Brasil

Segunda morte por dengue grave é confirmada em São Joaquim da Barra

Segunda morte acontece em menos de uma semana.
23/01/2019, 17h09

A prefeitura de São Joaquim da Barra, interior de São Paulo, confirmou a segunda morte por dengue grave em menos de uma semana. A vítima, uma idosa de 79 anos, morreu nessa terça-feira, 22, depois de ser internada em estado grave na Santa Casa local. Na segunda-feira, 21, uma menina de 9 anos já havia morrido em decorrência da doença.

Nos dois casos, a causa da morte consta no atestado de óbito, mas a Secretaria de Estado da Saúde considera necessário aguardar novos exames para comprovação da causa. De acordo com o coordenador de Controle de Doenças da pasta, Marcos Boulos, a dengue grave, antes denominada dengue hemorrágica, pode ser causada pelo sorotipo 2 do vírus, que está circulando no interior de São Paulo, com maior concentração nas regiões noroeste e norte, onde fica São Joaquim da Barra.

Conforme o chefe da Vigilância em Saúde do município, Marcos Guedes, a prefeitura intensificou os mutirões em bairros para a retirada de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, em casas e terrenos.

O município também está fazendo a nebulização noturna das ruas com inseticida. Nos primeiros 15 dias do ano, a cidade de 51,4 mil habitantes registrou 113 casos suspeitos de dengue e já tem 36 confirmados.

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Goiás

Identificado corpo sem cabeça encontrado no Jardim Primavera, em Goiânia

Identidade da vítima não foi revelada.
23/01/2019, 17h31

O corpo encontrado sem cabeça na manhã desta quarta-feira  (23/1) no Jardim Primavera, em Goiânia, foi identificado nesta tarde, pelo Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia.  Familiares da vítima também reconheceram o cadáver através das roupas que ele estava usando.

Mesmo com a identificação do corpo, pelo IML e pelos familiares o nome da vítima não foi divulgado à imprensa. Embora o cadáver tenha sido encontrado, o paradeiro da cabeça é desconhecido. O caso foi o terceiro registrado me menos de uma semana em Goiânia e na região metropolitana da capital. E o quinto envolvendo partes de corpo humano encontrados no Estado.

Corpos sem cabeças são encontrados, em Goiânia

O primeiro caso em que uma cabeça foi encontrada, ocorreu no domingo (13/1) em frente ao Shopping Passeio das Águas, em Goiânia. Um pedestre que passava pela região e avistou a cabeça escrita com um código usado geralmente por Gangues e chamou a polícia para atender a ocorrência.

Com a Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) investigando o caso e procurando o corpo que poderia ser da cabeça encontrada na porta do Shopping. Após quatro dias, um corpo sem cabeça foi encontrado boiando no Rio Meia Ponte no Setor Negrão de Lima, em Goiânia.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) foi chamado e fez a retirada do cadáver do Rio. Após passar por exames no IML, a polícia constatou que o corpo encontrado no Negrão de Lima é da primeira cabeça encontrada, em Goiânia.

Na última segunda-feira (21/1) moradores do Setor Grande Goiânia, em Hidrolândia, a 40 quilômetros de Goiânia, encontraram o segundo corpo sem cabeça, em um terreno da cidade. O corpo também não foi identificado e aparentemente pertence a um homem.

E na tarde da última terça-feira (22/1) outra cabeça e em estado avançado de decomposição foi encontrada na Vila Brasília, em Aparecida de Goiânia. Ambos os casos são investigados pela Polícia Civil.

Via: G1 

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Goiás

Fiscalização por radares móveis é suspensa pela Agetop, em Goiás

Determinação atende a um pedido do governador Ronaldo Caiado.
23/01/2019, 18h53

Na noite da última terça-feira (22/1) o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), Enio Caiado, determinou a paralisação imediata dos serviços de radares móveis nas rodovias que cortam Goiás.

A decisão de paralisar os serviços foi divulgada em nota publicada pela Agetop e atende uma determinação do Governo Ronaldo Caiado (DEM).

Vale ressaltar que a medida adotada pela agência era uma das promessas de campanha de Caiado, durante a corrida eleitoral para o cargo. Com a decisão de suspender os serviços de radares móveis nas rodovias do Estado, a fiscalização passa a ser feita pelos radares fixos espalhados pelas rodovias goianas.

Confira a nota

“O presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Enio Caiado, determinou a paralisação dos serviços de radares móveis em rodovias estaduais. A ação atende a um pedido do próprio governador Ronaldo Caiado. A retirada não anula a fiscalização nas rodovias.”

Agetop passará a se chamar Goinfra

Além da determinação de suspender os radares móveis, que foi um pedido do governador. Caiado afirmou que na reforma administrativa que vai promover no Estado, o nome da Agetop precisa ser mudado, pois virou sinônimo de corrupção inclusive com o ex-presidente do órgão preso em duas operações da Polícia Federal (PF).

O governador pediu que a população goiana pudesse escolher o novo nome da Agetop. No Projeto de Lei nº178/19, que trata sobre a primeira etapa da reforma que Caiado vai promover e foi encaminhado a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), a Agetop passa a se chamar Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra).

A proposta de reforma administrativa do governador não prevê que o órgão seja anexado a outro do governo estadual. Com isto, a Goinfra vai continuar uma entidade autárquica do Estado, com autonomia administrativa, financeira e patrimonial.

Atualmente no cargo de presidente da Agetop, Enio Caiado vai ser mantido no cargo após a reforma administrativa e a troca de nome.

“A mudança do nome é positiva para fazermos uma nova gestão pautada pela honestidade, legalidade e ética, com compliance e governança corporativa”, destaca o atual presidente da Agetop.

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Mundo

Maduro rechaça "tentativa de golpe" e rompe relações diplomáticas com EUA

Segundo Maduro, o "governo imperialista" dos EUA busca impor um "golpe de Estado", o que ele diz que evitará.
23/01/2019, 19h18

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, qualificou como uma “tentativa de golpe”, orquestrada pelos Estados Unidos, a declaração de mais cedo do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que se autointitulou “presidente encarregado” do país. Segundo Maduro, o “governo imperialista” dos EUA busca impor um “golpe de Estado”, o que ele diz que evitará. Diante disso, Maduro afirmou, durante discurso a apoiadores na sede da presidência em Caracas, que estava rompendo relações diplomáticas com a administração de Donald Trump, determinando a expulsão do país de todos os diplomatas americanos em 72 horas.

“Um qualquer não pode se autointitular presidente, só o povo”, ressaltou Maduro. Segundo ele, houve “eleições livres” na Venezuela em 15 de outubro, apesar das críticas ao processo de parte da comunidade internacional, inclusive do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia, bem como de vários países, como os EUA. Por outro lado, o processo eleitoral foi apoiado por China, Irã, Rússia e Turquia, por exemplo. Em sua fala hoje, Maduro disse que falou recentemente por telefone com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que renovou seu apoio.

Maduro comparou o quadro atual no país ao da tentativa de golpe enfrentado pelo então presidente Hugo Chávez (1954-2013), em 11 de abril de 2002. Ele lembrou que, na ocasião, o economista e empresário Pedro Carmona se autointitulou presidente, porém as forças de segurança retomaram o controle da situação e Chávez voltou ao posto. “Nem golpismo nem intervencionismo”, discursou o atual líder, indicado por Chávez como seu sucessor. “Quem elegeu o presidente da república foi o povo e não nos calaremos.”

Na opinião de Maduro, o governo americano comete “uma gravíssima insensibilidade e uma insensatez”, ao reconhecer Guaidó como presidente interino. “Hoje é um dia histórico de reafirmação de nossa soberania”, ressaltou, dizendo que os assuntos nacionais devem ser resolvidos por seu povo. “Os extremistas assaltaram o poder e querem conduzir-nos ao enfrentamento.”

Maduro afirmou que seu governo defenderá a soberania “a todos custo”, com “o povo e as Forças Armadas”. Ele lembrou que a Constituição não contempla qualquer forma de eleição de presidente que não seja o voto popular, portanto a atitude de Guaidó seria “uma questão para a Justiça, a fim de preservar o Estado”.

O presidente venezuelano disse que os EUA têm “interesse e ambição” pelo petróleo, o gás e o ouro do país latino-americano. Além disso, criticou países vizinhos, falando em “lacaios da direita” que apoiam os americanos. Maduro atacou especificamente a Colômbia, dizendo que a política venezuelana não pode se curvar a Bogotá, e também o Equador, afirmou que o presidente Lenin Moreno é “nazi-fascista e traidor”, por causa do comportamento equatoriano em relação aos imigrantes venezuelanos. Maduro disse que pretendia enviar aviões para levar de volta os venezuelanos que desejem “viver em sua pátria”.

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Goiás

"Queria beijar ela no bar", diz cantor sobre assassino de motorista de aplicativo

EXCLUSIVO. O cantor Matheus revelou o que disse na delegacia que esclareceu a autoria do crime.
23/01/2019, 19h47

Pela primeira vez, o cantor Matheus, de 19 anos, da dupla Zé Luccas e Matheus, fala o que sabe sobre a última noite de vida da motorista de aplicativo Vanusa da Cunha Ferreira, de 36 anos.

Em entrevista exclusiva ao Portal Dia Online, conta que foi enganado pelo marceneiro Parsilon Lopes dos Santos, que se apresentava como Camargo.

Ele conta que foi procurado pelo suspeito, que lhe contou que era empresário e tinha interesse em patrocinar a dupla.

“Não imaginava que ele seria capaz desta covardia”, disse sobre o crime contra a motorista de aplicativo.

Parsilon foi apresentado à imprensa na manhã desta quarta-feira (23/1) como o único responsável pelo crime. A delegada do caso, titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), Mayana Resende, informou ao Dia Online que descartou a participação dos três jovens.

“Eles foram apenas testemunhas”, disse.

O depoimento de Matheus à delegacia de Goianésia foi fundamental para indicar o suspeito. “Contei ao delegado que antes do Parsilon gravar o vídeo na mesa do bar, ele chegou a falar que queria beijar a Vanusa, na frente da gente, mas que não podia pela opção sexual. Ainda falei para ele respeitar ela.”

Parsilon, segundo Matheus, ficou agressivo. “Ele começou a me xingar. Me chamou de doido”, relata.

Segunda voz da dupla, Matheus mora com o pai em Goianésia. Estava em Goiânia,  na casa da mãe, quando recebeu ligação do homem que se dizia empresário com a motorista de aplicativo.

“Ele falou que ia pagar passagem para o Luccas viajar para Goiânia porque a gente ia cantar. Tudo em cima da hora. Ainda falei que a gente não ensaiava há um tempo, mas ele insistiu”, lembra.

Filho de uma família humilde, de pai pedreiro e mãe empregada doméstica, Matheus disse que não vai desistir do sonho de cantar mesmo com a dúvida: “Alguém vai querer ouvir a dupla depois disso? Ainda tem gente acusando a mim de participação no crime.”

Zé Luccas, de 22 anos, é o único filho. O pai morreu quando ele tinha apenas seis meses de idade quando  sofreu acidente. Caminhoneiro, morreu quando bateu o caminhão.

Mãe doente

Luccas encontrou na música a saída para se livrar da tristeza de acompanhar o sofrimento da mãe.

Dias depois da primeira visita de Parsilon, a mãe de Luccas sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Depois vieram outros cinco.

Mesmo dependendo do filho para banho, comida e para se locomover em uma cadeira de rodas, Luccas acreditou que vindo a Goiânia conseguiria uma vida melhor. “Minha mãe perdeu a visão e não consegue fazer nada sozinha.”

“Queria trabalhar com a música para ajudar minha mãe que vive com cerca de 600 reais por mês”, conta. “Dinheiro vai todo para os remédios”.

Na entrevista anterior ao repórter,  Luccas lembrou que a mãe chorou antes de ele sair com a mala com as poucas roupas que conseguiu comprar desde a doença.

Luccas ainda não voltou para casa porque não tem dinheiro. “Aquele cara enganou a gente. Minha mãe está tentando conseguir dinheiro para eu voltar.”

Motorista de aplicativo queria viajar para o exterior

Para a dupla, seguir a carreira é uma forma de homenagear Vanusa que, para os meninos, era uma amiga.

“Ela torcia por nós”, afirma Luccas, com voz embargada.

Em uma das mensagens enviadas ao Luccas pelo Whatsapp, ela diz que os meninos “cantam pra caramba” e “torço pelo sucesso de vocês”.

Em outro diálogo, revelou que tem o sonho de viajar para França ou Portugal. Luccas perguntou se ela trabalharia como enfermeira. Ela respondeu que trabalharia de cuidadora ou Uber.

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