Goiás

PMs de Goiás ficam gravemente feridos depois de viatura capotar na BR-040

Eles foram arremessados para fora do veículo; acidente ocorreu na noite desta segunda-feira (28/1).
29/01/2019, 07h34

Dois policiais militares de Goiás ficaram gravemente feridos após a viatura capotar na BR-040, no Jardim Ingá, em Luziânia; informações preliminares apontam que eles foram arremessados para fora do veículo durante o capotamento. O acidente ocorreu na noite desta segunda-feira (28/1) e as causas serão investigadas.

No momento do acidente, quatro policiais, integrantes da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), estavam na viatura. Dois deles sofreram ferimentos leves e dois foram atendidos por equipes do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) com suspeita de traumatismo craniano, além de outras fraturas.

Acidente com policiais militares de Goiás

Os policiais estavam na viatura da Rotam quando se acidentaram, na BR-040, em Luziânia, cidade do Entorno do Distrito Federal. Os feridos foram socorridos pelas Bombeiros e encaminhados, pelo helicóptero da corporação, para o Instituto Hospital de Base, em estado grave. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) também atuou na ocorrência.

Ainda não se sabe o que teria provocado o capotamento; o caso será investigado.

Estado de saúde dos PMs de Goiás feridos em acidente

Os policiais militares foram identificados como primeiro-sargento Caixeta e soldado Bonfim. Ao Dia Online a assessoria da Polícia Militar de Goiás (PMGO) informou que o estado de saúde de Caixeta é mais grave e até o momento ele não pôde passar pela cirurgia no crânio. Ele já fez outro procedimento, mas no abdômen. Ainda de acordo com a PM, o sargento Caixeta deve continuar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e ainda não pode ser removido pra outro local.

Já o soldado Bonfim já teve o crânio operado, com sucesso, e não foi necessário drenar o tórax; ele continua em recuperação na UTI. A família organiza a transferência dele, indicada pelo médico, para outra unidade de saúde.

[Matéria atualizada às 7h52 para inclusão do estado de saúde dos policiais militares]

Imagens: Correio Braziliense 

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Goiás

Caiado cede a exigências e professores desistem de greve

A decisão da categoria veio depois que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, acatou as duas exigências feita pelos servidores.

Por Ton Paulo
29/01/2019, 08h01

Em uma assembleia realizada na última segunda-feira (28/1), às 15h em frente ao Palácio Pedro Ludovico, os trabalhadores da Educação, organizados através do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Goiás (Sintego), decidiram por não levar adiante a ideia de entrar em greve por causa do não pagamento dos salários de dezembro, que estão atrasados.

A decisão da categoria veio depois que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, acatou as duas exigências feita pelos servidores: que todo dinheiro destinado à Educação, 25% do orçamento, fique disponível diretamente para a Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), para que não precise fazer pedidos para a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), e que a Seduce some toda a verba que possui para que o valor fosse utilizado no pagamento do salário de dezembro.

Em entrevista, a presidente do Sintego, Bia de Lima, confirmou que os dois pedidos foram atendidos pelo Governo, e isto pesou para que a categoria não deflagrasse uma greve. A vinculação do dinheiro da Educação obriga o Estado a utilizar a verba apenas com a pasta, de modo que não teria razão de os recursos não permanecerem totalmente sob a administração da Seduce. A própria secretária da pasta, Fátima Gavioli, também já manifestou interesse ao governador e à Sefaz de que as verbas sejam enviadas diretamente.

“Eu acertei com a secretária da Fazenda que daqui pra frente o dinheiro destinado à Educação, 25% do orçamento, será enviado diretamente à minha pasta. Não quero ficar passando o pires. Assim eu defino as prioridades da minha pasta”, afirmou Fátima na manhã de ontem.

Sobre o segundo pedido, Bia de Lima acredita que a soma das verbas será suficiente para pagar o salário de dezembro de todos os servidores. “O que queremos é resolver essa questão, ver o que tem em caixa, pagar e então começar o ano letivo sem nenhuma preocupação e podemos negociar os outros pontos.”

Uma nova assembleia da categoria ficou marcada para a próxima segunda-feira (4/2), para deliberar a possibilidade de não haver verba suficiente para quitar a folha de dezembro. No início da tarde de segunda-feira, em coletiva de imprensa, o governador Ronaldo Caiado não indicou que buscaria outra solução além do parcelamento dos rendimentos em cinco vezes, que já tinha proposto na semana passada.

Projeto de Caiado acaba com 3ª classe

Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (28/1) no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, no Centro de Goiânia, o governador Ronaldo Caiado (DEM) também anunciou uma série de medidas adotadas, além de um projeto de lei que foi encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). Entre as medidas no projeto estão o pagamento do auxílio-alimentação e do teto salarial para os professores, e a extinção da terceira classe na Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) e no Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO).

Na coletiva, Caiado chegou a afirmar que todos os servidores do Estado vão ter direito aos R$ 500 reais do auxílio, no entanto, para os servidores da educação, não há vai haver um teto estabelecido para contar com o benefício. Conforme o governador, os servidores públicos que recebem até R$ 5 mil nas demais categorias, o governo não vai deixar de pagar o benefício.

Via: O Popular 

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Brasil

Engenheiros que atestaram segurança de barragem em Brumadinho são presos

As ordens são de prisão temporária com validade de 30 dias.
29/01/2019, 08h05

O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil cumpriram na manhã desta terça-feira, 29, dois mandados de prisão contra engenheiros que atestaram a segurança da barragem 1 da Mina do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais, que se rompeu na última sexta-feira, 25. Os mandados foram expedidos pela Justiça Estadual de Minas. No Estado, foram cumpridos outros três mandados.

De acordo com informações da Rede Globo, os engenheiros Makoto Namba e André Yum Yassuda foram presos nos bairros de Moema e Vila Mariana, na zona Sul de São Paulo. Eles também informam que as ordens são de prisão temporária com validade de 30 dias.

Em São Paulo, as ações são coordenadas por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP de São Paulo, e pelo Departamento de Capturas (Decade) da Polícia Civil paulista.

Imagens: R7 

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Brasil

Idoso usa arma roubada para matar mulher e atirar contra filho, em Brasília

Mãe e filho foram baleados após chegarem de uma viagem feita a Goiânia no fim de semana.
29/01/2019, 09h44

Um idoso, de 72 anos, matou a mulher com ao menos seis tiros e ainda tirou cinco vezes contra o próprio filho. As investigações apontam que a arma usada pelo homem é roubada e tem ligação com crime no Mato Grosso. O caso ocorreu na manhã de segunda-feira (28/1), em Brasília. Ranulfo do Carmo Filho foi preso após o crime, e segundo a polícia, não demonstrou arrependimento. Ele deve passar por audiência de custódia hoje (29/1).

Diva Maria Maia da Silva, de 69 anos, e Ranulfo estavam juntos há 50 anos. De acordo com familiares, amigos e vizinhos, o relacionamento era abusivo e a mulher já havia sido espancada diversas vezes pelo marido. Assim como no dia do crime, vizinhos presenciavam discussões e ouviram gritos vindos do apartamento.

Régis do Carmo Corrêa Maia, de 46 anos, o filho mais velho do casal, foi atingido com três tiros no peito e está internado em estado grave, no Instituto Hospital de Base (IHB). Ele, que é servidor do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), sabia da agressões sofridas pela mãe e diversas vezes a defendeu das brigas com o pai, segundo vizinhos.

Idoso mata mulher e atira contra o filho, em Brasília

Régis e a mãe, Diva, haviam passado o fim de semana em Goiânia e chegaram em casa por volta das 10h. Cerca de cinco minutos depois, Ranulfo chega no apartamento onde morava com a mulher e inicia um discussão. Com a gritaria, uma vizinha entra no local e acabou presenciando toda a ação.

Durante a briga, Ranulfo foi até o quarto, pegou um revólver calibre .38 e atirou cinco vezes contra Régis, que foi atingido por três disparos. Em seguida, o idoso recarregou a arma, mirou contra a mulher e atirou por pelo menos seis vezes. Diva morreu no local. Ele deixou a arma do crime perto das vítimas e saiu do apartamento logo após o crime.

Após sair do prédio, Ranulfo foi localizado pela polícia e preso sem reagir. Ele deve responder ainda por posse e porte ilegal de arma de fogo. O idoso é vendedor de carros autônomo aposentado e tinha em seu nome uma ocorrência de lesão corporal, registrada em 1990. Ele deve passar por audiência de custódia nesta terça-feira (29/1).

Investigadores da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), que apura o caso, suspeitam que Ranulfo tenha premeditado o crime. Em depoimento, o homem disse que “perdeu a cabeça”, mas não demonstrou arrependimento.

Vítimas

Régis continua internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Base. O corpo de Diva será sepultado nesta terça-feira (29/1).

Imagens: Metrópoles - DF 

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Goiás

Por "falta de isenção de juiz", processo contra Ricardo Sandre, acusado de assédio sexual, é suspenso

O MP afirma que a postura do juiz estaria "a comprometer a boa e isenta instrução do feito, maculando-o de nulidade".

Por Ton Paulo
29/01/2019, 10h08

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), através de decisão do corregedor substituto, suspendeu, a pedido do Ministério Público de Goiás (MP-GO), o andamento do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Ricardo Paes Sandre, servidor do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) acusado por várias mulheres, funcionárias do órgão, de assédio sexual e moral. O MP-GO alega suspeição, ou seja, falta de isenção, do juiz do PAD, uma vez que ele foi indicado pelo presidente do TJ-GO, sogro de Sandre. O MP afirma ainda que a postura do juiz estaria “a comprometer a boa e isenta instrução do feito, maculando-o de nulidade”.

A liminar deferida pelo corregedor nacional de Justiça substituto, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, suspendeu o trâmite do PAD 201805000105994, aberto contra Ricardo Paes Sandre para apurar situações de assédio sexual. Ricardo é ex-diretor do Centro de Saúde do TJGO.

Nas alegações apresentadas para a suspensão, o MP-GO alega que é “indiscutível que a atuação do magistrado Clauber Costa Abreu na condução do Processo Administrativo Disciplinar instaurado contra Ricardo Paes Sandre pode afetar a relação de confiança estabelecida entre Clauber Costa Abreu e o presidente do TJ-GO, Gilberto Marques Filho”.

O órgão diz ainda que Clauber Costa, magistrado indicado pelo presidente do TJ-GO e sogro de Ricardo Sandre para ser o presidente da comissão apuratória da investigação do PA, estava adotando postura que contraria a Lei e constrange as supostas vítimas e testemunhas. O MP alega que Clauber agia de modo a restringir a assistência, por advogado, às vítimas [de Ricardo Sandre] e testemunhas no momento da audiência; impunha um constrangimento às vítimas e testemunhas de relatar os fatos na presença do investigado, inclusive frente a frente, entre outras coisas que intimidavam as testemunhas e supostas vítimas

A decisão do CNJ exige, além da suspensão do PAD, ainda que o TJ-GO encaminhe cópia integral do processo à Corregedoria Nacional de Justiça, no prazo de 48 horas, bem como cópia do ato de nomeação da comissão processante, com os respectivos nomes e funções. Ao TJ-GO foi determinado, por fim, o envio de todos os atos de nomeação das comissões processantes referentes ao ano de 2018 e informações sobre seus membros.

Ricardo Sandre, ex-médico do TJ-GO, foi acusado de assédio sexual por funcionárias

Em inquérito que corre desde maio de 2018, sete mulheres – funcionárias e estagiárias do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) – acusam o servidor de carreira e ex-diretor do Centro de Saúde da Corte, Ricardo Paes Sandré, de assédio sexual e moral quando este era responsável pelo departamento de saúde do Tribunal. Entre vários relatos registrados, uma das mulheres conta que o médico, que também é genro do presidente do TJ-GO, teria dito a ela, em um momento dela de irritação por causa das insinuações sexuais, que “adoraria acalmá-la na cama”. As supostas vítimas do ex-médico do TJ-GO foram convocadas a depor na Corte entre os dias 18 e 21 de janeiro.

Inicialmente, elas prestaram depoimento ao Ministério Público do Trabalho (MPT). O caso foi então encaminhado à Promotoria estadual. Após as denúncias, em maio do ano passado, Sandré pediu exoneração do cargo de diretor do Centro de Saúde do Tribunal e requereu a abertura de processo administrativo interno na Corte. Entre 20 de setembro e 19 de dezembro, ele gozou de licença-prêmio, concedida pela Secretaria de Recursos Humanos do TJ de Goiás. Atualmente, está em férias.

No processo aberto contra Sandré, são vários os relatos de mulheres que teriam sido vítimas de assédio moral e sexual por parte dele. No depoimento de uma estagiária, ela conta que, ao ser submetida a uma prova oral aplicada pelo médico, ouviu dele que “antigamente as meninas quando iam fazer prova, iam de saia e sem calcinha, e ficavam cruzando as pernas, e os examinadores com certeza as aprovavam”.

Defesa de Ricardo Sandre se manifesta

Por meio de nota, a defesa do ex-médico do TJ-GO se manifestou dizendo que “não houve, em momento algum, favorecimento” para Sandre por parte do juiz Clauber Costa.

Leia a nota na íntegra:

“A Defesa de Ricardo Paes Sandre, reserva-se ao direito de não se manifestar quanto a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tendo em vista não ter sido – até o momento – cientificada de seu teor ou extensão. Todavia, na reduzida parcela do que veio a saber (através dos próprios veículos de imprensa), a Defesa registra que o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em trâmite na Corregedoria do TJGO, seguiu seu curso regularmente; sem qualquer tipo de interferência ou irregularidade.

Quanto a fantasia na qual se fundamenta o pedido de suspensão, cabe-nos registrar que 1) o procedimento foi conduzido por Juiz de Direito no exercício das funções correcionais, desde muito antes da própria instauração do PAD; 2) os trâmites procedimentais seguiram com absoluta regularidade e, neste particular, frustrando interesses subterrâneos daqueles que não toleram ou reconhecem nada além da própria perspectiva; 3) não houve, em momento algum, favorecimento. Ao revés, a própria Defesa teve pedidos relevantes indeferidos, circunstância que não ocorreria em hipotético (e falso!) favorecimento.

Mais uma vez, a Defesa de Ricardo Paes Sandre registra que não há novidade alguma quanto a atuação subterrânea e distante da luz solar; único remédio que garantiria a atuação isenta e longe de qualquer contaminação por interesses particulares e não institucionais.

Finalmente, após as informações que serão em breve fornecidas pela Corregedoria do TJGO – exigência natural em atuações do CNJ – restará claramente demonstrado que, à reboque da histeria, o Ministério Público busca impor a sua própria versão dos fatos, solapando a primeira oportunidade em que foi – de fato – respeitado o contraditório e a ampla defesa.”

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