Brasil

Temporal destelha hangares no Aeroporto do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo

Os ventos do temporal registraram 100km/h na região do aeroporto.
30/01/2019, 19h15

Um temporal no fim da tarde desta quarta-feira (30/1) na Zona Norte de São Paulo causou vários estragos, além de alagar ruas e derrubar árvores, os fortes ventos e chuvas foram responsáveis por destelhar ao menos três hangares do aeroporto do Campo de Marte.

As informações foram publicadas pelo portal de notícias G1 e afirmou que um dos hangares foi completamente destruído pelo temporal. Além disto, a pista do aeroporto também ficou alagada devido aos ventos e fortes chuvas desta tarde.

Temporal destelha hangares no Aeroporto no Campo de Marte, na zona norte de São Paulo
Foto: Reprodução

Conforme a publicação, por volta das 17h30 os ventos do temporal chegaram a marca de 100km/h na região do aeroporto. E cerca de oito aviões foram danificados. Até o momento a Infraero não se posicionou sobre os danos causados ao aeroporto.

Árvores caíram durante o temporal próximo ao aeroporto do Campo de Marte

O Corpo de Bombeiros Militar de São Paulo (CBMSP) afirmou por volta das 17h50, tinha o registro de pelo menos 68 quedas de árvores, nove desmoronamentos e 13 alagamentos em toda Zona Norte de São Paulo.

Segundo a publicação, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) emitiu um alerta para a subprefeitura do Jaçanã, pelo transbordamento do córrego da paciência.

As linhas 8 Diamente que fazem o trajeto entre as estações Lapa e Palmeiras, na Barra Funda não estão circulando desde às 17h30 conforme as informações da CPTM, por conta do alagamento na linha.

Para fazer o transporte dos passageiros, a CPTM acionou o sistema Paese, mas não há informações se os ônibus conseguiram chegar até o local.

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Brasil

Sobe para 99 o número de mortos e há 259 desaparecidos em Brumadinho

De acordo com a Polícia Civil, dos 99 mortos, 57 foram identificados.
30/01/2019, 19h39

A Defesa Civil de Minas Gerais atualizou, no final da tarde hoje (30), em 99 o número de vítimas do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte, identificadas pelo Instituto Médico Legal (IML). O último balanço da corporação registra 259 desaparecidos.

De acordo com a Polícia Civil, dos 99 mortos, 57 foram identificados. A orientação é que as famílias não compareçam ao IML e, sim, comuniquem-se via internet e redes sociais.

Segundo a Defesa Civil, cinco dias após o desastre causado pelo rompimento da barragem, ainda há regiões de Brumadinho que sofrem com a falta de energia.

O tenente-coronel Flávio Godinho, coordenador da Defesa Civil, disse que os trabalhos na região da mina do Córrego do Feijão começaram por volta das 4h da manhã.

A barragem B6, com água, segue monitorada 24 horas por dia, segundo o órgão, sem risco de rompimento. Um plano de contingência, entretanto, foi elaborado de forma preventiva.

Conforme o balanço, foram localizados 225 funcionários da Vale, 168 terceirizados ou moradores da comunidade. Ainda não foram localizados 101 empregados da mineradora. Dez pessoas estão hospitalizadas e são 264 desabrigados.

Choveu hoje durante parte do dia. Entretanto, segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Pedro Aihara, a água não “afetou significativamente o nível de água da barragem”, permanecendo uma “situação garantida de segurança”.

Buscas

Aihara informou que as buscas de hoje tiveram como foco a área do antigo refeitório da Vale. O monitoramento, acrescentou, ocorre em toda a área por onde os rejeitos se espalharam, coberta a partir de grupos distribuídos em 18 pontos.

Hoje tropas enviadas de São Paulo já começaram a atuar. Elas foram espalhadas em seis pontos de monitoramento. As atividades também foram reforçadas por 58 voluntários, que ficam nas imediações e contribuem na verificação de vestígios de corpos.

Reforços

Amanhã (31), serão incorporadas aos trabalhos de buscas tropas vindas de Santa Catarina e do Espírito Santo. Quanto aos militares israelenses, o porta-voz do Corpo de Bombeiros informou que a previsão da participação deles é até sexta-feira e que a continuidade será discutida “em nível de governo”.

O grupo vai receber também o apoio do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Minas Gerais. “Já temos 16 pelotões de 25 PMs. São militares especialistas que vêm complementar pontos específicos de difícil acesso. A ideia é de progressão em espiral para que consigamos verificar todas as áreas”, explicou o Major Flávio Santiago, da PM estadual.

Investigações

O delegado da Polícia Civil Arlen Bahia informou que foram realizados hoje 35 atendimentos no Instituto Médico Legal (IML). Ela acrescentou que agentes da corporação começaram a formalizar a “coleta de provas subjetivas”, ouvindo sobreviventes. E que esta atividade seguirá dentro das investigações.

Questionado por jornalistas, o delegado mineiro pontuou que ainda “é muito prematuro chegar a uma conclusão”.

Imagens: Agência Brasil 

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Goiás

Edital do Programa Educacional Bombeiro Mirim é lançado, em Goiás

Para inscrever os pequenos no programa, eles devem estar frequentando a escola regularmente.
30/01/2019, 20h27

Crianças e adolescentes de Goiânia e Aparecida de Goiânia com idades entre 8 e 12 anos, completados até fevereiro de 2019, podem ser inscritas entre os dias 11 e 15 de fevereiro no Programa Educacional Bombeiro Mirim (PROEBOM) do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO).

O edital para se inscrever no programa foi lançado nesta terça-feira (30/1) no site da corporação e contempla crianças das duas cidades, que estejam frequentando as aulas regularmente. Conforme a corporação, as regras para ingressar no programa, estão descritas no Edital Bombeiro Mirim 2019.

Os Bombeiros lembram que as inscrições para o PROEBOM, vão ser feitas apenas pela internet. Os pais interessados em matricular seus filhos no programa precisam acessar o endereço eletrônico do CBMGO www.bombeiros.go.gov.br a partir das 8h da manhã do dia 11 de fevereiro e até ás 18h do dia (15/2), que marca o encerramento das inscrições para o Bombeiro Mirim 2019.

Programa Bombeiro Mirim

Com a intenção de oferecer para crianças e adolescentes com idades entre 8 e 12 anos, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) desenvolve esse projeto.

Durante o período que as crianças participam do programa, elas recebem informações, orientações, treinamento, educação e uma base de apoio para formação do cidadão.

Edital do Programa Educacional Bombeiro Mirim é lançado, em Goiás
Foto: Divulgação

A corporação lembra entre as instruções aplicadas durante o PROEBOM, as crianças aprendem noções de primeiros socorros e salvamento aquático, educação física, cidadania, civismo e a manter a ordem.

Além disto, os pequenos bombeiros são ensinados a prevenir incêndios, a fazer nós e amarrações, a ter educação no trânsito, e participam de diversas palestras e visitas técnicas as unidades da corporação.

Segundo os bombeiros, os documentos necessários para inscrever as crianças e adolescentes no programa, entre os dias 11 e 15 de fevereiro de 2019, estão disponíveis no Edital, publicado no site da corporação.

Para o ano de 2019, as cidades de Goiânia e Aparecida de Goiânia têm 150 vagas disponíveis para o programa para crianças e adolescentes de ambos os sexos.

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Brasil

Saúde libera verba extra de R$ 192 milhões para Minas Gerais

Os recursos serão repassados para Minas a partir de fevereiro.
30/01/2019, 21h00

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, determinou a liberação de R$ 192 milhões para hospitais e clínicas de Minas ligadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). O recurso extra será usado para tentar reduzir a crise da saúde que o Estado enfrenta, agravada com o rompimento da barragem em Brumadinho. Mandetta deverá visitar a região afetada pelo acidente nesta quinta-feira, 31, quando será realizada a missa de sétimo dia da primeira vítima identificada, a médica Marcelle Porto Cangussu.

Os recursos serão repassados para Minas a partir de fevereiro. Pelo cronograma, serão enviados para instituições que prestam serviços ao SUS e que atualmente não têm contrapartida do governo federal R$ 16 milhões mensais. Mas, diante da crise, instituições deverão receber R$ 64 milhões, o que equivale a quatro meses de pagamento.

Mandetta também determinou que sua equipe estude mecanismos para repassar recursos diretamente para Brumadinho, a cidade atingida pelo rompimento da barragem, ocorrido na última sexta. Não está definido ainda os valores ou como isso será colocado em prática. Diante da crise financeira do Estado, parte dos repasses para saúde acaba sendo bloqueada pela Justiça para pagamento de credores. Embora integrantes do ministério sustentem que a prática não é permitida, eles julgam mais prudente encontrar novas formas de repasse, para evitar batalhas judiciais.

Nessa estratégia, o Ministério da Saúde doou nos últimos dias duas caminhonetes para serem usadas nos serviços de busca das vítimas. A pasta também deverá adquirir medicamentos para fornecer aos serviços mineiros. Por causa da crise financeira, fornecedores não participam de licitações para compra de medicamentos e produtos de saúde. A ideia do ministério é fazer aquisições por meio de hospitais federais e transferir remédios e outros produtos para as instituições mineiras.

A situação do Estado foi discutida na tarde desta terça numa audiência entre Mandetta e o secretário de Saúde de Minas, José Farah Júnior. Ao contrário do que ocorreu na tragédia de Mariana, em que as demandas de saúde foram imediatas, a expectativa é de que o aumento dos atendimentos no SUS ocorra a médio prazo. Nesse primeiro momento, a ação está voltada para o resgate das vítimas do acidente.

“Em Mariana, tivemos muitos desabrigados, pessoas acidentadas que demandavam atendimento imediato. A lógica da assistência em Brumadinho é outra, porque o número de óbitos é expressivamente maior”, afirmou o assessor estratégico da Secretaria de Saúde de Minas, Bernardo Ramos.

Equipes vão percorrer 100% das casas de Brumadinho em busca de familiares ou pessoas próximas das vítimas da barragem para fazer um cadastro e oferecer atendimento de saúde mental. “Nossa estimativa é de que seja alto o porcentual de pessoas que tenha um tio, um amigo de trabalho, um colega de colégio envolvido no acidente”, disse Ramos.

Em Mariana, cerca de 80% das vítimas do acidente apresentaram stress pós traumático, outros 40% depressão e 40% de transtorno de ansiedade. “Imaginamos que os números sejam ainda muito mais expressivos. O óbito é chocante, não tem preço, não há como corrigir”, disse Ramos. Há, ainda, o grande risco de parte das vítimas não tenha o corpo identificado. “Estamos trabalhando para que isso não ocorra. Mas há o risco do luto em caixão vazio, o que pode aumentar a dor”, completou Ramos.

A preocupação não se restringe à saúde mental das pessoas próximas das vítimas. Equipes monitoram os reflexos do acidente no meio ambiente. Amostras do vazamento foram enviadas para o Laboratório Central de Saúde Pública de Minas. “Embora a empresa tenha dito que o material não é tóxico, precisamos saber ao certo qual sua composição”, contou Ramos.

Nesse momento, a população da região afetada – que compreende 18 cidades – recebeu a recomendação de não ingerir peixes da região. Há também uma preocupação com o uso de poços artesianos. Como não se sabe se o lençol freático foi atingido, a recomendação é de que somente seja usada água da rede de abastecimento.

Além da contaminação pela lama, autoridades sanitárias avaliam também o risco de que, com passar dos dias, massa orgânica em decomposição possa se acumular e afetar as áreas mais próximas. “Essa contaminação não tem grandes dispersão, geralmente ela fica restrita ao local da decomposição.”

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Goiás

Motorista acusado de matar médica vendeu imóvel dela por R$ 70 mil em Pirenópolis

Cirurgiã geral havia desaparecido em outubro do ano passado; seus restos mortais foram encontrados na última segunda-feira (28/1), em Brazlândia.
31/01/2019, 07h44

Rafael Henrique Dutra da Silva, de 32 anos, assassino confesso da médica e ex-diretora do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), Gabriela Rebelo Cunha, 44 anos, vendeu ao menos dois imóveis dela; um deles em Pirenópolis, região turística de Goiás, avaliado em R$ 70 mil. Ao todo, a polícia aponta que Rafael, que era motorista e pessoa de confiança da mulher, desviou cerca de R$ 200 mil das contas dela.

A cirurgiã geral havia desaparecido em outubro do ano passado; seus restos mortais foram encontrados na última segunda-feira (28/1), em Brazlândia. Gabriela foi assassinada no dia 24 de outubro, mas o que chamou a atenção da polícia é que durante dois meses, antes de ser preso, o acusado manteve contato com a família da médica de Brasília por WhatsApp, passando-se por ela.

O local onde o corpo estava foi apontado por Rafael. O crime foi solucionado pela Divisão de Repressão a Sequestros (DRS).

Motorista desviava dinheiro de contas de médica

Segundo as investigações, o motorista era a pessoa de confiança da médica e era ele quem pagava contas para ela, resolvia pendências em bancos e ainda atuava como corretor. Ele chegou a vender imóveis para ela, sendo um em Pirenópolis, região turística de Goiás, avaliado em R$ 70 mil. Foi apurado ainda que, por mês, Rafael desviava cerca de R$ 1,5 mil das contas de Gabriela. O prejuízo chega a R$ 200 mil.

O motorista confessou ter premeditado o crime juntamente com um homem identificado como Baiano, com intenção de ficar com os bens da médica. De acordo com a polícia, ambos teriam cumprido pena juntos no Centro de Internação e Reeducação (CIR), no Complexo Penitenciário da Papuda. O acusado de matar a médica já tem passagens por estelionato e tentativa de homicídio, quando ainda era menor.

Morte de médica em Brasília

No dia do crime, ele levou Gabriela ao HRT e em seguida até uma agência bancária em Sobradinho para que ela fizesse uma transferência bancária. Quando os dois estavam retornando para Taguatinga, ele parou o carro próximo a uma parada de ônibus, alegando que estava ouvindo um barulho na roda.

Nesse momento, um comparsa entrou no veículo, simulou um assalto e mandou-os ir para Brazlândia. Chegando em uma estrada de chão, a médica foi enforcada, e o corpo foi deixado no local. Em depoimento, Rafael confessou que pagou R$ 5 mil a Baiano para que ele matasse a cirurgiã.

Semanas após o crime, Rafael fez saques bancários das contas de Gabriela, nas quais ele tinha as senhas, e ainda comprou um carro popular com o dinheiro dela. Com ele, os policiais encontraram os dois carros da médica e pertences furtados do apartamento de Gabriela.

O motorista foi indiciado por latrocínio e ocultação de cadáver. O comparsa de Rafael ainda é procurado pelos investigadores.

Imagens: Metrópoles - DF 

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