Goiás

Ônibus que caiu em viaduto de Goiânia não tinha cinto de segurança, dizem passageiros

Passagem custou metade do preço estipulado por empresas que atuam de forma regular.
28/01/2019, 08h14

Passageiros do ônibus clandestino que caiu no viaduto da BR-153, próximo ao Ginásio Goiânia Arena, dizem que o veículo não possuía cinto de segurança. Em entrevistas a jornais locais, eles relataram ainda que a passagem custou cerca de R$ 250, metade do preço de empresas de viagens que atuam de forma legalizada. Das 49 pessoas que estavam no ônibus, ao menos 41 ficaram feridas e duas morreram no local. Quatro feridos ainda estão internados em hospitais de Goiânia, entre eles um bebê de seis meses.

Nesta segunda-feira (28/1) vinte e sete passageiros, que estão em boas condições de saúde, devem seguir viagem em um outro ônibus enviado pela empresa de viagens. Antes, alguns serão ouvidos pela Polícia Civil de Goiás (PCGO), que investiga o caso, além do dono da empresa fretada.

Ônibus clandestino cai de viaduto em Goiânia

O acidente ocorreu na madruga de domingo (27/1). O ônibus que atuava de forma clandestina seguia do Maranhão para São Paulo. Tudo teria ocorrido após o motorista perder o controle, sair da pista e cair no viaduto com altura de cerca de cinco metros e em seguida ainda bater em um poste de energia.

Segundo dados da PRF, no veículo estavam 49 pessoas, sendo 43 passageiros adultos, três crianças, dois motoristas e o guia do coletivo. Desse total, ao menos 41 pessoas ficaram feridas e duas morreram no local. As vítimas fatais foram identificadas como Carleiton Mendes da Conceição, de 18 anos, e Ana Lúcia dos Santos Silva, de 37 anos.

Alguns dos sobreviventes foram encaminhados para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo)Hospital de Urgências da Região Noroeste de Goiânia Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) e Centros de Atendimento Integral à Saúde (Cais) mais próximos.

Os que apresentavam escoriações foram levados para o Goiânia Arena, onde também foram atendidos; eles estão sob os cuidados da Defesa Civil de Goiânia. Viaturas de socorro da Concessionária, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar e da PRF, com cerca de 80 servidores, atuaram na ocorrência.

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Goiás

Mulher em ônibus clandestino que caiu de viaduto morreu para salvar filho, em Goiânia

A mulher de 37 anos morreu abraçada ao filho de 6 meses, sobrevivente, para protegê-lo. Ônibus clandestino caiu em viaduto na madrugada de ontem (27/1).

Por Ton Paulo
28/01/2019, 08h25

Os passageiros que saíram de São Mateus do Maranhão com destino a São Paulo, e que sobreviveram após o ônibus em que estavam se envolver em um grave acidente, ainda estão tentando se recuperar do choque. O ônibus clandestino que tinha São Paulo como destino e passava pela BR-153, em Goiânia, na madrugada de ontem (27/1), acabou caindo do viaduto e fazendo duas vítimas fatais. Um delas, uma mulher de 37 anos, morreu abraçada ao filho de 6 meses, sobrevivente, para protegê-lo.

De acordo o soldado Beadnel Gomes, um dos membros do Corpo de Bombeiros que atenderam a ocorrência, Ana Lúcia dos Santos seguia no ônibus para São Paulo com os dois filhos menores: um de 6 meses e um de 16 anos. No momento do acidente, a mulher deixou de apoiar em qualquer lugar para salvar o filho dela. O soldado conta que Ana Lúcia estava com a mão em cima da cabeça da criança, para poupá-lo do impacto do acidente.

Infelizmente, Ana Lúcia não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Entretanto, seu sacrifício não foi em vão. Mesmo com ferimentos, o bebê de seis meses, seu filho, foi encaminhado para o Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueiria (Hugol), onde ainda está internado. Segundo informações da Delegacia de Crimes de Trânsito (DICT), a criança teve um fratura na perna. Ela não apresenta risco de morte.

Conforme informações do técnico de apoio da Defesa Civil, Cidicley Santana, o outro filho de Ana Lúcia, um jovem de 16 anos, agora ficará sob a responsabilidade de sua tia, irmã de Ana Lúcia, que também estava no ônibus, também com um filho, e sobreviveu.

A outra vítima fatal do trágico acidente trata-se de Carleiton Mendes da Conceição, de 18 anos. O rapaz também não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O acidente envolvendo o ônibus clandestino que caiu de viaduto, na BR-153

De acordo com informações levantadas até o momento pelo Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Dict, ao todo, viajavam 49 pessoas no ônibus que viajava de São Mateus do Maranhão a São Paulo, e que passava por Goiânia. Eram dois motoristas, um guia e 46 passageiros, sendo três crianças. O ônibus estaria em situação irregular, e de acordo com um dos passageiros, ninguém usava cinto de segurança no momento do acidente.

No acidente, dois passageiros morreram morreram e 25 foram levados a unidades de saúde. Quatro estão no Hugol; 14 foram encaminhados ao Hugo – sendo que 10 já receberam alta médica -; e os demais foram levados a outras unidades de saúde de Goiânia.

Como são de outro estado, os feridos leves e aqueles que já receberam alta estão sendo abrigados no Ginásio Goiânia Arena. A Defesa Civil e a Secretaria Municipal de Assistência Social estão cuidando da alimentação e acomodação dos passageiros. Segundo o técnico de apoio da Defesa Civil, Cidicley Santana, um ônibus já foi providenciado para aqueles que estão em condiçÕes de seguir viagem.

Conforme informações divulgadas pela Dict, “por motivos ignorados”, o ônibus derivou pela direita, caiu do viaduto e bateu contra o poste de concreto. O motorista reserva, Silvio Silva, contou que um carro fez com que o motorista do ônibus perdesse o controle da direção.

Via: G1 

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Goiás

Após tragédia em Brumadinho, barragens de Goiás começam a ser fiscalizadas

Goiás conta hoje com 137 barragens cadastradas. Secima admite que elas não passaram por vistoria em 2018.

Por Ton Paulo
28/01/2019, 09h03

O Brasil inteiro ficou em estado de alerta após a tragédia que devastou o município de Brumadinho, em Minas Gerais, na última sexta-feira (25/1). Uma barragem da mineradora Vale se rompeu, contaminando quiômetros e quilômetros de lama, os rejeitos da mineradora. O estado de Goiás, que chegou a enviar reforços para as buscas das vítimas da tragédia, conta hoje com 137 barragens cadastradas. A Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima) e o Batalhão Ambiental da Polícia Militar de Goiás anunciou uma força-tarefa para fiscalizar e adotar medidas preventivas para as estruturas.

O objetivo da força-tarefa da Secretaria do Meio Ambiente e do Batalhão Ambiental da PM, formalizada no último sábado (26/1), é mapear, vistoriar, orientar e adotar medidas preventivas para evitar incidentes envolvendo qualquer modalidade de barragens existentes em Goiás. Segundo a Secima, Goiás possui hoje 137 barragens, sendo 11 de grande porte.

Entretanto, levando em conta as de pequeno porte e particulares, estima-se que Goiás tenha 6 mil barramentos, entre pequenos, médios e grandes

Ficou definido o início imediado da fiscalização de todas as barragens no Estado. Já nesse fim de semana, está sendo feito o monitoramento via satélite no Centro de Monitoramento e Fiscalização do Batalhão Ambiental. Serão identificadas as prioridades de fiscalização por área de risco e, logo em seguida, começam as vistorias nos locais. O trabalho de campo será realizado em conjunto, com a coordenação técnica dos fiscais da Secretaria e apoio do Batalhão Ambiental.

A reunião foi realizada no gabinete da Secretaria, com a presença da secretária Andréa Vulcanis, coronel Heber Lima (Comandante do Policiamento Ambiental), Tenente Coronel Jubé (sub Comandante do Policiamento Ambiental)  e Capitão Clayton (Chefe do CTA responsável pelo monitoramento via satélite).

No decorrer da semana, novas medidas para a proteção do meio ambiente serão anunciadas pela Secretaria, que está preparando um pacote de ações para a área.

Tragédia de Brumadinho já contabiliza 58 vítimas

O Corpo de Bombeiros informou, na noite de domingo (27/1), que pelo menos 58 pessoas morreram em decorrência do rompimento da barragem em Brumadinho (MG). Até o momento, 192 pessoas foram resgatadas com vida, mas nenhum sobrevivente foi encontrado neste terceiro dia de buscas. Somente no domingo, 21 corpos foram localizados. A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou a identificação de 19 mortos .

Ainda conforme os bombeiros que estão trabalhando nas buscas, 305 pessoas estão desaparecidas. O número, que antes era de 287, aumentou porque famílias procuraram as equipes que participam da operação de resgate, ao longo do dia, para cadastrar nomes de seus parentes.

Barragens de Goiás não passaram por fiscalização no ano passado

A Secima admitiu que em 2018 nenhuma vistoria em barragem de água foi realizada no Estado.

Entretanto, argumentou que “usuários foram notificados para apresentação de dados” para aperfeiçoar o cadastro. Sobre as estruturas de contenção de rejeitos, a pasta disse que “todas” elas foram vistoriadas em 2017, diferente do que diz o levantamento da Agência Nacional de Águas (ANA). No documento, também foi exposta a lentidão na implantação da PNSB. A Secima diz que busca ampliar o número de profissionais para acelerar o processo.

A barragem do João Leite, que aparece sem classificação segundo a ANA, será enquadrada de acordo com informações que a Secima pediu para a Saneago.

Via: O Popular Secima 

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Brasil

Casal desaparecido se conheceu na Vale

Segundo parentes, os dois se conheceram na empresa, começaram a namorar pouco depois e casaram.
28/01/2019, 09h20

Juliana Resende, de 33 anos, trabalha de analista em um armazém da mineradora da Vale em Brumadinho. Já Dennis Silva, de 34, é técnico de planejamento e controle. Segundo parentes, os dois se conheceram na empresa, começaram a namorar pouco depois e casaram. Recentemente, a família até cresceu. Há cerca de dez meses, vieram os primeiros filhos. Dois meninos: gêmeos. “Quando estava começando a construir uma família, acontece uma catástrofe dessa”, diz Alese Junior Resende, de 19 anos, irmão de Juliana.

Por causa da pouca idade, as crianças ainda não sabem que os pais estão desaparecidos nem que a família suspeita que podem ser encontrados sem vida, sob a lama. “Os meninos são muito novos para saber o que aconteceu, mas estão inquietos desde sexta. Não ficam mais do mesmo jeito. Acho que, querendo ou não, eles sentem”, relata.

À família, contaram que Juliana estaria em uma reunião quando a barragem estourou. “As pessoas dizem que ela pegou a mochila, colocou nas costas e foi para outro lugar. De lá, a gente não sabe mais de nada”, diz Resende. “Notícia não tem nenhuma, nem boa nem ruim.”

Segundo o irmão, os parentes ficaram incomodados após os bombeiros anunciarem a suspensão de buscas por boa parte do dia. Os bloqueios na cidade também impediram de tentarem achá-los por conta própria. “Esse trem todo deixa a família ainda mais angustiada”, afirma. “É um descaso com a população.”

Juliana deixava os filhos na casa da mãe cedo pela manhã. À noite, voltava com Silva para buscá-los. “Minha mãe já chorou muito, agora está mais calma”, diz Resende. “A gente dá chá para ela, ela reza para Nossa Senhora de Aparecida o tempo todo.”

“Na sexta, ela perdeu o horário do trabalho. Só que ela nunca faltou ao serviço, então pegou o carro e foi para lá. Parece que Deus não queria…” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Economia

Motoristas devem comunicar em até 30 dias a venda de veículos ao Detran Goiás

Novo proprietário também tem 30 dias para fazer a transferência do veículo para seu nome.
28/01/2019, 09h29

Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) alerta aos motoristas a importância de comunicar a venda de veículos pelo menos dentro do prazo mínimo de 30 dias. A obrigação é prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e segundo o órgão, ajuda a prevenir futuras complicações ao vendedor. O Detran-GO reforça que sem o comunicado, o motoristas que passou o veículo adiante continua sendo o responsável pelos impostos, multas, taxas, inclusive danos causados a terceiros.

O ideal, segundo o diretor de Operações do Detran-GO, José Sóter Arantes de Faria, é que o ex-proprietário do veículo faça o procedimento até 30 dias após a negociação. Conforme o órgão, se o comunicado de venda de veículo foi feito dentro dessa data, terá efeito retroativo, ou seja, se antes do registro, o novo dono cometer alguma infração, ela não será de responsabilidade do antigo proprietário. Isso não ocorre quando o comunicado é realizado depois dos 30 dias.

São feitas diariamente em Goiás reclamações de pessoas que venderam seus veículos e estão com problemas como pontuação na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou o nome inscrito em dívida ativa por falhas dos atuais proprietários. “Se o vendedor não informa ao Detran-GO, formalmente, é o nome dele que continua vinculado ao veículo”, explica a coordenadora do Padrão Vapt Vupt, Rosana Lima.

Como comunicar a venda de veículos em Goiás

Para comunicar a venda de veículos basta comparecer a alguma das unidades do Vapt Vupt ou Ciretran, munido com o documento de identificação e cópia autenticada do Certificado de Registro do Veículo (CRV), já preenchido e com firma reconhecida nas assinaturas do vendedor e do comprador. O procedimento é simples e gratuito.

As mudanças são válidas tanto para quem vende quanto para quem compra. Segundo o Detran-GO, o novo proprietário tem 30 dias para fazer a transferência do veículo para seu nome, contados da data anotada no CRV. “O artigo 233 do CTB preconiza que deixar de fazer o registro é falta grave, com multa de R$ 195,23 e retenção do veículo”, reforça o diretor do órgão.

O atraso na transferência de documentos do veículos acarretou na aplicação de 55.091 multas no estado, em 2018.

Via: Portal Goiás 
Imagens: Passe Carros 

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