Goiás

Investigações concluem que menino com ferimentos na cabeça, em Formosa, não foi maltratado pelos pais

Conforme apontaram as investigações do caso, que foi oficialmente encerrado, a criança teve um acidente e não sofreu maus-tratos por parte do pai e da madrasta, principais suspeitos na época.

Por Ton Paulo
11/02/2019, 16h03

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Formosa anunciou que concluiu, nesta segunda-feira (11/2), as investigações do caso da criança com ferimentos na cabeça, que aparentava ter sido queimada com ferro de passar roupas, em Formosa, interior do estado. Conforme apontaram as investigações do caso, que foi oficialmente encerrado, a criança teve um acidente e não sofreu maus-tratos por parte do pai e da madrasta, principais suspeitos na época. A polícia contou ainda que o pai chegou a ser detido quando levava o filho para uma consulta no hospital.

O caso foi registrado no dia 11 de janeiro deste ano. Trinta dias após o início das investigações, a equipe da Polícia Civil (PC), através da DPCA, apurou que no dia 9/12, domingo, por volta de 17h, a criança de 4 anos sofreu uma queda em sua residência, na zona rural do município de Niquelândia, local onde mora com o pai e a madrasta. Imediatamente, a criança apresentou um inchaço na cabeça e a madrasta colocou gelo no local.

Ainda segundo a polícia, no dia seguinte à queda, a criança permanecia com inchaço na cabeça e ainda apresentou inchaço no rosto. Rapidamente, os responsáveis foram em busca de atendimento médico em Niquelândia e Formosa, onde possuem familiares.

Submetida a avaliação médica e a exames de imagem, a criança não apresentou lesões internas e, em relação aos ferimentos na pele, recebeu prescrições de medicamentos, que foram prontamente adquiridos e administrados pela madrasta que, mais tarde, associou a eles tratamentos caseiros para a cicatrização do ferimento.

A polícia conta que, por causa do tratamento, as feridas da cabeça da criança começavam a cicatrizar, mas “a casquinha era arrancada” por ela, como ela mesma relatou, o que colaborou para o agravamento das lesões.

O pai, então, preocupado com o estado da criança e tendo de submeter seu automóvel a manutenção, conseguiu dispensa do seu trabalho no dia 11/01 para ir a Formosa. Na ocasião, a criança seria novamente submetida a avaliação médica, pois apresentava diarreia e agravamento das lesões na pele.

A caminho de Formosa, eles pararam em uma oficina, quando foram abordados e conduzidos à delegacia. Lá, os policiais avistaram a criança abatida, em razão da diarreia e dos ferimentos. A partir de então, o caso ficou sob a responsabilidade da DPCA.

As investigações sobre o caso da criança com ferimentos na cabeça, em Formosa

Ao longo dos 30 dias de investigação policial, foram colhidos 13 depoimentos, analisados diversos documentos, prontuários médicos e fotografias, com a participação ativa do Instituto Médico Legal e da equipe do Centro de Referência Especializado de Assistência Social.

Por fim, as investigações apontaram que não houve maus-tratos, nem tortura e nem mesmo crime de lesão corporal. Pelo contrário, a criança, após ter sofrido um acidente doméstico, recebeu os cuidados devidos de seus familiares e, infelizmente, teve um agravamento dos ferimentos em sua cabeça, os quais infeccionaram.

Também ficou afastada a denúncia de que a criança comia apenas biscoitos, já que convivia com o pai e a madrasta na zona rural e, lá, lhe eram servidas todas as refeições, sendo café da manhã, almoço, lanche e jantar.

Atualmente, a criança permanece em bom estado, recebeu atendimento médico devido e já se encontra sob os cuidados de familiares, em cumprimento a decisão do Juizado da Infância e Juventude de Formosa, que também atua no caso.

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Economia

Verba federal para Vila São Cottolengo chegou ao tesouro de Goiás, mas não foi repassada à entidade

Auditoria busca identificar onde foram parar os R$ 5 milhões destinados a Vila no ano passado vindos da União.
11/02/2019, 16h44

O governador Ronaldo Caiado (DEM) esteve nesta segunda-feira (11/2) na Vila São Cottolengo, em Trindade, onde inaugurou a reforma do Núcleo de Integração e Convivência da Vila. Durante o seu discurso o democrata anunciou a auditoria do contrato com a entidade. A primeira fase dos levantamentos foi feito pela Secretaria do Estado da Saúde de Goiás (SES), e constatou que a verba federal para unidade chegou ao Estado mas não foi destinada a Vila.

A secretaria descobriu que a verba federal chegou aos cofres do Estado, na primeira fase da auditoria do contrato de convênio assinado entre o governo e os gestores da Vila São Cottolengo. Conforme a SES, os resultados deste levantamento foram entregues na última sexta-feira (8/2) às Controladorias Gerais da União (CGU) e do Estado (CGE).

Auditoria busca identificar onde foram parar os R$ 5 milhões destinados a Vila São Cottolengo

A equipe técnica da SES que repassou as informações aos órgão controladores, comparou o planejamento orçamentário da unidade, com os repasses que seriam feitos pelo governo federal e estadual no ano passado.

Durante sua coletiva na Vila nesta segunda, Caiado afirmou que a auditoria precisa ser feita para identificar a razão do dinheiro não ter chegado aos cofres da unidade. E saber onde o valor estipulado em R$ 5 milhões foi parar ou com o que foi usado.

Com a primeira etapa da auditoria feita pela SES, o próximo passo conforme a Secretaria é fazer um relatório com diagnóstico completo e detalhado para a Controladoria. A SES afirmou que a CGU se prontificou a estudar uma ação de controle e trabalho para contribuir com a secretaria a cumprir com as obrigações legais, para o pagamento das dividas deixadas pela gestão anterior.

No início do mês de fevereiro, a Vila São Cottolengo fechou as portas para o atendimento de pacientes externos pela falta de repasses. O atual secretário de saúde, Ismael Alexandrino, entrou em contato com os gestores da unidade e após firmar o compromisso de repassar a verba federal de R$ 2 milhões a unidade, os atendimentos foram retomados na última quarta-feira (6/2) na Vila.

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Goiás

PM é preso suspeito de participar de homicídio de jovem encontrado dentro de cisterna, em Rio Verde

Confusão por causa de uma bicicleta causou a morte de Glendon.
11/02/2019, 19h35

Um policial militar foi preso na tarde desta segunda-feira (11/2) em Rio Verde suspeito de participar do assassinato de Glendon da Silva Alves, no último dia 5 de fevereiro de 2019 e jogar o corpo do rapaz em uma cisterna no município.

O caso que é investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Rio Verde, e chegou até o policial e outro suspeito que participaram do crime. Na tarde desta segunda-feira, a Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) cumpriu o mandado de prisão preventiva contra o cabo da Polícia Militar (PM) Paulo Mota.

Conforme as informações da polícia, o cabo e o outro indivíduo estão diretamente ligados a morte de Glendon. O Portal Dia Online entrou em contato com o GIH de Rio Verde, que confirmou o cumprimento do mandado de prisão contra o PM, e que está em diligências nesse momento para efetuar a prisão do outro suspeito.

Policial Militar se envolveu em uma confusão com Glendon por causa de uma bicicleta

A confusão que terminou com a morte do rapaz começou por conta de uma bicicleta. Segundo as informações da polícia, um amigo do PM apanhou por conta dessa bicicleta, o policial estava bêbado e foi tirar satisfações com Glendon.

Durante a confusão o cabo da PM matou o rapaz e o jogou dentro da cisterna. Glendon foi encontrado dentro do local com marcas de tiros e desde então o GIH investiga o caso e segundo a polícia o jovem tinha passagem por porte ilegal de arma de fogo.

O Portal Dia Online entrou em contato com o Tenente Coronel Pascoal responsável pela Comunicação da PM, e informou à reportagem que o policial militar foi levado para corregedoria e vai ficar preso no Presídio Militar. Conforme o Tenente Coronel um processo administrativo foi instaurado para investigar o caso.

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Goiás

Jovem é morto a tiros dentro de casa e duas crianças baleadas, em Catalão

Carro usado pelos suspeitos no dia do crime foi abandonado no setor em que Alan morava.
11/02/2019, 20h40

Um jovem foi morto a tiros na noite do último sábado (9/2) enquanto brincava com duas crianças de 2 e 8 anos que foram baleadas durante o homicídio, em  Catalão. Conforme uma testemunha relatou a um Jornal local, a vítima foi identificada como Alan de Oliveira Silva, de 23 anos, e brincava com os meninos dentro da sua casa.

No relato da testemunha, Alan estava deitado dentro área e brincava com os meninos, que estavam em cima dele. Conforme as informações repassadas pela testemunha, momentos depois ela voltou e viu quando um carro parou e uma pessoa chamou Alan e atirou contra o rapaz.

O caso foi registrado pela Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) na noite do último sábado, no Residencial Parati, em Catalão. A PM afirmou que um carro com três homens encapuzados parou na frente da casa de Alan, e que um dos ocupantes desceu atirando e aproveitou que os portões estavam abertos para entrar na casa de Alan.

Os tiros atingiram o tornozelo das crianças

De acordo com a publicação, Alan não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A polícia afirmou que os dois meninos baleados foram baleados no tornozelo e levados para a Santa Casa de Misericórdia de Catalão pelos vizinhos, onde passaram por cirurgia.

O mais novo inclusive recebeu alta no último domingo (10/2) e filho do namorado da irmã de Alan. Enquanto o mais velho continua internado e é filho de um vizinho da vítima.

A polícia afirmou que Alan era monitorado por uma tornozeleira eletrônica, e que ele tinha passagens por tentativa de homicídio, furto e roubo. Segundo as informações da PM, o carro usado no dia do crime pelos suspeitos foi abandonado no bairro onde o crime ocorreu e apreendido.

A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) investiga o caso e até o momento não há informações sobre motivação e autoria do crime.

Via: G1 
Imagens: G1 

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Goiás

Com porta amarrada por corda, ônibus com 18 pacientes do interior é apreendido na BR-153

Veículo também estava com licenciamento vencido e tacógrafo irregular.
12/02/2019, 07h35

Um ônibus de transporte de pacientes foi apreendido na noite desta segunda-feira (11/2), na BR-153, em Hidrolândia. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Goiás, o veículo, que transportava 18 pacientes do interior, apresentava diversas irregularidades, além do licenciamento vencido e a porta amarrada por uma corda.

O ônibus, que pertence a prefeitura de Caldas Novas, foi abordado durante uma fiscalização de rotina que ocorria na altura do quilômetro 525 da rodovia. Durante a abordagem, os policiais perceberam que o veículo apresentava problemas.

Foram constatadas irregularidades como uma seta quebrada, a porta amarrada por uma corda, pneu de estepe liso e murcho, tacógrafo irregular, banheiro sem água, além da falta de equipamentos obrigatórios como macaco, chave de roda e triângulo. O licenciamento também estava vencido.

O ônibus foi apreendido e autuado em cinco infrações de trânsito. Os 18 pacientes da Casa de Apoio em Goiânia que eram transportados no momento da apreensão seguiram viagem em outro veículo, providenciado pela administração do município.

O Dia Online tenta contato com a Prefeitura de Caldas Novas.

Ônibus clandestino se envolve em acidente na BR-153

No dia 27 de janeiro deste ano, um ônibus clandestino, que seguia do Maranhão para São Paulo, também com irregularidades, caiu de um viaduto na BR-153, em frente ao Ginásio Goiânia Arena. Segundo dados da PRF, no veículo estavam 49 pessoas, sendo 43 passageiros adultos, três crianças, dois motoristas e o guia do coletivo.

Desse total, ao menos 41 pessoas ficaram feridas, entre elas um bebê de seis meses, e duas morreram no local. As vítimas fatais foram identificadas como Carleiton Mendes da Conceição, de 18 anos, e Ana Lúcia dos Santos Silva, de 37 anos.

Dois dias depois do acidente, a empresa responsável pelo veículo disponibilizou um outro ônibus para levar os passageiros até São Paulo. Mas depois de verificado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi concluído que o veículo não tinha condições de seguir viagem. Além de também ser clandestino, ele estava com a documentação vencida e para-brisas trincado.

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