Goiás

Taxista chama presidente da Câmara Municipal de Goiânia de "urubu" e "macaco" durante sessão

A ofensa racista contra o presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo, teria partido de um taxista presente na galeria do plenário.

Por Ton Paulo
14/02/2019, 12h54

O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, vereador Romário Policarpo (Pros), precisou suspender uma sessão que corria no plenário da Casa na manhã desta quinta-feira (14/2), que pautava a regulamentação dos transportes de aplicativo na capital, depois de ser vítima de racismo por parte de um visitante. Um taxista, presente na galeria, teria xingado o vereador de “urubu” e “macaco”.

De acordo com a assessoria do presidente da Casa, uma sessão que pautava a regulamentação dos transportes de aplicativo em Goiânia era realizada na manhã de hoje, por volta das 10h40, quando o caso aconteceu. Durante ânimos exaltados na galeria da Câmara, que estava lotada, um homem teria imitado um macaco e xingado Romário Policarpo de “urubu” e “macaco”.

A galeria estava lotada com motoristas de aplicativo (Uber e 99Pop) e taxistas. O autor das ofensas racistas foi identificado como sendo um taxista e, segundo o assessor do presidente da Câmara, imagens das câmeras do Plenário registraram o momento em que o crime foi cometido.

Ao ouvir a ofensa, Policarpo decidiu suspender a sessão por 15 minutos, encerrando-a definitivamente depois.

Imagens obtidas do taxista que cometeu racismo contra o presidente da Câmara Municipal de Goiânia ajudarão na punição

Conforme contou o assessor do presidente da Câmara de Goiânia, as imagens obtidas pelas câmeras, que flagraram o momento em que o taxista comete o ato, já foram coletadas e serão enviadas para o departamento jurídico da Câmara.

A um jornal local, Romário Policarpo afirmou que “racismo é crime, e que vai apurar o caso”. Ele também pediu ajuda da imprensa para identificar o taxista que cometeu a ofensa. “Que também nos ajude nessa apuração que eu irei punir criminalmente essa pessoa”, disse.

O vereador Romário Policarpo foi eleito presidente da Câmara Municipal de Goiânia no ano passado, no dia 4/12, com 24 votos, contra 11 de Paulinho Graus (PDT).

Policarpo é conhecido por sua defesa da Segurança Pública, em especial da classe da Guarda Civil Metropolitana (GCM.

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Goiás

Construção dos Credeqs de Caldas Novas, Morrinhos e Aparecida de Goiânia foram superfaturadas

No contrato de construção do Credeq de Aparecida de Goiânia, a auditoria encontrou um superfaturamento acima de R$ 3,7 milhões.
14/02/2019, 14h52

As obras para construção dos Centros de Referência e Excelência em Dependência Química (Credeq), nas cidades de Aparecida de Goiânia, Caldas Novas e Morrinhos, tiveram um superfaturamento de mais de dois milhões de reais em alguns itens ou serviços. A informação foi confirmada na última quarta-feira (13/2) após o Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) divulgar os resultados da auditoria feita nos contratos de construção dos Credeqs.

Conforme as informações do TCE-GO, a construção dos três centros foi orçada em R$ 52.904,704,85. O relatório apresentado da auditoria pelo Conselheiro Saulo Mesquista teve a aprovação para converter o processo em Tomada de Contas Especial. Além de fazer a Tomada de Contas Especial dos contratos de construção dos Credeqs, o TCE vai responsabilizar os diretores da então Agência Goiana de Obras e Transporte (Agetop) e a empresa Sobrado Construções LTDA, responsável pela construção dos Centros.

Com os dados do relatório da auditoria apresentados, o TCE determinou que o Presidente da Agência Goiana de Infraestrutura (Goinfra), antiga Agetop, tome as medidas necessárias para diminuir os pagamentos feito pelo Estado, nos maiores valores levantados durante o estudo.

Preços praticados no contrato de construção dos Credeqs estão acima dos valores de mercado

Os números divulgados TCE mostraram que os preços contratados estão acima dos praticados no mercado, além de erros quantitativos na contratação dos serviços. De acordo com o tribunal, o levantamento mostra as falhas dos mecanismos de controle interno da Agetop.

No contrato de construção do Credeq de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital, a auditoria encontrou um superfaturamento acima de R$ 3,7 milhões. Em Caldas Novas o superfaturamento encontrado foi de R$ 1.135.573,90, em Morrinhos a situação é semelhante ao município das águas quentes, com um superfaturamento de R$ 1.717.426,51.

Com as justificativas apresentadas durante a divulgacão do relatório da auditoria nos centros, a Unidade Técnica do Tribunal determinou pela Tomada de Contas Especial para dano ao erário público e aplicação de sanções aos responsáveis.

O TCE estabeleceu o prazo de 30 dias para que o presidente da Goinfra apresente um laudo técnico devidamente registrado, para comprovar a justificativa apresentada em relação às irregularidades encontradas no Credeq de Aparecida de Goiânia, e redução dos valores superfaturados nas unidades de Caldas Novas e Morrinhos.

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Goiás

Após brigar com vizinho, sargento da PM leva tiro na boca, em Gama

O principal suspeito é o vizinho do sargento, que teria efetuado o tiro com uma espingarda. Ele está foragido.

Por Ton Paulo
14/02/2019, 16h11

Uma briga entre vizinhos resultou em um sargento da Polícia Militar (PM) no hospital na noite da última quarta-feira (13/2), em Gama, no Distrito Federal. De acordo com a própria Polícia Militar, o sargento foi ferido com um tiro na boca. O principal suspeito é seu vizinho, que teria efetuado o tiro com uma espingarda. Ele está foragido.

Como noticiado por um veículo local, o sargento da PM Paulo Henrique Cardoso da Silva levou tiro na boca por volta das 21h30 de ontem, quarta-feira, após uma discussão com seu vizinho, em uma chácara na Ponte Alta Norte, no Gama, Distrito Federal.

Segundo testemunhas, os dois se desentenderam e o homem atingiu o PM na boca com um tiro de espingarda. A vítima foi levada para um hospital particular, mas acabou sendo transferida na mesma noite para o Instituto Hospital de Base. De acordo com informações preliminares da corporação, o suspeito teria fugido do local em um Ford Ka vermelho.

Na manhã desta quinta-feira (14/2), a PM informou que fez contato com familiares e foi informada de que o sargento está consciente e aguardando a realização de exames para avaliação neurológica.

Além de caso de PM que levou tiro na boca em Gama, em Goiânia um PM se matou depois de atirar no amigo

Em outubro do ano passado, no dia 24/10, um soldado da PM se matou após atirar acidentalmente e matar o amigo, em Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, na época, Flávio Faria de Oliveira, de 31 anos, estava dentro do carro conversando com Matheus Oliveira Castro, de 20, quando a pistola dele disparou sozinha e atingiu a cabeça de Matheus. Ao perceber que o jovem havia sido baleado, o soldado se desesperou e atirou contra a própria cabeça.

De acordo com a delegada Magda D’Ávila, que cuidou do caso, Flávio e Matheus estavam bêbados, após passarem a tarde bebendo cerveja em uma sorveteria próxima ao local.

Conforme a delegada, Matheus chegou a ser socorrido com vida pelo Corpo de Bombeiros, mas acabou morrendo assim que chegou ao hospital.

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Goiás

Aeródromos de Goiás interditados são liberados para operações

De acordo com a Goinfra a gestão anterior não apresentou as correções propostas pelo Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromo (PBZPA).
14/02/2019, 16h27

Após a interdição dos Aeródromos, a Agência Goiânia de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), antiga Agetop, foi rápida e na tarde desta quarta-feira (14/2) conseguiu liberar os espaços para funcionamento. Na última quarta-feira (13/2), 12 Aeródromos do Estado de Goiás foram interditados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)​​, devido à falta do laudo de inspeção e funcionamento da (Goinfra).

A assessoria da Goinfra afirmou que após receber a notificação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), esteve em contato direto com o órgão da Força Aérea Brasileira (FAB) para regularizar as operações do aeródromo e conseguiu a liberação antes do prazo exigido pelo órgão.

Ainda de acordo com a Goinfra, a gestão anterior não apresentou as correções propostas pelo Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromo (PBZPA), e deixou o governo com processos de irregularidades, que causaram a interdição dos espações na última quarta-feira.

Dos aeródromos interditados apenas o de Santa Helena não é responsabilidade da Goinfra

Entre as unidades que receberam a notificação e foram liberadas estão: Alto Paraíso, Aragarças, Campos Belos, Ceres, Mozarlândia, Pirenópolis, Porangatu, Posse, Quirinópolis, São Miguel do Araguaia e Uruaçu.

Conforme as informações da agência, o aeródromo da cidade de Santa Helena tem a homologação municipal e a Prefeitura é responsável pela administração da pista que recebeu a notificação de interdição.

Atual presidente da Goinfra, Enio Caiado, afirmou que a agência está comprometida em dar continuidade a todos os processos técnicos para regularizar os funcionamento dos aeródromos. Conforme o titular da pasta, uma nova dinâmica foi implantada para garantir a manutenção e a segurança das operações nos aeródromos.

A agência é responsável pela administração aeroportuária de 26 aeródromos em Goiás, conveniados a Secretaria Nacional de Aviação Civil.

Aeródromos em Goiás

Aeródromo é toda área para pouso, decolagem ou movimentação de aeronaves. Segundo a Anac, os aeroportos são aeródromos públicos com instalações de apoios para operações das aeronaves de embarque e desembarque de pessoas e cargas.

Em Goiás, existem 168 aeródromos registrados no Sistema Estadual de Estatística e de Informações Geográficas do Estado de Goiás (SIEG).

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Goiás

Empresa que comercializa medicamento de alto custo emitia notas fiscais falsas, em Goiânia

Notas fiscais falsas eram geradas por um sistema informatizado paralelo, mas diferente do usado pela Sefaz.
14/02/2019, 17h32

Após um ano de investigação, a Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) em conjunto com a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) deflagrou na manhã desta quinta-feira (14/2) a Operação Fake Note, para desarticular um esquema de venda de medicamentos de alto custo em Goiânia, que fraudava a fiscalização tributária com a emissão de notas fiscais falsas e por isso a operação foi batizada com este nome.

A Operação contou com policiais da Delegacia Estadual de Investigação Criminais (DEIC), Delegacia Estadual de Repressão à Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA) e foi comandada pelo delegado Marcelo Aires da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT).

“Nós cumprimos nesta quinta-feira 3 mandados de banco e apreensão, efetuando a apreensão do banco de dados da empresa de cada estabelecimento”, conta o delegado.

Conforme Marcelo Aires as investigações duraram mais de um ano e contou com as equipes de inteligência da PCGO e da Sefaz para levantar os dados sobre as atividades da empresa.

Empresa emitia notas fiscais por um sistema paralelo semelhante ao da Sefaz

Empresa que comercializa medicamento de alto custo emitia notas fiscais falsas, em Goiânia
Foto: Divulgação/ Coordenação de Comunicação da PCGO

Marcelo Aires afirmou que a empresa comercializava os medicamentos de auto custo, e que no momento de emitir a nota fiscal, utilizava um sistema paralelo ao da secretaria para emitir a nota, mas não igual ao da Sefaz.

“Essa foi a primeira parte da operação, agora vai ser feita a auditoria para saber o valor do prejuízo causado aos cofres públicos a partir da emissão das notas fiscais falsas”, informou o delegado. De acordo com a polícia o valor estimado dos danos ao erário público é superior a R$ 10 milhões.

Marcelo Aires explicou que agora a polícia vai ouvir os responsáveis pela empresa, e descobrir que são os responsáveis por fazer o sistema paralelo para emitir as notas fiscais, pois conforme o delegado outras empresas podem estar usando esse mecanismo para gerar as notas.

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