Goiás

Justiça manda soltar três presos suspeitos de fraudes, em Pirenópolis

Suspeitos liberados foram apresentados pela polícia na manhã desta quinta-feira (7/2).
07/02/2019, 20h05

Na manhã da última quarta-feira (6/2) secretários, servidores da prefeitura de Pirenópolis e empresários de Goiânia foram presos durante uma operação da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), suspeitos de fraudes na contratação dos serviços de limpeza urbana para o município. No entanto, no fim da tarde desta quinta-feira (7/2) o juiz da comarca de Pirenópólis, José da Silva mandou soltar três pessoas presas durante a operação.

Pela decisão do magistrados foram soltos nesta tarde o trabalhador autônomo Júlio César Alves Bueno, o servidor do Departamento de Licitações e contratos da Prefeitura, Lucas Augusto Barbosa e a empresária Kelly Miquelane.

O juiz alegou que não havia mais necessidade de manter os três suspeitos presos para mandar soltá-los. Conforme o magistrado, os suspeitos com cargos na prefeitura e que poderiam atrapalhar as investigações continuam presos.

Suspeitos foram liberados após serem apresentados pela Polícia

Durante a operação a polícia cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e prendeu nove pessoas suspeitas de participar do esquema. Os suspeitos presos pela PCGO, foram apresentados na manhã desta quinta-feira (7/2) na sede da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

Foram apresentados pela polícia:

  • Adriano Gustavo de Oliveira e Silva – secretário de Administração e Governo;
  • Ozair Louredo da Cunha – secretário de Infraestrutura e Trânsito;
  • Lucas Augusto Barbosa Sousa – servidor do Departamento de Licitações e Contratos;
  • Marcos Aurélio Figueiredo – assessor Especial;
  • Waidson José Pereira Arantes – consultor jurídico;
  • Ney Jakson Oliveira – chefe do Controle Interno;
  • Júlio César Alves Bueno – autônomo;
  • Diogo Rosa de Castro – empresário;
  • Kelly Miquelante Oliveira de Castro – empresária.

Entre os presos apresentados pela polícia estão os três que ganharam liberdade no fim da tarde desta quinta-feira. Os suspeitos são investigados por fraudar e desviar dinheiro público por meio de licitação com empresa responsável pelos serviços de coleta, varrição das vias públicas e podas. Conforme as informações da polícia, foram desviados cerca de R$ 3,4 milhões dos cofres públicos.

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Brasil

Sobe para 157 o número de mortos após rompimento de barragem da Vale

Há ainda 182 desaparecidos, segundo informou nesta quinta-feira, 7, a Defesa Civil de Minas Gerais.
07/02/2019, 20h32

Subiu para 157 o número de mortos pelo rompimento da barragem 1 da mina Córrego do Feijão em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Há ainda 182 desaparecidos, segundo informou nesta quinta-feira, 7, a Defesa Civil de Minas Gerais.

O último balanço do órgão indica ainda que a tragédia deixou 133 desabrigados. A barragem da mineradora Vale se rompeu no dia 25 de janeiro. Os rejeitos atingiram a área administrativa da empresa, uma pousada e comunidades que moravam perto da mina.

As causas da tragédia ainda não foram esclarecidas. A principal linha de investigação sobre as causas do colapso é o acúmulo anormal de água e a falha no sistema de drenagem.

A Superintendência da Polícia Federal (PF) confirmou que “uma das linhas de apuração aponta para a possibilidade de acúmulo de água e saturação da barragem e para uma possível falha no sistema de drenagem como eventuais causas de saturação da barragem e de seu consequente rompimento”.

Prisões

Nesta quinta-feira, 7, três executivos da Vale e dois engenheiros de uma empresa responsável pelos laudos de segurança da barragem foram soltos. Eles estavam detidos desde o dia 29 de janeiro na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Os executivos da Vale que estavam presos são Cesar Augusto Paulino Grandchamp, geólogo, Ricardo de Oliveira, gerente de Meio Ambiente do Corredor Sudeste, e Rodrigo Artur Gomes de Melo, gerente executivo do Complexo Paraopeba da Vale. Os engenheiros terceirizados, que atestaram estabilidade da barragem, são André Yassuda e Makoto Mamba.

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Política

STF analisa pedido de Goiás para redução de carga horária e salários dos servidores públicos

Representantes dos governos de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Pará, Alagoas e Mato Grosso do Sul também assinaram documento enviado ao ministro Dias Toffoli.
08/02/2019, 07h58

Supremo Tribunal Federal (STF) julgará no dia 27 de fevereiro o pedido feito por Goiás e outros seis estados para que seja restabelecida a possibilidade de reduzir a carga horária e os salários dos servidores públicos, quando os gastos com a folha de pagamentos ultrapassarem o limite máximo na lei.

Uma carta, assinada por representantes dos governos de Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Pará, Alagoas e Mato Grosso do Sul, foi entregue ao ministro Dias Toffoli, na última segunda-feira (4/2), pelo governador do estado, Ronaldo Caiado (DEM).

O caso é relatado atualmente no STF pelo ministro Alexandre de Moraes. A ação será analisada por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelos partidos PCdoB, PT e PSB que questiona artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Além da redução da carga e horária e dos salários, os ministros avaliarão também um segundo artigo que pode permitir cortes no orçamento quando o governo não alcançar a arrecadação prevista. Se liberado, o governo poderá dividir a conta entre os poderes Legislativo e Judiciário.

“Calamidade financeira” em Goiás

Os governantes de sete estados, no início de seus mandatos, decretaram “calamidade financeira”, entre eles Goiás. O governador do estado, Ronaldo Caiado (DEM), decretou situação de emergência por pelo menos seis meses. A medida foi encaminhada à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), onde precisa passar pela aprovação dos deputados.

Durante o estado de calamidade financeira, o governo goiano vai poder renegociar contratos com fornecedores e suspender serviços não essenciais. Segundo o decreto, o prazo de seis meses pode ser prorrogado em caso de necessidade. Assim que, e se, o decreto for aprovado, a Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento de Goiás passa a ter mais liberdade para remanejar recursos e adotar as medidas que considerar necessárias para reequilibrar as contas estaduais.

Imagens: Senado 

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Goiás

Acusado de matar motorista de aplicativo em Aparecida de Goiânia é denunciado pelo MPGO

Vanusa da Cunha, de 36 anos, motorista e enfermeira, foi encontrada morta no dia 20 de janeiro.
08/02/2019, 08h42

O empresário Parsilon Lopes dos Santos, de 45 anos, acusado de matar a motorista de aplicativo Vanusa da Cunha Ferreira, de 36 anos, foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), por homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver. O crime ocorreu na madrugada de 19 de janeiro, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana capital. A motorista, que também era enfermeira, foi encontrada morta um dia depois, semi nua e com sinais de violência.

A denúncia foi oferecida pelo promotor Milton Marcolino dos Santos Júnior, da 5ª Promotoria de Justiça de Aparecida de Goiânia. Parsilon, conhecido como Camargo, foi denunciado com a qualificadora da utilização de meio cruel, recurso que impossibilitou defesa da vítima.

O empresário foi preso no dia 21, um dia após o corpo de Vanusa ser encontrado. Ele, que já tem cinco passagens por crimes como ameaça, injúria e danos, confessou o crime. O MPGO requereu ainda a conversão da prisão temporária em preventiva.

Desaparecimento e morte de motorista de aplicativo

corpo de Vanusa da Cunha foi encontrado no domingo (20/1), no Jardim Copacabana, em Aparecida de Goiânia. Horas antes, o carro da motorista de aplicativo também havia sido encontrado próximo ao Polo Industrial, trancado e com a chave no parabrisas.

Vanusa, que era enfermeira do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) e nas horas vagas atuava como motorista de transporte por aplicativo, estava desaparecida desde a madrugada de sábado (19/1). Na noite de sexta-feira (18/1), dia em que falou pela última vez com a mãe, ela havia sido acionada por dois passageiros, um empresário e um cantor sertanejo, que já tinha costume de atender.

Ainda na madrugada de sábado, Vanusa aparece em um vídeo, divulgado pelo empresário do cantor. Nas imagens, a motorista é chamada pelo nome de “Vanessa” enquanto está sentada em uma mesa de bar com a dupla e outro rapaz. Reveja:

Via: MPGO 
Imagens: Facebook 

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Goiás

Corregedoria confirma abertura de sindicância contra guarda civil que atirou em instalador de ar-condicionado

Entretanto, segundo ela, a punição ficará a cargo do resultado do Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) da Prefeitura de Senador Canedo.

Por Ton Paulo
08/02/2019, 08h54

A Corregedoria da Guarda Civil de Senador Canedo confirmou que abrirá, oficialmente, uma sindicância para decidir sobre a culpa do guarda civil que atirou num instalador de ar-condicionado que realizava um serviço no telhado de uma casa no Jardim Novo Mundo, na última quarta-feira (6/2). De acordo com a corregedora da corporação, diante das provas já coletadas, será “difícil o guarda civil ser inocentado” no processo. Entretanto, segundo ela, a punição ficará a cargo do resultado do Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) da Prefeitura de Senador Canedo.

Conforme contou Lorena Thallita, corregedora da Guarda Civil de Senador Canedo, a sindicância será formalizada hoje, e a conclusão deve sair entre 30 a 60 dias, que é o prazo médio de apuração dentro do processo. A corregedora também informou que um PAD deve ser aberto na Prefeitura de Senador Canedo contra o guarda civil, mas que a Corregedoria da Guarda Civil ainda não informada sobre quando isso deve ocorrer.

Entre as punições conforme Código de Ética da Guarda, que, segundo a corregedora, podem pesar contra o guarda civil, se têm advertência, suspensão e exoneração.

O caso também está sendo investigado pela Polícia Civil.

Guarda civil de Senador Canedo que atirou no instalador de ar-condicionado perdeu porte de arma e foi afastado

O guarda civil metropolitano de Senador Canedo, Rodrigo Fernandes, teve o afastamento decretado pela corregedoria da corporação na qual atua na última quinta-feira (7/2). Segundo o Secretário de Segurança Pública de Senador Canedo, o GCM também foi notificado da perda do porte de arma.

A Prefeitura de Senador Canedo se manifestou através de nota sobre o caso. Na nota, a Prefeitura afirmou que “o guarda municipal não estava em serviço” durante ocorrido, e também que “já foi expedida pela Corregedoria da Guarda Municipal o pedido de afastamento do GCM, até a apuração dos fatos”.

Na nota, a Prefeitura ainda informa que “um funcionário da Secretaria de Segurança Pública de Senador Canedo prestará auxílio a vítima e seus familiares” do instalador de ar-condicionado, que deve passar por cirurgia ainda hoje (7/2).

O Secretário de Segurança Pública de Senador Canedo, Wilson Paranaguá, contou ao Dia Online que uma notificação informando sobre a perda do porte de arma de fogo, a qual o GCM tem direito para o exercício da função, já foi expedida.

Relembre o caso

O crime aconteceu na noite de quarta-feira (6/2), quando um instalador de ar-condicionado de 22 anos foi baleado por um agente da Guarda Civil Municipal de Senador Canedo, quando realizava a instalação de um aparelho no telhado de um casa vizinha à do GCM. Mateus Batista Rodrigues foi atingido com um tiro no tórax ao ser confundido pelo GCM com um ladrão.

Depois de ser atingido pelo disparo, no telhado da casa localizada na Avenida Joinville, no Jardim Novo Mundo, em Goiânia, Mateus foi socorrido por pessoas que estavam no local e levado para o Centro de Atendimento Integral à Saúde (Cais). Por conta da gravidade, ele foi encaminhado para o Hospital Estadual de Urgências de Goiânia Dr. Valdemiro Cruz (HUGO). Mateus deve passar por uma cirurgia ainda hoje (7/2).

De acordo com testemunhas, Mateus estava no local para fazer a instalação de um ar-condicionado em uma residência da Avenida Joinville, no Jardim Novo Mundo. Ao subir no telhado de uma das casas, o agente, identificado como Rodrigo Fernandes, saiu e deu um tiro em direção ao jovem.

O GCM teria dito que pensou que o instalador de ar-condicionado fosse um ladrão que tentava invadir a casa. Ainda de acordo com as testemunhas, ele teria justificado que não foi avisado sobre a realização do serviço nas proximidades da residência, por isso reagiu com surpresa.

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