Goiás

Com fim da terceira classe, soldados da PM de Goiás passam a receber R$ 5 mil

Lei foi sancionada nesta sexta-feira, 1º de março. Próxima proposta do governo estadual, que deve ser encaminhada à Alego, garante auxílio aos familiares de policiais mortos em serviço.
02/03/2019, 15h29

A lei que acaba com a terceira classe de policiais militares de Goiás foi sancionada nesta sexta-feira (1/3), com isso, os soldados que pertenciam ao grupo, e que eram remunerados com R$ 1,5 mil, passam a receber R$ 5.767 mensais. De acordo com cálculos do governo estadual, com a mudança, o impacto orçamentário e financeiro deve ser de mais de R$ 140 milhões. Com a lei sancionada, todos os agentes que eram da terceira classe passam a integrar a 2ª classe de soldado.

O projeto, apresentado pelo governo estadual à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), tornou-se lei durante evento realizado na manhã de ontem, na Academia da Polícia Militar, no Setor Universitário, em Goiânia. Segundo o governador Ronaldo Caiado (DEM), a próxima proposta a ser encaminhada aos deputados goianos é a que garante auxílio aos familiares de policiais mortos em serviço.

Governo de Goiás propõe fim da terceira classe dos policiais militares

O projeto que propunha a extinção da terceira classe, instituída pelo governo anterior, foi encaminhado à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) pelo atual governo de Goiás. A matéria foi aprovada, definitivamente, na última quarta-feira (27/2).

Na mesma ocasião, além dessa medida, Caiado anunciou ainda, em entrevista coletiva, que pediu o pagamento do auxílio-alimentação, aprovado pelos deputados, em votação definitiva, nesta terça-feira (26/2); e o pagamento do teto salarial para os professores.

O governador, no início do mandato, declarou que concederia, de forma imediata, à Polícia Militar de Goiás (PMGO) um reajuste salarial que corrigiria as “distorções” sofridas pela categoria. O governador explicou que não haveria aumento, pois o objetivo é “resgatar aquilo que é devido ao policial militar”. “É inaceitável um policial militar ganhar 1.500 reais por mês. Então eu não estou aumentando salário, estou corrigindo uma distorção”, reforçou.

Também durante uma coletiva, o gestor estadual ponderou ainda que a terceira classe era uma falta de respeito com os agentes da segurança pública. “2661 servidores vão sair desta categoria criada por que não respeito pela segurança pública. Hoje estamos reformando a legislação para que tais categorias sejam extintas e possamos dar um salário digno e compatível com o trabalho que eles exercem”, concluiu.

Imagens: Facebook 

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Saúde

Mais de 97 mil crianças de Goiás recebem Cadernetas de Saúde até o fim de março 

Segundo Ministério da Saúde, documento permite acompanhar a saúde da criança até os nove anos de idade.
02/03/2019, 16h45

Até o fim deste mês, cerca de 97.348 crianças moradoras de Goiás receberão a nova Cadernetas de Saúde da Criança – Passaporte da Cidadania. De acordo com o Ministério da Saúde, órgão responsável pela distribuição do material, o documento permite acompanhar a situação de saúde das crianças até os nove anos de idade.

As cadernetas começaram a ser entregues aos estados fevereiro e até o fim de março, todas as famílias com crianças no país portarão o documento. Ao todo, foram adquiridas 3.277.186 cadernetas. Número é baseado na média de nascidos vivos do ano de 2017 registrada pelos estados no Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC).

Cadernetas de Saúde devem ser entregues em unidades públicas e privadas de Goiás

O documento deve ser distribuído, segundo orientação do Ministério da Saúde, nas maternidades públicas e privadas e também nas unidades de saúde da atenção primária. As informações de saúde registradas na caderneta permitem acompanhamento e compartilhamento dos profissionais com a família, com o objetivo de facilitar a comunicação entre os serviços que cuidam da criança nos diversos níveis de atenção.

De acordo com o MS, a Política Nacional de Saúde da Criança prevê a disponibilização da Caderneta de Saúde da Criança, com atualização periódica de seu conteúdo, conforme o artigo 9º do anexo X, assim como a distribuição gratuita para todas as crianças nascidas em território nacional.

Distribuição de Cadernetas de Saúde por estado

  • Acre – 18.974
  • Amazonas – 88.350
  • Amapá – 19.608
  • Alagoas – 55.174
  • Bahia – 229.816
  • Ceará – 146.964
  • Distrito Federal – 65.062
  • Espírito Santo – 61.702
  • Goiás – 97.348
  • Mranhão – 126.258
  • Minas Gerais – 294.510
  • Mato Grosso do Sul – 48.906
  • Mato Grosso – 62.090
  • Pará – 157.822
  • Paraíba – 64.892
  • Pernambuco – 153.428
  • Piauí – 57.886
  • Rio Grande do Norte – 53.442
  • Rio de Janeiro – 245.610
  • Rondônia – 31.072
  • Roraima – 12.914
  • Rio Grande do Sul – 164.670
  • Santa Catarina – 111.160
  • Sergipe – 38.612
  • São Paulo – 663.670
  • Tocantins – 27.214
  • *Reserva Técnica – 180.032

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Trânsito

Forte chuva deixa BR-040, em Valparaíso de Goiás, alagada

Atenção, motoristas!
02/03/2019, 17h53

A forte chuva ocorrida na tarde deste sábado (2/3) deixou vários pontos da BR-040, altura de Valparaíso de Goiás, alagada. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) pede aos motoristas que evitem passar pela região. O transito no local segue com lentidão.

Um vídeo, divulgado pela PRF do Distrito Federal, mostra uma fila de carros que tentam seguir em meio à água. Pelas imagens é possível que o volume de água quase chega à altura do banco de um ponto de ônibus instalado na via. Veja abaixo:

Histórico de alagamentos na BR-040, em Valparaíso de Goiás

Em março do ano passado, vídeos gravados por pessoas que passavam pela BR-040, em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, mostraram alagamentos em diversos pontos da BR-040, provocados também por fortes chuvas. Na ocasião, algumas pessoas precisaram ser resgatadas de dentro de carros com ajuda de guinchos.

Chuva durante o feriado de carnaval em Goiás

Segundo a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o período entre 2 a 5 de março, em toda a Região Centro-Oeste, o céu ficará de nublado a encoberto, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em todos os dias. A temperatura nesses dias também não deve ser das mais altas. Ainda de acordo com o Inmet, a mínima deve variar entre 19º e 21º, ficando nessa média. Já a máxima deve ficar entre 27º e 30º. Quanto à umidade, para todos os dias a previsão é de umidade máxima de 95%.

Neste sábado (2/3), no Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, o tempo fica bastante instável por causa da presença de grandes áreas de instabilidade. Há risco de chuva forte e volumosa a qualquer hora do dia. Não se descarta a queda de raios, principalmente na região de Rio Verde onde a chuva será mais frequente.

Já no domingo (3/3), com o enfraquecimento das áreas de instabilidade, a nebulosidade diminui e o sol aparece com mais força nos três estados da Região e no Distrito Federal. Por causa da umidade elevada sobre a Região e o forte aquecimento há condições de pancadas de chuva já pela manhã em Goiânia, Brasília, Cuiabá e Rondonópolis.

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Goiás

Criança de dois anos gravemente ferida após acidente em Ceres é transportada de helicóptero para Goiânia

Ainda não há informações sobre o estado de saúde da criança.
03/03/2019, 14h14

Uma colisão entre dois veículos de passeio na manhã deste domingo (3/3), no trecho entre Rianápolis e Ceres, na BR-153, deixou pelo menos cinco pessoas gravemente feridas, sendo três adultos e duas criança, sendo uma de seis anos, e a outra com aproximadamente dois, com uma delas presa às ferragens de um dos carros.

A equipe que atendeu a ocorrência, foi da Companhia Independente Bombeiro Militar de Ceres (CIBM). Segundo as informações dos Bombeiros, após fazer o desencarceramento das vítimas presas às ferragens, a equipe fez o atendimento pré-hospitalar e a triagem para ver a gravidade das lesões dos acidentados.

O comandante da CIBM, Hendrigo Matos, afirmou que o acidente se deu em um local onde é proibida a ultrapassagem. Segundo o comandante, um dos veículos tentou fazer a ultrapassagem, no sentido Rianápolis/Goiânia, mas não conseguiu retornar a pista.

“Ele colidiu com a lateral de um caminhão e rodou na pista, em seguida bateu de frente com outro carro de passeio”, conta o comandante da CIBM.

Após o acidente uma criança de três anos precisou ser transportada de helicóptero para o Hugol

Criança de três anos fica gravemente feridas e presa às ferragens após acidente, Em Ceres
Foto: Divulgação

Após todo procedimento e com apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu), todas as vítimas foram levadas para Unidade de Pronto Atendimento de Ceres (UPA).

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), o ferido mais grave é uma criança de três anos. A corporação afirmou que a vítima foi levada primeiro para o Hospital de Ceres, no Vale do São Patrício, mas devido a gravidade dos ferimentos precisou ser transportada pelo Helicóptero da corporação para o Hospital de Urgência da Região Noroeste Governador Otávio Lages Siqueira (Hugol), no início desta tarde.

Portal Dia Online entrou em contato com o Hugol em busca de informações sobre o estado de saúde da criança, mas até a publicação desta matéria os e-mails não foram respondidos.

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Mundo

Desertores denunciam Ameaças do chavismo

Quando um capitão vira tenente-coronel, conta o sargento Jean Carlos Cesar Parra, é obrigado a fazer um curso de formação chavista.
03/03/2019, 14h36

O casal desceu com cautela um pequeno rochedo que marca a fronteira entre Brasil e Venezuela. Enquanto Adriana Balleri, de 20 anos, carregava no colo Adranelli, de apenas 1 mês, sob o inclemente sol de Roraima, o policial Cesar Marcano levava nas costas Cesar Jesus, de 2 anos. A mais velha, Alexandra, caminhava logo à frente.

O oficial Marcano desertou da guarda municipal de Carúpano, a segunda maior cidade do Estado de Sucre – zona portuária no leste venezuelano. Subordinada a autoridades chavistas municipais, a polícia de Carúpano exige lealdade de seu corpo de oficiais e desconfia de qualquer pedido de baixa ou de férias.

Com um salário mensal de 18 mil bolívares soberanos, o equivalente a R$ 18,24, Marcano não conseguia mais alimentar a família, principalmente os filhos pequenos. Com o soldo, comprava apenas dois quilos de frango para um mês inteiro. “Já não dava para sobreviver. Decidi desertar e tentar a vida no Brasil”, conta.

Ele e a mulher deixaram o Estado de Sucre com as crianças a tiracolo de madrugada, com medo de serem perseguidos. Levaram apenas a roupa do corpo. Na pequena mochila que servia de mala, Marcano carregava só a roupa das crianças.

Às vezes em ônibus, às vezes pedindo carona, passaram pelas cidades de Maturín, Ciudad Guayana e Eldorado até chegar a Santa Elena de Uairén, um trajeto de 944 quilômetros que levou uma semana. Ali, encontraram a fronteira fechada, por determinação do presidente Nicolás Maduro. Então, decidiram caminhar pelas “trochas” – trilhas ao longo da fronteira seca cujo percurso varia entre 40 minutos e 5 horas – para chegar ao Brasil.

Marcano é um dos cerca de 600 desertores que abandonaram as forças militares venezuelanas na última semana, com direção ao Brasil e à Colômbia, depois que a oposição tentou entrar com ajuda humanitária na Venezuela.

Em sua maioria, eles têm baixa patente – em Roraima, todos eram sargentos – e estão insatisfeitos com os baixos salários, a crise, a falta de comida, de remédios e a orientação de seus superiores para reprimir civis. O maior medo de todos é que algo aconteça à família. Ao contrário de Marcano, que era policial e servia na cidade onde morava, muitas vezes os militares e oficiais da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) são deslocados para postos distantes de casa.

Superiores usam pressão psicológica contra as deserções. Muitas vezes, dizem os soldados que romperam com o regime, grupos armados chavistas conhecidos como “coletivos” chegam a rodear as casas de parentes de soldados suspeitos de não serem leais ao regime. Ameaças de prisão e de tortura também são frequentes.

“Eles nos ameaçam de prisão e de tortura, dizem que vão nos levar ao Sebin (sede do serviço secreto venezuelano). Isso já aconteceu com vários amigos nossos”, disse outro sargento, Jose Antonio Moreno Peñaloza. “Os coletivos ameaçam nossas famílias para que não desertemos. Além disso, eles exigem que a gente reprima os civis.”

Para o primeiro sargento Carlos Eduardo Zapata, o moral da tropa está no chão por falta de comida. “Nós, sargentos da Guarda Nacional Bolivariana, estamos dormindo no chão, porque não temos colchão. O salário não dá para nada. Não estamos conseguindo pagar nossas necessidades básicas. Já não temos mais fardas e coturnos. Não temos nem dinheiro para comprar leite para nossos filhos”, afirma. “Temos medo por nossos parentes. Eles ameaçam prender nossos filhos ou matá-los. É assim que atua o governo.”

Os desertores contam ainda que, quando o oficial ascende na carreira, geralmente suas promoções estão vinculadas à lealdade a Maduro. Quando um capitão vira tenente-coronel, conta o sargento Jean Carlos Cesar Parra, é obrigado a fazer um curso de formação chavista. Dali em diante, o oficial só progride com base na lealdade à revolução bolivariana.

Parra revela ainda que os superiores vasculham celulares e Facebook dos praças para ver se estão contra o governo. “O alto comando militar não está preocupado com os problemas dos venezuelanos, porque vários integrantes viraram ministros”, disse. “Eles querem nos usar para trabalhar nas fazendas dos coronéis ou como guarda-costas de seus parentes.”

A aposta da oposição para derrubar Maduro, desde o início das movimentações do líder opositor Juan Guaidó, ainda em janeiro, era provocar uma cisão nas Forças Armadas Bolivarianas. Além do pequeno número de deserções – cerca de 600 em um universo de até 365 mil oficiais -, o fato de a maioria ter patentes baixas dificulta uma pressão política sobre o regime chavista.

A dificuldade em obter deserções de patente alta e média se dá também pelo profundo envolvimento dos militares com a economia formal e informal venezuelana, dizem os desertores. “Eles estão envolvidos com o petróleo, a mineração, a corrupção e o narcotráfico”, afirma o sargento Jorge Luis González Romero, sobre os mais de 2 mil generais das Forças Armadas. “Sempre são nomeados para ministérios e ficam mudando de cargos no governo para seguir ganhando dinheiro.”

Analistas veem pouco resultado na estratégia opositora, que ofereceu anistia a militares que não tenham cometido crimes contra a humanidade. Deserções de baixa patente não são novidade. Só no ano passado, 4,3 mil oficiais desertaram da GNB, segundo a ONG Control Ciudadano. Desde 2015, de acordo com a mesma instituição, 10 mil oficiais pediram baixa das Forças Armadas.

“Ainda que um pequeno grupo de militares de baixa patente esteja desertando, a verdade é que não há indícios de implosão. Maduro ainda dá as cartas”, diz Luis Vicente León, do Instituto Datanálisis. “Os militares têm dois medos: perder o poder e os privilégios sem qualquer garantia de proteção e anistia, e levantar-se contra Maduro, mas a insurreição ser insuficiente para derrubá-lo.”

“Maduro deve anunciar um aumento de soldo ao Exército como incentivo de lealdade”, afirmou a diretora da Control Ciudadano, Rocio San Miguel, ao diário colombiano El Espectador. “As deserções vão continuar, mas a cúpula comprometida com os abusos de Maduro deve seguir apoiando o chavismo. Mas com um plano de fuga, porque ninguém vai se queimar por ele.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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