Goiás

Praça do Bandeirante: conheça a história guardada pelo lugar

Além de ser um dos principais pontos de referência de Goiânia, a Praça do Bandeirante também guarda muita história consigo.
30/01/2019, 18h23

Embora Goiânia ainda seja uma jovem cidade quando comparada a tantas outras em Goiás, já carrega consigo uma história forte e que guarda grandes personagens, sendo que alguns existiram antes mesmo de ela ter nascido. Quem passa frequentemente pelo movimentado cruzamento entre as Avenidas Anhanguera e Goiás tem a predisposição a não perceber que ali se encontra a Praça Attílio Correia Lima, mais conhecida como Praça do Bandeirante.

Tal nome se popularizou justamente pelo fato de que na praça, é possível encontrar uma escultura que representa o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva (o filho). Por incrível que pareça, o monumento se encontra no local há 76 anos, onde foi inaugurado no dia 9 de novembro de 1942, pouco depois do Batismo Cultural da então nova capital.

Importância histórica da Praça do Bandeirante

Praça do Bandeirante: conheça a história guardada pelo lugar
Foto: Reprodução/ Corredores do Esporte

Além de ser um dos principais pontos de referência no centro de Goiânia, a Praça do Bandeirante também possui enorme valor histórico. O lugar já foi palco de grandes movimentos sociais e políticos, a exemplo das “Diretas Já” e “Caras-pintadas”, que eclodiram não apenas na cidade, mas também por todas as partes do Brasil.

O primeiro comício das “Diretas Já” em Goiânia foi realizado exatamente ali, no dia 15 de junho de 1983, uma quarta-feira, reunindo nada menos do que 5 mil pessoas. Esse foi o primeiro comício do movimento a ser realizado em uma capital, um marco importantíssimo para a história. Enquanto isso, o último comício realizado na praça aconteceu em 13 de abril de 1984, representando também o penúltimo do movimento, reunindo o número incrível de 300 mil manifestantes.

Praça do Bandeirante: conheça a história guardada pelo lugar
Fotto: Reprodução/ Hélio de Oliveira

À medida que o tempo foi passando, a Praça do Bandeirante acabou sofrendo diversas intervenções, graças ao frenético crescimento do centro de Goiânia. Foi preciso alterar sua estrutura, já que vias precisavam ser instaladas no local, bem como um sistema que viabilizasse o transporte público.

Inicialmente, a escultura se encontrava bem mais acessível, em um ponto mais baixo da praça. No entanto, ela acabou passando por várias restaurações e precisou ser erguida à altura de alguns prédios do centro.

O Monumento ao Bandeirante

Praça do Bandeirante: conheça a história guardada pelo lugar
Foto: Reproução/ Rizzo Imobiliária

O monumento foi produzido pelo artista plástico Armando Zago, a pedido do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito de São Paulo, e doado como um presente aos goianienses. Esculpida em bronze, a escultura conta com nada menos que 3 metros e meio de altura e representa o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva (o filho e não o pai, que tinha o mesmo nome e ficou conhecido como “Diabo Velho”).

Em uma de suas mãos é possível ver uma bateia, que é uma espécie de tigela que se usava muito nos garimpos. Na outra mão, uma bacamarte (arma de fogo de cano curto e largo). É válido lembrar que o monumento sempre gerou polêmica e contradições entre a população da cidade, que nem sempre enxergou/enxerga o monumento com bons olhos, devido a história marcada de sangue deixada pelos bandeirantes.

Praça do Bandeirante: conheça a história guardada pelo lugar
Foto: Reprodução

Pode-se dizer que, em partes, a escultura simboliza toda a iconografia de Bartolomeu filho, que ficou conhecido como “segundo Anhanguera” (palavra que vem da língua tupi e significa “Diabo Velho”) e foi o fundador do Arraial de Santana, que mais tarde se tornou a capital de Goiás e ficou conhecida como “Vila Boa” (Cidade de Goiás).

É inegável que ele e sua expedição tiveram fundamental importância para a formação do estado de Goiás, mas existem muitos elementos nessa história que o transformam não em herói, mas em vilão.

O monumento traz consigo essa dubiedade, já que pode ser inserido em diferentes contextos como a matança de povos indígenas, cobiça e representação exploratória. Em todo caso, “enquanto obra de arte, o monumento é pobre, mas só de provocar discussão e promover inquietações, a estátua já serve como algo para ser refletido e analisado na história de Goiás“, afirma o historiador Nasr Chaul, autor do livro “Caminhos de Goiás”, do ano de 1997.

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Brasil

Temporal destelha hangares no Aeroporto do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo

Os ventos do temporal registraram 100km/h na região do aeroporto.
30/01/2019, 19h15

Um temporal no fim da tarde desta quarta-feira (30/1) na Zona Norte de São Paulo causou vários estragos, além de alagar ruas e derrubar árvores, os fortes ventos e chuvas foram responsáveis por destelhar ao menos três hangares do aeroporto do Campo de Marte.

As informações foram publicadas pelo portal de notícias G1 e afirmou que um dos hangares foi completamente destruído pelo temporal. Além disto, a pista do aeroporto também ficou alagada devido aos ventos e fortes chuvas desta tarde.

Temporal destelha hangares no Aeroporto no Campo de Marte, na zona norte de São Paulo
Foto: Reprodução

Conforme a publicação, por volta das 17h30 os ventos do temporal chegaram a marca de 100km/h na região do aeroporto. E cerca de oito aviões foram danificados. Até o momento a Infraero não se posicionou sobre os danos causados ao aeroporto.

Árvores caíram durante o temporal próximo ao aeroporto do Campo de Marte

O Corpo de Bombeiros Militar de São Paulo (CBMSP) afirmou por volta das 17h50, tinha o registro de pelo menos 68 quedas de árvores, nove desmoronamentos e 13 alagamentos em toda Zona Norte de São Paulo.

Segundo a publicação, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) emitiu um alerta para a subprefeitura do Jaçanã, pelo transbordamento do córrego da paciência.

As linhas 8 Diamente que fazem o trajeto entre as estações Lapa e Palmeiras, na Barra Funda não estão circulando desde às 17h30 conforme as informações da CPTM, por conta do alagamento na linha.

Para fazer o transporte dos passageiros, a CPTM acionou o sistema Paese, mas não há informações se os ônibus conseguiram chegar até o local.

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Brasil

Sobe para 99 o número de mortos e há 259 desaparecidos em Brumadinho

De acordo com a Polícia Civil, dos 99 mortos, 57 foram identificados.
30/01/2019, 19h39

A Defesa Civil de Minas Gerais atualizou, no final da tarde hoje (30), em 99 o número de vítimas do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte, identificadas pelo Instituto Médico Legal (IML). O último balanço da corporação registra 259 desaparecidos.

De acordo com a Polícia Civil, dos 99 mortos, 57 foram identificados. A orientação é que as famílias não compareçam ao IML e, sim, comuniquem-se via internet e redes sociais.

Segundo a Defesa Civil, cinco dias após o desastre causado pelo rompimento da barragem, ainda há regiões de Brumadinho que sofrem com a falta de energia.

O tenente-coronel Flávio Godinho, coordenador da Defesa Civil, disse que os trabalhos na região da mina do Córrego do Feijão começaram por volta das 4h da manhã.

A barragem B6, com água, segue monitorada 24 horas por dia, segundo o órgão, sem risco de rompimento. Um plano de contingência, entretanto, foi elaborado de forma preventiva.

Conforme o balanço, foram localizados 225 funcionários da Vale, 168 terceirizados ou moradores da comunidade. Ainda não foram localizados 101 empregados da mineradora. Dez pessoas estão hospitalizadas e são 264 desabrigados.

Choveu hoje durante parte do dia. Entretanto, segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Pedro Aihara, a água não “afetou significativamente o nível de água da barragem”, permanecendo uma “situação garantida de segurança”.

Buscas

Aihara informou que as buscas de hoje tiveram como foco a área do antigo refeitório da Vale. O monitoramento, acrescentou, ocorre em toda a área por onde os rejeitos se espalharam, coberta a partir de grupos distribuídos em 18 pontos.

Hoje tropas enviadas de São Paulo já começaram a atuar. Elas foram espalhadas em seis pontos de monitoramento. As atividades também foram reforçadas por 58 voluntários, que ficam nas imediações e contribuem na verificação de vestígios de corpos.

Reforços

Amanhã (31), serão incorporadas aos trabalhos de buscas tropas vindas de Santa Catarina e do Espírito Santo. Quanto aos militares israelenses, o porta-voz do Corpo de Bombeiros informou que a previsão da participação deles é até sexta-feira e que a continuidade será discutida “em nível de governo”.

O grupo vai receber também o apoio do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Minas Gerais. “Já temos 16 pelotões de 25 PMs. São militares especialistas que vêm complementar pontos específicos de difícil acesso. A ideia é de progressão em espiral para que consigamos verificar todas as áreas”, explicou o Major Flávio Santiago, da PM estadual.

Investigações

O delegado da Polícia Civil Arlen Bahia informou que foram realizados hoje 35 atendimentos no Instituto Médico Legal (IML). Ela acrescentou que agentes da corporação começaram a formalizar a “coleta de provas subjetivas”, ouvindo sobreviventes. E que esta atividade seguirá dentro das investigações.

Questionado por jornalistas, o delegado mineiro pontuou que ainda “é muito prematuro chegar a uma conclusão”.

Imagens: Agência Brasil 

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Goiás

Edital do Programa Educacional Bombeiro Mirim é lançado, em Goiás

Para inscrever os pequenos no programa, eles devem estar frequentando a escola regularmente.
30/01/2019, 20h27

Crianças e adolescentes de Goiânia e Aparecida de Goiânia com idades entre 8 e 12 anos, completados até fevereiro de 2019, podem ser inscritas entre os dias 11 e 15 de fevereiro no Programa Educacional Bombeiro Mirim (PROEBOM) do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO).

O edital para se inscrever no programa foi lançado nesta terça-feira (30/1) no site da corporação e contempla crianças das duas cidades, que estejam frequentando as aulas regularmente. Conforme a corporação, as regras para ingressar no programa, estão descritas no Edital Bombeiro Mirim 2019.

Os Bombeiros lembram que as inscrições para o PROEBOM, vão ser feitas apenas pela internet. Os pais interessados em matricular seus filhos no programa precisam acessar o endereço eletrônico do CBMGO www.bombeiros.go.gov.br a partir das 8h da manhã do dia 11 de fevereiro e até ás 18h do dia (15/2), que marca o encerramento das inscrições para o Bombeiro Mirim 2019.

Programa Bombeiro Mirim

Com a intenção de oferecer para crianças e adolescentes com idades entre 8 e 12 anos, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) desenvolve esse projeto.

Durante o período que as crianças participam do programa, elas recebem informações, orientações, treinamento, educação e uma base de apoio para formação do cidadão.

Edital do Programa Educacional Bombeiro Mirim é lançado, em Goiás
Foto: Divulgação

A corporação lembra entre as instruções aplicadas durante o PROEBOM, as crianças aprendem noções de primeiros socorros e salvamento aquático, educação física, cidadania, civismo e a manter a ordem.

Além disto, os pequenos bombeiros são ensinados a prevenir incêndios, a fazer nós e amarrações, a ter educação no trânsito, e participam de diversas palestras e visitas técnicas as unidades da corporação.

Segundo os bombeiros, os documentos necessários para inscrever as crianças e adolescentes no programa, entre os dias 11 e 15 de fevereiro de 2019, estão disponíveis no Edital, publicado no site da corporação.

Para o ano de 2019, as cidades de Goiânia e Aparecida de Goiânia têm 150 vagas disponíveis para o programa para crianças e adolescentes de ambos os sexos.

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Brasil

Saúde libera verba extra de R$ 192 milhões para Minas Gerais

Os recursos serão repassados para Minas a partir de fevereiro.
30/01/2019, 21h00

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, determinou a liberação de R$ 192 milhões para hospitais e clínicas de Minas ligadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). O recurso extra será usado para tentar reduzir a crise da saúde que o Estado enfrenta, agravada com o rompimento da barragem em Brumadinho. Mandetta deverá visitar a região afetada pelo acidente nesta quinta-feira, 31, quando será realizada a missa de sétimo dia da primeira vítima identificada, a médica Marcelle Porto Cangussu.

Os recursos serão repassados para Minas a partir de fevereiro. Pelo cronograma, serão enviados para instituições que prestam serviços ao SUS e que atualmente não têm contrapartida do governo federal R$ 16 milhões mensais. Mas, diante da crise, instituições deverão receber R$ 64 milhões, o que equivale a quatro meses de pagamento.

Mandetta também determinou que sua equipe estude mecanismos para repassar recursos diretamente para Brumadinho, a cidade atingida pelo rompimento da barragem, ocorrido na última sexta. Não está definido ainda os valores ou como isso será colocado em prática. Diante da crise financeira do Estado, parte dos repasses para saúde acaba sendo bloqueada pela Justiça para pagamento de credores. Embora integrantes do ministério sustentem que a prática não é permitida, eles julgam mais prudente encontrar novas formas de repasse, para evitar batalhas judiciais.

Nessa estratégia, o Ministério da Saúde doou nos últimos dias duas caminhonetes para serem usadas nos serviços de busca das vítimas. A pasta também deverá adquirir medicamentos para fornecer aos serviços mineiros. Por causa da crise financeira, fornecedores não participam de licitações para compra de medicamentos e produtos de saúde. A ideia do ministério é fazer aquisições por meio de hospitais federais e transferir remédios e outros produtos para as instituições mineiras.

A situação do Estado foi discutida na tarde desta terça numa audiência entre Mandetta e o secretário de Saúde de Minas, José Farah Júnior. Ao contrário do que ocorreu na tragédia de Mariana, em que as demandas de saúde foram imediatas, a expectativa é de que o aumento dos atendimentos no SUS ocorra a médio prazo. Nesse primeiro momento, a ação está voltada para o resgate das vítimas do acidente.

“Em Mariana, tivemos muitos desabrigados, pessoas acidentadas que demandavam atendimento imediato. A lógica da assistência em Brumadinho é outra, porque o número de óbitos é expressivamente maior”, afirmou o assessor estratégico da Secretaria de Saúde de Minas, Bernardo Ramos.

Equipes vão percorrer 100% das casas de Brumadinho em busca de familiares ou pessoas próximas das vítimas da barragem para fazer um cadastro e oferecer atendimento de saúde mental. “Nossa estimativa é de que seja alto o porcentual de pessoas que tenha um tio, um amigo de trabalho, um colega de colégio envolvido no acidente”, disse Ramos.

Em Mariana, cerca de 80% das vítimas do acidente apresentaram stress pós traumático, outros 40% depressão e 40% de transtorno de ansiedade. “Imaginamos que os números sejam ainda muito mais expressivos. O óbito é chocante, não tem preço, não há como corrigir”, disse Ramos. Há, ainda, o grande risco de parte das vítimas não tenha o corpo identificado. “Estamos trabalhando para que isso não ocorra. Mas há o risco do luto em caixão vazio, o que pode aumentar a dor”, completou Ramos.

A preocupação não se restringe à saúde mental das pessoas próximas das vítimas. Equipes monitoram os reflexos do acidente no meio ambiente. Amostras do vazamento foram enviadas para o Laboratório Central de Saúde Pública de Minas. “Embora a empresa tenha dito que o material não é tóxico, precisamos saber ao certo qual sua composição”, contou Ramos.

Nesse momento, a população da região afetada – que compreende 18 cidades – recebeu a recomendação de não ingerir peixes da região. Há também uma preocupação com o uso de poços artesianos. Como não se sabe se o lençol freático foi atingido, a recomendação é de que somente seja usada água da rede de abastecimento.

Além da contaminação pela lama, autoridades sanitárias avaliam também o risco de que, com passar dos dias, massa orgânica em decomposição possa se acumular e afetar as áreas mais próximas. “Essa contaminação não tem grandes dispersão, geralmente ela fica restrita ao local da decomposição.”

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