Goiás

Homem que matou médica de Brasília e se passava por ela no WhatsApp é preso

Durante dois meses o acusado manteve contato com a família da médica por WhatsApp, passando-se por ela.

Por Ton Paulo
30/01/2019, 12h07

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta quarta-feira (30/1) um homem de 32 anos acusado de assassinar a médica e então diretora do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), Gabriela Rebelo Cunha, de 44 anos. O crime ocorreu no dia 24 de outubro do ano passado, mas o que chamou a atenção da polícia é que durante dois meses, antes de ser preso, o acusado manteve contato com a família da médica de Brasília por WhatsApp, passando-se por ela. O crime foi elucidado pela Divisão de Repressão a Sequestros da Polícia Civil.

Segundo informações da Polícia Civil a um jornal de Brasília, o autor do crime, cuja identidade ainda não foi divulgada, era motorista particular da vítima. Ele levou Gabriela ao HRT pela manhã do dia 24 e, por volta das 12h, seguiu com ela até uma agência bancária em Sobradinho para que ela fizesse uma transferência bancária.

Quando os dois estavam retornando para Taguatinga, ele parou o carro próximo a uma parada de ônibus, alegando que estava ouvindo um barulho na roda.

Nesse momento, um comparsa entrou no veículo, simulou um assalto e mandou-os ir para Brazlândia. Chegando em uma estrada de chão, a médica foi enforcada, e o corpo foi deixado no local.

Durante dois meses, o homem se passou pela médica, que era diretora do HRT, mantendo contato com a família pelo WhatsApp, dizendo que estava internada em uma clínica de repouso. No período, movimentou a conta bancária da servidora, que recebia salário mensal de R$ 17 mil reais.

O homem ainda dizia que ela estaria internada na clínica para tratar problemas pessoais e retornaria apenas no Natal.

Médica de Brasília foi morta por enforcamento

O sumiço da servidora, num primeiro momento, não causou surpresa porque ela já havia sido internada anteriormente para tratar de depressão. No Portal da Transparência, o último pagamento informado em nome dela foi feito em novembro do ano passado.

Com a prisão, o autor levou dois policiais até onde foi cometido o crime e lá foi localizado a ossada. A médica foi morta por enforcamento e o corpo dela foi deixado no local. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) identificou a vítima. Os policiais também encontraram na residência do acusado objetos da casa de Gabriela, como cartões bancários e dois veículos da médica.

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Brasil

Ministro Dias Toffoli libera Lula para se despedir do irmão

O irmão de Lula, Genival Inácio da Silva, o Vavá, como era conhecido, morreu na manhã desta terça-feira (29/1), aos 79 anos.

Por Ton Paulo
30/01/2019, 13h01

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, de plantão no recesso do Judiciário, autorizou nesta quarta-feira (30/1) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a deixar a prisão, em Curitiba, para se despedir do irmão em São Bernardo Campo. As informações são do G1.

Genival Inácio da Silva, o Vavá, como era conhecido, morreu na manhã desta terça-feira (29), aos 79 anos.

Segundo o pedido apresentado ao STF, o velório ocorre desde terça-feira (29/1), e o sepultamento será feito às 13h desta quarta-feira (30), em São Bernardo do Campo, em São Paulo.

O ex-presidente teve o mesmo pedido rejeitado por instâncias inferiores, mas reverteu a decisão na Suprema Corte.

‘Direito humanitário’

No pedido apresentado ao STF, a defesa argumentou que a Lei de Execução Penal prevê o “direito humanitário” de o ex-presidente comparecer ao velório.

Segundo a norma, os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios podem obter permissão para sair da cadeia, desde que escoltados, quando há o falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão.

Os advogados do ex-presidente ainda relembraram episódio da década de 1980, quando mesmo preso durante a ditadura militar, Lula obteve autorização para comparecer ao velório da mãe, Eurídice Ferreira Mello, a Dona Lindu.

O ex-presidente foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão em julho de 2017. Em janeiro de 2018, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmou a sentença e aumentou a pena do ex-presidente para 12 anos e 1 mês de prisão no caso do triplex em Guarujá (SP).

No dia 7 de abril, Lula se entregou à Polícia Federal. Ele está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Por: G1

Via: G1 

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Goiás

Jovem sequestrada em assalto é encontrada morta em Planaltina de Goiás 

Segundo o Corpo de Bombeiros, ela foi atingida com um tiro na cabeça e ao menos nove facadas.
30/01/2019, 13h57

Uma jovem de 19 anos foi encontrada morta na tarde desta terça-feira (29/1), com marcas de tiro e ao menos nove facadas. Paula Fernanda havia sido sequestrada na noite de segunda-feira (28/1), durante um assalto ocorrido na casa dela, onde mora com os pais, em Planaltina de Goiás, Entorno do Distrito Federal. Até então, a jovem era dada como desaparecida.

O corpo de Paula foi encontrado por volta das 16h55 às margens do Córrego Mestre D’Armas, localizado na zona rural da região administrativa do Distrito Federal, em meio a uma pilha de pneus velhos.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, ela foi atingida com um tiro na cabeça e ao menos nove facadas, sendo sete no peito e duas na região da boca, além de escoriações no pescoço e no rosto. A corporação informou ainda que os criminosos tentaram colocar fogo nas partes íntimas da vítima, mas não conseguiram.

Sequestro de jovem em Planaltina de Goiás

Informações preliminares apontam que Paula e os pais estavam em casa quando três criminosos invadiram o local, na noite da última segunda-feira, dia 28. Segundo publicações em um grupo de moradores de Planaltina de Goiás, a mãe e o pai foram trancados no banheiro da residência e Paula levada pelos bandidos. Os celulares da família também foram roubados.

Uma das publicações continha o seguinte texto: “JOVEM É VÍTIMA DE SEQUESTRO EM PLANALTINA DE GOIÁS, ENCONTRA-SE DESAPARECIDA, ATÉ O MOMENTO. FAMILIARES RELATAM NA OCORRÊNCIA REGISTRADA EM PLAN-GO – QUE OCORREU UM SEQUESTRO. A MÃE ESTÁ DESESPERADA.”

Também por meio das redes sociais, momentos antes do corpo de Paula ser encontrado, uma amiga dela publicou uma mensagem pedido ajuda para encontrá-la. No texto, a jovem dizia que os criminosos entraram na casa encapuzados e agindo com muita violência.

Paula Fernanda deixou dois filhos pequenos, um menino de 4 anos e uma menina com pouco mais de 1 ano. A morte da jovem é investigada pela 16ª Delegacia de Polícia de Planaltina. Inicialmente, o caso é tratado como homicídio.

Imagens: Facebook 

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Política

Após perder enterro do irmão, Lula decide não ir a São Bernardo

Momentos antes, o ministro Dias Toffoli havia liberado o o ex-presidente para ir ao sepultamento.
30/01/2019, 14h21

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, afirmou que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva não irá a São Bernardo do Campo para se encontrar com familiares após o sepultamento de seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá. O próprio ex-presidente teria comunicado seus advogados após tomar conhecimento de que seu irmão já tinha sido sepultado.

“O presidente Lula gostaria de participar do enterro e se despedir do seu querido irmão. É claro que ele também quer se encontrar com a família, mas para isso vai ter outra oportunidade”, disse Okamotto.

Momentos antes do enterro, Toffoli libera Lula

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, acolheu parcialmente o pedido da defesa de Lula e havia autorizado que o ex-presidente se deslocasse para uma unidade militar na região do ABC, em São Paulo, para se encontrar familiares.

Na decisão, Toffoli assegurava a possibilidade de que o corpo do seu irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, fosse deslocado para a unidade militar, destacando que “prestar a assistência ao preso é um dever indeclinável do Estado”. Vavá, no entanto, foi sepultado minutos depois, às 13 horas.

Na decisão, Toffoli frisou que, segundo a Polícia Federal, não haveria tempo hábil para o deslocamento de Lula ao local do sepultamento, além dos riscos à segurança dos presentes e de agentes públicos mobilizados para o deslocamento.

“Todavia, as eventuais intercorrências apontadas no relatório policial, a meu ver, não devem obstar o cumprimento de um direito assegurado àqueles que estão submetidos a regime de cumprimento de pena, ainda que de forma parcial, vale dizer, o direito de o requerente (Lula) encontrar-se com familiares em local reservado e preestabelecido para prestar a devida solidariedade aos seus, mesmo após o sepultamento, já que não há objeção da lei”, ressaltou Toffoli.

“Por essas razões, concedo ordem de habeas corpus de ofício para, na forma da lei, assegurar, ao requerente Luiz Inácio Lula da Silva, o direito de se encontrar exclusivamente com os seus familiares, na data de hoje, em Unidade Militar na Região, inclusive com a possibilidade do corpo do de cujos ser levado à referida unidade militar, a critério da família”, determinou Toffoli.

Imagens: O Globo 

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Goiás

Justiça bloqueia R$ 22 milhões em bens de Marconi Perillo e Jayme Rincón

A medida, decretada no mês passado e divulgada agora, ocorreu no âmbito da operação Cash Delivery.

Por Ton Paulo
30/01/2019, 15h18

Uma decisão do juízo da 11ª da Justiça Federal, que corria em segredo de justiça, determinou o bloqueio de cerca de R$ 22 milhões em imóveis do ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, e do ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, assim como de sua família. A medida de arresto, que consiste na apreensão judicial de bens para garantir a futura cobrança da dívida, foi decretada no mês passado e ocorreu no âmbito da operação Cash Delivery.

A divulgação da decisão só agora foi possível pois era mantida em segredo de justiça até que a ordem de arresto fosse cumprida. O pedido de arresto foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), que considerou a medida essencial para resguardar eventual condenação ao ressarcimento dos valores recebidos como propina, uma vez que os investigados, Perillo e Rincón, poderiam se desfazer de seu patrimônio até o julgamento final do feito.

Além do ex-governador Marconi Perillo, a decisão judicial determinou o arresto de bens imóveis de Jayme Eduardo Rincón (ex-presidente da Agetop), Heloísa Moraes Godoi Rincón, Natália Godoi Rincón, Rodrigo Rincón, Isabela Godoi Rincón, Márcio Garcia de Moura, Pablo Rogério de Oliveira, Carlos Alberto Pacheco, Ronais Participações e Investimentos Ltda (empresa registrada em nome dos filhos de Jayme Rincón) e MV Participações Ltda (empresa registrada em nome de Marconi Perillo e Valéria Perillo).

Empresas de Jayme Rincón e Marconi Perillo seriam fachadas, de acordo com MPF

Com relação aos bens alvos de arresto da família Rincón, as investigações apuraram que embora estejam em nome da empresa Ronais Participações e Investimentos Ltda, eles são, na verdade, de Jayme Rincón. Conforme apurado, pelo MPF, Jayme e sua esposa Heloisa, em 2009, constituíram a empresa Rincon e Godoi Participações e Investimentos Ltda para administrar os bens da família.

A empresa não possui empregados registrados e, embora conste dos cadastros da Receita Federal que seu endereço é no edifício Montreal Office, em Aparecida de Goiânia, apurou-se que, de fato, funcionava dentro da Agetop, na gestão do seu então presidente, Jayme Rincón.

Assim como no caso da Ronais, a empresa MV Participações Ltda, que tem como sócios Marconi Perillo e sua esposa Valéria Perillo, o MPF aponta que ela teria sido criada para gerir o patrimônio do ex-governador de Goiás. A última declaração de Imposto de Renda de Perillo (exercício de 2017) indica a transferência de três imóveis em nome de Marconi para a MV, possivelmente para retirá-los de seu nome com o fim de resguardá-los de eventuais ações judiciais em seu desfavor.

A reportagem do Dia Online segue tentando contato com as assessoria de Marconi e Jayme.

Operação Cash Delivery

A operação Cash Delivery é um desdobramento das investigações da Lava Jato e decorre de acordos de leniência e colaboração premiada firmados pelo MPF com a Construtora Norberto Odebrecht e seus executivos. Segundo os colaboradores, quando ainda era senador e, depois, também como governador, Marconi Perillo solicitou e recebeu propina no valor de R$ 2 milhões em 2010, e de R$10 milhões, em 2014, em troca de favorecer interesses da empreiteira relacionados a contratos e obras no estado de Goiás.

Com colaboração de Hélmiton Prateado

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