Brasil

No 6º dia de busca em Brumadinho, mortes chegam a 99; Israel deixa resgate

Foram confirmados, até o momento, 99 mortos e 259 desaparecidos.
31/01/2019, 08h01

As equipes de resgate confirmaram nesta quarta-feira, 30, a morte de 99 pessoas pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG) – 57 identificadas. Ainda há 259 desaparecidos e outras 176 pessoas fora de suas casas. Também nesta quarta o Palácio do Planalto foi informado que os militares das Forças de Defesa de Israel (FDI) – que chegaram ao Brasil no domingo para ajudar nos trabalhos – devem retornar a seu país nesta quinta-feira, 31, às 15 horas.

A chuva forte, que chegou a destelhar 60 casas na cidade, causou a suspensão das buscas por uma hora à tarde. Mas não houve alteração no nível de água da barragem. Mais cedo, o comandante de salvamento especializado, capitão Leonard Farah disse que se trabalha “com a chance diminuindo para praticamente zero” de encontrar sobreviventes.

Tropas israelenses deixam Brumadinho

Já em relação ao retorno das tropas israelenses, o governo brasileiro não sabia explicar exatamente as razões à noite. A divisão de protagonismo de trabalho no socorro às vítimas da tragédia de Brumadinho tem causado vários “curtos-circuitos” entre o governo de Minas e as Forças Armadas. Essas colocaram um contingente de mil homens, desde sexta-feira, para auxiliar no resgate de sobreviventes. Só que não houve solicitação de uso do grupo. O governo de Minas informou que não havia necessidade daquele tipo de apoio e, se precisasse, solicitaria. A avaliação de militares é de que o salvamento de Brumadinho “está muito politizado”.

A equipe de cerca de 130 soldados e oficiais israelenses desembarcou domingo à noite. Eles começaram a trabalhar na segunda-feira e logo foram informados de declarações do comandante das operações de resgate, tenente-coronel Eduardo Ângelo, de que os equipamentos trazidos de Israel para Brumadinho (MG) não eram efetivos para esse tipo de desastre.

Questionado, o governo de Minas Gerais esclareceu que “não houve recusa de colaboração de militares” e tropas federais poderão ser solicitadas “caso haja necessidade”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Congresso em Foco 

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Goiás

Vídeo chocante mostra homem caindo dentro do globo da morte, em Goianira

Mesmo sem condutor, a motocicleta continua dando voltas dentro do globo, passando por cima do homem várias vezes.

Por Ton Paulo
31/01/2019, 08h14

Um vídeo que tem circulado nas redes sociais desde a noite da última quarta-feira (30/1) mostra os momentos chocantes de agonia em que o artista de um circo, que está se apresentando no município de Goianira, região metropolitana de Goiânia, faz uma performance dentro do famoso “globo da morte” quando, por motivos ainda desconhecidos, acaba caindo da moto. O problema é que mesmo sem o condutor, a motocicleta continua dando voltas e voltas dentro do globo, passando por cima do homem várias vezes.

De acordo com informações divulgadas por um veículo de Goianira, município a 30 quilômetros de Goiânia, o acidente teria ocorrido durante uma apresentação do circo na noite de ontem. O circo, que segundo o veículo local está localizado próximo ao banco Bradesco da cidade, ainda não teve o nome revelado.

O vídeo que circula, aparentemente gravado pelo celular de alguém na plateia, mostra o momento exato em que o artista performa no chamado globo da morte. O homem, que ainda não teve o nome divulgado, fascina o público dando voltas e mais voltas no globo, quando de repente, em uma delas, se desprende da moto e cai no chão da estrutura metálica.

Devido à velocidade e condicionante da estrutura do globo, que é esférica, a moto continua mesmo sem o condutor, e chega a dar mais sete voltas sozinha antes de parar, passando por cima do homem caindo no chão da estrutura várias vezes.

Veja o vídeo do momento exato do acidente no globo da morte:

Essa polêmica atração carateriza-se por um motociclista, devidamente equipado, que faz manobras arriscadas no interior de uma pequena estrutura metálica fechada em forma de globo. As manobras que o artistas faz são consideradas de alto risco, por isso o nome “globo da morte”.

O momento do acidente causou choque aparente da plateia – em sua maioria composta por crianças. No vídeo é possível ver pessoas se levantando impactadas pela cena, procurando ver se o que havia acontecido.

Homem que caiu dentro de globo da morte em circo de Goianira está bem, diz jornal

Apesar do grande susto, de acordo com o veículo local que trouxe informações do acidente, o artista circense estaria bem. Segundo o jornal, ele foi levado para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), e estaria em situação estável.

A reportagem do Dia Online segue tentando confirmar a informação.

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Goiás

Em operação, Polícia Civil prende nove pessoas investigadas por roubo de veículos em Goiânia e região

A operação, que ainda está em andamento, cumpriu nove mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão até agora.

Por Ton Paulo
31/01/2019, 09h38

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), deflagrou na manhã desta quinta-feira (31/1) a operação Horus III, que visa combater o roubo de carros. A operação, que ainda está em andamento, cumpriu nove mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão até agora. Os mandados foram cumpridos contra indivíduos investigados pelo roubo de veículos na capital Goiânia e região metropolitana.

Segundo informações adiantadas pela Polícia Civil, em uma das residências foram encontradas porções de ecstasy e maconha embaladas para a venda, além de um pé de maconha. As diligências continuam em andamento e ocorreram sob a coordenação do Delegado de Polícia José Antonio De Podestà Neto, e contou com o apoio do Grupo Tático 3 (GT3).

Ainda não há informações sobre os locais onde foram cumpridas as prisões no âmbito da Operação Horus III, uma vez que ela ainda está sendo cumprida.

A reportagem do Dia Online segue acompanhando a operação e deve trazer novas informações a qualquer momento.

Veja o momento da prisão de um dos envolvidos:

Em dezembro do ano passado, 120 policiais participaram de operação no combate ao roubo de veículos

A Polícia Civil, também através da DERFVRA, deflagrou, nos dias 5 e 6 de dezembro do ano passado a operação Migração 2, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por crimes de roubo, receptação, adulteração de sinal identificador de veículos, falsificação de documentos e tráfico de drogas.

Foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva e 46 mandados de busca em oito municípios goianos, resultando na apreensão de instrumentos utilizados nas falsificações, placas falsas, carros adulterados e documentos. Participaram da operação 120 policiais civis da DERFRVA, DENARC, DECON, DOT, 1ªDRP, GEPATRI/1ªDRP, GIH/2ªDRP, 6ªDRP, 12ªDRP, GT3, II, GPO, além de peritos do IC.

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Goiás

Barragem de rejeitos em Crixás passa por inspeção; veja locais com potencial de risco

Força-tarefa é realizada pela Secretaria de Meio Ambiente, Comando de Policiamento Ambiental da PMGO, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil.
31/01/2019, 09h39

A barragem de rejeitos de minério em Crixás, na região norte de Goiás, passou por fiscalização nesta quarta-feira (30/1). Segundo a empresa Mineração Serra Grande, no local não existem substâncias químicas perigosas ou capazes de causar danos à saude dos moradores e servidores. A força-tarefa instaurada no estado deve realizar inspeção em cerca de 9 mil barragens, de água, rejeitos de minério e rejeitos industriais.

O intuito da ação, realizada pela Secretaria de Meio Ambiente, em parceria com o Comando de Policiamento Ambiental da Polícia Militar de Goiás, Corpo de Bombeiros Militar e Defesa Civil, é prevenir possíveis incidentes, como o rompimento de Brumadinho, em Minas Gerais. “Precisamos reforçar a estrutura de controle e responsabilização dos empreendedores e, por outro lado, precisamos reforçar também a fiscalização”, disse a secretária Andréa Vulcanis.

A força-tarefa deve identificar todos os empreendedores e proprietários de terra que possuam barragens. Eles serão convocados para o cadastramento, que começa no dia 12 de fevereiro. As barragens que não tiverem cadastro poderão ser multadas ou retiradas. São identificadas as prioridades de fiscalização por área de risco e, logo em seguida, começam as vistorias nos locais.

Barragens com potencial de risco em Goiás

Dos quase 9 mil reservatórios localizados em Goiás, 200 possuem cadastrado na Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima). A maior parte das barragens do estado são de água, usada para abastecimento, hidrelétrica e outros fins. Segundo a Secima, Goiás possui hoje 137 barragens de rejeitos, sendo 11 de grande porte.

Em Goiás, nove cidades possuem barragens de maior potencial de risco, mas sem perigo iminente, segundo a secretária de Meio Ambiente. Veja abaixo os locais:

  • Crixás
  • Catalão,
  • Alto Horizonte
  • Ninquelândia
  • Barro Alto
  • Caldas Novas
  • São Simão
  • Caçu
  • Rio Verde

A Secima admitiu que em 2018 nenhuma vistoria em barragem de água foi realizada no Estado. Entretanto, argumentou que “usuários foram notificados para apresentação de dados” para aperfeiçoar o cadastro. Sobre as estruturas de contenção de rejeitos, a pasta disse que “todas” elas foram vistoriadas em 2017, diferente do que diz o levantamento da Agência Nacional de Águas (ANA).

Imagens: Mapio 

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Goiás

Transformador da Hidrelétrica São Simão, com barragem em Goiás, pega fogo

A usina hidrelétrica possui uma barragem que se estende por 3.500 metros, entre São Simão, em Goiás, e Santa Vitória, em Minas Gerais.

Por Ton Paulo
31/01/2019, 10h33

Um dos transformadores da Hidrelétrica São Simão pegou fogo na noite da última quarta-feira (30/1), o que fez com a Companhia Independente Bombeiro Militar de Quirinópolis fosse acionada para atender a ocorrência. A Usina Hidrelétrica São Simão está localizada entre os municípios de São Simão, em Goiás, e Santa Vitória, em Minas gerais, e possui uma barragem que se estende por 3.500 metros.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, ao chegar no local, o foco principal do incêndio no transformador da usina que pegou fogo já havia sido extinto pela brigada da empresa. Coube aos bombeiros, então, a ação de coordenar, extinguir as labaredas que estavam reiniciando e resfriar o local do sinistro. Após controlar e garantir a segurança do local, foi possível realizar a drenagem do óleo do transformador, cerca de 80 mil litros.

Inaugurada em 1978, a Usina Hidrelétrica São Simão (UHE) está localizada na divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás, entre os municípios de São Simão (GO) e Santa Vitória (MG). De acordo com o site da empresa responsável pela usina, a SPIC Brasil, a usina opera com seis turbinas, que geram 1.710 MW, energia suficiente para abastecer 6 milhões de habitantes.

Ainda segundo a SPIC Brasil, o lago da UHE São Simão é capaz de armazenar 2,54% do volume represável pelos reservatórios do Sistema Sudeste/Centro Oeste, o que representa 6,7% do armazenamento de água do sub-sistema do Rio Paranaíba. A área máxima inundada pelo reservatório é de 722,25 km².

Sua barragem se estende por 3.500 metros de comprimento e a altura máxima é de 127 metros.

Empresa responsável pela Hidrelétrica São Simão se manifestou sobre sua barragem

Em nota publicada no site oficial, a SPIC Brasil se manifestou sobre a segurança de sua barragem. A empresa tranquiliza a população ao afirmar que em 2013, a barragem da usina obteve a aprovação de todos os seis especialistas internacionais que a analisaram.

Veja a íntegra do comunicado:

“SPIC Brasil, atual operadora da Usina Hidrelétrica de São Simão, gostaria de tranquilizar os moradores da região em relação a nossa barragem. Em 2013, a usina de São Simão foi escolhida por unanimidade para receber o prêmio International Milestone Rockfill Dam Project Award, que reconhece as barragens consideradas referências para o setor energético mundial, e obteve a aprovação de todos os seis especialistas internacionais que a analisaram. Diferentemente de uma barragem de rejeito, a nossa estrutura foi construída com concreto, terra e rochas, sem ter tido nenhum alteamento, o que significa que ela tem a mesma altura desde que entrou em operação, em 1978. Com uso de instrumentos de medição, acompanhamento constante dos nossos engenheiros e time técnico, podemos garantir que não há e nunca houve nenhum risco a nossa barragem. Além do nosso monitoramento, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza inspeções frequentes emitindo relatórios públicos de acompanhamento. Assim, afirmamos o nosso compromisso com a segurança de nossa barragem garantindo uma estrutura segura e sob controle.”

Sobre o incêndio no transformador, A SPIC Brasil, atual operadora da Usina Hidrelétrica São Simão, informou a Brigada de Emergência da Usina e o Corpo de Bombeiros de Quirinópolis contiveram totalmente o fogo, sem feridos e nenhum dano ao meio ambiente. As causas estão sendo investigadas.

A empresa confirmou ainda que o transformador danificado ontem será substituído por um reserva nos próximos dias, restabelecendo a capacidade de geração plena.

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