cantar mesmo com a dúvida: “Alguém vai querer ouvir a dupla depois disso? Ainda tem gente acusando a mim de participação no crime.”

Zé Luccas, de 22 anos, é o único filho. O pai morreu quando ele tinha apenas seis meses de idade quando  sofreu acidente. Caminhoneiro, morreu quando bateu o caminhão.

Mãe doente

Luccas encontrou na música a saída para se livrar da tristeza de acompanhar o sofrimento da mãe.

Dias depois da primeira visita de Parsilon, a mãe de Luccas sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Depois vieram outros cinco.

Mesmo dependendo do filho para banho, comida e para se locomover em uma cadeira de rodas, Luccas acreditou que vindo a Goiânia conseguiria uma vida melhor. “Minha mãe perdeu a visão e não consegue fazer nada sozinha.”

“Queria trabalhar com a música para ajudar minha mãe que vive com cerca de 600 reais por mês”, conta. “Dinheiro vai todo para os remédios”.

Na entrevista anterior ao repórter,  Luccas lembrou que a mãe chorou antes de ele sair com a mala com as poucas roupas que conseguiu comprar desde a doença.

Luccas ainda não voltou para casa porque não tem dinheiro. “Aquele cara enganou a gente. Minha mãe está tentando conseguir dinheiro para eu voltar.”

Motorista de aplicativo queria viajar para o exterior

Para a dupla, seguir a carreira é uma forma de homenagear Vanusa que, para os meninos, era uma amiga.

“Ela torcia por nós”, afirma Luccas, com voz embargada.

Em uma das mensagens enviadas ao Luccas pelo Whatsapp, ela diz que os meninos “cantam pra caramba” e “torço pelo sucesso de vocês”.

Em outro diálogo, revelou que tem o sonho de viajar para França ou Portugal. Luccas perguntou se ela trabalharia como enfermeira. Ela respondeu que trabalharia de cuidadora ou Uber.

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Goiás

Suspeito de ameaçar e colocar fogo no carro da ex-mulher é preso, em Goianésia

Primeira medida da ex foi conseguida no final de 2017, mas não foi suficiente para impedir as ameaças.
23/01/2019, 21h07

Tem homem que não aceita o fim do relacionamento e em muitos casos agride a companheira, ameaça e outras vezes até mata. Em Goianésia, a 170 quilômetros de Goiânia, um motorista de 44 anos, insatisfeito com a separação que descumpriu as medidas protetivas, ameaçou e colocou fogo no carro da ex, foi preso nesta quarta-feira (23/1). Como se não bastasse, o suspeito ainda teve a coragem de danificar de propósito o carro do atual namorado da ex-mulher.

A prisão do suspeito foi efetuada pela delegada Poliana Bergamo, que em entrevista ao Portal Dia Online confirmou o caso. Conforme a delegada, o motorista foi casado com a mulher durante cinco anos, e que após esse período se separou dele, mas ele não aceitou o termino do relacionamento.

A delegada afirmou também que a primeira denúncia contra o suspeito foi registrada no final de 2017, e que nessa ocasião a mulher conseguiu uma medida protetiva em desfavor do ex-marido.

Medidas protetivas não impediram o ex-marido de ameaçar a ex

Conforme a publicação, as medidas protetivas não foram suficientes para parar o motorista. A mulher contou à delegada, que ele continuou a ameaçando. Apesar das ameaças, a ex não chegou a registrar nenhuma queixa contra o ex.

“Infelizmente isso é um fato corriqueiro, nós estamos trabalhando nessa conscientização de que as mulheres após receberem as medidas protetivas, se houver o descumprimento dessas medidas procurem pela delegacia, para que a polícia possa atuar de forma mais rápida, prender em flagrante, ou pedir a prisão preventiva”, lembra a delegada.

Poliana Bergamo acredita que muitas mulheres que terminaram o relacionamento, não procuram a polícia, pois acreditam que o cara vai mudar e aceitar o termino até mesmo para não prejudicar o trabalho e os filhos do casal.

“Por isso muitas acabam relevando muitas coisas, mas chega um ponto que não dá mais, que as ameças e as atitudes se intensificam e ai a mulher procura à polícia”, conta a delegada.

Segundo Poliana Bergamo, a mulher só voltou a registrar uma denúncia contra o ex, no início deste ano, após ele colocar fogo no carro dela.

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Goiás

Irmãos confessam matar e decapitar pessoa encontrada no Jardim Primavera

Corpo foi encontrado na manhã de ontem (23/1); suspeitos levaram os PMs ao local que haviam jogado a cabeça da vítima.
24/01/2019, 07h47

Dois irmãos, um jovem de 19 anos e um adolescente de 15, confessaram matar e decapitar pessoa encontrada na manhã de ontem (23/1) no Jardim Primavera, em Goiânia. Eles foram detidos na noite desta quarta-feira (23/1), por equipes da Polícia Militar após cometerem um roubo a residência, também no Jardim Primavera. Ao ser preso, o irmão mais velho, identificado como Diego Antônio da Silva, confessou, com detalhes, este outro crime, ocorrido na madrugada de terça-feira.

Segundo informações da PM, os rapazes já eram procurados por este homicídio; ao receberam a ocorrência do roubo, os policiais se depararam com os mesmos procurados. Ainda na noite de ontem eles foram apresentados na Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), que investiga os casos de corpos e cabeças encontradas na capital, nos últimos 10 dias.

Em um vídeo, gravado pelos policiais, Diego conta que matou Adenilio Alves de Faria usando um facão, e segundo ele, cortou a cabeça dele porque viu outros casos na televisão. “Já que tô fazendo”, diz o rapaz. A motivação do crime, ocorrido por volta das 2h de terça-feira, seria um desentendimento entre os irmãos e a vítima.

“Depois que cortei o pescoço dele pela primeira vez eu fui no bar tomar uma pinga. Quando voltei pra ver se ele tinha morrido, ai ele sentou no chão, ainda tava respirando. Tentei matar enforcado, ai o cara vaso ruim de quebrar, respirando ainda, então eu arrastei ele pro mato, corri no bar e chamei meu irmão e falei pra ele: ‘vamo terminar de matar’, completa Diego.

Diego conta ainda que juntamente com seu irmão, enterrou uma parte do corpo e jogaram a cabeça no pasto, localizado no Jardim Primavera. Em seguida, eles levaram a PM até o local onde a cabeça de Adenilio foi jogada e arma do crime escondida. Tanto o Diego quanto o irmão menor já tem passagens pela polícia. Juntos eles somam um extensa ficha com mais de 20 crimes.

Corpo encontrado no Jardim Primavera

O corpo decapitado foi encontrado na manhã desta quarta-feira (23/1), parcialmente enterrado. Durante a tarde, o corpo foi identificado no Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, e até então não se sabia onde estava a cabeça.

Com a confissão dos jovens, a polícia descarta ligação entre a morte e Adelino e as outras mortes com as mesmas características ocorridas em Goiânia e Região Metropolitana, nos últimos dez dias; este é o terceiro corpo encontrado decapitado.

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Goiás

Insatisfeitos e sem acordo, servidores de Goiás convocam nova assembleia

Os servidores não aceitaram a proposta feita pelo Governo de parcelar o salário de dezembro em 5 vezes.

Por Ton Paulo
24/01/2019, 08h19

Findou na última quarta-feira (23/1) o prazo do Governo de Goiás para dar uma resposta aos servidores do Estado quanto à proposta feita por eles após realização de assembleia geral. Representados por seus sindicatos, servidores de várias áreas do Estado que estão com o salário de dezembro em atraso propuseram ao Governo o pagamento deste no mês de fevereiro. Entretanto, de acordo com os servidores, o secretário de Governo insistiu na proposta de parcelamento dos salários. Uma nova assembleia de servidores foi convocada, e, segundo a presidente do Sintego, há a possibilidade de greve.

Na última segunda-feira (21/1), uma assembleia geral dos servidores do Estado foi realizada em frente ao Palácio Pedro Ludovico, em Goiânia, e foi convocada pelo Fórum das Entidades Representativas de Goiás. Entre as entidades que confirmaram presença na assembleia e podem aderir, também, à uma possível greve geral, estão o Sintego, o Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol) e o Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde do Estado de Goiás (Sindsaúde-GO). Na ocasião, foi acordado que seria apresentado ao Governo a proposta de pagar os salários atrasados do funcionalismo no mês de fevereiro. A ideia seria uma contraproposta ao Governo, que quer parcelar os salários.

Entretanto, após dois dias de deliberação, o secretário de Governo, Ernesto Roller, anunciou que não vai ceder, e apenas diminuiu o número de parcelas do salário de 6 para 5 vezes.

A Secretaria de Estado de Governo emitiu uma nota a respeita, onde fala sobre a proposta. A Segov diz que ö governo de Goiás vai quitar a folha de dezembro do funcionalismo público a partir de março, em 5 meses”, pois “é o que prevê a nova proposta de pagamento de forma escalonada, por faixa salarial, apresentada ao Fórum em Defesa dos Servidores Públicos, na sede da Secretaria da Fazenda (Sefaz), nesta quarta-feira (23)”. A nota ainda diz que “o secretário de Governo, Ernesto Roller, conduziu as discussões, ao lado do superintendente executivo da Sefaz, Sílvio da Luz, e da procuradora-geral do Estado, Juliana Diniz.

A proposta anterior previa o pagamento em seis meses. Agora, o governo pretende depositar, entre março e julho, o salário referente ao mês de dezembro para os 156.206 servidores que ainda não receberam o pagamento. Segundo o secretario Ernesto Roller, esse calendário prioriza aqueles que ganham menos e que são maioria no funcionalismo: “Nós conseguiríamos atingir 60% da folha nos dois primeiros meses”.

Servidores de Goiás convocam nova Assembleia

Diante da não aceitação da proposta do Governo, os servidores estão se articulando e convocaram uma nova assembleia. Na última segunda-feira, em entrevista ao Dia Online, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Bia de Lima, disse que “estavam trabalhando para uma greve geral“, caso não chegassem a um acordo.

Desde segunda-feira, a presidente do Sintego anunciou uma paralisação da Educação até a resposta do Governo sobre o pagamento dos salários de dezembro. Apesar de não ter sido aderida totalmente, diversas escolas ao redor do Estado ficaram sem aulas na terça e quarta-feira. A presidente confirmou que a paralisação será mantida, e convocou uma assembleia para hoje, às 9h, na porta do Ministério Público de Goiás (MP-GO).

Já o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol), Paulo Sérgio Alves de Araújo, também demonstrou a insatisfação e chamou uma assembleia da categoria. Veja abaixou o post publicado por ele:

“A notícia não é boa. Após muita luta dos sindicatos e associações que compõem o fórum de servidores para garantir o direito de receber o salário de dezembro, o governo insistiu na proposta de parcelar em cinco vezes por faixa salarial a começar por março. Chega! Agora é assembléia da categoria de policiais civis de Goiás”.

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