Brasil

Semad-MG diz que barragem estava licenciada e que não recebia rejeitos desde 2014

Segundo dados da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), Minas Gerais tinha 698 barragens cadastradas em 2017, desse total 22 eram consideradas de risco.
25/01/2019, 18h57

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais afirmou, em nota, que a barragem da Mina do Feijão estava devidamente licenciada. Em dezembro, a empresa obteve “nova licença para o reaproveitamento dos rejeitos dispostos na barragem e para seu descomissionamento (encerramento de atividades)”.

Segundo o comunicado da Semad, a barragem não recebia rejeitos desde 2014 e tinha estabilidade garantida pelo auditor, conforme laudo elaborado em agosto de 2018. “As causas e responsabilidades pelo ocorrido serão apuradas pelo Governo de Minas”, diz a nota.

A secretaria ainda informou que foi comunicada pela Vale às 13h37 sobre o rompimento da Barragem I de Contenção de Rejeitos da Mina do Feijão. Segundo dados da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), Minas Gerais tinha 698 barragens cadastradas em 2017, desse total 22 eram consideradas de risco. Isso significa que essas estruturas apresentaram estabilidade “não garantida pelo auditor” ou “o auditor não concluiu sobre a situação de estabilidade por falta de dados e/ou documentos técnicos”.

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Mundo

Democratas esperam que Trump assine hoje orçamento-tampão para governo dos EUA

Schumer reforçou que os democratas ainda são "contra o muro" que Trump vinha exigindo construir na divisa com o México.
25/01/2019, 19h27

Pouco após Donald Trump anunciar ter chegado a um acordo com os congressistas de ambos os partidos para encerrar o shutdown nos Estados Unidos e reabrir as partes paralisadas do governo até 15 de fevereiro, o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou esperar que o projeto de lei com o orçamento-tampão passe pela Câmara e seja assinado pelo presidente ainda hoje.

“Quero agradecer ao presidente Trump e ao líder (da maioria republicana no Senado, Mitch) McConnell”, discursou Schumer. “O shutdown mais longo da história americana finalmente vai acabar. O presidente concordou com nosso pedido de abrir o governo e depois debater segurança na fronteira.”

O senador democrata comentou que as minúcias do orçamento para financiar o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) para além do projeto-tampão, pelo restante do ano fiscal de 2019, serão discutidas em um comitê misto, com lideranças da Câmara de Representantes e do Senado de ambos os partidos.

“Democratas e republicanos terão a oportunidade de negociar detalhes da legislação para o DHS como segurança na fronteira, assistência humanitária, tecnologia de inspeção antidrogas e muitos outros”, explicou.

Schumer reforçou que os democratas ainda são “contra o muro” que Trump vinha exigindo construir na divisa com o México. “Mas concordamos com (os republicanos em) muitas coisas, como a necessidade por nova tecnologia e a necessidade de fortalecer a segurança nos postos de controle na fronteira”, concluiu.

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Brasil

Governo de MG confirma ao menos 7 mortos em tragédia em Brumadinho

Segundo o governo, são cerca de 150 pessoas desaparecidas vinculadas à empresa.
26/01/2019, 07h58

O governo de Minas Gerais confirmou na noite da última sexta-feira, 25, que pelo menos sete pessoas morreram atingidas pelo rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ainda não há identificação das pessoas que morreram.

Segundo o governo, foram retiradas nove pessoas com vida da lama e cerca de 100 pessoas ilhadas foram resgatadas. Dados repassados pela Vale ao governador de Minas, Romeu Zema (Novo), indicaram que havia 427 pessoas no local – e 279 foram resgatadas vivas.

Segundo o governo, são cerca de 150 pessoas desaparecidas vinculadas à empresa.

Quase 100 bombeiros foram deslocados para a região para buscar pessoas desaparecidas. O contingente, segundo o governo de Minas Gerais, será dobrado a partir da madrugada deste sábado, 26.

‘Dano humano será maior’

Em entrevista nesta sexta-feira, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, se disse “arrasado”. “Dessa vez o dano ambiental será muito menor que em Mariana, mas o humano será maior”, disse Schvartsman, recém-chegado de Davos, na Suíça.

Schvartsman se refere ao rompimento de uma barragem da Samarco em Mariana (MG), em novembro de 2015. A lama atingiu o distrito de Bento Rodrigues, matando 19 pessoas.

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Goiás

Morador de rua é espancado até a morte, em Rio Verde

Suspeito de agredir e matar morador de rua foi preso no dia do crime e confessou que matou Alex Pintor por ciúmes.
26/01/2019, 09h32

O morador de rua Alex Pintor de Rio Verde, a 238 quilômetros de Goiânia, foi espancado até a morte por Valdemilson de Rezende Borges, de 31 anos, na madrugada da última sexta-feira (25/1) no centro da cidade.

As informações sobre o caso, foram confirmadas pela Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) ao Portal Dia Online.

A PM afirmou que no dia do crime, os policiais foram chamados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rio Verde, para atender uma ocorrência de espancamento e que a vítima chegou desacordada na unidade.

Segundo a polícia, o médico que recebeu os policiais afirmou que tentou reanimar a vítima, mas sem sucesso, com Alex Pintor vindo a óbito. O médico informou aos policiais que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (SAMU) socorreu o morador de rua e o encaminhou à unidade.

Os policiais se deslocaram até o Samu, e questionaram onde a vítima tinha sido encontrada. O motorista, a enfermeira e o técnico de enfermagem que atenderam Alex Pintor afirmaram que encontraram ele na Rua 119 quadra 18, ao lado do lote 11, próximo a um hotel, onde foi espancado até a morte.

Durante as buscas por mais informações sobre caso, a polícia identificou o provável autor do homicídio e encontrou Valdemilson próximo ao local do crime.

Valdemilson confessou que espancou até a morte o morador de rua por ciúmes

Ao encontrar o suspeito, os policiais efetuaram a prisão do mesmo em flagrante pelo homicídio. Valdemilson foi apresentado na Central de Flagrantes da cidade e confessou o ser o autor do crime.

A polícia afirmou que Valdemilson espancou e matou Alex Pintor por ciúmes, pois segundo o suspeito, a vítima estaria tendo um caso com sua namorada.

Vigilante de farmácia mata morador de rua esfaqueado, em Goiânia

Na noite do dia 15 de janeiro de 2019, as câmeras de segurança de uma farmácia no Setor Leste Vila Nova, em Goiânia, flagraram o momento que o vigilante do estabelecimento Selmar Pereira Silva, de 37 anos, discute e mata a facadas o morador de rua Danilo Gomes Sousa Amaral, de 19.

Selmar foi preso em flagrante um dia após o crime, chegou a chorar em seu depoimento e a dizer que só queria assustar o rapaz com a faca, mas não convenceu a polícia, pois as imagens mostram o momento que ele atinge Danilo com uma facada.

O vigilante foi solto na mesma semana do crime após passar pela audiência de custódia, que o juiz determinou que Selmar fosse liberto e monitorado através da tornozeleira eletrônica.

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Brasil

"Descaso prevalece", diz Conselho de Arquitetura e Urbanismo sobre Brumadinho

"Nossa preocupação se estende à situação do Instituto Inhotim, importante patrimônio cultural do País ameaçado pelo rompimento da barragem de Brumadinho", diz.
26/01/2019, 10h15

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil afirmou, nesta sexta-feira, 25, se solidarizar ‘com a população flagelada pelo rompimento de uma barragem do complexo de mineração da Vale do Rio Doce em Brumadinho, no Estado de Minas Gerais, o mais recente marco da destruição dos espaços construídos e do meio ambiente do país’.

“A triste expressão “mais uma tragédia anunciada” está a ponto de se banalizar no Brasil tamanha a repetição de acidentes ambientais, sendo o mais recente e até agora o mais devastador, o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, da mesma empresa, ocorrido há pouco mais de três anos”, diz o Conselho.

O órgão dá conta de que o ‘Ministério Público de Minas Gerais, o Estado tem mais de 400 barragens de rejeitos e quase 10% delas apresentam riscos, o que constitui séria ameaça para comunidades e fontes de abastecimento de água’.”O descaso parece prevalecer na implantação e sobretudo na manutenção de muitas dessas barragens de áreas de mineração, além da comprovada falta de planos emergenciais para evitar que a lama destrua, em poucas horas, vidas e economias”.

“O levantamento do risco foi feito, uma nova tragédia aconteceu, o que se espera agora é um enfrentamento firme da questão pelo Poder Público e agilidade do Poder Judiciário na punição dos culpados dos desastres passados que ainda continuam em aberto”, avalia.

“Nossa preocupação se estende à situação do Instituto Inhotim, importante patrimônio cultural do País ameaçado pelo rompimento da barragem de Brumadinho”, diz.

O rompimento da barragem de Brumadinho ocorre pouco mais de três anos após a maior tragédia ambiental do País, que envolveu a barragem de Fundão, em 5 de novembro de 2015. A lama de rejeitos atingiu 40 cidades em Minas e no Espírito Santo e contaminou a Bacia Hidrográfica do Rio Doce. Dezoito pessoas morreram. Na Justiça, 22 denunciados pelo Ministério Público Federal, entre elas, funcionários da Vale, Samarco e BHP Billiton, respondem por homicídio.

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