Política

Visitantes terão que fazer cadastro para ter acesso à Câmara Municipal de Goiânia

Medidas são adotadas depois de manifestações racistas contra o presidente Romário Policarpo (PROS), durante sessão nesta quinta-feira (14/2).
15/02/2019, 07h44

Câmara Municipal de Goiânia adotará medidas para organizar o acesso de entrada à Casa, sendo uma delas o cadastro de visitantes. Atualmente, a entrada do Legislativo é livre e somente os servidores têm acesso registrado à Câmara. As mudanças são tomadas depois de manifestações racistas contra o presidente Romário Policarpo (PROS) ocorridas durante a sessão legislativa da quinta-feira (14/2).

Os dados dos visitantes, com foto, serão armazenados para o registro de próximas entradas nas dependências da Câmara de Goiânia. De acordo com o presidente, as medidas não visam restringir a entrada da população e sim coibir, por meio da identificação, situações como a ocorrida na última quinta-feira.

“Não se trata, de forma alguma, de restringir o acesso ao Poder Legislativo, que continuará aberto a toda a população. A Câmara é a casa do povo, mas o cadastro vai colaborar para que situações como essa sejam evitadas”, afirmou o vereador e presidente da Casa, Romário Policarpo.

Racismo na Câmara Municipal de Goiânia

Segundo a assessoria de Romário Policarpo, uma sessão que pautava a regulamentação dos transportes de aplicativo em Goiânia era realizada na manhã de hoje, por volta das 10h40, quando o caso aconteceu. Durante ânimos exaltados na galeria da Câmara, que estava lotada, um homem teria imitado um macaco e xingado Romário Policarpo de “urubu” e “macaco”.

A galeria estava lotada com motoristas de aplicativo (Uber e 99Pop) e taxistas. O autor das ofensas racistas foi identificado como sendo um taxista e, segundo o assessor do presidente da Câmara, imagens das câmeras do Plenário registraram o momento em que o crime foi cometido.

Ao ouvir a ofensa, Policarpo decidiu suspender a sessão por 15 minutos, encerrando-a definitivamente depois. Ainda de acordo com o assessor do presidente da Câmara de Goiânia, as imagens, obtidas pelas câmeras, que flagraram o momento em que o taxista comete o ato, já foram coletadas e serão enviadas para o departamento jurídico da Câmara.

Imagens: Diário de Goiás 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

PC investiga áudios que contradizem versão de 'troca de tiros' de PMs no caso de Aragarças

Conforme investigações, os áudios apontam uma possível contradição na versão oficial dos PMs, que haviam dito que o rapaz teria morrido em troca de tiros com eles.

Por Ton Paulo
15/02/2019, 08h57

A Polícia Civil (PC) está investigando áudios que um jovem teria enviado para sua mãe e namorada, informando sua localização, pouco antes de morrer, em Aragarças, a 380 quilômetros de Goiânia. Conforme investigações, as gravações apontam uma possível contradição na versão oficial dos policiais militares, que haviam dito que o rapaz teria morrido em troca de tiros com eles.

Os áudios teriam sido enviados no último sábado (9/2), pelo vendedor Jeferson Alves Martins, de 25 anos, pouco antes de morrer. Na madrugada do dia seguinte, domingo, um total de sete ônibus escolares, um carro do IML e uma ambulância foram destruídos em um incêndio no pátio de uma secretaria da cidade.

Conforme apurado pela PC, o crime foi cometido como forma de vingar a morte de Jeferson e cinco pessoas foram presas.

O delegado Ricardo Galvão, responsável pelas investigações, contou a um jornal local que os áudios estão circulando em redes sociais desde o dia que o Jeferson morreu. “A família levou essas gravações à delegacia na quarta-feira (13/2). Ele teria encaminhado os áudios, antes do confronto policial, para a mãe e a namorada dizendo que estava preso. Pelo horário, o confronto teria acontecido depois desses áudios”, detalhou o delegado.

A Polícia Militar disse, por meio de nota, que “não há, até o momento, como comprovar a autoria dos áudios”. O texto afirma ainda que “somente o inquérito conduzido pela Polícia Civil e o trabalho minucioso da Polícia Técnico-Científica, se o decorrer das investigações assim o exigir, podem determinar a autenticidade dos áudios”.

Ainda de acordo com o delegado, os policiais relataram que foram recebidos a tiros por Jeferson antes mesmo de o abordarem. Porém, se a vítima mandou os áudios à família dizendo que estava preso, a versão dos PMs pode ser questionada.

O delegado informou que os PMs serão chamados novamente para serem ouvidos, mas, por enquanto, o caso segue sendo tratado como está no boletim. As investigações continuam e seguem em sigilo.

Veja a transcrição dos áudios do homem morto em Aragarças que possivelmente contradizem versão de PMs

Os áudios enviados por Jeferson para a mãe e namorada foram encaminhados para a delegacia. Neles, Jeferson conta para as duas mulheres que foi chamado por um amigo que teve o carro quebrado, mas ao chegar lá, constatou que na verdade o homem tinha roubado uma fazenda.

Ele ainda passa sua localização, e pede para a mãe fazer contato com uma advogada da família, uma vez que ele foi detido pela polícia.

Jeferson trabalhava como vendedor e morando em Hidrolândia, na Região Metropolitana da capital. O jovem deixou dois filhos: um menino de 1 ano e 10 meses e uma menina de 7 anos.

Confira abaixo a transcrição dos áudios na íntegra:

Para a mãe:

Oi, mãe. Estava em casa quando um colega meu me ligou. Para ajudar ele com um carro que tinha estragado no rumo da fazenda, mas ele tinha era roubado a fazenda. Aí o povo foi e me pegou aqui, a polícia está comigo aqui. O PM Tadeu, entendeu? Aí estão correndo atrás do cara.

Não sei se vou ficar preso, mas pelo jeito eu vou. A senhora já conecta a advogada. Eu estou aqui para frente do Córrego das Mouras. Na fazendo do Júnior.

Para a namorada:

Oi, amor. Vim aqui ajudar um amigo meu perto do Córrego Grande, achei que o menino estava só com o carro estragado e o menino tinha era roubado uma fazenda. A polícia me pegou aqui. Estão correndo atrás para ver se acham o menino. Já sabem quem foi que roubou, entendeu.

Não sei se eu vou sair ou se estou preso. Estou te avisando que é por isso que eu sumi. Estava dormindo, eram 5h30 quando o menino me ligou, falou que o carro dele estava estragado, peguei a motinha do meu pai e fui.

Via: G1 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Chef de cozinha é preso em Caldas Novas suspeito de aliciar menores em Goiás, MG e SP

Homem usava perfis falsos nas redes sociais para conseguir imagens de pornografia infantil.
15/02/2019, 09h04

Um chef de cozinha, de 43 anos, foi preso nesta quinta-feira (14/2), em Caldas Novas, suspeito de aliciar menores de Goiás e outros dois estados, por meio de perfis falsos nas redes sociais, para conseguir fotos com teor pornográfico. De acordo com informações da Polícia Civil, foram apreendidos celulares com grande quantidade de material de crianças e adolescentes. Três vítimas, de Goiás, São Paulo e Minas Gerais, foram identificadas.

A primeira denúncia foi feita por pais de vítimas de Marília, em São Paulo. Por meio do material cedido e com a apuração dos fatos, foi possível localizar o suspeito em Goiás. O homem, que é chef de cozinha, se passava por adolescente nas redes sociais; em um dos casos, o pai percebeu as conversas por celular. O nome e o local de trabalho do suspeito de pedofilia não foram divulgados.

Chef de cozinha já foi investigado por abuso sexual de menores

Segundo o delegado Tibério Martins Cardoso, responsável pelo caso, a polícia conseguiu um mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, onde foram encontrados conteúdos de pornografia infantil. Além das fotos e vídeos, a polícia identificou conversas do suspeito com as vítimas. Em um dos casos, o homem chama um menino de “delícia”e diz que está com saudades. o homem também pede para que o menino faça vídeos para “mostrar todinho”.

Veja abaixo um trecho:

Homem é preso em Caldas Novas suspeito de aliciar menores em Goiás e outros dois estados
Foto: Reprodução/Polícia Civil

Ainda de acordo com a PC, o suspeito foi preso em flagrante e preferiu ficar em silêncio durante o depoimento; ele, que está no Presídio de Caldas Novas, deve ser indiciado por crimes descritos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Se condenado, o chef de cozinha pode pegar até 21 anos de prisão. Um levantamento da Polícia Civil revelou também que o homem já cumpriu pena por estupro e foi investigado por abuso sexual de menores.

Imagens: Folha Z 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Saúde

Brasil corre risco de perder selo de erradicação do sarampo

Dados preliminares do Ministério da Saúde indicam que metade das cidades não atingiu a meta de cobertura vacinal - igual ou superior a 95%.
15/02/2019, 09h25

O Brasil corre o risco de perder o certificado de erradicação do sarampo, obtido há três anos. Sem conseguir controlar a transmissão da doença e com baixa cobertura vacinal, o País tem no momento três Estados com surto: Amazonas, Roraima e, mais recentemente, o Pará. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, admitiu nesta quinta-feira, 14, haver ainda risco de casos na Bahia, por causa do fluxo de transporte nesse período do ano.

Apesar do número expressivo de registros no País, é ainda baixo o porcentual da população imunizada. Dados preliminares do ministério indicam que metade das cidades não atingiu a meta de cobertura vacinal – igual ou superior a 95%.

No Pará, por exemplo, 83,3% dos municípios não atingiram a meta. Em Roraima, foram 73,3%; no Amazonas, 50%. “Estamos no precipício”, disse o ministro, ao se referir à cobertura de vacinas em geral no País. Numa reunião com secretários estaduais e municipais de saúde, observou que a situação é reflexo de uma sucessão de fatores.

O certificado de erradicação é retirado quando se registra a transmissão da doença durante um ano. A data-limite é a próxima segunda-feira, dia 18. A definição do status brasileiro, contudo, será conhecida só dias depois, com a confirmação da doença. Isso geralmente ocorre em um intervalo de até dez dias. Dentro do ministério, porém, o desfecho é dado como certo.

O primeiro caso de sarampo entre brasileiros ocorreu no dia 19 de fevereiro de 2018. Antes dessa data, o País já identificava alguns pacientes doentes – eram imigrantes da Venezuela. Mandetta observou que, se a cobertura vacinal fosse adequada, os casos seriam isolados. Houve, no entanto, surto da doença.

Ele ressaltou que a baixa cobertura vacinal não se resume ao sarampo – e lembrou de difteria e pólio. O ministério planeja uma grande campanha nacional pela vacinação. A ideia é aproveitar a mobilização contra a gripe e atualizar cadernetas. A ideia é de que esse anúncio seja feito para marcar cem dias do governo Jair Bolsonaro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: O Globo 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Brasil

Oito funcionários da Vale são presos; mandados são cumpridos em MG, SP e RJ

Pedido foi do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG).
15/02/2019, 10h35

Oito funcionários da Vale foram presos na manhã desta sexta-feira, 15, em Minas Gerais e Rio de Janeiro. As prisões foram em Belo Horizonte, Itabira (MG) e na capital fluminense. Ao todo, são 14 mandados de busca e apreensão, e oito de prisão. O pedido foi do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG).

Entre os presos estão quatro gerentes (dois deles, executivos) e quatro integrantes das respectivas equipes técnicas. Segundo o MP de Minas, todos são diretamente envolvidos na segurança e estabilidade da Barragem 1, em Brumadinho, rompida no dia 25 de janeiro. As prisões temporárias foram decretadas pelo prazo de 30 dias.

Um dos presos é Alexandre Campanha, executivo da Vale, que foi detido na região centro-sul de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Ele prestou depoimento em 7 de fevereiro à força-tarefa que investiga o rompimento da barragem 1 na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Campanha foi citado pelo engenheiro Makoto Namba, da Tüv Süd, que disse ter se sentido pressionado pelo executivo a assinar documento atestando a estabilidade da barragem que rompeu. Em depoimento, Campanha negou ter travado o diálogo com o responsável pelo laudo da barragem.

Alexandre Campanha é gerente executivo corporativo da Vale e, segundo depoimento de Namba à Polícia Federal, fez pressão para que assinasse o documento. “A Tüv Süd vai assinar ou não?”, teria dito Campanha, segundo Namba.

O engenheiro, então, disse ter respondido que assinaria se a Vale adotasse recomendações que fez em revisão periódica de junho de 2018. Namba afirmou ainda ter assinado o laudo – e que se sentiu sob risco de perder o contrato.

Busca e apreensão

Segundo o Ministério Público, foram ainda alvos de busca e apreensão nesta sexta, em São Paulo e Belo Horizonte, quatro funcionários (um diretor, um gerente e dois integrantes do corpo técnico) da empresa alemã TÜV SÜD, que prestou serviços para a Vale, referentes à estabilidade da barragem rompida. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão na sede da empresa no Rio de Janeiro.

A operação contou com o apoio das Polícias Militar e Civil do Estado de Minas Gerais e, ainda, com atuação dos Ministérios Públicos dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Todos os presos serão ouvidos pelo Ministério Público Estadual, em Belo Horizonte. Também são apurados crimes ambientais e de falsidade ideológica.

Veja a lista dos presos:

Joaquim Pedro de Toledo

Renzo Albieri Guimarães Carvalho

Cristina Heloíza da Silva Malheiros

Artur Bastos Ribeiro

Alexandre de Paula Campanha

Marilene Christina Oliveira Lopes de Assis Araújo

Hélio Márcio Lopes da Cerqueira

Felipe Figueiredo Rocha

Imagens: Veja 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.